Gotas de Misericórida (5): O Espírito Santo nos conduz

Lucas 1, 46-56Oração

Senhor Jesus Cristo,

Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.

O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:  Se tu conhecesses o dom de Deus! Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.

Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Amém

Leitura do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 1, 46-55)

46 Então Maria disse:  Minha alma proclama a grandeza do Senhor, 47 meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48 porque olhou para a humilhação de sua serva.  Doravante todas as gerações me felicitarão, 49 porque o Todo-Poderoso realizou grandes obras em meu favor, seu nome é santo, 50 e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. 51 Ele realiza proezas com seu braço; dispersa os soberbos de coração, 52 derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; 53 aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias. 54 Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia 55 – conforme prometera aos nossos pais – em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.

Contexto:

O Magnificat reflete a presença do Espírito Santo no anúncio da salvação vinda com Jesus, a promessa de libertação de toda a humanidade, a renovação da esperança e da certeza da vitória do bem sobre o mal, da luz sobre a escuridão.

Este cântico guarda semelhança ao cântico de Ana (1Samuel 2,1-10) e pode ser dividido em três partes:

  • Maria, mulher de fé e profunda espiritualidade é uma humilde servidora, que louva a Deus pela salvação;
  • Maria como membro de uma nova humanidade, transformada por Deus, pela vinda de seu Reino;
  • Maria, mulher do povo escolhido, que recorda que através da história, Deus sempre foi fiel a sua promessa e ao seu amor por todos e para todos.

Reflexão:

O Espírito Santo nos conduz

O jubilo de louvor de Maria, concebida pelo Espírito Santo nos mostra o que significa ter a vida centrada em Deus e que acolhê-lo plenamente significa ter a absoluta certeza de que Ele habita todo em seu ser.  Esta alegria, marca do Espírito Santo, transparece em Maria, pela humildade de quem reconhece que tudo o que se tem e se é vem de Deus e não de si própria.

É esta a alegria a qual somos chamados viver e testemunhar pelo nosso batismo, é o reflexo da esperança viva de que o Reino de Deus é de justiça e paz e que se tornou possível pela vinda do Messias, o Salvador.

Ele, que pela ação do Espírito Santo é quem dá força aos fracos, vida aos mortos e pelo fruto da sua misericórdia e compaixão, reconhece e se aproxima da miséria humana, transformando realidades, a partir de nossa disponibilidade caritativa, alegre, solidária, de estarmos abertos às mais diversas realidades de sofrimento, com compromisso de transformá-las inspirados nas obras de Deus realizadas há história da humanidade.

Oração Final:

Hino do Ofício das Leituras – III Semana do Saltério – 20 de dezembro de 2015

Oh vinde depressa,
do seio da virgem,
Beleza dos céus!
O mundo admire:
um tal nascimento
é digno de Deus.

Não germe de homem,
mas sopro divino
no seio o gerou.
O verbo de Deus
se fez nossa carne,
o ventre deu flor.

A vida já cresce
no seio da Virgem
que guarda a pureza.
Deus mora em seu templo
e brilha a virtude
em toda a grandeza.

Que venha o herói
que é homem e é Deus,
do quarto nupcial,
correr glorioso
seu nobre caminho,
a trilha real.

Igual a Deus Pai,
reveste dos homens
a carne, a fraqueza,
e, desta maneira,
nos dá a virtude,
de Deus fortaleza.

Já brilha o presépio,
e um novo esplendor
a noite nos traz.
Que fujam as trevas,
a fé resplandeça
e reine a paz.

A vós, Rei piedoso,
e ao Pai que nos ama,
a glória convém.
Com vosso Espírito
reinais sobre o mundo
nos séculos. Amém.

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