Liturgia do Dia – 23/02/2016 (comentada)

mateus 23,1-12“O profeta nos diz que é preciso fazer o bem, procurar o direito. Jesus não gosta do formalismo religioso que não traz a vida e, por isso, nos ensina a servir primeiro.  Quem ama serve, ajuda, consola.”

Primeira leitura:  Isaías 1,10.16-20

Salmo Responsorial:  49

Evangelho:  Mateus 23,1-12

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A Palavra de hoje nos chama a refletir sobre a nossa inclinação para o pecado, a partir do contexto entre o dizer e o fazer.

Isaías dirige aos senhores da lei e ao povo os ensinamentos do Senhor sobre o que precisa ser feito para que todos possam “comer as coisas boas da terra”, exortando-os à conversão, como forma de se apagar os pecados cometidos.

Destaca quão grande é a misericórdia de Deus, retratada pela transformação da vermelhidão do pecado, na alvidez e suavidade da neve, quando a iniquidade é substituída por uma vida justa.

O Salmista encerra a termo o desejo do Senhor para que todos sejam salvos, ressaltando que não basta a mera repetição dos preceitos e a exaltação da Aliança firmada, se as leis e os conselhos divinos são ignorados, ou até mesmo odiados, por causa de interesses individuais e individualistas.  É a desobediência e a infidelidade a Deus que provoca a sua ira, e consequentemente impede a salvação da humanidade.

Jesus, desmascara abertamente a incoerência de fariseus e escribas, que usam de suas posições para enaltecer suas posições e oprimir o povo, sem contudo cumprir os preceitos por eles mesmos impostos.

Ele alerta para que o povo não deixe de fazer o que a Lei de Moisés prescreve, todavia sem imitá-los, ou mesmo adotar suas personalidades, que levam à perdição. O prestígio pessoal não deve se sobrepor à verdade do Evangelho, sob risco de profanar o sentido da vontade de Deus, ou ainda, tornar-se uma idolatria.

Se somos cidadãos do céu, como nos disse São Paulo na Segunda Leitura do Segundo Domingo do Evangelho, nossa conduta não deve ser mundana.  Apontar o caminho e não segui-lo é hipocrisia, contra-testemunho e revela a malícia de quem busca ostentar uma posição (ou cargo) para oprimir os outros e manter-se numa ilegítima posição de autoridade.

O caminho da santidade se faz a partir do olhar fixo em Jesus, o único e verdadeiro Mestre e Guia, cuja a humildade, a simplicidade e a disponibilidade para o serviço aos mais pobres e necessitados dá a tônica de quem realmente deseja alcançar a Misericórdia.

A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ArqRio

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