Cenáculo com Nossa Senhora Aparecida

cenáculo com nossa senhora aparecidaJá estão disponíveis na Secretaria Paroquial da Paróquia São Paulo Apóstolo, os convites para o Cenáculo com Nossa Senhora Aparecida, que acontecerá na manhã do próximo dia 12 de outubro.

A realização do Cenáculo encerra o Ano Mariano promulgado pela Igreja e tem por objetivo unir os interessados para oração e formação, sendo previstas dois momentos de catequese mariana, com os temas:  “A pesca milagrosa da Galileia e o evento de Aparecida: uma mensagem para todas as famílias” e “Por fim, o meu imaculado coração triunfará!”

Ao meio-dia será celebrado Missa Solene, presidida pelo Pároco Pe. Paulo de Tarso.

A Paróquia fica a Rua Barão de Ipanema, 85 – Copacabana e por ocasião será oferecido aos participantes um brunch especialmente preparado para a ocasião.

Liturgia do Dia – 21/08/2017

mateus 19, 16-22“‘Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, e terás um tesouro no céu.’ A Palavra ajuda-nos a discernir entre o passageiro e o eterno e quem descobre o amor eterno não o abandona jamais.”

Primeira leitura:  Juízes 2, 11-19

Salmo Responsorial:  105, 34-44

Evangelho:  Mateus 19, 16-22

Liturgia do Dia – 20/08/2017

Assunção de Nossa Senhora“A mulher do Apocalipse é a figura da Igreja perseguida e também reflete a maternidade de Maria.  Assim, o Cântico do Magnificat reveste-se do desejo de Deus que continua a escolher os mais fracos para desorientar os poderosos.  E cada um, ao seu tempo, será glorificado no nome de Jesus.”

Primeira leitura:  Apocalipse 11, 19a; 12,1-3.6a.10ab

Salmo Responsorial:  44

Segunda leitura:  1Coríntios  15, 20-27a

Evangelho:  Lucas 1, 39-56

-*-

Meditação para a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares/PE.

Hoje celebramos a maior de todas as solenidades da Mãe de Deus: a sua Assunção gloriosa ao Céu.

A oração inicial da Missa hodierna pediu: “Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do Céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do Vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do Alto, a fim de participarmos da sua glória”. A Liturgia da Igreja, sempre tão sábia e tão sóbria, resumiu aqui o essencial desta solenidade santíssima.

Com efeito, Deus elevou à glória do Céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, tão pequena, tão humilde, foi eleva a Deus, ao Céu, à plenitude em todo o seu ser, corpo e alma!

Como isso é possível? Não é a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pagãos, isso dizem os descrentes, os sábios segundo o mundo, aqueles que não têm esperança em Cristo Jesus, os que se conformam com a morte…

Mas, nós, nós sabemos que não é assim! Nosso destino é a Vida, nosso ponto final é a Glória no Coração de Deus: glória no corpo, glória na alma, glória em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor – bendito seja Ele para sempre!

Mas, repetimos, insistimos: como isso é possível?

A Palavra de Deus deste hoje no-lo afirma, de modo admirável. Escutai, irmãos, escutai, irmãs, consolai-vos todos vós: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícia dos que morreram. Em Cristo todos reviverão, cada qual segundo uma ordem determinada; em primeiro lugar Cristo, como primícia!”

Eis por que, eis como ressuscitaremos: Cristo ressuscitou!

Jesus de Nazaré, feito humano como nós, caríssimos, imolado por nós e, por nossa causa, ressuscitado, agora é o Senhor!

O nosso Jesus é Deus bendito e foi ressuscitado pela Glória do Pai!

O nosso Senhor Jesus venceu e nos faz participantes da Sua vitória, dando-nos o Seu Espírito Santo!

Credes nisto, meus caros? Neste mundo que só crê no que vê, que só leva a sério o que toca, que só dá valor ao que cai no âmbito dos sentidos, credes que Cristo está vivo e é Senhor, primícia, princípio de todos os que morrem unidos a Ele?

Pois bem, escutai: o Cristo que ressuscitou, que venceu, concedeu plenamente a Sua vitória à Sua Mãe, à Santíssima Virgem Maria, que esteve sempre unida a Ele.

