Como servir ao Reino de Deus?

“O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade”.(Padre Pio)

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2000 posts

2000 posts

Acabamos de completar 2000 posts no blog, sem contar com todas as demais publicações paralelas nas páginas secundárias, que incluem, inclusive, a catequese do Santo Padre, os documentos da Igreja Católica, os avisos paroquiais, campanhas, eventos, horários da missa, da secretaria, projetos de evangelização, a novíssima revista “Por um mundo mais acolhedor”.

A alegria maior foi ser contemplado com a mensagem do Papa Francisco, acerca da importância da comunicação social no mundo virtual, justamente na semana em que iniciamos todo o processo de modernização do blog.

Não poderíamos deixar de agradecer a Deus, antes de tudo, por nos fortalecer nesta caminhada de difundir o acolhimento cristão, como um valor social, e aos nossos seguidores, que sempre colaboram para o bom êxito desse trabalho através de sugestões e divulgação.

Louvado seja Deus! Paz e bem!

A partir de hoje um novo caminhar

A partir de hoje o blog do Ministério do Acolhimento renova sua caminhada para renascer, semear, multiplicar, anunciar e acima de tudo acolher…

blog renovado

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

(Cecília Meireles)

Por um novo dinamismo Pastoral

dinamismo pastoralPor Andréia Gripp e Igor Marques

Nas diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, uma das cinco urgências apresentadas é “caminhar para uma Igreja, comunidade de co­munidades”. O objetivo é buscar a renovação de toda a vida ecle­sial a partir da paróquia.

Assim, o tema central da 51ª Assembleia Geral da CNBB: “Comunidade de comunidades, uma nova paróquia” foi discutido durante os dez dias em que 361 bispos do Brasil estiveram reuni­dos em Aparecida. Das reflexões nasce um novo documento, que direcionará os planos pastorais de dioceses de todo o país.
O arcebispo do Rio e presiden­te do Regional Leste 1 da CNBB, Dom Orani João Tempesta, con­sidera que o tema, que já está pre­sente no 11º Plano de Pastoral de Conjunto da Arquidiocese do Rio, é importante para que no Brasil cresça a conscientização de que a paróquia é uma presença capilar da Igreja nos diversos setores e ambientes sociais.
“A questão principal é: como fazer isso acontecer na prática? Nós temos, por exemplo, no Rio de Janeiro, os círculos bíblicos, que é um jeito de fazer esse trabalho; as pequenas comu­nidades e muitas capelas, mas precisamos continuar desenvol­vendo isso para poder aumentar o número de capelas, círculos bíblicos, grupos de reflexão, pe­quenas comunidades, para que haja essa rede nas paróquias, que estão diretamente ligadas ao governo da arquidiocese. Então, na verdade, o tema aqui da CNBB confirma aquilo que já estamos fazendo”, afirmou o arcebispo.
Dom Orani também res­saltou que neste contexto não se fala apenas de comunidades geográficas. “Também temos grupos de comunidades que não são geográficas, formadas por interesses em comum, faixa etá­ria, profissão ou escolaridade, como os grupos de comunida­des novas, de jovens, de idosos e universitários, assim como também alguns tipos de ir­mandades. Então, temos vários tipos de grupos que se reúnem para aprofundar e viver a sua fé, e todos devem sentir-se parte de uma comunidade paroquial, embora não seja geograficamen­te daquela parte da paróquia.
E esse é o grande ‘X’ da questão. Como fazer que todos estejam unidos? Tanto aqueles que são transterritoriais, como aqueles que são territoriais”, pontuou.
O bispo de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, complemen­tou: “De um modo geral, o do­cumento apresentado sobre o tema central está muito bom, e vai impactar profundamente a Igreja no Brasil. Eu acho que a grande expectativa é colocar na cabeça do clero e dos leigos que trabalham conosco a necessida­de de vivermos pastoralmente unidos para levar ao mundo a novidade que é Jesus Cristo. Antes de nos preocuparmos em levar as pessoas para a Igreja, antes de levar regras e normas, devemos fazer o primeiro anún­cio da pessoa de Jesus Cristo. A Igreja vem em segundo lugar. Primeiro o Cristo. Claro que se levamos Jesus Cristo, a Igreja virá por consequência.”
Durante a reflexão do tema central, também foi muito debatida a questão da acolhida e da necessidade de a Igreja ir ao encontro das pessoas. “In­felizmente nós não sabemos acolher as pessoas, não estamos abraçando as pessoas como elas devem ser abraçadas. Nós precisamos ter a compreensão de que sem acolhida, sem o carinho, sem que as pessoas encontrem seu espaço dentro da Igreja, de nada vai adiantar termos pastorais. Nós preci­samos sair da conservação, ou seja, às vezes nós achamos que tudo está muito lindo, que a Igreja está cheia de gente, que as pastorais estão funcionando, que está tudo maravilhoso. Mas há muitas pessoas que se afastaram da comunidade de fé e outras que não receberam ainda o primeiro anúncio. Então, nós não podemos ficar esperando que elas venham nos procurar.
Fonte:  Testemunho de Fé

Acolhimento cristão, um ato contra a cultura da morte e a favor da vida

Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, comenta a articulação que está sendo feita para a mudança do código penal e a responsabilidade que temos em nos posicionar contra a cultura da morte e a favor da vida.

A missão do Ministério do Acolhimento

“Nós sabemos que a acolhida que somos chamados a viver não é apenas receber as pessoas na porta da Igreja, nem tampouco atender bem ao público na secretaria paroquial.  É sobretudo, uma postura nova, de uma Igreja acolhedora, unida, que procura estar próxima daqueles que já frequentam a comunidade e, sobretudo, daqueles que ainda não participam das atividades da paróquia e precisam descobrir a beleza da comunidade eclesial que acolhe pela familiaridade.  As pessoas precisam ver na Igreja uma família unida, que testemunha como é bom estar na paróquia, porque ninguém quer fazer parte de uma comunidade de pessoas que vivem desunidas.”

Dom Orani João Tempesta

Vocação da Igreja

A Igreja é mistério de comunhão trinitária. O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas de um só Deus Pai e Filho no Espírito Santo.

O Vaticano II apresenta a Igreja como “Povo de Deus”, assembléia dos chamados, dos convocados. A ideia Povo de Deus recorda que a Igreja é uma realidade histórica, fruto da livre iniciativa de Deus e da livre resposta dos seres humanos. Essa expressão indica a Igreja em sua totalidade, ou seja, naquilo que é comum a todos os seus membros. Pela graça do Batismo nos tornamos filhos e filhas de Deus, membros da comunidade de fé- Igreja. O Batismo é, portanto, uma verdadeira vocação: a vocação de ser cristão, Isto é, ser cristão é ser seguidor de Jesus Cristo.

