Liturgia do Dia – 13/04/2017

João 13, 1-15“Deixemo-nos conduzir pela Palavra do Senhor e bebamos desta fonte que nos faz compreender a imensidão de seu amor por nós.”

Primeira leitura:  Êxodo 12, 1-8.11-14

Salmo Responsorial: 115

Segunda leitura:  1Coríntios 11,23-26

                                                                          Evangelho:  João 13, 1-15

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O cenário da primeira leitura retrata a saída do povo de Israel da terra do Egito, a caminho da Terra Prometida. É a passagem da escravidão para a libertação, cheia de sinais, e que por isso prefigura a imanência da Páscoa de Nosso Senhor e a nova realidade a qual somos contemplados a partir do seu sacrifício.

A orientação de Deus, dada através de Moisés, é contemporânea a nós cristãos. Tal qual os israelitas, somos chamados a celebrar a passagem do Senhor, imolando um cordeiro sem defeito (Jesus), cuja carne (na espécie pão) deve ser consumida, por nós, uma só família em Cristo, e o sangue (na espécie vinho) nos livrará da morte.

Hoje, na celebração da Ceia do Senhor é salutar lembrar que, já em nosso Batismo, fomos assinalados com o sangue de Jesus e a Ele pertencemos.  E que se comumente os fiéis participam da Eucaristia pela primeira espécie, hoje, seguindo as orientações da Introdução ao Missal Romano, participarão pelas duas espécies, face a importância celebração e da missão a que somos chamados.

Aqui cabe abrir um parêntese para advertir que “a fé católica ensina que, também sob uma só espécie, se recebe Cristo todo e inteiro, assim como o verdadeiro sacramento; por isso, no que concerne aos frutos da Comunhão, aqueles que recebem uma só espécie não ficam privados de nenhuma graça necessária à salvação” (MR 282).

Moisés destaca a importância do seu povo estar preparado e de prontidão, orientação esta que também serve para nós.  Estar preparados significa estarmos vigilantes e com determinação para reunidos em Comunidade e  juntos com toda a Igreja, revivamos todos os momentos que marcarão a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.  Nós somos o povo escolhido, que Ele veio salvar com o sinal do seu Sangue e, que esperam, agora, a sua  volta.

Assim, o salmista nos ensina que diante da nossa miséria e incapacidade de retribuir tão grande amor, o maior sacrifício de louvor que podemos ofertar a Deus é bem acolher o dom da nossa vida e da Salvação. Mas como?  Como ele fez.

O Filho de Deus, fez-se alimento. Cordeiro sem mácula, fez-se sacrifício perfeito, para nossa Salvação e nos chama, a tal qual Ele próprio, sermos eucarísticos: servidores e misericordiosos uns para com os outros, não importam as circunstâncias.  Este é o maior sacrifício de louvor que podemos ofertar a Deus Pai.

É no serviço e na misericórdia mútua (e generosa) que a Eucaristia inflamará e santificará o mundo inteiro.

Uma Santa Semana para todos!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

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