É Festa da Misericórdia! É Páscoa em Jesus!

Festa da Misericórdia 2017

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia. Desejo que os sacerdotes anunciem esta Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras”.

(Diário de Santa Faustina, 49-50).

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximarem da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. (…) A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia

(Diário de Santa Faustina, 699).

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Liturgia do Dia – 17/04/2017

Mateus 28, 8-15Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia.  Lá eles me verão.

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 2,14.22-32

Salmo Responsorial: 117

Evangelho:  Mateus 28, 8-15

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Existe um aspecto singular na vida dos personagens da Liturgia da Palavra de hoje:  a superação do medo, após a experiência com Jesus ressuscitado.

O medo não é necessariamente algo bom ou ruim, mas uma reação natural em decorrência da limitação humana, quando no enfrentamento de algo desconhecido, ou quando não se pode antever o que acontecerá imediatamente após uma experiência, ou em uma única expressão, quando falta fé e esperança.

Com Pedro, que já havia vivido a experiência com o Ressuscitado e sofria com as perseguições dos opositores de Jesus, a superação aconteceu após o evento de Pentecostes.  Ele, a partir de então, não só se reportou à profecia do Rei Davi, mas assumiu, definitivamente, com destemor, sua missão de anunciar à multidão a grande notícia, que ecoará ao longo dos séculos por toda a Igreja:  Jesus venceu a morte! A Promessa se realizou!

O vigor e entusiasmo com que exortou que o escutassem aparece de forma latente em toda a primeira leitura, o que nos permite dizer que Pedro, não apenas falava, mas interagia com seus interlocutores.  Ele estava tomado de tanta alegria, que contagiava a multidão e não media esforços para demonstrar seus motivos.

Esta alegria também pode ser encontrada entre as mulheres citadas na segunda leitura, que embora vivessem um misto de alegria e medo, este não foi suficiente para impedir a natural reação dos que já se apropriaram integralmente das promessas do Senhor.  Ou seja, a morte de Jesus não impediu que Ele continuasse presente nelas.  Assim, embora surpresas, e naturalmente com medo, não hesitaram em acolher a grande notícia, e após a experiência com o Ressuscitado, em cumprir sua missão.

O que se pode concluir, enfim, é que o medo e a alegria estarão sempre presentes em nossa caminhada.  Todavia o grande diferencial, no enfrentamento de qualquer vale escuro, não importa o quão ameaçados e/ou temerosos estejamos, é a certeza de que Jesus ressuscitou e está no meio de nós, através de seu Espírito, para nos fazer vitoriosos, diante das vicissitudes da vida.

E por isso, se passamos de uma vida de pecado, para uma Nova vida, centrada nos ensinamentos da Palavra da Salvação, nada devemos temer, mas acolher com coragem e motivação a missão que nos foi designada: “Alegrai-vos, não tenhais medo;  Ide anunciar”!

Feliz Páscoa no Senhor Jesus!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento