Nada encontrarás que não esteja contido na oração do Senhor

Oração-AgoraQuem diz, por exemplo: Sê glorificado em todos os povos, assim como foste glorificado em nós (Eclo 36,3) e: Sejam reconhecidos fiéis os teus profetas (Eclo 36,15), o que diz senão:Santificado seja o teu nome?

Quem diz: Deus dos exércitos, converte-nos e mostra tua face e seremos salvos (Sl 79,4), o que diz senão: Venha o teu reino?

Quem diz: Orienta meus caminhos segundo tua palavra e nenhuma iniquidade me dominará (Sl 118,133), o que diz senão: Seja feita tua vontade assim na terra como no céu?

Quem diz: Não me dês indigência nem riquezas (Pr 30,8) o que diz senão: O pão nosso de cada dia dá-nos hoje?

Quem diz: Lembra-te, Senhor, de Davi e de sua mansidão (Sl 131,1) ou Senhor, se assim agi, se há iniquidade em minhas mãos, se paguei o bem com o mal (cf. Sl 7,14), o que diz senão: Perdoa nossas dívidas assim como perdoamos a nossos devedores?

Quem diz: Arrebata-me de meus inimigos, ó Deus, e dos que se levantam contra mim liberta-me (Sl 58,2), o que diz senão: Livra-nos do mal?

E se percorreres todas as palavras das santas preces, em meu parecer, nada encontrarás que não esteja contido nesta oração dominical ou que ela não encere. Por isto cada qual ao orar é livre de dizer estas ou aquelas palavras, mas não pode sentir-se livre de dizer coisa diferente.

Sem a menor dúvida, é isso que devemos pedir na oração, por nós, pelos nossos, pelos estranhos e até pelos inimigos; uma coisa para este,outra para aquele, conforme o parentesco mais próximo ou mais afastado, segundo brote ou inspire o sentimento no coração do orante.

Sabes, agora, assim penso, não apenas como rezar, mas o que rezar; não fui eu o mestre, mas aquele que se dignou ensinar-nos a todos nós.

A vida feliz, a ela temos de tender, temos de pedi-la ao Senhor Deus. O que seja ser feliz tem sido muito e por muitos discutido. Nós, porém, para que irmos atrás de muitos e de muitas coisas? Na Escritura de Deus, com toda a verdade e concisão, se diz: Feliz o povo que tem por Senhor o próprio Deus (Sl 143,15). Para sermos deste povo, chegar a contemplar a Deus e com ele viver sem fim, a meta do preceito é a caridade com um coração puro, consciência boa e fé sem hipocrisia (cf. 1Tm 1,5).

Nestes três objetivos, a esperança corresponde à boa consciência. Portanto a fé, a esperança e a caridade levam a Deus o orante, aquele que crê, que espera, que deseja e que presta atenção ao que pede ao Senhor na oração dominical.

(Da Carta a Proba, de Santo Agostinho, bispo – Ep.130,12,22-13,24:CSEL44,65-68 – Séc.V)

Liturgia do Dia – 25/10/2013

Lucas 12, 54-59“Estar atento aos sinais dos tempos é se emprenhar para fazer o bem em vista da vida presente e futura, reconhecer o que é justo em todas as situações e ser consciente das próprias limitações.”

Primeira leitura: Romanos 7, 18-25
Salmo Responsorial: 118 (119)
Evangelho: Lucas 12, 54-59

Liturgia do Dia – 24/10/2013

Lucas 12, 49-53“As leituras nos convidam a tomar o partido de Jesus, afastando-nos das ações que conduzem à morte e pondo-nos à serviço da justiça do reino, a qual nos garante a vida eterna.”

Primeira leitura: Romanos 6, 19-23
Salmo Responsorial: 1
Evangelho: Lucas 12, 49-53

Liturgia do Dia – 23/10/2013

Lucas 12, 39-48“Estar sob o regime da graça significa ter condições de superar o pecado e trilhar o caminho do serviço e da justiça, o qual faz merecedores do banquete da vida eterna.”

