Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz

“…no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.” Dia Mundial da Paz 2014

Blog do Ministério do Acolhimento da Paróquia São Paulo Apóstolo – 3 anos

Parabéns Equipe do Ministério do Acolhimento da Paróquia São Paulo Apóstolo

Neste dia em que podemos comemorar com todos os seguidores do blog do Ministério do Acolhimento três anos de alegria cristã, nada como renovar nosso compromisso de levar o Evangelho a todas as criaturas com a primeira leitura da liturgia do dia, onde São Paulo exorta à comunidade de Colossas a continuar a caminhada enraizados e edificados em Cristo, apoiados na fé e bendizendo o Santo Nome de Deus pelo nosso testemunho.

Blog do Ministério do Acolhimento - 3 anos

Assunção de Nossa Senhora

“Hoje, a Virgem Maria, mãe de Deus, foi elevada à gloria do céu.  Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor de toda a vida.” – Prefácio de Maria

Imaculada Conceição de Maria

Campanha da Fraternidade em Família – Quinta Reflexão

Ministério do Acolhimento - Paróquia São Paulo Apóstolo - Copacabana - RJ

“Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática, é como o homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia.  Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, e a casa caiu, e a sua ruína foi completa!” (Mt 7, 24-27)

A inquietude juvenil é conhecida por todos nós e tem como característica principal a capacidade de lutar por aquilo que acredita.  Ser jovem é possuir força e capacidade para promover mudanças.

Mas quais as mudanças desejadas por nossa juventude? De certo é a mesma em todos os tempos:  ver erradicados modelos de opressão e injustiças sociais.

É certo porém que hoje nossos jovens tem um perfil diferenciado, são infinitamente influenciados pelas culturas midiáticas, as quais insere-os em sua maioria sem contempla-los com valores verdadeiramente edificantes, ou seja, embora desejosos de um sentido para suas vidas muitas vezes não sabem como encontrá-lo.

A comunidade precisa refletir profundamente se está acolhendo e como está acolhendo sua juventude na Igreja, acreditando em sua capacidade e permitindo que tenha realmente uma experiência de fé.

Nunca na história da humanidade foi tão necessário levar a Palavra de Deus para encorajar nossa juventude a alicerçar sua vida na mensagem de Cristo, que desde muito jovem acolheu a vontade do Pai e com isso, venceu a própria morte.

O ânimo e coragem, inerentes àqueles que acolhem a Palavra, que é o próprio Deus que se doa diariamente a todos nós, precisam ser transmitidas por todos, especialmente aos mais jovens, através de uma convivência harmônica em família, na escola, no trabalho e na Igreja, do testemunho em ato, da partilha e da oportunidade de crescimento pessoal e profissional.

A oração como um dos meios do indivíduo se aproximar de Deus deve ser uma constante em família, nas reuniões de amigos e no início de quaisquer atividades, sempre em busca dos dons da prudência e sabedoria para uma vida bem aventurada, feliz e contagiante, ou seja, alicerçada sobre a rocha que é Jesus.

Ministério do Acolhimento

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Campanha da Fraternidade em Família – Quarta Reflexão

Ministério do Acolhimento - Paróquia São Paulo Apóstolo - Copacabana - RJ

“O Deus da perseverança e da consolação conceda que vocês tenham os mesmos sentimentos uns com os outros, a exemplo de Jesus Cristo. E assim vocês, juntos e a uma só voz, deem glória ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Acolham-se uns aos outros, como Cristo acolheu vocês, para a glória de Deus.”(Rm 15, 5-7)

 A força propulsora do amor é que torna viável uma nova realidade social.  Assim, é a partir da consciência de que cada um de nós tem uma missão essencial e única na comunidade, que se torna possível a realização de mudanças efetivas nos rumos de nossa sociedade tão dilacerada por valores que promovem o vazio existencial e toda sorte de malefícios ao indivíduo, como a solidão, a violência, o abandono, o desrespeito aos direitos naturais.

A juventude é a esperança de um mundo melhor, e também está no coração da Igreja, portanto é importante para o crescimento comunitário e deve ser acolhida com todo seu dinamismo e vitalidade, capazes de gerar uma nova consciência humanitária.

Este sentimento de pertença levado a ato é que atrai novos discípulos, na medida em que estes se sentem parte integrante da Igreja quando recebidos com amor os seus dons e também as suas limitações.

Para Deus relevante é que cada um de nós invista os talentos concedidos pela graça divina para a construção de um mundo melhor, logo nesta nova realidade não importa se aos nossos olhos a contribuição seja menor ou maior, mas a certeza que é a vontade de Deus se manifestando através de nós, sempre para o bem comum.

Neste sentido não há outro caminho para a construção de uma nova realidade senão pelo reconhecimento de que somos todos um só corpo, acolhidos por Deus Pai em todo o seu amor, e que somente através da identificação da presença de Cristo em cada um, na sua individualidade, é possível o sentimento de integração comunitária, capaz de despertar principalmente nos jovens o desejo de atuação efetiva na construção do futuro de nossa sociedade.

