Liturgia do Dia – 12/03/2016 (comentada)

João 7, 40-53“Eu era como um manso cordeiro levado ao sacrifício.  Jesus é rejeitado, ma não perde a liberdade nem a fidelidade ao Pai.  Enfrenta a adversidade e a morte por amor, para nossa salvação.”

Primeira leitura:  Jeremias 11, 18-20

Salmo Responsorial:  7

Evangelho:  João 7, 40-53

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O contexto da primeira leitura corresponde a uma das confissões de Jeremias, cujo cumprimento de sua missão provocava a hostilidade e a perseguição. Ele não compreendida por qual razão os injustos prosperavam em suas intrigas e rogava a Deus pela vingança, alegando que n’Ele confiou a sua causa.

Contexto semelhante é apresentado no Evangelho segundo São João, onde o povo dividido acerca de quem era afinal Jesus: uns defendiam a impossibilidade de tratar-se do Messias, uma vez que este não viria da Galileia, porém não conseguiam explicar a magnitude de sua Palavra e ações.

A ira dos fariseus era materializada pelo desejo de tirar Jesus de circulação e pela expressa indignação em não lograr êxito em reduzir suas ações a algo de pouca importância.

É importante relembrar que o próprio Jesus afirmou que não veio para abolir a Lei, mas dá-la cumprimento, e isso significava, na prática que, realizar a vontade de Deus sobrepujava a Lei que mantinha fariseus e doutores acomodados em suas posições sociais.  Era isso que tanto incomodava.

Temos diante de nós dois ensinamentos importantes:

  1. A missão de evangelizar não afasta dos enviados do Senhor o sofrimento, a falta de reconhecimento, tampouco a hostilidade e a perseguição.  É inerente ao ser cristão, carregar a cruz, por isso acolher e confiar na Palavra de Deus é condição essencial para perseverar na caminhada.
  2. A ação divina não se detém as limitações da compreensão humana. A relevância não é de onde o Messias viria, apesar da Palavra em Mateus e Lucas, confirmar a sua descendência. Precisamos compreender que em inúmeras situações só nos é possível reconhecer sua ação divina muito tempo depois dos fatos ocorridos, por isso, o caminho mais seguro será sempre a da acolhida da Palavra e a do amor misericordioso, que comporta a constante reflexão acerca da Paixão de Nosso Senhor, onde a cruz não representa o fim, mas o começo e a eternidade da glória que nos é reservada em seu Nome.

Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ArqRio

 

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