“Não há, pois, em Cristo e na Igreja, nenhuma desigualdade em vista de raça ou nação, condição social ou sexo (…) porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. (Gl 3,28). Faz parte desta condição comum – dado pela fé, esperança e caridade e pêlos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia – a participação de todo o Povo de Deus nas funções profética, sacerdotal e real de Cristo (cf. n° 71).

A noção de Povo de Deus exprime então a profunda unidade, a comum dignidade e a fundamental habilitação de todos os membros da Igreja à participação carismática e ministerial. Esta é a condição cristã que é comum a todos os membros da Igreja.

Um exemplo ajuda. Não basta ter um carro, último modelo, com as funções mais sofisticadas, se suas peças não estão colocadas no lugar certo, instaladas e ajustadas devidamente. Com certeza não funcionará. Pode ser um simples fusível, uma válvula, um distribuidor elétrico, um ejetor de combustível… cada peça é importante, imprescindível na sua função. Nenhum deles pode substituir o outro. O carro é as peças no seu lugar. Cada peça em seu lugar é o carro.

A Vocação da Igreja acontece na medida que cada membro dela assume sua vocação na Igreja. Cada vocação na Igreja transfigura o rosto vocacional da Igreja.

1. Ser COMUNIDADE (de comunhão e participação, co-responsável)

O Concilio fala de uma Igreja-comunidade convocada pela Trindade, “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (LG 4)

Somente esta visão de Igreja contribui para que todos os seus membros vivam em estado de vocação e de missão, sentindo-se escolhidos pelo Pai, chamados pelo Filho e
enviados pelo Espírito pata o serviço ao Reino.
Só uma Igreja imagem da Trindade,

“unidade dos fiéis que constituem um só corpo em Cristo” (LG 3)
na igual dignidade e na variedade de funções (LG 32)
que abre espaço para a comunhão e participação,
pode tornar-se o espaço adequado para o surgimento e desenvolvimento
das vocações e seu engajamento na missão evangelizadora.

Os primeiros cristãos entenderam muito bem o que Jesus queria da sua Igreja. No livro dos Atos dos Apóstolos, vamos encontrar o primeiro retrato da Igreja:

“Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir o pão e nas orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas, vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um., e cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação” (At 2, 42-47).

Uma Igreja que queira animar sua Pastoral Vocacional deve colocar como meta constante a intensificação da vida comunitária, da participação e da co-responsabilidade:

- na base (grupos de reflexão e ação),
- nas estruturas (conselhos, equipes de coordenação),
- na coordenação (planos pastorais, prioridades)

2. Ser comunidade SERVIDORA (evangelizadora e missionária)

O fim primeiro e fundamental da Igreja é servir, como Cristo. Por isso a Igreja comunidade também é chamada de povo de servidores.

A principal missão ou tarefa desse serviço é evangelizar. A Igreja existe para evangelizar, essa é a sua missão, o seu serviço.

Foi o pedido de Jesus antes de subir para o céu: “Ideportado o mundo e fazei todos os homens meus discípulos”^. 28,19). São Paulo tinha consciência disto e dizia: “Ai de m/m se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor9,16).

Com a urgência de uma nova evangelização, há a necessidade de despertar novos carismas e ministérios para atingirmos o objetivo geral de ação evangelizadora da Igreja no Brasil (2003-2006).

“EVANGELIZARproclamando a Boa-no vá de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e o testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pêlos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo”.

Evangelizar o mundo é transformá-lo pelo amor, construir o reino de Deus, um reino de justiça, de verdade, de paz, de amor: A força vocacional de uma Igreja particular está na vivência entusiasmada de sua vocação evangelizadora.
Só uma Igreja voltada para a missão de evangelizar, vivida em todos os programas, equipes e trabalhos pastorais, suscita a generosidade das vocações.

Existe uma variedade enorme de carismas e ministérios a serviço da Igreja, presentes em três tipos de vocações que chamamos de vocações específicas: vocações leigas, vocação sacerdotal e vocação consagrada (religiosa) que teremos a oportunidade de aprofundar nos próximos temas.

3. Ser comunidade orante e “encarnada”

O diálogo da fé não acontece sem um clima de oração. Falamos da evangelização como primeira condição de uma pastoral vocacional e, essa imensa tarefa, assumida pelas comunidades, grupos e organizações de Igreja, não será verdadeira sem a vida em oração.

Uma Igreja oranteéuma Igreja em constante diálogo com Deus, condição para captar a presença do Espírito de Deus na Igreja e no mundo. Aliás o próprio Jesus nos mandou que rezássemos pedindo operários para a messe.

“Vendo as multidões, Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então Jesus disse aos seus discípulos: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos/ Por isso, peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.” (Mt 9, 36-38)

Por isso uma Igreja orante é ao mesmo tempo uma Igreja encarnada, qque, sem reclamar privilégios, vive no mundo e na sociedade a sua missão profética, denunciando as injustiças e anunciando a utopia evangélica.

A Igreja, onde as vocações podem brotar, é aquela que escuta o clamor do povo, que vive em processo permanente de renovação e que reza pelas vocações.

VOCAÇÃO NA IGREJA
4. Igreja, mãe das vocações

A palavra Igreja (do grego “ekklesia”) significa convocação. A Igreja, portanto, é a assembleia dos convocados,
dos chamados para missão.

Rogo-vos pois, eu, que andeis de um modo digno da vocação a que fostes chamados”(Ef 4,1).

Uma história
Alexandre Magno um dia estava passando em revista as suas tropas.
Perto dele estavam os seus oficiais subalternos. Um deles exclamou: “General, veja, aquele soldado, tem o nome de Alexandre, como o senhor!” O general perguntou ao oficial: “Mas ele é corajoso como eu? Luta na guerra com a mesma valentia?” O oficial, respondeu que não. Aí o grande general, olhando para o soldado, exclamou: “Soldado, ou muda de nome ou muda de vida!”

Esta história nos faz pensar no significado do nosso Batismo e nos compromissos que temos como cristãos. É isso que São Paulo quer dizer quando pede que vivamos de acordo com a vocação a que fomos chamados:

ser cristão é ser como Jesus, é viver como ele viveu, é ter as mesmas atitudes que ele teve.

