Liturgia do Dia – 13/02/2016 (comentada)

lucas 5, 27-32“Quem acolhe o pobre, faz nascer das trevas a luz.  Os pobres pecadores encontram em Jesus a liberação e a vida.  Os que ‘se acham justos’ rejeitam a fonte da vida.”

Primeira leitura:  Isaías 58, 9b-14

Salmo Responsorial:   85

Evangelho:  Lucas 5, 27-32

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As leituras de hoje demonstram que a justiça, a misericórdia e a bondade de Deus sintetizam o modus operandi pelo qual são chamados seguir os seus escolhidos, uma vez que caracterizam a Sua forma de libertar o homem de uma vida de pecado e acolhê-lo na realidade da salvação.

Após propor a escolha entre a vida ou a morte e denunciar a conduta do povo que não abandonara os velhos costumes, causadores da divisão e do enfraquecimento dos valores que sustentavam o progresso e a liberdade social, hoje a somos chamados a meditar acerca do respeito pelo dia do Senhor e compreender que não importa o quão pecadores somos, Ele nos ama, deseja nossa conversão e nos quer ao seu lado.

O repouso sabático, que no cristianismo é praticado aos domingos, é um convite ao louvor e a alegre contemplação da criação divina e nos remete sempre ao sentido da solidariedade e da partilha com os irmãos que, com o advento da Boa Nova, alcançou uma maior dimensão.

Pela ação redentora de Jesus, o bem partilhado cristalizou-se como a melhor forma de santificar o dia do Senhor, por isso Ele, a exemplo,  realizou tantos milagres no sábado, sem contudo excluir a importância da ação caritativa nos demais dias da semana.  

O real sentido da exortação, portanto, é que até mesmo no dia do Senhor devemos ser solidários, pois como nos diz o Evangelho, segundo São Marcos “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2, 27).  

Reafirma-se assim, que os milagres realizados em tais dias e que sempre visavam a dignidade humana (Mc 3, 1-6; Lc 14, 1-6, Jo 5, 1-14), tinham como fundamento o seu grande amor e interesse em resgatar e, direcionar a uma nova realidade, as pessoas, independente das convenções legalistas e sociais.

O chamado a Levi e a sua conseguinte conversão confirmam mais uma vez que, em Jesus encontramos, em perfeição, o sentido da solidariedade e da partilha.  Para Ele não só os que já seguem a Lei são importantes.  É seu desejo ter consigo também os que estão afastados, os simples e rudes, os doentes, os cativos pelo pecado.  Fato que também nos revela que a escolha para integrar o seu discipulado ultrapassa os critérios humanos de seleção.

O Evangelho vem assim abraçar todos nós, que carecemos da misericórdia que cura, perdoa, e resgata a dignidade, e que tem como consequência a formação do discipulado, que acolhe o chamado à conversão e faz da sua experiência um acontecimento de graça para outros.

Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei!

 

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