Primeira leitura: Romanos 6, 12-18
Salmo Responsorial: 123 (124)
Evangelho: Lucas 12, 39-48

Liturgia do Dia – 22/10/2013

Lucas 12, 35-38“Por um só, Jesus Cristo, homem e Deus, veio para todos a justificação que dá a vida. A felicidade do discípulo de jesus está em se pôr a serviço do reino na vigilância e na esperança.”

Primeira leitura: Romanos 5, 12.15.17-19.20-21
Salmo Responsorial: 39 (40)
Evangelho: Lucas 12,35-38

Liturgia do Dia – 20/10/2013

Lucas 18, 1-8“A palavra de Deus nos quer comunicar a sabedoria que nos leva à salvação. As leituras nos motivam a oração perseverante, expressão e alimento da nossa fé, e nos revelam que Deus não deixa de atender aos clamores por justiça que brotam da oração insistente, unida à ação.”

Primeira leitura: Êxodo 17, 8-13
Salmo Responsorial: 120 (121)
Segunda leitura: 2 Timóteo 3, 14-4,2
Evangelho: Lucas 18, 1-8

Liturgia do Dia – 16/10/2013

“As leituras nos previnem contra o espírito de julgamento e hipocrisia, o qual nos faz esquecer a essência da religião e lançar sobre os outros fardos que nós mesmos não suportamos.”

Primeira leitura: Romanos 2, 1-11
Salmo Responsorial: 61 (62)
Evangelho: Lucas 11, 42-46

Doe de Coração – Instituto Jornada Mundial da Juventude

A Jornada Mundial da Juventude Rio2013 foi sem dúvidas o maior acontecimento Cristão ocorrido na América Latina nos últimos anos, deixando inúmeros legados não só para a cidade, mas também para todos os que viveram através dela a singular experiência de numa só voz louvar e agradecer a Deus pelo dom da vida e da esperança.

Foram mais de 4 milhões de jovens do mundo inteiro unidos numa só voz por um mundo melhor, 1,8 bilhões de reais injetados na economia da cidade, sem contar a promoção turística, lembrando que 95% dos peregrinos desejam voltar a visitar a cidade maravilhosa. Sem registros de violência e totalmente ecológico, a JMJ Rio2013 marcou a vida e a história de todos os envolvidos direta ou indiretamente, trazendo alegria, fé, esperança e fraternidade.

Superando todas as expectativas, demandou um grande sacrifício, mas não se esgotou em sua realização, pois renovou a missão da Igreja em promover a fé e a esperança de inúmeros jovens, na construção de um futuro melhor.

Assim, o Instituto Jornada Mundial da Juventude pede a ajuda de cada um de nós para saltar os investimentos, lançando a campanha “Doe de Coração”.

As doações, em qualquer valor, podem ser feitas pelo site www.doarjmj.com.br ou na conta corrente 20130-5, agência 0204, Itaú.

Participe!

jmj doação

Liturgia do Dia – 15/10/2013

Lucas 11, 37-41“A justiça libertadora de Deus se revela no evangelho de Jesus Cristo, instrumento universal de salvação que nos ajuda a ir além da aparência e da superficialidade das coisas e viver segundo a verdade divina.”

Primeira leitura: Romanos 1, 16-25
Salmo Responsorial: 18 (19a)
Evangelho: Lucas 11, 37-41

Liturgia do Dia – 14/10/2013

Lucas 11, 29-32“De Deus recebemos a graça da vocação para a santidade e para o discipulado de Cristo. Jesus é o grande sinal de Deus, superior a qualquer outro.”

Primeira leitura: Romanos 1, 1-7
Salmo Responsorial: 97 (98)
Evangelho: Lucas 11, 29-32

São Paulo a escrever ao Povo Romano, pagão, é taxativo ao afirmar que tanto o apostolado, quanto o discipulado é uma graça de Deus, e aos renascidos em Cristo é feito o chamado para anunciar, celebrar e testemunhar com a própria vida a salvação, que não se limita aos batizados, mas é para todos os homens.

Temos dois aspectos importantes a observar nesta carta, o primeiro é que não basta anunciar, é necessário seguir, conhecer e aprender a amar Jesus, senão tornamo-nos meros repetidores de suas palavras, sem adentrar na beleza e sabedoria que a sua mensagem encerra e nos convida a experimentar, o segundo é que não basta vivermos a Palavra da Salvação sem incluir o outro.