Ela, totalmente imaculada, nunca afastou-se do filho: nem na longa espera do parto, nem na pobreza de Belém, nem na fuga para o Egito, nem no período de exílio, nem na angústia de procurá-Lo no Templo, nem nos anos obscuros de Nazaré, nem nos tempos dolorosos da pregação do Reino, nem no desastre da Cruz, nem na solidão do sepulcro no Sábado Santo… Nem mesmo após, nos dias da Igreja, quando discretamente, ela permanecia em oração com os irmãos do Senhor… Sempre imaculada, sempre discípula perfeita, sempre perfeitamente unida ao Senhor! Assim, após a sua preciosa morte, ela foi elevada à glória do Céu, isto é, à glória de Cristo que ressuscitou e é primícia da nossa ressurreição!

A presente solenidade é, então, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: Nele está a Vida e a ressurreição; Nele, a esperança de libertação definitiva! Por isso, todo aquele que crê em Jesus e é batizado no Seu Espírito Santo no sacramento do Batismo, morrerá com Cristo e com Cristo ressuscitará. Imediatamente após a morte, nossa alma será glorificada e estaremos para sempre com o Senhor. Quanto ao nosso corpo, será destruído e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, será também ressuscitado em glória e unido à nossa alma. Será assim com todos nós.

Mas, não foi assim com a Virgem Maria! Aquela que não teve pecado também não foi tocada pela corrupção da morte! Imediatamente após a sua passagem para Deus, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao Céu! Podemos, portanto, exclamar como Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre!

Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!” Inundada da Glória do Cristo Jesus, cumpre-se em Maria Virgem, de modo admirável, a palavra da Escritura Santa: “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos; se com Ele sofremos, com Ele reinaremos!” (2Tm 2,11) Quem mais plenamente morreu com Cristo naquela Cruz? Que mais perfeitamente sofreu com o Senhor naquela Paixão? Pedro, crucificado de cabeça para baixo? Paulo, decapitado? Lourenço, queimado vivo? Inácio de Antioquia, devorado pelas feras? Benditos todos esses e todos quantos morreram pelo Senhor! Mas, somente a Virgem sofreu com Ele como mãe: Mãe do Condenado, Mãe do Crucificado, Mãe do Homem de Dores, Mãe Daquele que pendeu na dura Cruz! A Ele perfeitamente unida na dor – Virgem das Dores na Paixão, Virgem da Piedade com o filho morto nos braços, Virgem da Soledade no tremendo Sábado Santo -, ele é, agora, Virgem da Glória, totalmente transfigurada na Glória do seu filho glorificado! A Palavra do Senhor não engana, não mente: “Se com Ele sofrermos, com Ele reinaremos; se com Ele morrermos, com Ele viveremos!” Reina com Ele a Virgem que com Ele sofreu! Vive com Ele a Mãe santíssima que com Ele morreu na sua maternidade naquele Calvário tremendo!

Esta é, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a Glória, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salvação que Cristo realizou! Ela é aquela Mulher vestida do sol, que é Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, número da Israel e da Igreja! A leitura do Apocalipse mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do Seu Cristo!” Eis: a plenitude da Virgem é realização da obra de Cristo, da vitória de Cristo nela!

Caríssimos, quanto nos diz esta solenidade! A oração inicial, citada no início desta homilia, pedia a Deus: “Dai-nos viver atentos às coisas do Alto, a fim de participarmos da sua glória”. Eis aqui qual deve ser o nosso modo de viver: atentos às coisas do Alto, onde está Cristo, onde contemplamos a Virgem já totalmente glorificada em Cristo.

Caminhar neste mundo sem no prendermos a ele… Aqui somos estrangeiros, aqui estamos de passagem, aqui somos peregrinos; lá é que permaneceremos para sempre: nossa pátria é o Céu, onde está Cristo, nossa Vida!

O grande mal do mundo atual é entreter-se com suas malditas ideologias, com seu consumismo, com sua tecnologia, com seu bem-estar, com seu divertimento excessivo e esquecer de viver atento às coisas do Alto. Mas, pior ainda, os cristãos também muitas vezes são infectados por essa doença! Nós, que deveríamos ser as testemunhas do Mundo que há de vir, quantas vezes vivemos imersos, metidos somente nas ocupações deste mundo – muitos até com o pretexto de que estão trabalhando pelos irmãos e por uma sociedade melhor. Nada disso! Os pés devem estar na terra, mas o coração deve estar sempre voltado para o Alto! Não esqueçamos: nosso destino é o Céu, participando da Glória de Cristo, da qual a Virgem Maria já participa plenamente! Aí, sim, poderemos cantar com ela e como ela: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador: o poderoso fez em mim maravilhas!” Ele, que glorificou a Virgem Imaculada e haverá de nos glorificar, seja bendito agora e para sempre. Amém.

