Liturgia do Dia – 05/03/2016 (comentada)

Lucas 18, 9-14“Deus nos dá seu amor indissolúvel e espera que nosso amor para com Ele e para com os irmãos seja forte e perseverante.  E como o publicano devemos também dizer:  ‘Senhor, tende piedade de nós'”.

Primeira leitura:  Oséias 6, 1-6

Salmo Responsorial: 50

Evangelho: Lucas 18, 9-14

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A profecia de Oséias é um chamado à confiança em Deus – único capaz de curar as feridas provocadas para a correção dos pecados – e pedido a abdicação da hipocrisia, característica de um povo que apesar de se reconhecer doente, realiza cultos apenas para que seja atendido em seu interesse imediato.

O próprio Deus se revela como aquele cujo amor é capaz de perdoar a infidelidade dos seus amados e deseja tê-los em sua intimidade, mas que esta só é possível aos corações que se abrem com sinceridade e humildade.

O Evangelho de Jesus, no entanto, enriquece esta condição quando nos coloca diante de dois homens, um que tem pleno conhecimento de Deus e da Lei, e outro, que tem plena consciência de seu estado de pecado.

Nota-se que a parábola é dirigida aos que confiam na própria justiça e desprezam os outros, não por acaso, é a personalidade que se identifica com o primeiro homem, o fariseu, porém serve para todos.

A Palavra nos ensina que a misericórdia divina não faz acepção de pessoas, porém, somente os que verdadeiramente reconhecem a sua miséria e se inclinam para receber o perdão são justificados.

Quando Deus expande seu juízo e afirma que deseja o amor e o conhecimento sobre Si, ressalta, através do Evangelho, que este conhecimento é importantes na medida em que nos afasta do orgulho, que nos faz reconhecer pecadores, miseráveis, indignos e dependentes da misericórdia de Deus para nossa salvação.

Se, ao contrário, este saber, nos enche de arrogância e consequentemente nos afasta de nossos irmãos, menosprezando-os, toda esta “sabedoria” de nada servirá.

O conhecimento e o amor, portanto, são efetivamente reais e fidedignos, se somos sinal da Misericórdia junto aos irmãos e não quando praticamos sacrifícios e holocaustos, ainda que no íntimo de nossos corações.

Como Deus, Jesus perscruta o nosso coração e sabe quando nosso arrependimento e pedido de socorro é verdadeiro.  Da mesma forma, sabe quando nossa oblação é superficial e egocêntrica. Logo, o sentido de nossas orações revelam quem de fato somos, nosso modo de viver, nossa forma de nos relacionar com Deus e com os nossos semelhantes.

Eu quis a misericórdia e não o sacrifício!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ArqRio

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