Liturgia do Dia – 10/02/2016 (comentada)

Mateus 6,1-6.16-18“A Palavra vem nos lembrar que somos o povo do Senhor, que suplicamos sua misericórdia e elevamos a Ele nossos rogos.  Acolhê-la é dispor-se à conversão. ‘Rasgar o coração’ é aceitar sua verdade que liberta, que nos salva e dá vida.”

Primeira leitura:  Joel 2,12-18

Salmo Responsorial:  50

Segunda leitura:  2 Coríntios 5, 20-6,2

Evangelho:  Mateus 6,1-6. 16-18

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Quaresma, tempo de graça e salvação de todos aqueles que se reconhecem pecadores, e assim, abrem o coração ao amor misericordioso de Deus, através da oração, da penitência e da conversão.

Longe de ser um tempo de tristeza e passividade, a Quaresma é uma oportunidade de mudança de vida, individual e comunitária, de renovação pelo Amor, pela Esperança e pela Verdade, manifestada a partir da obra redentora de Jesus e sob a luz do Espírito Santo, que conduz a Igreja (Corpo de Cristo), pelo caminho da paz e da felicidade, porque esta é a vontade de Deus Pai para todos nós.

A liturgia de hoje é um convite ao silêncio, no sentido de interiorizar o chamado, e a viver este tempo com a discrição que a caminhada desértica exige: “Rasgai o coração, e não as vestes!” – o perdão requer arrependimento, e este, a conscientização de que somos cinzas e pó, vulneráveis as tentações do mundo, pequenos, absolutamente dependentes da misericórdia do Pai, que nos chama ao arrependimento e a REconciliação.

É urgente aceitar nossa condição e, por conseguinte, o incomensurável amor de Deus que, por nós, não poupou nem mesmo o seu próprio Filho, que carregou sobre si o pecado do mundo e o expiou na própria carne, revelando ao mundo a Justiça, que está acima de toda justiça, sem contudo, vangloriar-se de sua ação.

Esta é a Verdade que somos chamados a acolher e disponibilizar através da ação caritativa, da oração e do jejum.  Esta é a motivação que fundamenta a reta intenção daqueles que viverão frutuosamente este tempo e que tornará possível experimentar a presença de Deus no mais íntimo do coração.

Acolhamos o Evangelho, que não é apenas um conjunto de livros sobre a história do povo de Israel, mas uma pessoa, Jesus Cristo, e que, por isso, vive! O façamos em nossa miséria, em nossa fragilidade, onde só Deus, na sua presença serena pode nos ver, e sob a infusão do Seu Santo Espírito, irá nos conduzir à Vida Nova.

“Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso!”

 

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