A Igreja, na Campanha da Fraternidade deste ano nos propõe acolher nossos jovens e permitir brotar sua contribuição, que mesmo desafiadora, está repleta de bons sentimentos e esperança num futuro melhor.

 

 

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Campanha da Fraternidade em Família – Terceira Reflexão

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“No dia seguinte, João aí estava de novo, com dois discípulos. Vendo Jesus que ia passando, apontou: “Eis aí o Cordeiro de Deus.” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram a Jesus. Jesus virou-se para trás, e vendo que o seguiam, perguntou: ‘O que é que vocês estão procurando?’ Eles disseram: ‘Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?’ Jesus respondeu: ‘Venham, e vocês verão.’ Então eles foram e viram onde Jesus morava. E começaram a viver com ele naquele mesmo dia. Eram mais ou menos quatro horas da tarde.”(João 1, 35-39)

 Estar no seguimento de Jesus é permitir-se deixar guiar pelo Espírito Santo, ou seja, assumir a raiz que sustenta nossos pensamentos, relacionamentos e trabalho, ou seja o próprio Deus, que viveu entre nós para nos ensinar a amar, valorizou a vida, perdoou, acolheu, testemunhou, anunciou o amor do Pai e denunciou tudo o que ia contra a vida, por isso é até hoje um modelo seguido por todos aqueles que buscam um sentido para a própria história e salvação.

Conhecer e experimentar a presença do Cristo Ressuscitado é um direito de todos, e como afirma o Santo Padre Bento XVI,  pode ser um fator decisivo para o rumo que desejamos dar para a nossa vida.

Assim também temos a missão de anunciar com coragem e disposição Jesus, que vive e renova a nossa vida, tornando-nos luz do mundo e sal da terra.

Particularmente neste Ano da Fé, os jovens são convocados a agir como autênticos discípulos missionários, ou seja, conhecer a pessoa de Jesus Cristo, optar por unir-se a ele e trabalhar segundo seus ensinamentos pelo Reino e por uma nova sociedade, mais justa e mais fraterna.

Aos adultos e idosos cabe a missão de acolher os jovens com alegria e ajudá-los a crescer a partir da vivência do Evangelho, como dom e propósito de transformação do mundo, a serem fortalecidos na eucaristia, na oração e vida comunitária, estimulando as organizações juvenis e o trabalho solidário, e especialmente este ano, hospedando os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, como ato concreto do amor cristão, na promoção da evangelização dos jovens do mundo inteiro.

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Campanha da Fraternidade em Família – Segunda Reflexão

Ministério do Acolhimento - Paróquia São Paulo Apóstolo - Copacabana - RJ

“No ano que morreu o rei Ozias, eu vi o Senhor sentado num trono alto e elevado. A barra do seu manto enchia o Templo. De pé, acima dele, estavam serafins, cada um com seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam. Eles clamavam uns para os outros: “Santo, Santo, Santo é Javé dos exércitos, a sua glória enche toda a terra”. Com o barulho das aclamações, os batentes das portas tremeram e o Templo se encheu de fumaça. Então eu disse: “Ai de mim, estou perdido! Sou homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros, e meus olhos viram o Rei, Javé dos exércitos”. Nesse momento, um dos serafins voou até onde eu estava, trazendo na mão uma brasa que havia tirado do altar com uma tenaz. Com a brasa tocou-me os lábios, e disse: “Veja, isto aqui tocou seus lábios: sua culpa foi removida, seu pecado foi perdoado”. Ouvi, então, a voz do Senhor que dizia: “Quem é que vou enviar? Quem irá de nossa parte?” Eu respondi: “Aqui estou. Envia-me!” (Isaías 6, 1-8)

Quando Deus chamou Isaías para a missão, Israel vivia um contexto social e político muito difícil, mas Deus confiou nele, não o abandonou, pois ele se colocou disponível.

Assim, Deus acolheu Isaías, reconhecido pecador que foi perdoado, e este acolheu o Amor de Deus, a sua Palavra, recebendo também a graça que o fez vencedor de todas as dificuldades.

Isaías definitivamente não conseguiria ser fiel à sua missão senão pela fé, alimentada pela Palavra de Deus, e apesar de suas limitações, teve coragem, disse “sim” e assumiu sua vocação.

Neste Ano da Fé, crianças, jovens, adultos e idosos são também incentivados a responder “sim” ao chamado de Deus, colocando-se à disposição para o anúncio do Evangelho, testemunhando no próprio dia-a-dia a mensagem de Jesus, e como discípulos-missionários promover a reconciliação e a solidariedade entre os homens, com a cofiança própria daqueles que creem que Deus jamais abandonará seus filhos amados.

