Liturgia do Dia – 15/02/2016 (comentada)

Mateus 25, 31-46“A Palavra de Jesus resume como devemos ser e agir nesta vida: ‘Todas as vezes que fizeste isso a um dos menores de meus irmãos foi a mim que o fizeste.'”

Primeira leitura:  Levítico 19, 1-2.11-18

Salmo Responsorial:  18

Evangelho:  Mateus 25, 31-46

-*-

A liturgia de hoje caminha pelas veredas da santidade e da caridade.

O chamado à santidade, visto na primeira leitura, é motivado pelo convite ao povo de Israel, para que  sigam o exemplo de Deus, que é santo, e para isso faz-se necessário observar a algumas regras morais:  não furtar, não jurar falso, não profanar o nome de Deus, não explorar o próximo, não praticar extorsão, não reter o salário dos empregados, não amaldiçoar ou mesmo dificultar a vida dos enfermos ou deficientes, não cometer injustiças, etc.  Assim, a imitação de Deus deve levar ao respeito pelo semelhante, com vista a construção de uma sociedade mais humana e fraterna, e portanto, santa. Daí a razão de também acolher as exortações positivas:  temer a Deus, observar a justiça (lei), corrigir os que cometem erros, amar o próximo, como a si mesmo.

Observa-se que o chamado à santidade da primeira leitura, fala das coisas do presente, da necessidade de se construir uma nova realidade nesta vida, a partir da imitação da conduta divina.  Já o chamado à caridade, embora também fale das coisas do presente, visa o que vai acontecer no futuro, as coisas últimas, por isso, o Evangelho de hoje pode ser considerado apocalíptico.

Jesus tem, em si, um papel fundamental na instauração do reino de Deus, a partir da recondução do povo eleito.  Ele é o pastor que reunirá e reconduzirá aqueles que estão perdidos, afastados. Ele é o Rei, que em sua glória, no dia do Juízo final, irá separar ovelhas e cabritos.

Todavia, o mais importante aqui não é fundamentar a figura humana e divina de Jesus, mas compreender que é o Mandamento da Caridade que servirá de critério na divisão entre os que irão sofrer o castigo eterno e os que irão para a vida eterna.

A escolha preferencial pelos mais pobres e necessitados, vem da identificação de Jesus com esses irmãos:  “Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que fizestes!” e “Todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não fizestes“.  Este é o caminho ao qual a Igreja é chamada a seguir, pois nele serão traçados o destino de todos nós.

Em resumo, se no Antigo Testamento a prática da justiça era motivada pela autoridade e imitação da Santidade de Deus, com o advento de Jesus este caminho alcança a sua dimensão plena, a partir da prática da caridade e da misericórdia:  já não é suficiente não fazer o mal, mas é urgente fazer o bem e ir ao encontro dos mais pobres e necessitados.

Ó Senhor, vossas Palavras são espírito e vida!

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s