Liturgia do Dia – 15/03/2016

João 8, 21-30“A haste levantada do deserto antecipa o sinal da cruz de Cristo.  Dela nos veio a salvação.  Por isso, Jesus mesmo nos diz: ‘Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou'”.

Primeira leitura:  Números 21, 4-9

Salmo Responsorial:  101, 2-21

Evangelho:  João 8, 21-30

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A liturgia de hoje é marcada pela figura da serpente, símbolo que contrapõe a  ação do mal e do bem, no contexto bíblico apresentado nas leituras.

Temos no Livro dos Números um povo impaciente e revoltado contra Deus e Moisés, por não mais aceitar as condições que a peregrinação no deserto apresentava. Textualmente há a informação de que o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que levaram muitos à morte.

A presença das serpentes representam a ação do mal,  só afastado pela intercessão de Moisés, a pedido do povo que se reconhece ingrato e pecador, ou seja, reconhece que se colocaram na condição de pessoas afastadas de Deus.

Não estamos diante da uma vingança divina, mas da consequência lógica da renúncia ao bem, absolutamente compreensível, também nos dias atuais.

A didática de Deus,  para reverter a situação, não é nem de longe um estímulo à adoração de imagens, mas reflexo do amor que desce à mediocridade do ente amado, para fazê-lo entender  que estar ou não em comunhão com Ele é o que define ser ou não salvo.

O Evangelho, assim,  nos conduz de forma infinitamente mais rica à materialização desse amor que deseja acima de tudo o bem do povo amado. Nele, Jesus revela a dimensão de sua comunhão com o Pai (Eu sou!), encandecendo ainda mais a ira de Fariseus e Senhores da Lei.

O caminho da morte,  é apresentado como aquele percorrido a passos largos por aqueles que se mantêm afastados da Graça, e, apesar de todas as evidências, não acreditam que é através do Redentor que salvação se manifesta.

Tal qual a serpente abrasadora, Jesus, o novo Moisés, fiel e obediente, se afirma como plena realização da promessa. Elevado sobre um madeiro, cura, liberta e salva, todos aqueles que acolhem a misericórdia que nos foi derramada pelo sangue e água que verteram de seu coração e mudaram o rumo da história da humanidade e o qual somos chamados a seguir.

Senhor, tende misericórdia de nós!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ArqRio

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