Sendo um chamado para todos, o anúncio envolve portanto, o trabalho verdadeiramente missionário, o ir ao encontro do nosso semelhante, evitando assim cair no perigo do ostracismo intelectual que impede o real sentido do estar a serviço do reino e que torna o conhecimento semente do egoísmo, contrário ao projeto de Deus.

O evangelho traz à tona o grande desafio de todas as gerações que na maioria das vezes insiste manter uma relação de permuta com Deus, onde a fé depende do saciar os desejos individualistas e mundanos, sem contudo reconhecer a importância da conversão e de se deixar Deus ser Deus.

Aos ninivitas foi dado Jonas e a toda a humanidade o próprio Jesus.

Liturgia do Dia – 13/10/2013

Lucas 17, 11-19“Virtude humana fundamental, a gratidão não pode estar ausente da vida do cristão. Acolhendo com fé a Palavra que agora se oferece a nós, reconheçamos a ação salvadora de Deus presente no mundo e agradeçamos seu imenso amor.”

Primeira leitura: 2Reis 5, 14-17
Salmo Responsorial: 97 (98)
Segunda leitura: 2 Timóteo 2, 8-13
Evangelho: Lucas 17, 11-19

Liturgia do Dia – 12/10/2013

Nossa Senhora Aparecida“A sensibilidade para com o povo leva as mulheres retratadas nas leituras a se pôr em defesa da vida. Elas estão sempre prontas a agir e a interceder a Deus em favor dos aflitos e necessitados.”

Primeira leitura: Ester 5, 1-2; 7, 2-3
Salmo Responsorial: 44 (45)
Segunda leitura: 12, 1.5.13.15-16
Evangelho: João 2, 1-11

Liturgia do Dia – 11/10/2013 (comentada)

Lucas 11, 15-26“A palavra de Deus nos faz forte apelo à conversão, a estar com Jesus e ser, a seu exemplo, portadores do reino, tendo em vista a superação das forças que degradam a vida humana.”

Primeira leitura: Joel 1, 13-15; 2, 1-2
Salmo Responsorial: 9a (9)
Evangelho: Lucas 11, 15-26

Joel diante da desolação do país pede a todos a participação numa manifestação penitencial, para suplicar a Deus que afaste todo o mal que assolava aquela comunidade, anunciando o dia de Javé, buscava levar os homens a refletirem sobre o sentido de suas vidas e reexaminarem o rumo de sua história. mais uma vez aqui a fé, toma à frente das decisões humanas na busca da superação das dificuldades.

A presença do verbo divino no meio dos homens, porém, não interrompe as incisivas do demônio, sobre a humanidade, logo, há que se considerar que a vontade de Deus, mesmo soberana, não diminui os efeitos do amor que nos criou na liberdade de escolha e de avaliação, mas nos faz um contundente apelo à conversão, única medida capaz de efetivamente superar as forças do mal.

O próprio Cristo foi tentado e colocado à prova diante do povo escolhido não para que caísse em algum erro, mas para confundir aqueles que abraçaram seu seguimento, mas ainda estavam muito infantis na sua escolha.

Neste sentido, convém voltar à reflexão do início da semana, onde o Senhor nos fala da importância de uma fé pautada na qualidade e não na sua extensão.

Seria ingênuo pensar que o mal desistiria de seus propósitos, com a encarnação do próprio Deus; ao contrário, mesmo vencido, continua à espreita, atento às fraquezas humanas, inclusive para operar seus propósitos através de nós.

Cientes disso, a qualidade da fé se torna condição principal para que o homem seja realmente portador do reino, capaz de vencer as investidas do demônio. Por isso e para isso é necessário abraçar três certezas: a uma, que Jesus luta com o próprio demônio, com sabedoria, a duas, que não é possível ficar indeciso acerca do bem e do mal, a radicalidade do seguimento cristão é fator incondicional para o bem caminhar, a três, é necessário vigiar sempre, mesmo quando aparentemente, tudo está tranquilo.

