Liturgia do Dia – 19/03/2016 (comentada)

mateus 1, 16.18-21.24“Abraão acolheu o que lhe disse o Senhor.  Do mesmo modo, José ,compreendendo o que era de Deus, tornou-se servidor de sua vontade.  No silêncio, o pai o confiou a guarda de sua casa.”

Primeira leitura:  2Samuel 7,4-5a.12-14a.16

Salmo Responsorial:  88

Segunda leitura:  Romanos 4, 13.16-18.22

Evangelho:  Mateus 1,16.18-21.24a

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Da Exortação Apostólica Redemptoris Custos, de São João Paulo II, Papa:

Dirigindo-Se a José por meio das palavras do anjo, Deus dirige-Se a ele como sendo esposo da Virgem de Nazaré. Simultaneamente, o que nela se realizou por obra do Espírito Santo manifesta a confirmação especial do vínculo esponsal que já antes existia entre José e Maria.

O mensageiro diz claramente a José: «Não temas receber Maria, tua esposa.» Por conseguinte, o que tinha acontecido anteriormente – os seus esponsais com Maria – tinha sucedido por vontade de Deus e, portanto, devia ser conservado. Na sua maternidade divina, Maria há de continuar a viver «como uma virgem, esposa de um esposo» (cf. Lc 1,27).

Nas palavras da «anunciação» noturna, José não escuta apenas a verdade divina acerca da inefável vocação da sua esposa, ouve também novamente a verdade acerca da sua própria vocação. Este homem «justo» que, segundo o espírito das mais nobres tradições do povo eleito, amava a Virgem de Nazaré e a Ela se encontrava ligado por amor esponsal, é novamente chamado por Deus para este amor.

«José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa»; «O que Ela concebeu é obra do Espírito Santo». À vista de tais expressões, não se imporá porventura concluir que também o seu amor de homem tinha sido regenerado pelo Espírito Santo? Não se deverá pensar que o amor de Deus, que foi derramado no coração humano pelo Espírito Santo (cf. Rm 5,5), forma do modo mais perfeito todo o amor humano? Este amor de Deus forma também – e de maneira absolutamente singular – o amor esponsal dos cônjuges, aprofundando nele tudo o que tem de humanamente digno e belo e as características da exclusiva entrega, da aliança das pessoas e da comunhão autêntica, a exemplo do Mistério trinitário.

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