Liturgia do Dia – 16/03/2016 (comentada)

João 8, 31-42“Os três jovens dão testemunho do desígnio divino.  Deus está sempre presente, mesmo que a nós pareça não estar, pois, em Jesus, Ele firmou em nós a vida, a liberdade e a paz.”

Primeira leitura:  Daniel 3,14-20.24.49a.91-92.95

Salmo Responsorial:  Daniel 3, 52-56

Evangelho:  João 8, 31-42

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A liberdade é um dos valores mais desejados e buscados por todos os homens, todavia, não poucas vezes é considerada superficialmente, ou seja, como algo experimentado por aqueles não encarcerados, ou ainda, como a possibilidade de pensar e fazer o que se quer, a qualquer momento, lugar ou condição.

Porém a liberdade que Deus nos oferece, conforme os textos bíblicos é infinitamente mais ampla e cheio de significado.  A exemplo dos três jovens o sentido aqui pressupõe a renúncia aos apelos do mundo, que são passageiros, promovem a dependência e levam à  escravidão, em favor daquela que por ser abstrata, gera reflexão e vida.

A melhor forma de compreender a liberdade cristã, portanto,  é a partir da fé, como elemento de aproximação com Deus e com nossos semelhantes.

A fé que acolhe o amor misericordioso de Deus  dilata o coração e nos faz perscrutar uma nova realidade, onde a justiça e fraternidade caminham juntas com o Santo Espírito, no amor, na paz, na alegria, na paciência, na benevolência, na bondade, na fidelidade, na mansidão e no autodomínio, ou seja, na liberdade por excelência.

Compreende-se assim, no estilo literário apocalíptico da Profecia de Daniel, que a razão pela qual os jovens Sidrac, Misac e Abdênago, mesmo sob ameaça do rei,  não se preocuparam em serem lançados numa fornalha, foi a fé.

Ela os fez caminhar livremente entre as chamas, em conformidade à vontade de Deus e sob a proteção dele, gerando assim, conversão e vida.

E é neste caminho que Jesus exorta aos judeus (e a todos nós) a permanecerem; o discipulado não se limita ao batismo, mas exige a acolhida da Palavra, para que tenhamos coragem de enfrentar os desafios e renunciar ao pecado, que nos tira da graça e nos torna escravos.

O amor misericordioso de Deus, como diz o Santo Padre (Papa Francisco) na bula Misericordiae Vultus, tem o rosto de Jesus, sacramento do amor maior de Deus por nós, que pela sua morte e ressurreição nos fez livres e, também nos fez filhos, abrindo-nos a condição de permanecer para sempre em sua família, desde que permitamos que a sua Palavra lance raízes em nossas vidas e em nossa história.

Libertai-nos Senhor, por vosso amor!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Bacharel em Teologia pelo ISCR-ARQRio

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