Olha quem chegou para nos abençoar

Nossa Senhora de Nazaré Desembarcou, na manhã desta sexta-feira, 18, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, vinda de Belém do Pará.

A imagem foi recepcionada pelo Cardeal Orani João Tempesta, para a 9ª edição de uma das maiores manifestações religiosas do mundo em homenagem a Nossa Senhora, cujo tema, esse ano é: “Maria de Nazaré nos ensina a ser família”

Ela ficará até o próximo domingo, na cidade do Rio de Janeiro e será acolhida pela na Paróquia São Paulo Apóstolo, em Copacabana, no próximo domingo, dia 20, onde será realizada missa, Presidida pelo Cardeal, às 09:00h.

 

Seminário Sobre Ideologia de Gênero na PUC-RJ

Ideologia_de_gnero_na_puc_12082017171939

Com o intuito de esclarecer os fiéis sobre as implicações da ideologia de gênero, à luz do Magistério da Igreja, o Programa de Liderança Católica (Move) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) realizará o Seminário de Ideologia de Gênero, no dia 19 de agosto, de 14h às 19h, no auditório Padre José de Anchieta, na PUC-Rio. O evento será conduzido pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio Dom Antonio Augusto Dias Duarte, que abordará a ideologia de gênero e sua perspectiva histórica, através da análise da gênese do feminismo – da 1ª à 3ª geração – e da história das ideias do mundo moderno I e II.

Segundo o reitor da Igreja Sagrado Coração de Jesus da PUC e responsável pelo Programa de Liderança Católica (Move), padre Alexandre Paciolli, o tema foi escolhido a partir de uma reunião com o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, que junto ao grupo observou a necessidade de abordar o assunto dentro da universidade.

“A reunião com Dom Orani concretizou o que Deus já havia plantado no meu coração e no coração dos jovens: a importância de promover eventos de formação abertos ao público. A PUC, enquanto referência de formação e liderança em vários campos, aglutina pessoas com um forte desejo de mudança e melhoria social, a partir do cristianismo. Desta forma, a ideia do seminário é trazer essas pessoas para perto, para que conheçam a fundo um tema importante para a nossa fé e amplamente discutido nos dias de hoje. E por ser um evento aberto, muitos fiéis irão se beneficiar com esse tesouro”, ressaltou.

O Move é um programa de liderança católica composto por jovens universitários, que têm o objetivo de aprofundar os conhecimentos na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja Católica. O grupo é responsável por organizar eventos de formação e missões de evangelização, além de trabalhar com iniciativas sociais. Planeja um segundo seminário na universidade com o tema: “Medicina e vida”.

Fonte:  ArqRio

Liturgia do Dia – 17/08/2017

mateus 18, 21-19,1“Quando compreendemos o que nos diz o Senhor, mudamos nosso modo de pensar e agir.  A Palavra nos transforma inteiramente se a ouvimos com fervor.  Por isso, Jesus pede-nos que perdoemos sempre.”

Primeira leitura:  Josué 3, 7-10a. 11.13-17

Salmo Responsorial: 113a

Evangelho:  Mateus 18, 21-19,1

Liturgia do Dia – 16/08/2017

Mateus 18, 15-20“Moisés permanece como ‘Servo do Senhor’, pois viveu em profunda intimidade do Senhor.  A Palavra nos convoca para que sejamos também servidores do Reino, sinais da reconciliação e da paz.”

Primeira leitura:  Deuteronômio 34, 1-12

Salmo Responsorial:  65

Evangelho:  Mateus 18, 15-20

Liturgia do Dia – 14/08/2017

Mateus 17, 22-27“A Palavra do Senhor abre nossos olhos para a realidade que  nos cerca e nos faz compreender como devemos testemunhá-la na história em que vivemos.  Que ela ressoe em nossa vida.”

Primeira leitura:  Deuteronômio 10, 12-22

Salmo Responsorial:  147

Evangelho: Mateus 17, 22-27

Liturgia do Dia – 13/08/2017

Mateus 14, 22-33“Quando fazemos silêncio em nosso interior a Palavra do Senhor ressoa em nós. Em Jesus encontramo-nos com o Pai, e sua presença e sua Palavra nos libertam.”