Ministério do Acolhimento

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Campanha da Fraternidade em Família – Primeira Reflexão

Ministério do Acolhimento - Paróquia São Paulo Apóstolo - Copacabana - RJ

“De fato, o corpo é um só, mas tem muitos membros; e, no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo. Assim acontece também com Cristo. Pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo, quer sejamos judeus ou gregos, quer escravos ou livres. E todos bebemos de um só Espírito. O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos.” (1Cor 12, 12-14)

Ao testemunharmos com nossas vidas a nossa fé, tornam-se desnecessárias quaisquer outras provas que fundamentem a alegria que nos faz seguir os ensinamentos de Jesus Cristo.  Somos efetivamente o corpo da Igreja, cuja cabeça é o próprio Salvador, logo, todos e quaisquer movimentos estão em harmonia com Ele.

Assim, é em nossa atitude que O glorificamos e auxiliamos aqueles que nos conhecem a reconhecerem Deus através nós.

E é nesta unidade do Corpo, estabelecida pela riqueza da diferença de cada um, que se torna possível reconhecer a necessidade de acolhermos uns aos outros, para o crescimento comum.

A Juventude também é parte deste Corpo presente e atuante em nossa sociedade.  Amada e reconhecida pela Igreja, é de singular importância na construção de um mundo melhor, na medida em que seu dinamismo transformador é capaz de propagar a valorização da pessoa humana, da família, da justiça e da paz.

O acolhimento cristão implica desta forma em reconhecer também na juventude a imagem do próprio Jesus, – que desde muito jovem reconheceu e abraçou sua missão na salvação da humanidade – e, oferecer-lhe a oportunidade de viver plenamente a experiência do amor de Deus, que nos fortalece diante dos desafios do mundo contemporâneo.

Ministério do Acolhimento

Paróquia São Paulo Apóstolo

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Um Feliz e Santo Natal, por Pe. Paulo de Tarso

Presépio e CruzEstimados Amigos,

Na segunda quinzena de outubro, o comércio anuncia, através da propaganda, que o Natal está chegando.  Em nossas Igrejas, Comunidades, começamos a preparação para o Santo Natal com o Advento.  Nas quatro semanas da alegre espera, seguimos o exemplo de Gabriel, anunciamos aos quatro cantos, das mais diversas formas, a chegada do Filho do Altíssimo.

Queremos que as palavras do anjo, “Não tenhas medo”; “O Senhor está contigo”; “Eis que conceberás e darás a luz a um Filho”… ressoem em nossos corações, lares e em nossas comunidades.  Que o verdadeiro sentido dessas palavras seja compreendido por todos os homens de boa vontade.  Como Maria, somos chamados a gerar o Cristo, não uma vez por ano, mas sempre, todos os dias, através da nossa consagração, das nossas atitudes e do nosso compromisso com as exigências do Reino de Deus.

O Advento e o Natal nos apresentam a figura de Maria Santíssima.  Sua disponibilidade de acolher, meditar e praticar a Palavra, a torna modelo e itinerário de todos aqueles que querem se tornar discípulos de Jesus.

As semanas vão passando e o Natal toma visibilidade e forma nas saudações, nas decorações e especialmente no presépio como tentativa de reproduzir e atualizar em nosso tempo àquela única e singular noite do nascimento do Verbo de Deus.

Neste tempo, existe sempre a possibilidade de alguns minutos, encontrarmos um presépio.  Se pudermos contemplá-lo, por alguns minutos, certamente descobriremos que a gruta de Belém está unida à cruz do Calvário, pois o Natal é uma festa que celebra a esperança e a vitória da vida.  A esperança como força ativa de Deus em nós, que nos permite vencer o desânimo e acreditar que a vida e o mundo têm futuro.  Ali no presépio, Deus nos oferece uma lição:  poderia ter desanimado e desistido de salvar a humanidade; poderia ter deixado de acreditar no ser humano; poderia ter escolhido um caminho mais fácil para fazer seu Filho vir ao mundo.  Mas Deus preferiu identificar-se com o ser humano, amando-o apaixonadamente a ponto de assumi-lo correndo por ele as dores de todos os riscos e o risco de todas as dores.  O Deus da esperança sabia e sabe que o amor podia e pode vencer, sempre.  Quando chegar o Natal, vamos reabastecer o nosso coração de esperança, para que todas as nossas lutas tenham sentido.  Alimentar a esperança e assegurar a possibilidade de renascer em cada Natal celebrando a vida em Cristo Jesus.

 

Um Feliz e Santo Natal!

Pe. Paulo de Tarso, crsp

Paróquia São Paulo Apóstolo

Acolhimento cristão, um ato contra a cultura da morte e a favor da vida

Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, comenta a articulação que está sendo feita para a mudança do código penal e a responsabilidade que temos em nos posicionar contra a cultura da morte e a favor da vida.

O viver é Cristo

A comemoração de todos os fiéis defuntos, o dia de Finados, torna-se uma ocação propícia para meditarmos sobre a dimensão pascal da morte cristã.