Liturgia do Dia – 10/10/2013 (comentada)

Lucas 11, 5-13“Quem em Deus confia e persevera nuca deixa de experimentar sua graça. Para os justos nascerá o “sol da justiça”, a salvação por meio de Jesus, o Filho de Deus.”

Primeira leitura: Malaquias 3 13-20
Salmo responsorial 1
Evangelho: Lucas 11, 5-13

Perseverança, fé e oração são os três elementos que vem complementar a caminhada, nesta semana em que somos chamados a seguir adiante, aderindo à mensagem do Evangelho.

Malaquias vive um contexto em que o culto não refletia mais a mola propulsora do desenvolvimento social da sua comunidade, e por isso, insta o povo a rever seus valores, já afastados dos reais conceitos da justiça, da responsabilidade material e do culto religioso que precisava assumir um caráter mais vivo e dinâmico.

O profeta apresenta o próprio senhor questionando o comportamento daquela gente e ressalta quem serão os que verão o sol da justiça, ou seja, os que encontrarão a salvação através do messias, a partir da obediência e do serviço ao reino.

O próprio Jesus convida a perseverança, ele mesmo orienta seus discípulos a jamais desistir de confiar e pedir ao Senhor que sejam atendidos em suas necessidades, de forma tal que a fé jamais se reduza ao puro formalismo litúrgico, mas renove a cada dia a certeza de que o melhor a ser desejado é a presença do Espírito Santo em suas vidas, na oração sincera, profunda e despojada.

E nesta oração que se encontra Deus, que anseia por atender as necessidades de seus filhos amados, com o que há de melhor, por isso, o salmista afirma: é feliz quem a Deus se confia!

Liturgia do Dia – 09/10/2013 (comentada)

Lucas 11, 1-4“A beleza do amor de Deus, que perdoa nossas ofensas suscita em nós o desejo de que seu reino se estabeleça na terra, pede-nos a superação das atitudes mesquinhas e de todo fechamento de coração.”

Primeira leitura: Jonas 4, 1-11
Salmo Responsorial: 85 (86)
Evangelho: Lucas 11, 1-4

“Tu que sofres por causa desta planta, que não te custou trabalho e não fizestes crescer, que nasceu numa noite e na outra morreu. E eu não haveria de salvar esta grande cidade de Nínive, em que vivem cento e vinte mil seres humanos, que não sabem distinguir a mão direita da esquerda e um grande número de animais?”

Jonas, não se alegrou com a conversão dos Ninivitas, tampouco com o perdão que lhes fora concedido e recebe uma grande lição. Deus jamais abandona um filho que se arrepende dos erros cometidos, por uma única razão, reconhece a sua miséria, e cônscio de que tudo o que existe foi gerado por si, justifica-os no seu grande amor e infinita misericórdia.

O chamado do Pai Nosso é o reconhecimento de sua soberania universal e um convite à abandonar a mesquinhez que leva o homem a viver isolado, por não desejar que o reino se estabeleça em toda a terra e em todos os corações.

Liturgia do Dia – 08/09/2013 (comentada)

Lucas 10, 38-42“Deus se compadece do povo que abandona o mau caminho por meio da escuta atenta de sua palavra, fonte primeira da intimidade com ele.”

Primeira leitura: Jonas 3, 1-10
Salmo Responsorial: 129 (130)
Evangelho: Lucas 10, 38-42

A narrativa de Jonas é pós-exílica e retrata o segundo chamado de Deus que quer a conversão de todos, inclusive dos considerados maus, pois para Ele não há pecador irremediável.

O primeiro chamado de Jonas narra a famosa história do peixe que o engoliu e o vomitou depois da determinação divina.

Jonas, aqui, percorre a cidade de Nínive anunciando a destruição daquela comunidade pagã, mas que acreditou na ameaça que lhes foi imposta e decidiu converter-se, implorando pela misericórdia divina.

A mensagem do Evangelho hoje exorta a oitiva e a acolhida da palavra e o despojamento de todos os excessos que acabam por afastar o indivíduo do que realmente é importante.