Primeira leitura:  1Reis 19, 9a. 11-13a

Salmo Responsorial:  84

Segunda leitura:  Romanos 9,1-5

Evangelho:  Mateus 14, 22-33

-*-

Meditação para o XIX Domingo Comum, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares/PE

A Escritura deste Domingo fala-nos de um Deus que é grande demais, misterioso demais, inesperado e surpreendente demais para que possamos enquadrá-Lo na nossa lógica, na nossa medida, nas nossas expectativas e no nosso modo de pensar.
Eis, caríssimos! Uma grande tentação para o homem, dentro e fora da Igreja, é achar que pode compreender o Senhor, enquadrar Seu modo de agir e dirigir o mundo e a Igreja com a nossa pobre e limitada lógica… Mas, o Deus verdadeiro, o Deus que Se revelou a Israel e mostrou plenamente o Seu Rosto em Jesus Cristo, não é assim! Ele é Misterioso, é Santo, é livre como o vento do deserto, aquele que “sopra onde quer e ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai” (Jo 3,8)!

Pensemos nesta misteriosa e encantadora primeira leitura, do Livro dos Reis. Lá no distante século IX aC, Elias, em crise, fugindo de Jezabel, caminha para o Horeb; ele deseja reencontrar suas origens, as fontes da fé de Israel. Recordem que o Horeb é o mesmo monte Sinai, a Montanha de Deus…
Elias tem razão de ir ao Horeb, de procurar as fontes: nos momentos de dúvida, de crise, de escuridão, é indispensável voltar às origens, às raízes de nossa fé; é indispensável recordar o momento e a ocasião do nosso primeiro encontro com o Senhor e nele reencontrar as forças, a inspiração e a coragem para continuar.
Pois bem, Elias volta ao Horeb procurando Deus. Lembrem que no caminho ele chegou a desanimar e pedir a morte: “Agora basta, Senhor! Retira-me a vida, pois não sou melhor que meus pais!” (1Rs 19,4). No entanto, o Senhor o forçou a continuar o caminho: “Levanta-te e come, pois tens ainda um longo caminho” (1Rs 19,7). Pois bem, Elias caminhou, teimou em procurar o seu Deus, mesmo com o coração cansado e em trevas; assim, chegou ao Monte de Deus! Mas, também aí, no Seu Monte, Deus surpreende Elias – Deus sempre nos surpreende! O Profeta espera o Senhor e o Senhor Se revela, vai passar… Mas, não como Elias O esperava: não no vento impetuoso que força tudo e destrói tudo quanto encontra pela frente, não no terremoto que coloca tudo abaixo, não no fogo que tudo devora… Eis: três fenômenos que significam força, que causam temor, que fazem o homem abater-se… E o Senhor não estava aí! Muito tempo antes, quando foi entregar a Moisés as tábuas da Lei, Deus Se manifestara no fogo, no vento e no terremoto: “Houve trovões, relâmpagos e uma espessa nuvem sobre a Montanha… E o povo estava com medo e pô-se a tremer… Toda a montanha do Sinai fumegava, porque o Senhor desceu sobre ela no fogo… e toda a montanha tremia violentamente” (Ex 19,16.18). Mas, agora, o Senhor não está no vento impetuoso nem no terremoto nem no fogo… Elias teve de reconhecê-Lo, de descobrir Sua Presença no murmúrio da brisa suave!
– Ah, Senhor! Como Teus caminhos são imprevisíveis! Quem pode Te reconhecer senão quem a Ti se converte? Quem pode continuar contigo, se pensar em dobrar-Te à própria lógica e à própria medida? Tu és livre demais, grande demais, surpreendente demais! Não há Deus além de Ti; Tu, que convertes e educas o nosso coração! Elias Te reconheceu e cobriu o rosto com o manto, saiu ao Teu encontro e Te viu pelas costas… Pobres dos homens deste século XXI, que de tão cheios de si mesmos, querem Te enquadrar à própria medida e, por isso, não Te veem, não Te reconhecem, não experimentam a alegria e a doçura da Tua Presença!
Por piedade, por misericórdia, esconde-nos também a nós na Gruta bendita, na Fenda do Rochedo (cf. 1Rs 19,9; Ex 33,22), que é o Lado aberto, o Coração trespassado do Teu Filho Jesus, nosso Senhor (cf. Jo 19,34-37; 1Cor 10,4)! Somente Nele poderemos Te contemplar, divisando no claro-escuro da fé o luminoso e obscuro esplendor da Tua Face!

