Liturgia do Dia – 25/02/2016 (comentada)

lucas 16, 19-31“São felizes os que observam o que nos ensina o Senhor com sua Palavra.  Vencem o egoísmo e experimentam o sabor da eternidade, do amor, da presença do Reino.”

Primeira leitura:  Jeremias 17, 5-10

Salmo Responsorial:  1

Evangelho:  Lucas 16, 19-31

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A  Vida e Morte mais uma vez se contrapõem na liturgia quaresmal, hoje de uma forma diferente, não é uma proposta, mas serve para apontar o que esperar da escolha entre confiar no homem e com isso afastar-se de Deus e, confiar no Senhor e nutrir-se para uma vida frutuosa.

Ao destacar o centro da afetividade do homem, a primeira leitura de hoje nos coloca em alerta sobre o quanto é temerário acreditar nas boas intenções humanas, uma vez que somente o Senhor é capaz de avaliar se são boas ou más, se nos aproximam ou afastam de Deus, e neste caso, nos levam à morte, por isso, a riqueza e a pobreza deve ser vista com as lentes da misericórdia.

A história de Lázaro, retrata esta realidade e levanta o véu da eternidade.  De um lado o homem, sem nome, que vivia de exterioridades, morre e é enterrado, sua vida era marcada pelo conforto e ostentação.  À sua porta, Lázaro (que significa: Deus ajudou),  cheio de feridas, que eram lambidas por cachorros,  que ignorado pelo homem rico, esperava as sobras que eram desperdiçadas, e que quando morreu, foi levado pelos anjos para junto de Abraão.

Deus hoje nos alerta para as escolhas que realizamos em nossas vidas e que definirão o nosso destino na eternidade, não é ser rico ou pobre, segundo os critérios humanos, que fará diferença no futuro.

A liturgia nos alerta que estabelecer caminhos, a partir de critérios materialistas e independente dos ensinamentos da Palavra, resulta em afastar-se dAquele que nutre, e portanto, dá sentido à nossa existência, tornando-a verdadeiramente frutuosa.

A ilusão da auto-suficiência e a indiferença, especialmente em relação aos mais pobres e necessitados, é causa de perdição dos que depositam sua confiança na perecível força humana.  Egoístas, buscam ser criadores de si mesmos.  Acima do bem e do mal, são árvores plantadas no deserto, incapazes de se sustentar frente ao seu destino final.

Lázaro, o homem que na visão do rico, não tinha qualquer valor, pois nem mesmo se incomodava com sua necessidade imediata, por outro lado, revela que a verdadeira confiança em Deus, opera no silêncio de quem espera a felicidade e a paz que só o Criador é capaz de trazer.

Dia após dia, Lázaro cultivou, a seu modo, a semente da eternidade, não rejeitando nem mesmo os cachorros que vinham lamber suas feridas, o que prova que a confiança em Deus caminha lado-a-lado com a solidariedade e a misericórdia, que o rico não teve nem mesmo por seu semelhante, e por isso pereceu.

Em seu tormento o homem rico busca um gesto de conforto (e não de misericórdia), e aqui de forma definitiva o Evangelho reitera que são as opções desta vida que definem o imutável destino na vida eterna, ressaltando que, aos que tem o coração empedernido e não acolhem a Verdade do Evangelho, nem mesmo o milagre da Ressurreição, nos diz taxativamente Jesus, podem salvá-los.

É feliz quem a Deus se confia!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR- ArqRio

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