Nota-se que o termo oração e fé não são explícitos na liturgia de hoje, todavia não estão ausentes. De forma ativa o povo de Nínive clama pela reconsideração de Deus na decisão de destruí-los, em ato eles oram. No Evangelho, Maria põe-se a ouvir Jesus e Marta é chamada a desligar-se de tantos afazeres para ouvir Deus que está ali em sua presença. Tudo hoje se resume em cultivar a prática do ouvir o que o Senhor tem a falar, tão negligenciada, inclusive pelos cristãos.

Neste dia do nascituro, fica o convite à valorização da vida humana, desde a concepção até a morte natural. Que os compromissos diários, pessoais ou profissionais, sejam pautados pela verdadeira qualidade de vida e não mais sirvam para deixá-la em segundo plano e nos afastem de Deus. Que o consumismo, o hedonismo e toda sorte de egoísmos sejam substituídos pelo amor fraterno, erradicando definitivamente a cultura do descarte humano.

Liturgia do Dia – 07/10/2013 (comentada)

Lucas 1, 26-38

“Bendita é Maria, porque se fez presente na vida de fé e de oração da comunidade e se deixou engravidar pela ação do Espírito, colaborando com Deus na encarnação de seu filho”

Primeira leitura:  Atos 1,12-14

Salmo Responsorial:  Lucas 1

Evangelho: Lucas 1, 26-38

A semana litúrgica iniciou ontem com um convite à fé,.   Hoje o convite é, em oração, contemplar o mistério da nossa redenção, percorrendo o caminho de Maria, mulher de fé, silêncio e escuta, sacrário de Deus.

A prática da oração comunitária e em família vem dos apóstolos com Maria; seja para a cura das dores da alma, seja para o fortalecimento espiritual, ou mesmo para a tomada de decisões, a ocasião descrita na primeira leitura não fala que eles já esperavam pela vinda do Espírito Santo, assim, podemos deduzir que este se fez presente pela graça, derramada em abundância por estarem todos unidos e vinculados à Jesus.

Contemplar o mistério da nossa redenção pela reza do Santo Rosário, em comunidade ou em família é assim colocarmo-nos em condições iguais ao encontro do cenáculo, fazendo-nos próximos ao Senhor, na meditação daquilo que encerra toda a mensagem do Evangelho, é nos permitir a conhecer o próprio Jesus, cabendo destacar a máxima de que ninguém consegue amar verdadeiramente quem não conhece.

O tema fé, difundido durante esta semana, aqui aparece no desprendimento de Maria que reconhecendo a sua pequenez, acolheu, desde sempre, a vontade de Deus, e assim tornou-se a bem-aventurada mãe, aquela que intercede para que em nossas vidas se realize o que nos parece ser impossível.

Liturgia do Dia – 06/10/2013

Lucas 17, 5-10“As leituras nos revelam que o justo viver pela fé. Fortalecidos por ela, não nos envergonhamos do evangelho e conseguimos cumprir com humildade e gratuidade o serviço ao reino que Jesus nos pede.”

Primeira leitura: Habacuc 1,2-3;2,2-4
Salmo Responsorial: 94 (95)
Segunda leitura: 2Timóteo 1,6-8.13-14
Evangelho: Lucas 17, 5-10

O exercício da fé é conclamado desde os tempos primórdios tanto nas situações limite, como nos momentos de alegria. A mensagem de hoje nos fala no poder de acreditar.

Mesmo os apóstolos, testemunhas oculares da presença de Jesus numa comunidade que durante séculos sofreu os algozes de sua desobediência, recorrem a ele para ter a sua fé aumentada. Mas o que Jesus propõe a eles não é a quantidade, esta é secundária. O que importa é a qualidade da fé, esta sim, é capaz de mudar toda a realidade, por ser o primeiro passo das grandes realizações.

Temos no contexto histórico da primeira leitura um quadro de adversidades sociais: injustiças, violências, ilegalidades, opressão, agravadas incerteza de um futuro melhor. Objeto da carta de São Paulo a Timóteo, foi este exortado a reavivar esta chama, apegando-se a fortaleza, amor e sobriedade, dons de Deus, vividos por Jesus e consolidados por meio do Espírito Santo que nele fazia morada.

A fé traz à sociedade e ao indivíduo uma grande contribuição, especialmente quando vivida na simplicidade da oração, do conhecimento e testemunho da mensagem de Deus, vivida sem cátedras e sem permutas, mas no testemunho do dia-a-dia, pois a força e a grandeza da fé não está naquele pensa que a tem como própria, mas naquele que a promove humildemente, a serviço de um bem maior.

Liturgia do Dia – 05/10/2013

Lucas 10, 17-24“Somos convidados pela palavra de Deus a abandonar os ídolos que nos afastam do projeto de Jesus e a nos alegrar por participarmos das maravilhas que o evangelho realiza.”

Primeira leitura: Baruc 4, 5-12.27-29
Salmo Responsorial: 68 (69)
Evangelho: Lucas 10, 17-24

A experiência vivida pelo povo de Israel é uma consequência natural da ausência de Deus em suas vidas. A solidão, o desânimo, o cativeiro, levam Baruc a falar em seu nome e em nome de seu povo, conclamar aquela gente, cujo sofrimento decorria de suas escolhas, a viver um tempo de arrependimento pelos erros cometidos e esperar pela misericórdia do Senhor.

Eis o tempo do retorno às promessas divinas, à conversão, ao reencontro com o verdadeiro alimento. Assim o reconhecimento da própria indigência leva inexoravelmente à certeza de que a presença de Deus cultiva em nós a esperança de dias melhores, mas não num sentido imediatista, como que num passe de mágica e, é exatamente isso que a liturgia de hoje nos quer revelar.

A verdadeira felicidade não está na vanglória, no poder e conhecimento que subjuga os semelhantes, nos pedestais que alguns ainda insistem em subir, mas no desejo de pertencer a um projeto de vida maior, permeado pela necessidade real da graça santificante que envolve o testemunho do Evangelho.

O ser pequenino está exatamente na feliz e estimulante expectativa de que a alegria acontece quando, em ato de louvor e adoração, o Pai abre seus braços para nos acolher e consolar, por assumirmos a nossa dependência de ver e ouvir o que ele tem a nos revelar, com a mesma humildade de um filho que pede colo.

Liturgia do dia – 04/10/2013

Lucas 10, 13-16“Deixando de ouvir a voz do Senhor e de obedecer á sua palavra, desviamo-nos do caminho da graça e rejeitamos o próprio Jesus.

Primeira leitura: Baruc 1, 15, 22
Salmo Responsorial: 78 (79)
Evangelho: Lucas 10, 13-16

A reflexão de hoje paira sobre um velho conhecido da humanidade, o pecado. O mesmo que desnudou o povo de Israel e o colocou diante da humilhação e vergonha, o mesmo que historicamente marcou a vida de tantos personagens bíblicos, ou não, desde Adão.

A primeira leitura apresenta um povo que cônscio da misericórdia e justiça divina optou por se fastar dos mandamentos do Senhor, se esquivar de sua presença e ignorar a sua voz, o mesmo povo de ontem, o mesmo povo de hoje…o mesmo estopim que gera a escravidão, a miséria, as calamidades, com uma única diferença entre o passado e o presente: a história da humanidade tem um divisor de águas, o Verbo encarnado.

Hoje não temos uma palavra vazia de esperança, mas acima de tudo temos um contundente alerta.

O mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo é uma realidade que exige compromisso radical e definitivo.

Jesus em sua peregrinação terrestre mostrou-se Caminho, Verdade e Vida, uma aliança que segundo São Paulo era (e ainda é), para muitos, consolidada num escândalo. Ele, inocente e Rei do universo, tomou para si toda sorte de pecados e, se fez cordeiro para ser imolado diante de todos, derramando sobre a terra o sangue do perdão. Venceu a morte para que tivéssemos vida plena.

Este é o detalhe do Evangelho proclamado, a misericórdia divina é eterna, tal qual a justiça, a diferença é que agora nós conhecemos com detalhes a história.

Liturgia do Dia – 03/10/2013 (comentada)

Lucas 10, 1-12“A palavra de Deus forma a comunidade dos que se dispõem a dar seu sim ao Senhor por meio da partilha e do anúncio do reino, com a vivência da paz e da solidariedade.”

