Liturgia do Dia – 26/02/2016 (comentada)

Mateus 21, 33-43“Sem Deus, nada podemos fazer. Jesus, enviado pelo Pai, veio nos revelar a verdade do Reino.  Como ouvintes autênticos, só podemos acolher na vida a verdade de Cristo.”

Primeira leitura:  Gênesis 37, 3-4.12-13a. 17b-28

Salmo Responsorial:  104, 6-21

Evangelho:  Mateus 21, 33-43. 45-46

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José, assim como Jesus, são os escolhidos do Senhor, para a realização do seu projeto da salvação da humanidade, todavia, suscitam o ódio e a inveja, que são redimensionados a partir das inúmeras ações divinas, que tornam suas vidas instrumento de vida e liberdade.

A perseguição é a tônica que serve de pano de fundo, nas leituras de hoje, para nos revelar que o perdão é o canal que nos levará a tornarmo-nos um só em Cristo e que a ambição desmedida sempre levará o homem à perdição.

Jesus foi enfático ao dirigir-se as autoridades de seu tempo, colocando-os na condição de responsáveis pela vinha predileta de Deus, Israel.  Acusa-os de apropriarem-se indevidamente dos frutos, maltratando e matando não só os profetas que lhes eram enviados, como também o herdeiro da vinha:  o próprio Jesus.

O diálogo de Jesus com os chefes dos sacerdotes e anciãos do povo mostra que estão eles diante da última oportunidade para se tornarem colaboradores de Deus.  A força de suas palavras não provocou a conversão, mas gerou o desejo de prendê-lo, o que demonstra a que ponto rejeitavam a missão que lhes fora designada pelo Senhor. 

A verdade de Jesus se realiza.  Morto fora da vinha, ressuscitou pela vontade do Pai e a Cidade Santa, destruída no ano 70 d.C, foi tomada pelo Império Romano.  Os pagãos convertidos tornaram-se os novos vinhateiros que apresentavam a Deus, cada dia mais, novos frutos, que acolhiam de todo coração a fé cristã.  A universalidade da salvação, permite-nos que a partir de então, possamos todos nós, nos considerar, povo escolhido: Israel!

Devemos atentar, no entanto, que estamos inseridos na liturgia de hoje não só como povo escolhido, mas como irmãos de José e vinhateiros malvados e ambiciosos, que precisam de conversão.

Assim, a Palavra de hoje nos ensina o quanto é positivo e universal o chamado que revela que nem a ódio, nem a inveja são capazes de nos afastar do amor misericordioso de Deus.

A história revela que as perseguições são vencidas pelo perdão, e que foi na fragilidade humana do crucificado, que o filho do Homem demonstrou o seu poder, cultivado no amor e no compromisso com os frutos da vinha, por isso também é a virtude que nos faz participantes da natureza divina.

Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ArqRio

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