Gotas de Misericórdia (6): A Compaixão de Deus por nós

Lucas 1, 57-66Oração

Senhor Jesus Cristo,

Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.

O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:  Se tu conhecesses o dom de Deus! Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua omnipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.

Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Amém

Leitura do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 1, 57-66)

57 Terminou para Isabel o tempo da gravidez e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor foi misericordioso para Isabel, e se alegraram com ela. 59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 A mãe, porem, disse: “Não! Ele se chamará João. 61 Os outros disseram:  “Você não tem parente  com esse nome!” 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tubuinha e escreveu:  “O nome dele é João.” E todos ficaram admirados. 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia se espalhou por toda a montanhosa Judeia. 66 E todos os que ouviam a notiícia, ficavam pensando. “O que será que esse menino vai ser?” De fato a mão do Senhor estava com ele.

Contexto:

O nascimento de João Batista é a realização da profecia de Malaquias e revela que tanto o seu nascimento, por uma concepção inesperada, como a escolha de seu nome vem da ação prodigiosa de Deus.

O nome do predecessor de Jesus revigora as promessas para o futuro, por isso causa ao mesmo tempo espanto e alegria, é Deus que age pela graça, é Deus que usa de sua misericórdia e por isso que a notícia se espalhou e o medo aqui tem conotação de temor e não pavor, pois como o próprio evangelista afirma: a mão do Senhor estava com ele.

O nascimento de João é um alerta da proximidade da plenitude do tempo, e um chamado para preparar-se e acolhe-lo, reconhecendo a renovação da Aliança entre Deus e o homem.

Reflexão:

A Compaixão de Deus por nós

Quem suportará o dia da chegada do Senhor? Quem poderá resistir, quando ele aparecer? Porque “ele é como o fogo do fundidor e como a barrela das lavadeiras. Ele sentar-se-á como fundidor e purificador. Purificará os filhos de Levi e os refinará como se refinam o ouro e a prata”, nos diz Malaquias (3, 2-3).

As palavras do profeta assustam, mas nos alertam que se o nascimento de João causou temor aos seus vizinhos, é infinitamente mais importante estarmos preparados amorosamente para a chegada do Senhor, se realmente quisermos acolhê-lo em nossas vidas, logo, o chamado é para um bom e profundo exame de consciência e conseguinte conversão, de forma a bem recebe-lo e verdadeiramente adorá-Lo.

A purificação não é o único chamado.  Importa também refletir sobre os mensageiros de Deus, Elias e João Batista são dois deles, mas há tantos outros, muitas vezes bem próximos à nós.

É por meio desses mensageiros que a humanidade é guiada e em nosso tempo há inúmeros manifestando-se com os sinais concretos da Palavra de Deus.

São os Santos e Santas de nossa atualidade, instrumentos do Espírito Santo de Deus, que nos chamam uma nova realidade, a do Reino, cujo germe se faz presente pela ação deles e de tantos homens de bem, e que se realizará plenamente quando, através de Jesus, Deus for tudo, em todos.

Oração Final:

Hino do Ofício das Leituras – III Semana do Saltério – 21 de dezembro de 2015

Oh vinde depressa,
do seio da virgem,
Beleza dos céus!
O mundo admire:
um tal nascimento
é digno de Deus.

Não germe de homem,
mas sopro divino
no seio o gerou.
O verbo de Deus
se fez nossa carne,
o ventre deu flor.

A vida já cresce
no seio da Virgem
que guarda a pureza.
Deus mora em seu templo
e brilha a virtude
em toda a grandeza.

Que venha o herói
que é homem e é Deus,
do quarto nupcial,
correr glorioso
seu nobre caminho,
a trilha real.

Igual a Deus Pai,
reveste dos homens
a carne, a fraqueza,
e, desta maneira,
nos dá a virtude,
de Deus fortaleza.

Já brilha o presépio,
e um novo esplendor
a noite nos traz.
Que fujam as trevas,
a fé resplandeça
e reine a paz.

A vós, Rei piedoso,
e ao Pai que nos ama,
a glória convém.
Com vosso Espírito
reinais sobre o mundo
nos séculos. Amém.

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