Não se trata de mera coincidência que a devoçao opular reserve a segunda-feira como um dia que se recorde de moto particular, nossos falecidos.  Como sabemos, a cada domingo, a Igreja recorda a Páscoa semanal como a celebração do Dia do Senhor, de modo que celebramos semanalmente a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.

Esta vitória, no entando, não se limita a Cristo somente.  Como primícias de todos os que adormeceram n’Ele, o Senhor nos precede.  E, assim como, pelo Batismo, todod fomos sepultados na morte com Cristo, todos nós resuscitaremos com ele.  Desse modo, o piedoso costume de recordar os falecidos no dia seguinte ao domingo, linge de ser uma supertição, deve expressar a certeza de que a ressurreição de Cristo já é a nossa vitória.  Ele é a nossa Páscoa.  Sabemos que, se com Cristo morremos, com Ele ressuscitaremos, como nos diz São Paulo:  “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.”  Foi o próprio Cristo quem nos disse:  Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que acreditar em mim viverá eternamente.”

Após a Páscoa do Senhor, o grande dilema humano não mais será vida ou morte, mas viver ou morrer com Cristo ou sem Ele.  Pois, quer vivamos, quer morramos pertecemos ao Senhor, nosso Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas e ninguém, nem a morte nem a vida, nos pode tirar de suas mãos.

Por isso mesmo, hoje, que é o dia da saudade, é, ao mesmo tempo, dia da profunda esperança de um encontro que certamente virá, pois o céu é o encontro de todos aqueles que se amaram como Aquele que, “tento amado os seus que estavam no mundo, amou-nos até o fim.”

Fonte:  Folheto da Missa em Comemoração de todos os Fiéis Defuntos

A Arte de Ser Feliz

 

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.  Outras vezes encontro nuvens espessas.  Avisto crianças que vão para a escola.  Pardais que pulam pelo muro.  Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.  Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.   Marimbondos que sempre me parecem  personagens de Lope de Vega.  Ás vezes, um galo canta.  Às vezes, um avião passa.  Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.  E eu me sinto completamente feliz.

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

 Cecília Meireles

Esta é uma singela homenagem a todos os internautas, que assim como nós do Ministério do Acolhimento, aprenderam que acolher verdadeiramente é agir acima de tudo como imitadores de Cristo. 

Hoje este canal completa dois anos, anunciando e reanunciando Jesus.

Nossa Senhora Rainha

Filha de reis, estirpe de Davi,
Como é gloriosa a luz em que fulguras!
Sobre as regiões celestes elevada,
Virgem Maria, habitas nas alturas.
 
No coração, ó Virgem, preparaste,
para o Senhor dos céus, habitação.
E no sagrado templo do seu seio
Deus toma um corpo e faz-se nosso irmão,
 
Perante quem o mundo se ajoelha
A quem a terra adora, reverente,
A quem pedimos venha em nosso auxílio,
Radiosa luz, que as trevas afugente.
 
Tal nos conceda o Pai de toda a luz
e o Filho que por nós de ti nasceu,
com o Espírito, Sopro que dá a vida,
reinando pelos séculos, no céu.
 
 ( Liturgia das Horas- laudes)
 
Ó Rainha e Mãe de todos,
dos teus filhos ouve a voz,
e, depois da vida frágil,
a paz reine sobre nós.
Honra e glória ao Pai, ao Filho
E ao Espírito também,
Que e glória se vestiram
No esplendor dos céus.
Amém.
 
 (Liturgia das Horas- Vésperas)

Vieste como Amigo

Vieste como amigo

Chegaste a mim, humilde e diretamente,

para oferecer-me tua amizade.

Elevaste-me a teu nível,

abaixando-Te até o meu,

e queres um tratamento familiar, pleno de abandono.

Permaneces em mim misteriosamente,

como um amigo sempre presente,

dando-se sempre e plenificando por completo

todas as minhas aspirações.

Quando Te entregas a nós,

possuímos contigo toda a criação,

pois o universo inteiro Te pertence.

Para que a nossa amizade seja perfeita,

Tu me associas a teus sofrimentos e alegrias,

partilhas comigo tuas esperanças,

teus projetos, tua vida.

Convidas-me a colaborar em tua obra redentora,

a trabalhar contigo com todas as minhas forças.

Queres que a nossa amizade seja fecunda e produtiva,

para mim mesmo e para os outros.

Deus amigo dos homens,

Criador amigo da criatura,

Santo amigo do pecador.

És o Amigo ideal, que nunca falha em sua fidelidade

e nunca recusa a si mesmo.

A essa oferta de tão magnífica amizade,

quisera corresponder como Tu esperas e mereces,

procedendo sempre como teu amigo.

Amém.

