Liturgia do dia – 17/02/2016 (comentada)

Lucas 11, 29-32

“‘Nenhum sinal será dado a esta geração a não ser o sinal de Jonas’. Não existe sinal maior para nós, do que o próprio Jesus, que assumiu nossa vida para nos ensinar a vivê-la com dignidade filial.”

Primeira leitura:  Jonas 3,1-10

Salmo Responsorial:  50

Evangelho:  Lucas 11, 29-32

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As leituras de hoje sublinham a universalidade do chamado à salvação. Nínive era a capital da Assíria e, Jonas, o profeta forasteiro, que após tentar se esquivar de sua missão, percorre aquela grande cidade para anunciar o mal que estava por acontecer, em decorrência dos pecados cometidos por seus habitantes.

Há uma informação importante na primeira leitura, que não pode passar despercebida e inclusive para compreender a dimensão do Evangelho de hoje:  Jonas foi designado a anunciar ao povo de Nínive a mensagem que lhe foi confiada, ou seja, ele não foi pregar uma mensagem sua, mas dAquele que lhe confiou a missão.

As Palavras proferidas por Jonas foram acolhidas pelo povo e seu rei, que oraram, fizeram penitência e se converteram, demonstrando ter irrefutável esperança na irretratável e irrevogável Misericórdia de Deus.  Assim, a fé demonstrada pelos habitantes de Nínive, fora creditada para eles como justiça, tal qual a fé de Abraão (Gn 15, 6), explicitada também na Carta de São Paulo aos Romanos (a qual sugerimos uma atenciosa reflexão, neste tempo Quaresmal).

Jesus se recusa satisfazer a curiosidade e os anseios passageiros do Povo de Israel, apresenta-se como aquele que é mais do que Jonas, porém como ele limita-se a anunciar a Palavra e a Misericórdia divina.  Se antes Deus falava através de Jonas, e por isso tão importante o destaque acima, sobre ter o profeta  pregado a mensagem de quem lhe confiou a missão, no Evangelho é o próprio Deus Filho, quem a anuncia e chama o povo à conversão.

O apelo é reiterado a todos nós neste tempo Quaresmal.  Acolhê-lo ou rejeitá-lo é uma opção nossa. Não nos cabe a infantilidade da espera de um acaso extraordinário, milagres ou sinais mágicos, é importante e salutar lutar decididamente contra o mal.  A nossa sorte depende da nossa escolha e conduta, como vimos nas leituras da quinta-feira depois das cinzas, onde se propôs a vida ou a morte, a felicidade ou a desgraça.

O sinal dado através de Jonas  é hoje, e será sempre, o próprio Jesus, que carregou sobre si as nossas culpas, foi chagado e trespassado .  Não há como ninguém ficar indiferente a isto! A maturidade da conversão passa por esta realidade histórica!

A fé, por fim, que justificou Nívine, exige de nós, um estado permanente de acolhida da Palavra, oração e penitência, pois só elas são capazes de abrir o nosso coração ao dom da misericórdia do Senhor e nos tornar disponíveis a nos tornarmos, pela conseguinte conversão, dom para Deus e os irmãos.

Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

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