Liturgia do Dia – 01/03/2016 (comentada)

Mateus 18-35“Deus vai nos educando em seu amor, por isso, ensina-nos a ter atitudes carregadas de misericórdia.  O amor verdadeiro perdoa sempre e não tem limites.”

Primeira leitura:  Deuteronômio 3, 25. 34-43

Salmo Responsorial:  24

Evangelho:  Mateus 18-35

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O contexto da primeira leitura revela um quadro de perseguição e sofrimento, onde o reconhecimento do pecado e a súplica pelo perdão aparecem conjuntamente com o desejo da conversão e da restauração da Aliança.

Azarias apresenta a perda de todas as referências do povo que ficou reduzido ao que ele chama de “menor de todos os povos”, porém, mostra que apesar de tudo não perdeu a sua referência maior, cravada no seu coração:  a fé.

O Deus de Israel é invocado por Azarias de forma estruturalmente similar ao Pai Nosso; a santidade e glória do Pai são lembradas para suplicar o perdão e a conversão dos pecadores arrependidos e por conseguinte a renovação da Aliança e continuidade da caminhada.

Se na primeira leitura estamos diante de um povo arrependido que suplica o perdão, a conversão e a renovação da Aliança, a questão é tratada sob um prisma complementar no no Evangelho.

Ao questionar sobre quantas vezes deve perdoar os que pecaram contra si, Pedro é chamado a ir além. Jesus ensina que a misericórdia não é somente um conceito, mas um ideal de vida, e com uma dimensão semelhante ao infinito, ainda que os fatos enfrentados ultrapassem quaisquer critérios socialmente aceitáveis.

Em resumo, Jesus orienta Pedro a agir como Deus Pai e como em curto espaço de tempo também agirá, mostrando através de si, que é no Perdão que encontramos o caminho da salvação.

Neste sentido, também podemos afirmar que o perdão é o critério que aponta quem são os verdadeiros filhos de Deus, que agem em semelhança àquele que é Santo, como visto no início do tempo quaresmal:  “sede santos, porque vosso Pai é Santo”.

Não somos, portanto, chamados a viver a misericórdia por uma mera convenção social, mas porque esta foi usada para conosco, por isso ela é um imperativo, pelo qual não podemos prescindir, se realmente desejamos alcançar a glória que nos é reservada.

O perdão  é o caminho de vida e de libertação!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ArqRio

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