Ignácio Larrañaga

Faça Milhões de Amigos, acolha peregrinos em sua casa

Mensagem do Dia Mundial da Paz – Educar os jovens para Justiça e a Paz

1. O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.
Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.
Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.
A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, económica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.
Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.
As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.
É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas  as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).
Os responsáveis da educação
2. Aeducação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latinaeducere – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.
E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ».[1] Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.
Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.
Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.
Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.
Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Actuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idóneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência. Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos.
Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade actual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de facto, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.
Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.
Educar para a verdade e a liberdade
3. Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ».[2] O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De facto, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o facto de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que « o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões »,[3] incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele económico ou social, individual ou colectivo.
Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De facto, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.
A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. « Hoje um obstáculo particularmente insidioso à acção educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde cada pessoa está, de facto, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum ».[4]
Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado.[5] Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem carácter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.
Assim o recto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.
Educar para a justiça
4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça. De facto, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.[6]
Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios económicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».[7]
« Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.
Educar para a paz
5. « A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade ».[8] A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.
A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser activos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. « Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).
A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.
Levantar os olhos para Deus
6. Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1).
A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: « Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? ».[9] O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).
Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.
Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.
Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.
Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz ».
Vaticano, 8 de Dezembro de 2011.
 
Papa Bento XVI

Deixe as marcas do cristianismo nas pessoas…

“Quando Deus entra na nossa vida ele modifica… a primeira coisa que ele modifica em nós é o nosso olhar… agente passa a olhar de um jeito novo para nós, para os outros… Quando eu tenho um olhar semelhante ao de Jesus, naturalmente eu vou ter comportamentos semelhantes aos dele. As minhas escolhas serão mais parecidas com as dele, porque ele é o meu referencial…”

Reflexão da Liturgia Diária

Refletir a liturgia diária é acima de tudo aceitar o convite para estar na presença de Deus e ouvir o que o Ele tem a nos dizer com amor e verdade. 

Deus está sempre à nossa procura e deseja que sigamos em sua direção para que a Sua presença nos realize em plenitude:  

“Todos vós que ten­des sede, vinde beber desta água. Mesmo os que não tendes di­nheiro, vinde, …Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta? E o vosso salário naquilo que não pode saciar-vos? …Prestai-me atenção e vinde a mim. Escutai-me e vivereis” (Isaías 55, 1-3).

E que a nossa resposta seja: Aqui estou, Senhor!  Dai-me a graça de conhecer as suas palavras…

Homilia de Bento XVI na Esplanada do Aeroporto de Freiburg im Breisgau – Domingo, 25 de Setembro de 2011 (texto integral)

Amados irmãos e irmãs,

É com particular emoção que celebro aqui a Eucaristia, a Acção de Graças, com tanta gente vinda de diversas partes da Alemanha e dos países limítrofes. A nossa acção de graças, queremos dirigi-la sobretudo a Deus, em Quem vivemos, nos movemos e existimos (cf. Act 17, 28); mas quero agradecer também a todos vós pela vossa oração em favor do Sucessor de Pedro, para que ele possa continuar a desempenhar o seu ministério com alegria e segura esperança, confirmando os irmãos na fé.

«Ó Deus, que manifestais a vossa omnipotência sobretudo com a misericórdia e o perdão…»: rezamos na colecta de hoje. Na primeira leitura, ouvimos dizer como Deus manifestou o poder da sua misericórdia, na história de Israel. A experiência do exílio babilonense fizera o povo cair numa profunda crise de fé: Por que sucedera aquela desgraça? Seria Deus verdadeiramente poderoso?

Há teólogos que, à vista de todas as coisas terríveis que acontecem hoje no mundo, põem em dúvida se Deus não possa ser realmente omnipotente. Diversamente, nós professamos Deus, o Omnipotente, o Criador do céu e da terra. E sentimo-nos felizes e agradecidos por Ele ser omnipotente; mas devemos, ao mesmo tempo, dar-nos conta de que Ele exerce o seu poder de maneira diferente de como costumamos fazer nós, os homens. Ele próprio impôs um limite ao seu poder, ao reconhecer a liberdade das suas criaturas. Sentimo-nos felizes e agradecidos pelo dom da liberdade; mas, quando vemos as coisas tremendas que sucedem por causa dela, assustamo-nos. Mantenhamos a confiança em Deus, cujo poder se manifesta sobretudo na misericórdia e no perdão. E estejamos certos, amados fiéis, de que Deus deseja a salvação do seu povo. Deseja a nossa salvação, a minha salvação, a salvação de cada um. Sempre, mas sobretudo em tempos de perigo e transtorno, Ele está perto de nós, e o seu coração comove-se por nós, inclina-se sobre nós. Para que o poder da sua misericórdia possa tocar os nossos corações, requer-se a abertura a Ele, é necessária a disponibilidade para abandonar livremente o mal, levantar-se da indiferença e dar espaço à sua Palavra. Deus respeita a nossa liberdade; não nos constrange. Ele aguarda o nosso «sim» e, por assim dizer, mendiga-o.

