Gotas de Misericórida(3): A Alegria e a Esperança do Mundo

Jesus_menino_no_presepio_250.jpgOração

Senhor Jesus Cristo,

Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.

O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro;

a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:  Se tu conhecesses o dom de Deus!

Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.

Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Amém

Leitura do Livro do Profeta Isaías 9, 1-5

1 O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso.Multiplicastes o povo, aumentastes o seu prazer.  Vão alegrar-se diante de ti, como que repartem despojos de guerra. 3 Porque, como no dia de Madiã, quebraste a canga de suas cargas, a vara que batia em suas costas e o bastão do capataz de trabalhos forçados. 4 Porque toda bota que pisa com barulho e toda capa empapada de sangue serão queimadas, devoradas pelas chamas. 5 Porque nasceu para nós um menino, um folho nos foi dado:  sobre o seu ombro está o manto real, e ele se chama “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus forte”, “Pai para sempre”, “Principe da Paz”.

-Palavra do Senhor

-Graças a Deus

Contexto:

Estamos no final do século VIII a.C, no reinado de Ezequias, que reduzia as manifestações do profeta, o qual condenava as alianças políticas por considera-las infiéis aos planos de Deus, uma vez que depositavam a confiança e esperança nos homens. A Profecia foi reinterpretada por Mateus e aplicada à pessoa de ação de Jesus (Mt 4,13-16)

Reflexão:

A alegria e a esperança do mundo

 A profecia fala a um povo que andava nas trevas e que habitava à sombra da morte, ou seja, um povo oprimido, frustrado, sem perspectivas futuras, sem esperança, , mas que vê diante de si uma “luz” que brilha e portanto reacende a esperança e a alegria, comparável à alegria da colheita e ao fim da guerra.

Era o fim da opressão, a imagem da vitória da paz, os símbolos da guerra destruídos pelo fogo, pela ação libertadora de Deus, instaurada pelo nascimento de um menino (dom de Deus ao seu Povo, e que viverá no meio do Povo), enviado para restaurar o trono de Davi e para reinar no direito e na justiça.

A profecia reinterpretada por Mateus, mostra que o menino é Jesus, Ele é aquele que veio como Dom de Deus, nascido do seio Virginal de Maria, no meio do Povo escolhido, conforme a promessa vetero testamentária, é Ele que vence as trevas e as sombras da morte que impediam a esperança.

O chamado neste sétimo dia que antecede o Natal do Senhor é que acolhamos celebremos e acolhamos o nascimento de Jesus, aceitando o projeto de Justiça e Paz que trouxe ao mundo.  É em Jesus que encontramos a fonte da verdadeira felicidade e segurança, não nos homens, não nos projetos políticos idealizados por eles.

Isaías diz que só podemos confiar em Deus e nesse “menino” que Ele mandou ao nosso encontro, se quisermos encontrar a “luz” e a paz.  A força de Deus não se revela tal qual a “força” dos homens, mas através do menino, símbolo da humildade, da simplicidade e da fidelidade aos projetos do Pai.

Oração Final:

Hino do Ofício das Leituras – III Semana do Saltério – 18 de dezembro de 2015

Oh vinde depressa,
do seio da virgem,
Beleza dos céus!
O mundo admire:
um tal nascimento
é digno de Deus.

Não germe de homem,
mas sopro divino
no seio o gerou.
O verbo de Deus
se fez nossa carne,
o ventre deu flor.

A vida já cresce
no seio da Virgem
que guarda a pureza.
Deus mora em seu templo
e brilha a virtude
em toda a grandeza.

Que venha o herói
que é homem e é Deus,
do quarto nupcial,
correr glorioso
seu nobre caminho,
a trilha real.

Igual a Deus Pai,
reveste dos homens
a carne, a fraqueza,
e, desta maneira,
nos dá a virtude,
de Deus fortaleza.

Já brilha o presépio,
e um novo esplendor
a noite nos traz.
Que fujam as trevas,
a fé resplandeça
e reine a paz.

A vós, Rei piedoso,
e ao Pai que nos ama,
a glória convém.
Com vosso Espírito
reinais sobre o mundo
nos séculos. Amém.

 

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