São Paulo, na Carta aos Filipenses, nos ensina melhor o que é ser cristão:

“Portanto, se há um conforto em Cristo, uma consolação no amor, se existe uma comunhão de espírito, se existe ternura e compaixão, completem a minha alegria: tenham uma só aspiração, um só amor, uma só alma e um só pensamento Não façam nada por competição e por desejo de receber elogios, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo. Que cada um procure, não o próprio interesse, mas o interesse dos outros. Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo.”

Textos para meditar:
- Lucas 8, 19-21
- João 10 (rebanho, redil, o Bom Pastor)
- João 15 ( a videira e os ramos)
- 1 Cor 12, 12-26 (Corpo Místico de Cristo)
- Ef 4, 1-16

Site: Catequese Católica

Celebrar como cristãos é entender a mística de Jesus

A busca para celebrar melhor é busca de Deus e de sentido para a vida que temos e vivemos. Por isso, para melhor celebrar e celebrar bem é preciso compreender a “mística” de Jesus.

Mística é o jeito. A mística de Jesus é o jeito de Jesus. Um jeito de viver a vida, de se relacionar consigo mesmo, com Deus, com o mundo, com os outros. Jesus nos aponta um caminho, quando, ao celebrar a Páscoa com os seus, toma o pão, parte-o e o reparte, significando sua total entrega, chegando mesmo a dizer: “Como eu fiz, façam vocês também. Como eu me entreguei, entreguem-se também. Como eu dei a vida por vocês, dêem a vida uns pelos outros.” Esta é a mística de Jesus: a mística da entrega, da doação incondicional. Mas esta mística, este jeito de Jesus, não é um jeito qualquer. É um jeito que dá sentido à vida, um jeito que conduz ao Reino e ao Pai, um jeito que realiza as pessoas, um jeito que liberta a todos transformando a realidade.

Sob este aspecto, podemos observar que não celebramos como Jesus, do jeito de Jesus… E é justamente isso que faz a diferença! Comunidades que buscam celebrar do jeito de Jesus transformam suas realidades pessoais e sociais, são comunidades fecundas, anunciadoras da Palavra e testemunhas do Reino. Comunidades que celebram do jeito de Jesus são comunidades que buscam sempre viver na prática da fraternidade, da solidariedade, da justiça, e não somente ficam no discurso com palavras sem atitudes; são comunidades que verdadeiramente são Igreja! É importante que nos lembremos do exemplo dos primeiros cristãos: “e todos repartiam o pão, e não havia necessitados entre eles”: tudo era de todos, do jeito de Jesus!

Dessa forma, podemos concluir que Jesus não inventa um novo jeito de celebrar, não inventa ritos, o que Ele faz é trazer à tona o verdadeiro sentido de celebrar. Jesus busca viver na eucaristia a mística de sua vida: o amor. E o amor de Jesus é o amor solidário, partilhado, fraterno, ecológico, repleto de respeito profundo e de cuidado.

Assim, se queremos celebrar como cristãos, toda a liturgia tem que carregar esse “jeito”, essa mística de Jesus. Toda a prática celebrativa tem que ter essa marca: ser uma busca da vivência da fraternidade, da solidariedade, do cuidado, e da consciência da entrega total.

Domingo é o dia de celebrar a Eucaristia ou de celebrar a Palavra. É dia de um encontro mais festivo com o Senhor. Apresentamos a seguir, alguns pontos que podem ajudar a celebrar bem o encontro festivo com o Senhor: 1) Comece pensando, na véspera da celebração: “que bom, amanhã é dia de participar da Eucaristia!”; 2) Tente deixar seu coração ansioso por esse momento e, se tiver um tempinho, dê uma olhada nas leituras que serão proclamadas na celebração; 3) Se tiver um tempo maior, faça uma meditação com as leituras (no folheto de celebração, sempre aparecem as leituras da semana seguinte, você pode seguir as orientações das leituras do domingo seguinte); 4) Faça uma listinha das coisas que você irá agradecer ao Senhor; 5) Pense no que você irá pedir ao Senhor (não precisa fazer listinha, Ele já conhece suas necessidades…); 6) Pense por quem você precisa pedir na celebração e pense sobre a importância da celebração em comunidade; 7) Pense, com alegria, nas pessoas da comunidade que você encontrará na celebração; 8 ) Pense que, mesmo com todas as dificuldades, você se esforçará para viver bem a Eucaristia no seu dia-a-dia; 9) Pense que, na celebração, você renovará seu compromisso de sempre se encontrar com a comunidade e com o Senhor; 10) Por fim, coloque um sorriso no rosto e pense: “eu sou feliz por poder participar da mesa do Senhor”.

Concluindo, observamos que diante do tesouro escondido na graça da celebração, é importantíssimo que acolhamos o tema do “cuidado” como um princípio que acompanha a pessoa humana em cada passo da vida, ao encontro de mais vida. Assim, a grande diferença em tudo não está somente nas nossas liturgias, mas naquilo que elas produzem de significação em nós, em qualidade de vida, em convivência, em serviço e amor.

Fonte: Revista Em Cantar nº 37 (Cenor); Artigo de Frei Luiz S. Turra, ofm (assessor na CNBB do Setor de Canto Litúrgico)

CONHEÇA A PÁGINA PRÁTICAS DE ACOLHIMENTO CRISTÃO!

15 de Junho – Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa

O Ministério do Acolhimento da Paróquia São Paulo Apóstolo apoia  A Pastoral da Pessoa Idosa, a Rede Nacional de Apoio à Pessoa Idosa e  tantas outras Entidades e vem publicamente manifestar seu repúdio a todo tipo de violência contra a pessoa idosa.

 Hoje (15 de junho) é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.
 
O objetivo da data é criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa e, simultaneamente, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal. A violência contra os idosos deve ser entendida como uma grave violação aos Direitos Humanos, portanto combatida por toda sociedade civil, principalmente nós, cristãos.
 
É urgente e preciso lutar a favor das pessoas idosas, buscando extinguir as consequências da pobreza e abandono e investir em ações por um envelhecimento digno, sem violência, onde nossos irmãos tenham mais vida, dignidade e esperança.
 

A lição de um tombo – Para Jovens

Era o primeiro dia da semana – dia equivalente ao domingo no calendário ocidental. Era também o dia da comemoração da Ágape, a Festa do Amor.

Paulo aproveita o momento festivo para reunir a Igreja, exortá-la a permanecer na fé e celebrar a Santa Ceia.

Uma vez que Paulo teria que partir já na segunda-feira, ele tinha que aproveitar ao máximo o curto espaço de tempo para compartilhar tudo o que Deus estava fazendo naqueles dias.