No Evangelho, Jesus retoma este tema fundamental da pregação profética. Narra a parábola dos dois filhos que são convidados pelo pai para irem trabalhar na vinha. O primeiro filho respondeu: «“Não quero”. Depois, porém, arrependeu-se e foi» (Mt 21, 29). O outro, ao contrário, disse ao pai: «“Eu vou, senhor.” Mas, de facto, não foi» (Mt 21, 30). À pergunta de Jesus sobre qual dos dois cumprira a vontade do pai, os ouvintes justamente respondem: «O primeiro» (Mt 21, 31). A mensagem da parábola é clara: Não são as palavras que contam, mas o agir, os actos de conversão e de fé. Jesus, como ouvimos, dirige esta mensagem aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo de Israel, isto é, aos peritos de religião do seu povo. Estes começam por dizer «sim» à vontade de Deus; mas a sua religiosidade torna-se rotineira, e Deus já não os inquieta. Por isso sentem a mensagem de João Baptista e a de Jesus como um incómodo. E assim o Senhor conclui a sua parábola com estas palavras drásticas: «Os publicanos e as mulheres de má vida vão antes de vós para o Reino de Deus. João Baptista veio ao vosso encontro pelo caminho que leva à justiça, e não lhe destes crédito, mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram nele. E vós, que bem o vistes, nem depois vos arrependestes, acreditando nele» (Mt 21, 31-32). Traduzida em linguagem de hoje, a frase poderia soar mais ou menos assim: agnósticos que, por causa da questão de Deus, não encontram paz e pessoas que sofrem por causa dos seus pecados e sentem desejo dum coração puro estão mais perto do Reino de Deus de quanto o estejam os fiéis rotineiros, que na Igreja já só conseguem ver o aparato sem que o seu coração seja tocado por isto: pela fé.

Assim, a palavra deve fazer-nos reflectir seriamente; antes, deve abalar a todos nós. Isto, porém, não significa de modo algum que todos quantos vivem na Igreja e trabalham para ela se devam considerar distantes de Jesus e do Reino de Deus. Absolutamente, não! Antes, este é o momento bom para dizer um palavra de profunda gratidão a tantos colaboradores, contratados ou voluntários, sem os quais a vida nas paróquias e na Igreja inteira seria impensável. A Igreja na Alemanha possui muitas instituições sociais e caritativas, onde se cumpre o amor do próximo de forma eficaz, mesmo socialmente e até aos confins da terra. Quero exprimir, neste momento, a minha gratidão e o meu apreço a todos quantos estão empenhados na Cáritas alemã ou noutras organizações, ou então que disponibilizam generosamente o seu tempo e as suas forças para tarefas de voluntariado na Igreja. Tal serviço requer, primariamente, uma competência objectiva e profissional; mas, no espírito do ensinamento de Jesus, exige-se algo mais, ou seja, o coração aberto, que se deixa tocar pelo amor de Cristo, e deste modo é prestado ao próximo, que precisa de nós, mais do que um serviço técnico: o amor, no qual se torna visível ao outro o Deus que ama, Cristo. Neste sentido e a partir do Evangelho de hoje, interroguemo-nos: Como é a minha relação pessoal com Deus na oração, na participação na Missa dominical, no aprofundamento da fé por meio da meditação da Sagrada Escritura e do estudo do Catecismo da Igreja Católica? Queridos amigos, em última análise, a renovação da Igreja só poderá realizar-se através da disponibilidade à conversão e duma fé renovada.

No Evangelho deste domingo, como vimos, fala-se de dois filhos, mas misteriosamente por detrás deles há um terceiro. O primeiro filho diz «não», mas depois cumpre a vontade do pai. O segundo filho diz «sim», mas não faz o que lhe foi ordenado. O terceiro filho diz «sim» e faz também o que lhe foi ordenado. Este terceiro filho é o Filho Unigénito de Deus, Jesus Cristo, que aqui nos reuniu a todos. Ao entrar no mundo, Ele disse: «Eis que venho (…) para fazer, ó Deus, a vossa vontade» (Heb 10, 7). Este «sim», Ele não se limitou a pronunciá-lo, mas cumpriu-o e sofreu até a morte. Diz-se no hino cristológico da segunda leitura: «Ele, que era de condição divina, não quis ter a exigência de ser posto ao nível de Deus. Antes, a Si próprio Se despojou, tomando a condição de escravo, ficando semelhante aos homens. Tido no aspecto como simples homem, ainda mais Se humilhou a Si mesmo, obedecendo até à morte e morte na cruz» (Flp 2, 6-8). Em humildade e obediência, Jesus cumpriu a vontade do Pai, morreu na cruz pelos seus irmãos e irmãs – por nós – e redimiu-nos da nossa soberba e obstinação. Agradeçamos-Lhe pelo seu sacrifício, ajoelhemos diante do seu Nome e, juntamente com os discípulos da primeira geração, proclamemos: «Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai» (Flp 2, 11).

A vida cristã deve medir-se continuamente pela de Cristo: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus» (Flp 2, 5) – escreve São Paulo ao introduzir o hino cristológico. E, alguns versículos antes, já nos exorta: «Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade; se existe alguma participação nos dons do Espírito Santo, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai a minha alegria, mantendo-vos unidos nos mesmos sentimentos: conservai a mesma caridade, uma alma comum, um mesmo e único sentir» (Flp 2, 1-2). Assim como Cristo estava totalmente unido ao Pai e era-Lhe obediente, assim também os seus discípulos devem obedecer a Deus e manter entre si um mesmo sentir. Queridos amigos, com Paulo ouso exortar-vos: Tornai plena a minha alegria, permanecendo firmemente unidos em Cristo! A Igreja na Alemanha vencerá os grandes desafios do presente e do futuro e continuará a ser fermento na sociedade, se os sacerdotes, as pessoas consagradas e os leigos que acreditam em Cristo, na fidelidade à vocação específica de cada um, colaborarem em unidade; se as paróquias, as comunidades e os movimentos se apoiarem e enriquecerem mutuamente; se os baptizados e os crismados, em união com o Bispo, mantiverem alta a chama de uma fé intacta e, por ela, deixarem iluminar a riqueza dos seus conhecimentos e capacidades. A Igreja na Alemanha continuará a ser uma bênção para a comunidade católica mundial, se permanecer fielmente unida aos Sucessores de São Pedro e dos Apóstolos, se tiver a peito de variados modos a cooperação com os países de missão e se nisto se deixar «contagiar» pela alegria na fé das jovens Igrejas.

Com a exortação da unidade, Paulo associa o apelo à humildade. Diz: «Não façais nada por rivalidade, nem por vanglória; mas, por humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros» (Flp 2, 3-4). A vida cristã é uma «existência-para»: um viver para o outro, um compromisso humilde a favor do próximo e do bem comum. Amados fiéis, a humildade é uma virtude que no mundo de hoje e, de modo geral, de todos os tempos, não goza de grande estima. Mas os discípulos do Senhor sabem que esta virtude é, por assim dizer, o óleo que torna fecundos os processos de diálogo, possível a colaboração e cordial a unidade. Humilitas, a palavra latina donde deriva «humildade», tem a ver com humus, isto é, com a aderência à terra, à realidade. As pessoas humildes vivem com ambos os pés na terra; mas sobretudo escutam Cristo, a Palavra de Deus, que ininterruptamente renova a Igreja e cada um dos seus membros.

Peçamos a Deus a coragem e a humildade de prosseguirmos pelo caminho da fé, de nos saciarmos na riqueza da sua misericórdia e de mantermos o olhar fixo em Cristo, a Palavra que faz novas todas as coisas, que é para nós «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6), que é o nosso futuro. Amen.

Fonte:  SPE Deus

O JIPE

Um jovem cumpria o seu dever cívico prestando serviço ao exército, mas era ridicularizado por ser cristão.


Um dia o seu superior hierárquico, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, pregou-lhe uma peça…


- Soldado Coelho, venha até aqui!


- Pois não Senhor.


- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.


- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.


- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei…


- Mas senhor, eu não sei dirigir!


- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.


O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração.


“Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém”


O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior.


Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos…


- O que houve gente? perguntou o soldado.


- Nós queremos o teu Deus, Coelho.


Como fazemos para tê-lo? Perguntou o seu superior.


- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porque todos decidiram aceitar o meu Deus?


O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas. Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo estava sem o motor!


DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.

SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM!

Oração:


Espere…

No tempo de Deus (que não é o seu) aquilo que você tanto almeja ser-lhe-à dado.

Se você está passando por provas, não se desespere.

O Senhor está formando seu carater… e no tempo certo Ele lhe dará a vitória.

Amém.

Para orar e refletir…

Senhor…

Segura nas minhas mãos
e ensina-me a caminhar.
Preciso
de tanta coragem
tanta força
e de tanta luz
para continuar minha missão.

Senhor!
Procurei sempre fazer o melhor,
evoluir sempre
mas sou apenas
um simples ser humano
que continua aprendendo
com meus próprios erros!

Quantas vezes deixei de te procurar…
Quantas vezes blasfemei…
Mas, lá no fundo de minha alma,
sei que só posso contar
com o teu Poder Infinito!

Senhor!
Não permitas que eu esmoreça!
Sei que quem está a teu lado
Só pode ter
Paz!
Junto a ti,
nada há a temer.

Abençoa, Senhor,
todos os que me têm carinho
e também
os que gratuitamente me atacam,
pois estas pessoas me dão forças
para mudar o meu rumo
e progredir sempre.

Permite-me, Senhor,
que tenha sempre compreensão
para com todos.

Obrigado DEUS por me ajudar
tantas vezes.
Obrigado, por me ouvir sempre.
E perdoa-me
por nem sempre entender
os teus desígnios!

