Quaresma

A Quaresma como caminho de conversão

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De uma antiga meditação de Bento XVI:

Desde as origens a Quaresma é vivida como o tempo da preparação imediata para o Batismo, a ser administrado solenemente durante a Vigília pascal.
Toda a Quaresma é um caminho para este grande encontro com Cristo, esta imersão em Cristo e este renovamento da vida.

Nós já somos batizados, mas o Batismo com frequência não é muito eficaz na nossa vida cotidiana. Por isso, também para nós a Quaresma é um renovado “catecumenado” no qual vamos, de novo, ao encontro do nosso Batismo para o redescobrir e reviver em profundidade, para nos tornarmos de novo realmente cristãos.

Portanto, a Quaresma é uma ocasião para “nos tornarmos de novo” cristãos, mediante um constante processo de mudança interior e de progresso no conhecimento e no amor de Cristo.

A conversão nunca é de uma vez para sempre, mas é um processo, um caminho interior de toda a nossa vida.
Este itinerário de conversão evangélica certamente não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de cada dia, que deve abraçar toda a existência, todos os dias da nossa vida…

O que é converter-se, na realidade?
Converter-se significa procurar Deus,
estar com Deus,
seguir docilmente os ensinamentos do Seu Filho, de Jesus Cristo;
converter-se não é um esforço para se autorrealizar a si mesmo, porque o ser humano não é o arquiteto do próprio destino eterno.
Não fomos nós que nos fizemos.
Por isso a autorrealização é uma contradição e é também demasiado pouco para nós.
Temos um destino mais nobre!

Poderíamos dizer que a conversão consiste precisamente em não se considerar “criadores” de si mesmos e assim descobrir a verdade, porque não somos autores de nós próprios.
A conversão consiste em aceitar livremente e com amor de depender em tudo de Deus, o nosso verdadeiro Criador, de depender do amor!
Esta não é uma dependência, mas liberdade!

Fonte:  Site de Dom Henrique Soares da Costa

 

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Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 12/02/2018

marcos 8, 11-13“A incredulidade arruma desculpas e pede sinais.  Jesus é o sinal absoluto do amor do Pai para conosco.  Mas, quem não crê não o reconhece.  Que sinal é o cristão para a humanidade agora?”

Primeira leitura:  Tiago 1,1-11

Salmo Responsorial:  118

Evangelho: Marcos 8, 11-13