A celebração teve hora para começar, mas não tinha hora para terminar. Paulo começou a dar seu testemunho que se estendeu até a meia-noite.

Lá pelas tantas… um jovem… escolheu um lugar inadequado para se assentar: Onde?

… uma janela no terceiro andar.

Talvez fosse um daqueles jovens teimosos que era chamado para se assentar na frente, mas ele não obedecia e empacava no mesmo lugar.

Paulo falava  e as pessoas se alegravam… havia júbilo na igreja…

Mas aquele jovem não sentia nada… apenas sono e tédio… Ele não via a hora de terminar aquele sermão enjoado!!!

A presença de Paulo era chata! Que cara cansativo! Que sujeito enfadonho!

Mas aquele jovem não sabia que naquela noite aconteceria algo que mudaria a sua vida para sempre!

Quem era esse jovem? O que aconteceu com ele? …

Ele caiu da janela do terceiro andar e morreu… Morreu!!!

E agora???

Pasmem… Paulo, que para aquele jovem era chato… cansativo… enjoado… interrompeu seu testemunho…

… desceu… inclinou-se sobre o jovem… abraçou o jovem morto no chão… e o moço ressuscitou!!!

“Desceu”… “inclinou-se”… “abraçou”… São gestos bem sugestivos… Não são gestos comuns…

Paulo demonstra gestos de misericórdia, de amor, de compaixão por alguém que o rejeitou.

Aqui aprendemos algumas lições muito preciosas. Anote aí!!!

1ª Lição: Não despreze quem pode te ajudar.

O jovem desprezou Paulo, mas na hora que ele caiu da janela, Paulo interrompeu tudo para ajudá-lo.

Paulo abraçou aquele jovem… e o abraço lhe trouxe de volta a vida. Não era apenas o abraço de Paulo… era o abraço de Jesus. Paulo era o instrumento… Aquele jovem recebeu o abraço de Jesus!

Às vezes desprezamos as pessoas… as ignoramos… mas um dia acontece uma reviravolta em nossa vida e Deus nos coloca sob os cuidados daqueles que nós desprezamos.

Você tem desprezado Jesus, mas na hora que você cai da janela… na hora de sua dor, de sua aflição, Jesus pára tudo… desce… se inclina sobre você… te abraça … e te dá novo ânimo.

Por que você continua desprezando Jesus?

2ª Lição: Saia da janela!

Aquele jovem estava sentado na janela… não prestou atenção na pregação… foi tomado pelo cansaço… adormeceu… caiu… e morreu.

Por que ele estava sentado na janela? Existia uma razão para ele estar ali naquela janela!

A janela, aqui no texto, representa muito mais do que uma simples janela…

A janela é como os olhos… coloca-nos em contato com o mundo… Era o lugar onde aquele jovem poderia olhar para fora… olhar para o mundo.

A janela representa o lugar onde muitas pessoas escolhem estar quando não querem viver uma vida de compromisso com Jesus e sua palavra.

Aquele jovem não sabia se ouvia a palavra de Deus e se comprometia com Cristo ou se olhava através da janela e recebia a oferta do mundo… do pecado…

Há jovens na igreja que se sentem atraídos pelas coisas do mundo!!!

São jovens que não saem da janela…

Eles são atraídos pela prostituição, pela pornografia, pelas drogas, pelo álcool… pela violência… Oscilam entre o céu e o inferno… entre a vida e a morte!

Jovem! Saia da janela! Esta janela ainda vai te dar um tombo e te levar a morte!

Ouça a Palavra de Deus! Entregue sua vida a Jesus! Assuma um compromisso com Deus e com a Igreja! Seja um cristão de verdade!

3ª Lição: Não perca a segunda chance!

Aquele jovem era um sujeito displicente e não queria nada com o evangelho.

Ele morreu… mas graças ao poder do Senhor Jesus manifesto no abraço de Paulo, ele voltou à vida. Ele teve uma segunda chance.

Ao ter uma segunda chance, aquele jovem deixou-se conduzir… deixou-se apascentar…ele permitiu que seus irmãos em Cristo o conduzissem .

O resultado é que todos “sentiram-se grandemente confortados”.

Aquele jovem aproveitou a segunda chance que Deus lhe deu. Mas ele precisou cair da janela…

Será que você também vai precisar cair da janela?

Você está esperando cair da janela e morrer para dar valor ao evangelho de Cristo?

Por que você insiste em rejeitar a presença de Jesus em sua vida?

Você… que está na igreja… que é membro da Igreja… que ouve tantos sermões como aquele jovem ouviu, mas continua resistindo ao chamado de Jesus… Ele está te dando uma segunda chance… aproveite!

Você… que ouve tantas vezes a mensagem do evangelho, mas não aceita Jesus como salvador pessoal… Jesus está te dando uma segunda chance… aproveite!

Você… que já caiu da janela uma vez e está experimentando o abraço de Jesus… aproveite!

Não perca a segunda chance!!!

Autor desconhecido

 

Maria visita Isabel e leva a alegria da presença de Deus em sua vida

Ao fechar os olhos e deixar-se levar pelo Espírito de Deus, participamos nos passos de Maria, nos caminhos de Jesus. Vemos uma mulher simples e piedosa, caminhando pelas estradas tortuosas e íngremes das montanhas da Galiléia. Vislumbramos ao longe uma mulher, caminhando lentamente por carregar um filho em seu ventre. Aqueles passos firmes e corajosos vencem as estradas e ela caminha como missionária para servir, com humildade e amor, uma pessoa necessitada. Essa mulher é Maria, a mulher missionária, a mãe do divino Salvador. Maria deixa seu lar e seus afazeres, suas fainas diárias, para servir sua prima Isabel. A anunciação do anjo Gabriel já tinha dado a Maria a grandeza de sua missão: ser a mãe do divino Salvador, a arca da aliança. Mesmo conhecendo sua situação sublime e grandiosa na história da salvação da humanidade, Maria não se apega à sua condição de co-redentora, mas com delicadeza faz-se serva da humanidade. No seu serviço gentil e amável à sua prima, ela está se tornando serva dos pobres e necessitados, como modelo do ser cristão. Sua missão não é exibicionista. Ela vai participar da vida familiar de seus primos Zacarias e Isabel e preparar a vinda do precursor, João Batista. Este é o desígnio divino: Maria prepara a chegada do precursor do Messias, para que esse precursor prepare a chegada do Filho de Deus no coração da humanidade. Sua missão é singela: Maria vai servir a casa, cuidar dos afazeres domésticos, lavar panelas, varrer a casa, coisas que as mulheres fazem para servir as futuras mães, os enfermos e os idosos. Coisas que os homens fazem em favor dos companheiros da comunidade: levantar paredes, acompanhar no hospital, encher lajes em mutirões. Maria visita Isabel e leva a alegria da presença de Deus em sua vida, para propagar a mensagem evangélica, que é o serviço missionário, o anúncio da palavra divina, a caridade cristã. Maria leva Deus no ventre, o Filho de Deus; portanto, sua presença é força de paz e de solidariedade. A grande missionária de Deus anuncia vida nova para a família de Zacarias e Isabel. O encontro de Jesus Cristo, o Messias, Filho de Maria, e de João Batista, o precursor, inaugura o tempo da nova aliança. O encontro misterioso de duas crianças, ainda no ventre de suas mães, revela que a missão divina já tinha sido acolhida por eles. Assim, nunca terão dúvidas de sua missão, mas irão colocar-se a cada instante no plano salvífico de Deus. O Messias torna-se o Emanuel e João, seu precursor. A mão divina estava presente em suas vidas desde o princípio, uma vez que ambos foram concebidos pela ação misteriosa de Deus. Os dois protagonistas do messianismo divino foram concebidos por graça divina, como uma ação gratuita de sua generosidade. Ao receber a saudação de Maria, o menino vibrou de alegria no ventre de Isabel. Muitas vezes, eles irão se encontrar nos caminhos misteriosos de Deus traçados em suas vidas. João acompanha os passos de Jesus e prepara os caminhos para sua missão no mundo. Jesus revela aos discípulos de João seus prodígios, para que possam crer que o reino de Deus está presente no mundo. Quando João Batista foi encarcerado, a notícia entristeceu Jesus, que protestou contra a prepotência de Herodes. Os seus caminhos se cruzavam como sinal de comunhão e partilha. Maria nos ensina que, se Deus estiver presente em nosso coração, em todos os lugares que chegarmos a vida vibrará e a alegria será exultante e grandiosa. Se Cristo estiver em nossas vidas, nossas palavras e ações trarão vontade de viver aos desanimados e farão brotar alegria nos corações tristes. Maria nos convida a abrir nosso espírito para receber o Filho de Deus e nos envia, como missionários, ao encontro dos irmãos, que nos estendem as mãos com confiança.

Fonte: Nos Passos de Maria: para meditar o rosário a cada dia/Antonio Sagrado. São Paulo, Paulinas, 2003).

A dimensão do acolhimento Cristão

Por Dom Eusébio Oscar Scheid

O acolhimento é hoje um dos comportamentos mais almejados por todos os que se encontram perdidos na massa, encobertos pelo anonimato ou, ainda, errantes por esse mundo em fora. Mesmo na área dos relacionamentos sociais, comerciais ou culturais, o atendimento personalizado, que se dá às pessoas, não só conquista a confiança de quem chega, mas denota a qualidade profissional do ambiente a que se chega. Muitas vezes condiciona o êxito ou o fracasso dos objetivos do encontro. A pessoa que chega é alguém com que me defronto, é um acúmulo de valores recônditos que visam ser descobertos e apreciados.
Esse primeiro encontro, normalmente, determina os subseqüentes ou trunca, de vez o relacionamento apenas incipiente. O olhar, o aperto de mão, o abraço ou, até, o beijo respeitoso e acolhedor perfazem a climática que deve tonificar essa acolhida. As palavras e saudações – que expressam e aprofundam os gestos – apenas reforçam o que o jeito de acolher já manifestou.
Em termos de relacionamento na vivência da fé e do amor cristãos, vale a palavra do Divino Mestre: “Quem vos acolhe, acolhe a mim e quem me acolhe, acolhe Aquele que me enviou”
(Mt 10,40).
No prólogo do Evangelho de São João encontramos a triste frase, que assinala uma atitude de desprezo, de carência de critérios de valutação, uma espécie de tragédia histórica: “não o acolheram” (Jo 1,11). Esse designativo dos seus aponta, primeiramente, o povo escolhido e, num horizonte mais amplo, a humanidade toda, até o fim dos tempos. Poucos, realmente, se deliciaram com o Glória dos anjos nas cercanias de Belém de Judá, na noite do nascimento do Messias, o Salvador. Poucos se alegraram com a apressada ida ao encontro do Menino, deitado na manjedoura, indicado pelo anúncio festivo dos anjos (Lc
2,9-17). Evaporou-se, assim, no sono do descuido e da indiferença receptiva a capacidade única de se tornarem “Filhos de Deus, repletos de fé,… nascidos do próprio Deus” (Jo 1,13). Começa nesse instante da história pelo desacolhimento do convite de Deus a triste condição dos que se afastaram de Deus pelos descaminhos da descrença, da rejeição da Transcendência divina, errando pelas trevas das sombras da morte e do desespero… Paulo de Tarso, o grande Apóstolo dos gentios, tentou por todos os meios, ganhar para Cristo os compatriotas e coetâneos, os Judeus, mas estes o rechaçaram, maltrataram, condenaram, preferindo o apego ferrenho às tradições caducas à “novidade do anúncio da vida e da verdade em Jesus de Nazaré”. Ele mesmo, Paulo, deplora e lamenta isso e se dirige, com ardor incansável, aos pagãos.
Estes recebem a boa notícia da salvação com avidez e incontida alegria, purificando a sua vida da impureza e da imoralidade, de crenças inaceitáveis diante da clarividência do Evangelho.
É mérito do acolhimento espontâneo.Toda atitude de acolhimento cristão parte da fé de quem também já foi acolhido por Deus e, agora, recebe os irmãos e irmãs que condividem a mesma dignidade de ”imagens vivas de Deus” (cf. Gn 1,26), de “templos do Espírito Santo. É o fruto de uma fé amadurecida pela caridade” (Gl 5,6) que aceita a pessoa adveniente como um irmão, uma irmã e que caminhará pelos mesmos caminhos da verdade, da justiça e do amor… em demanda do Além.
O que caracteriza, portanto, essa acolhida é a gratuidade de quem tudo recebeu de graça e devolve na mesma proporcionalidade: com delicadeza, cordialidade, atenção e carinho. É esse um dos primeiros requisitos de uma Evangelização em profundidade, que se modela no jeito de Jesus evangelizar, acolhendo com “idênticos sentimentos e emoções” (cf. Fl 2,5).
Quem assim pratica o acolhimento cristão denota ter o sentido de comunidade – unanimidade da mente e do coração – em que será engolfado aquele que chega. Vem do desconhecido, do gelo do anonimato, para integrar-se no espírito e na prática “dos que tinham tudo em comum: o ensinamento dos apóstolos, a solidariedade, a fração do pão, a assiduidade da prece” (At 2,42).
A força espiritual que nos impele a acolher – sem acepção de pessoas – é o altruísmo, a bondade do calor humano e cristão, a condenação de qualquer separatismo, a consciência de que todos somos peregrinos “sem ter aqui cidade permanente, mas buscando a que há de vir” (Ab 13,14).
Ficamos comovidos diante do acolhimento, dado a Jesus, pelos amigos(as) de Betânia, de Zaqueu, o rico coletor de impostos, que recebeu “a Jesus com grande alegria, de pé e, com a promessa de uma radical mudança de vida” (Lc 19 1-10). Esse acolhimento lhe custou o ridículo de subir a única árvore “para ver Jesus passar”, as recriminações de conhecidos e até ali amigos e lhe valeu a garantia do Mestre: “Hoje chegou a salvação a esta casa”. Os desanimados discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35), mesmo julgando o Ressuscitado um peregrino qualquer, fraqueiam-lhe o peso de seus corações, de suas dúvidas e convidam-no a pernoitar com eles: “Fica conosco… o dia vai descambando”. De fato, para eles, estava descambando mais um dia de cruéis sofrimentos, de dúvidas e desânimos diante da acolhida do Ressuscitado que lhes fizera “arder o coração” pela explicação das Escrituras e pela partilha da mesa e do pão. Numa época em que o isolamento, a solidão, as exclusões são cada vez mais freqüentes, torna-se imperioso para a Igreja de Cristo, para todos nós, a virtude cristã do acolhimento, fazendo de nossas comunidades verdadeiras “escolas de comunhão”, como nos pede o Santo Padre, com tanta insistência.
Não tenhamos medo de “ir ao encontro do outro” (que muitas vezes não chega até nós). Não há que recear a franqueza de nossos sentimentos, mesmo da nossa intimidade, de nossa oblata de amizade para tantos irmãos e irmãs afastados, por fora, distantes… à procura mesmo das migalhas que tombam das nossas mesas, fartas de fraternidade e do desejo de evangelizar ao jeito de Jesus.Que a bondade de Jesus, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), nos conduza e nos conceda persistência!

Irmã Dulce, o anjo bom do Brasil

Hoje uma cidadã brasileira, e exemplo para todos nós, será beatificada.  Irmã Dulce dedicou sua vida ACOLHENDO os mais necessitados, dando-lhes DIGNIDADE, APOIO, E A OPORTUNIDADE DE UMA NOVA VIDA, pois via em cada um deles o próprio CRISTO. 

Esta visão foi sua força em toda sua peregrinação em prol da vida, a fez superar as dificuldades e deixar para toda humanidade dois ensinamentos: que com fé e boa vontade tudo é possível e que nosso maior legado é servir ao próximo com amor. 

Há muito o que se falar dessa nossa grande brasileira e irmã, porém é melhor ver e ouvir da personagem principal dessa história o que é, de fato, seguir os ensinamentos de Cristo.

Assista o documentário abaixo, sobre Irmã Dulce, o anjo bom do Brasil.

Páscoa da esperança

A celebração da Páscoa não pode fugir de seu verdadeiro significado: Deus se fez presente na História e possibilitou ao homem a felicidade completa, quando promoveu a vida plena e venceu a morte.

A verdadeira felicidade consiste em alimentar a Esperança e a certeza da vitória, pois aquela não existe onde esta não está presente.  

Desse modo, cabe a cada um de nós, ao celebrar a Páscoa renovar a esperança e a certeza de que dias melhores virão, e que tudo aquilo que agora impede o homem de experimentar a ressurreição e ser feliz não se perpetuará.

Este é o momento propício para ressurgir.   E ressurgir é triunfar, vencer, ocupar o primeiro lugar. E esta é a proposta de Jesus, através de sua morte e resurreição.

Ao vencer a morte ele nos deu a certeza da vida nessa e na outra dimensão. Vida que se manifesta nas pequenas vitórias conseguidas no cotidiano. Vida que se manifesta no sorriso da criança, na sabedoria dos mais experientes, no nascer e no por do sol, na comunhão com a natureza, nas relações de amizade, nas dificuldade enfrentadas com coragem, no pão que se partilha, nas lágrimas que se enxuga e na boa ação que se realiza.

Quando se esquece de que o ser humano foi feito para vencer, porque Jesus venceu, perde-se a esperança e deixa-se tudo o que é ruim triunfar no coração.

Na esperança encontramos razões para lutar, vencer, questionar, crescer, autoavaliar-se, redimensionar-se, e acima de tudo, encontramos razões para ser feliz em qualquer tempo, lugar ou condição.

SEJA FELIZ E CULTIVE A ESPERANÇA!

JESUS RESSUSCITOU!

ALELUIA!

Fraternidade ou Solidariedade?

Por Evaristo Eduardo de Miranda

Perguntaram a um rabino: – Por que os homens são todos diferentes? Por que não existem duas pessoas iguais? O rabino respondeu sem hesitar: – Porque são todos imagem e semelhança de Deus. O Batismo nos declara irmãos, filhos do mesmo Deus e nesse sentido, iguais a todos. Parece um paradoxo falar de alteridade dos semelhantes. Ninguém é inteiramente semelhante a nós. Ninguém é radicalmente estranho ou diferente de nós. Há sempre uma dose de identidade e de diferença. Todos os homens são filhos de um único Deus (Gn 5,1).

Numerosos ensinamentos bíblicos começam com a expressão “Se o teu irmão…”. A fraternidade é sempre apresentada como um fundamento do dever de justiça com relação a todos. Essa fraternidade original está no começo e realiza-se plenamente no final. “Que o teu irmão viva com você…” (Lv 25,36). Que ele viva ao teu lado, na mesma casa, na mesma classe, no mesmo trabalho, na mesma sociedade, no mesmo planeta.

Os deveres com relação ao próximo, nosso irmão, têm esse objetivo de fraternidade: que ele viva conosco. Aceito e não rejeitado, acolhido e não discriminado, ajudado e não explorado, amado e não esquecido. O termo fraternidade anda pouco utilizado na sociedade contemporânea. Fala-se mais de direitos, igualdade, respeito ou liberdade e menos de fraternidade.

A palavra da moda é solidariedade. Nesta Quaresma, uma Campanha da Solidariedade seria mais eficiente do que a da Fraternidade?