Primeira leitura:  Neemias 8, 1-12

Salmo Responsorial:  18 (19)

Evangelho:  Lucas 10, 1-12

Neemias foi sem dúvidas um herói para o povo de Israel.  Um homem cujo amor pela sua gente só era menor que a sua fé em Deus. 

Suas memórias registram a humildade e a coragem com as quais venceu os desafios enfrentados para contribuir na reconstrução de Jerusalém e mostrar que mais uma vez na história da humanidade, Deus agiu para o bem do povo escolhido, fortalecendo-o, conduzindo-o e organizando-o até a reconstrução da cidade.

A narrativa da primeira leitura marca o início do judaísmo.  É a palavra de Deus que regerá a vida política, social e religiosa da comunidade judaica, até os dias de hoje.

O reconhecimento e a gratidão do povo escolhido, a partir de Esdras não só foram imediatas, mas reacendeu naquela gente o reconhecimento do senhorio do Criador e fez surgir o mais belo e completo texto penitencial do Antigo Testamento, onde se admite que só em Deus é possível encontrar a liberdade e a vida.

Assim também, o Evangelho é um convite à conversão e à fé. Mas não há conversão sem anúncio e não há anúncio sem conhecimento da Palavra.  Logo, podemos dizer a palavra de hoje é para todos nós, missionários, discípulos, homens e mulheres de bem.

Jesus, quando escolheu os setenta e dois discípulos, não o fez da noite para o dia.  As pessoas escolhidas já haviam entendido que mais que uma mensagem de vida – a Palavra, estariam a partir dali anunciando uma Pessoa, a mesma que encorajou Neemias a enfrentar os desafios para que pudesse ajudar a reconstrução de seu povo.

Que sejamos uma Igreja Santa, acolhedora, alegre, justa, e que mesmo diante das dificuldades e rejeições vivamos para testemunhar e celebrar Aquele que nos amou primeiro, auxiliando os mais necessitados, na certeza de que Ele sempre estará à frente de tudo.

Liturgia do Dia – 02/10/2013 (comentada)

Mateus 18, 1-5-10“Mensageiros de Deus, os anjos conduzem as pessoas no caminho do bem e protegem de modo especial as crianças e os pequenos, os preferidos de Jesus.”

Primeira leitura:  Êxodo 23, 20-23

Salmo Responsorial: 90 (91)

Evangelho:  Mateus 18, 1-5.10

O Catecismo da Igreja Católica nos salienta que desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e intercessão dos anjos da guarda.  A Angeologia no cristianismo remonta dos seus primórdios, todavia a existência dessas criaturas  não se desvirtua da mensagem messiânica, uma vez que criados em Cristo e para Cristo, são dom de Deus, sendo correto afirmar também que estão ligadas aos desígnios salvíficos das almas.

Deus em sua infinita sabedoria permitiu ao homem tamanha proteção, e inobstante seu amor absoluto, desde o início dos tempos enviou ao seu povo alguém que à frente da caminhada, protegeu, guiou e lutou pela segurança e bem estar de todos até a terra prometida.

A Sagrada Escritura apresenta inúmeros relatos onde esses anjos guardiães  se fizeram presentes, não restando dúvidas que a sua presença no meio de nós tem como propósito final, conduzir-nos à salvação eterna (Sl 90,11; At 12, 1-11; Mt, 18,10, Hb 1, 14).

Na história da Igreja não são poucos os padres que dedicaram seus estudos aos anjos.  São Basílio Magno, Santo Hilário, São Cirilo da Alexandria, São Jerônimo, São Gregório Mazianzeno, São Tomas de Aquino, são um exemplo dos que defenderam que os anjos presidem nossas orações e as oferecem a Deus, por meio de Jesus; rogam por nossa proteção e bem-aventurança; ensinam-nos a cultuar e adorar o Senhor e não nos abandonam, mesmo em situação de pecado, procurado nos levar ao arrependimento e reconciliação com Deus.

Instituída pelo Papa Paulo V, em 1608, e fixada na liturgia por Clemente X, a data da comemoração dos Santos Anjos da Guarda, coube ao Beato João Paulo II, em 1986, recomendar aos fiéis recorrerem à sua proteção, com a prática da oração frequente, como na invocação ao “Santo Anjo do Senhor”.