Maria visita Isabel e leva a alegria da presença de Deus em sua vida

Ao fechar os olhos e deixar-se levar pelo Espírito de Deus, participamos nos passos de Maria, nos caminhos de Jesus. Vemos uma mulher simples e piedosa, caminhando pelas estradas tortuosas e íngremes das montanhas da Galiléia. Vislumbramos ao longe uma mulher, caminhando lentamente por carregar um filho em seu ventre. Aqueles passos firmes e corajosos vencem as estradas e ela caminha como missionária para servir, com humildade e amor, uma pessoa necessitada. Essa mulher é Maria, a mulher missionária, a mãe do divino Salvador. Maria deixa seu lar e seus afazeres, suas fainas diárias, para servir sua prima Isabel. A anunciação do anjo Gabriel já tinha dado a Maria a grandeza de sua missão: ser a mãe do divino Salvador, a arca da aliança. Mesmo conhecendo sua situação sublime e grandiosa na história da salvação da humanidade, Maria não se apega à sua condição de co-redentora, mas com delicadeza faz-se serva da humanidade. No seu serviço gentil e amável à sua prima, ela está se tornando serva dos pobres e necessitados, como modelo do ser cristão. Sua missão não é exibicionista. Ela vai participar da vida familiar de seus primos Zacarias e Isabel e preparar a vinda do precursor, João Batista. Este é o desígnio divino: Maria prepara a chegada do precursor do Messias, para que esse precursor prepare a chegada do Filho de Deus no coração da humanidade. Sua missão é singela: Maria vai servir a casa, cuidar dos afazeres domésticos, lavar panelas, varrer a casa, coisas que as mulheres fazem para servir as futuras mães, os enfermos e os idosos. Coisas que os homens fazem em favor dos companheiros da comunidade: levantar paredes, acompanhar no hospital, encher lajes em mutirões. Maria visita Isabel e leva a alegria da presença de Deus em sua vida, para propagar a mensagem evangélica, que é o serviço missionário, o anúncio da palavra divina, a caridade cristã. Maria leva Deus no ventre, o Filho de Deus; portanto, sua presença é força de paz e de solidariedade. A grande missionária de Deus anuncia vida nova para a família de Zacarias e Isabel. O encontro de Jesus Cristo, o Messias, Filho de Maria, e de João Batista, o precursor, inaugura o tempo da nova aliança. O encontro misterioso de duas crianças, ainda no ventre de suas mães, revela que a missão divina já tinha sido acolhida por eles. Assim, nunca terão dúvidas de sua missão, mas irão colocar-se a cada instante no plano salvífico de Deus. O Messias torna-se o Emanuel e João, seu precursor. A mão divina estava presente em suas vidas desde o princípio, uma vez que ambos foram concebidos pela ação misteriosa de Deus. Os dois protagonistas do messianismo divino foram concebidos por graça divina, como uma ação gratuita de sua generosidade. Ao receber a saudação de Maria, o menino vibrou de alegria no ventre de Isabel. Muitas vezes, eles irão se encontrar nos caminhos misteriosos de Deus traçados em suas vidas. João acompanha os passos de Jesus e prepara os caminhos para sua missão no mundo. Jesus revela aos discípulos de João seus prodígios, para que possam crer que o reino de Deus está presente no mundo. Quando João Batista foi encarcerado, a notícia entristeceu Jesus, que protestou contra a prepotência de Herodes. Os seus caminhos se cruzavam como sinal de comunhão e partilha. Maria nos ensina que, se Deus estiver presente em nosso coração, em todos os lugares que chegarmos a vida vibrará e a alegria será exultante e grandiosa. Se Cristo estiver em nossas vidas, nossas palavras e ações trarão vontade de viver aos desanimados e farão brotar alegria nos corações tristes. Maria nos convida a abrir nosso espírito para receber o Filho de Deus e nos envia, como missionários, ao encontro dos irmãos, que nos estendem as mãos com confiança.

Fonte: Nos Passos de Maria: para meditar o rosário a cada dia/Antonio Sagrado. São Paulo, Paulinas, 2003).

Irmã Dulce, o anjo bom do Brasil

Hoje uma cidadã brasileira, e exemplo para todos nós, será beatificada.  Irmã Dulce dedicou sua vida ACOLHENDO os mais necessitados, dando-lhes DIGNIDADE, APOIO, E A OPORTUNIDADE DE UMA NOVA VIDA, pois via em cada um deles o próprio CRISTO. 

Esta visão foi sua força em toda sua peregrinação em prol da vida, a fez superar as dificuldades e deixar para toda humanidade dois ensinamentos: que com fé e boa vontade tudo é possível e que nosso maior legado é servir ao próximo com amor. 

Há muito o que se falar dessa nossa grande brasileira e irmã, porém é melhor ver e ouvir da personagem principal dessa história o que é, de fato, seguir os ensinamentos de Cristo.

Assista o documentário abaixo, sobre Irmã Dulce, o anjo bom do Brasil.