A fraternidade da tradição judaica e cristã é como uma imposição da consangüinidade. Ninguém pode ou tem como escapar. A solidariedade não se impõe como um fato da natureza, mas vêm de uma atitude pessoal, de uma iniciativa pessoal. Mesmo se em contato com muitos, o solidário é solitário. A solidariedade depende da boa ou da má vontade de cada um, diante de uma opção de atitude solidária. A solidariedade é no máximo uma obrigação moral relativa.

A exclusão é uma impossibilidade teórica quando a fraternidade define os vínculos entre os homens. O Batismo nos insere numa igualdade que brota da fraternidade. Em 2010, no Dia Mundial da Paz, o papa Bento XVI publicou a mensagem “Se queres a paz, cuida da criação”. Esse texto merece ser lido e refletido na Quaresma, durante a Campanha da Fraternidade. Para a Santa Sé devemos fomentar uma tomada de consciência do “forte elo que existe no nosso mundo globalizado e interconectado entre salvaguarda da criação e cultivo do bem da paz”; “se a família humana não souber fazer frente a estes novos desafios com um renovado sentido de justiça e de equidade social e de solidariedade internacional, corre-se o risco de semear a violência entre os povos e entre as gerações presentes e futuras”. Esta Campanha da Fraternidade nos convida a refletir sobre o desafio de vivermos como irmãos, cuidando da Criação, no mesmo planeta, sob o mesmo teto e o mesmo céu.

Fonte: A Tribuna – Órgão oficial da Arquidiocese de Campinas

Teologia do Acolhimento

O 7º plano pastoral da Arquidiocese de Campinas escolheu como um dos eixos do seu trabalho evangelizador o tema do acolhimento. Uma igreja que acolhe tendo em vista a necessidade de ir ao encontro das pessoas, famílias e comunidades. Ir ao encontro para comunicar e partilhar o dom do encontro com Jesus de Nazaré, conforme solicitação do documento de Aparecida (N 548).
Segundo o texto base publicado pela Arquidiocese de Campinas, acolher é uma atitude que abre as portas para as desafiadoras realidades que nos cercam. Esta atitude deve permear todos os nossos trabalhos. A atitude de acolhimento deve banir dos nossos corações todo tipo de preconceito ou fobia. Para que a acolhida realmente aconteça é preciso reeducar nosso olhar. Muitas vezes agimos como os fariseus que ficavam controlando os passos de Jesus para pegá-lo em alguma armadilha. Os fariseus se consideram perfeitos, os mais fiéis observantes da lei de Deus. Os fariseus escandalizavam-se porque Jesus comia com os pecadores (Mc, 2,16, Lc 5,27-32), porque os discípulos de Jesus não praticavam os jejuns que eles praticavam (Mc, 2,18), porque Jesus dizia que o que entrava pela boca não era impuro, mas sim o que saía da boca, relativizando desse modo as leis da pureza ( Mt 15,12). Os fariseus queriam um sinal do céu, mas Jesus se negava, já que havia dado tantos sinais, que eles não souberam reconhecer (Mt 16-1,5).
Os fariseus ficaram escandalizados porque Jesus curou um doente num dia de sábado, porque acolheu os pecadores e cobradores de impostos (Lc 15,1-2). Jesus condena a hipocrisia e o egoísmo dos fariseus! Pois, bem, para que possamos acolher com carinho nosso povo precisamos extirpar dos nossos corações qualquer rastro de farisaísmo. O olhar que julga, condena, atira pedras, precisa ser completamente renovado. Nestes 27 anos de ministério sacerdotal já encontrei muitos cristãos que possuem uma mentalidade mesquinha, limitada, preconceituosa, que sem querer ou querendo agem como os fariseus no tempo de Jesus. O acolhimento, esta atitude que abre o sorriso e os braços para receber uma pessoa precisa ser sincero, brotar do íntimo de um coração que sabe amar. É evidente que o acolhimento amoroso e fraterno como sugere a Arquidiocese de Campinas, não implica necessariamente numa “moral laxista”.
O acolhimento enquanto gesto de carinho deve ser também educativo. Há muitas maneiras de falar e corrigir uma pessoa. A suavidade no olhar, no falar, o momento correto de se aproximar devem pautar nossos comportamentos em comunidade. A vida em comunidade não é fácil! A atitude de prudência no corrigir deve ser pauta para nossas atitudes e gestos na convivência com os irmãos. Jesus denuncia com força a falsidade da religião dos fariseus, justamente porque as aparências de santidade enganam mais. Não podemos mais viver de aparências!
A atitude de Jesus é severa e profundamente comprometida com a verdade. Chama os fariseus de “geração má e adúltera” (Mt 16,4), “são cegos que guiam cegos” (Mt 15,14). Diz, ainda: “vós, ó fariseus, sois como o exterior da taça e do prato que purificais, mas o vosso interior esta cheio de maldade. Insensatos!” (Lc 11,39-40). Para o bom acolhimento é preciso deixar de lado as aparências. Muitas vezes vivemos de aparências, estamos mais preocupados com o “exterior” do que com o “interior”. Só é capaz de acolher bem quem estiver de bem consigo mesmo. Pessoas mal amadas, frias, ressentidas, com o coração de pedra não sabem acolher. Como é bom chegar numa igreja e encontrar um sorriso gostoso, um abraço carinhoso, uma voz terna, um olhar despido de qualquer julgamento. Que todos possamos colocar em prática esta proposta séria de uma Igreja que verdadeiramente acolhe.

Padre José Antônio Trasferetti é doutor em Teologia e Filosofia, e diretor da Faculdade de Filosofia da PUC-Campinas

Fonte: Arquidiocese de Campinas

O Ministério do Acolhimento no 11° Plano de Pastoral de Conjunto

Por Michelle Figueiredo Neves (*)

Com o intuito de apresentar uma proposta inicial a respeito das principais linhas de ação do novo Plano de Pastoral de Conjunto, a Arquidiocese de São Sebastião exorta todas as comunidades a refletirem sobre a realidade dos trabalhos pastorais desenvolvidos, com objetivo de adequá-lo a uma nova realidade, colocando em prática alguns aspectos indicados pela Conferência de Aparecida.

Tratando-se de um Ministério “novo”, o Acolhimento Cristão merece destaque, haja vista a expressa necessidade de avanços em sua compreensão e atuação, não podendo mais ficar restrito à recepção das pessoas antes da missa[i], por exemplo.

Importa ressaltar que as exigências dessa nova realidade nos obrigam de forma consciente a encontrar e abraçar novos caminhos, e porque não dizer talentos, para cumprir a missão de fazer chegar a todos a Boa-Nova, sempre através do anúncio de Jesus cristo e sob a inspiração do Espírito Santo.

Daí a necessidade constante de formação, capacitação e valorização dos agentes de pastorais para a propagação de uma cultura em favor da vida em sua plenitude, através do testemunho prático dos valores evangélicos.

No caso do Ministério em questão, cabe destacar que não se pode falar em acolhimento cristão sem, contudo, mergulhar no contexto apresentado por aqueles que testemunharam o dom acolhedor de Jesus Cristo, e fascinados por tal privilégio registraram a história de nossa redenção.

Logo, tornar-se acolhedor é tornar-se Palavra Viva, mergulhando na história de fraternidade, solidariedade, plenitude, partilha, perdão, alegria, dor e tantos outros aspectos vividos e proclamados por nosso Salvador e trazê-los à tona, visando o bem comum e a vida comunitária.

Assim, a reflexão do Décimo Primeiro Plano de Pastoral de Conjunto convida todos os agentes de pastoral, ao acolherem a Palavra de Deus, que se coloquem à disposição da sociedade, para acolher, rezar junto e partilhar a esperança.

O acolhimento cristão é antes de tudo uma missão e tais quais as outras missões evangelizadoras precisa se questionar e se atualizar às novas realidades, revigorando seu trabalho e abrindo novas frentes para assim, sempre recomeçar através de Jesus Cristo.

(*) Ministra do Acolhimento da Paróquia São Paulo Apóstolo


[i]  Arquidiocese do Rio de Janeiro – 11° Plano de Pastoral de Conjunto – 1° texto para reflexão nas comunidades – Pág. 19

Ministério do Acolhimento

O acolhimento é um transbordamento do amor! Deus não imprime seu amor em nós para que o tranquemos egoisticamente em nosso coração. Tudo o que nos dá é para ser repartido, expandido, extravasado!

Jesus foi extremamente acolhedor. Em seu nascimento, sem fazer acepção de pessoas, acolheu os pastores e os reis. Em sua casa de Nazaré, podemos imaginá-lo acolhendo vizinhos, parentes e amigos. Com Maria e José, por certo sua vida foi um doce acolher de todos os dias, de todas as horas!

Em sua vida pública acolheu em sua intimidade, Pedro, Tiago e João e os demais apóstolos, os quais preparou para, por sua vez, acolherem um dia a sua Igreja e uma multidão de irmãos.

Jesus acolheu Zaqueu, acolheu Nicodemos e Maria Madalena. Acolheu até mesmo aquele que o traiu, chamando-o de “amigo”.

As milhares de pessoas que o seguiam para ouvi-lo e receber a cura de seus males físicos e espirituais, encontraram sempre em Jesus um profundo, um maravilhoso acolhimento: foram curados, libertados dos maus espíritos, e, por duas vezes, tiveram sua fome saciada com pães peixes multiplicados milagrosamente.

Na cruz, depois de acolher o ladrão arrependido, com um misericordioso perdão, entregando-se ao Pai, no mais admirável dos holocaustos, acolheu de braços abertos a humanidade inteira!

Fonte: Comunidade Católica Shalom

Semear…

Um homem trabalhava em uma fábrica distante cinqüenta minutos de ônibus da sua casa. No ponto seguinte entrava uma senhora idosa que sempre sentava-se junto à janela. Ela abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora.

A cena sempre se repetia e um dia, curioso, o homem lhe perguntou o que jogava pela janela.

– Jogo sementes, respondeu ela.

– Sementes? Sementes de que?

– De flores. É que eu olho para fora e a estrada é tão vazia… Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom!

– Mas as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos… A senhora acha mesmo que estas sementes vão germinar na beira da estrada?

– Acho, meu filho. Mesmo que muitas se percam, algumas acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.

– Mesmo assim… demoram para crescer, precisam de água…

– Ah, eu faço a minha parte. Sempre há dias de chuva. E se alguém jogar as sementes, as flores nascerão.

Dizendo isso, virou-se para a janela aberta e recomeçou o seu trabalho.

O homem desceu logo adiante, achando que a senhora já estava senil.

Algum tempo depois…

Um dia, no mesmo ônibus, o homem ao olhar para fora percebeu flores na beira da estrada… Muitas flores… A paisagem colorida, perfumada e linda!

Lembrou-se então daquela senhora. Procurou-a em vão. Perguntou ao cobrador, que conhecia todos os usuários do percurso.

– A velhinha das sementes? Pois é… morreu há quase um mês.

O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo”, pensou! “Mas de que adiantou o trabalho dela? Morreu e não pode ver esta beleza toda”.

Nesse instante, ouviu risos de criança. No banco à frente, uma garotinha apontava pela janela, entusiasmada:

– Olha, que lindo! Quantas flores pela estrada… Como se chamam aquelas flores?

Então, entendeu o que aquela senhora havia feito. Mesmo não estando ali para ver, fez a sua parte, deixou a sua marca, a beleza para a contemplação e a felicidade das pessoas.

No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se junto à janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso…

E assim, deu continuidade à vida, semeando o amor, a amizade, o entusiasmo e a alegria.

O futuro depende das nossas ações no presente.

“E se semeamos boas sementes, os frutos serão igualmente bons”.

Vamos semear nossas sementes agora!

Ser cristão

Por Rafael Luz e Jubis
Segundo os princípios deixados por Jesus Cristo, os cristãos devem ser agentes transformadores de uma sociedade, dotados de amor, respeito, compaixão para com a criação de Deus e suas criaturas.
Baseado nesses princípios, nota-se um perfil de cristão que possui responsabilidades para com a vida sendo responsável por preservá-la e cultivá-la de maneira que possa coexistir com todas as cadeias de seres criados por Deus.
Em contra partida, ao se observar a sociedade atual vemos que tais princípios, em sua maioria, muitas vezes não são praticados e tão pouco observados.
Nota-se exemplos poupáveis de tal descaso simplesmente observando-se as catástrofes ambientais que são muitas vezes, consequências das atitudes impensadas e não planejadas da humanidade., bem como a estagnação mental e física do corpo de Cristo perante tais atitudes, muitas vezes cometidas por eles próprios.
Diante de tais fatos, fica evidente que a grande deficiência da humanidade não se trata apenas da falta de conhecimentos dos princípios deixados por Jesus, mas trata-se principalmente, do descaso e despreocupação relevantes aos princípios básicos da educação, do convívio e do amor ao próximo, pois através destes, subjetivamente, é possível notar e experenciar tudo o que Jesus Cristo é, foi e sempre será, isto é, amor.
 
Fonte: Underfaith.brasil – missões urbanas