Vamos adiante, meus irmãos: as surpresas de Deus não param por aí! O mais surpreendente ainda estava por vir! Não havia chegado ainda a plenitude do tempo! Pois bem! Na plenitude do tempo, veio a plenitude da graça: Deus enviou o Seu Filho ao mundo; Ele veio pessoalmente! Não mais no vento, não mais no fogo, não mais no terremoto, não mais pelos profetas! Ele veio pessoalmente, Ele, em Jesus: “Quem Me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos uma coisa só” (Jo 14,9; 12,45). Por isso mesmo, São Paulo afirma hoje claramente que “Cristo, o qual está acima de todos, é Deus bendito para sempre!” É por essa fé que somos cristãos, meus irmãos!
Jesus é Deus, o Deus Santo, o Deus Forte, o Deus Imortal, o Deus de nossos Pais!
Nele o Pai criou todas as coisas, por Ele o Pai tirou Abraão de Ur dos Caldeus, por Ele o Pai abriu o Mar Vermelho, por Ele, deu o Maná ao Seu povo, sobre Ele fez os profetas falarem, na gruta do Seu Coração escondeu Moisés e Elias e, na plenitude dos tempos no-Lo enviou a nós!
Surpreendente, o nosso Deus; surpreendente como vem a nós!

Lá vamos nós, lá vai a Igreja, no meio da noite deste mundo, navegando com dificuldade porque a barca da vida e da história é agitada pelos ventos contrários, tantos, tão fortes, tão inesperados… E Jesus vem ao nosso encontro, caminhando sobre as águas!
Em Jesus, Deus vem vindo ao nosso encontro, em Jesus, vem em nosso socorro… E, infelizmente, confundimo-Lo com um fantasma, etéreo, irreal. E Ele no diz mais uma vez: “Coragem! Sou Eu! Não tenhais medo!” Atenção para esta frase do Senhor: “Coragem, EU SOU! Não tenhais medo!” EU SOU! É o Nome do próprio Deus como Se revelou no deserto! Deus de Moisés, de Elias, Deus feito pessoalmente presente para nós em Jesus Cristo!

Então, caríssimos, digamos como Pedro: “Senhor, manda-me ir ao Teu encontro, caminhando sobre á água!” Ir ao encontro de Jesus, caminhando sobre as águas do mar da vida… Todos temos de pedir isso, de fazer isso!
Peçamos sim, como Pedro, mas não façamos como Pedro que, desviando o olhar de Jesus, colocando a atenção mais na profundeza do mar e na força do vento que no poder amoroso e fiel do Senhor, começou a afundar! Assim acontecerá conosco, acontecerá com a Igreja, se medrosos, olharmos mais para o mar e a noite, para as solicitações e tormentas do mundo que para o Senhor que vem a nós com amor onipotente! E Deus é tão bom que, ainda que às vezes, façamos a tolice de Pedro, podemos ainda, como Pedro, gritar de todo o coração: “Senhor, salva-me!”
– Salva-nos, Senhor, porque somos de pouca fé!
Salva Tua Igreja, para que não se deixe seduzir por falsas seguranças e por aplausos fáceis e mundanos!
Salva cada um de nós das imensas águas do mar da vida, do sombrio e escuro mar encrespado na noite opaca de nossa existência!
Tu, que durante a noite oravas prolongadamente e vias o barco navegando com dificuldade, agora, do teu Céu, olha para nós e vem ao nosso encontro!
E Tu vens!
Sabemos que vens na graça da Palavra, no dom da Eucaristia e de tantos outros modos discretos…
Cristo-Deus, por piedade, ajuda-nos a reconhecer-Te, a caminhar ao Teu encontro, vencendo as águas do mar da vida, sem desanimar, sem perder o rumo, sem afundar!
Olha, que, piedosamente, nos prostramos diante de Ti e, com toda as nossas forças, e com toda a nossa alma, exclamamos:
“Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus!”
A Ti a glória para sempre! Amém.

 

Liturgia do Dia – 12/08/2017

Mateus 17, 14-20“Ter fé aceitar o Cristo na vida e viver o que Ele nos ensinou.  A fé autêntica faz grandes coisas, até impossíveis aos olhos humanos.  Ela nasce da Palavra e alcança nossa existência.”

Primeira leitura:  Deuteronômio 6, 4-13

Salmo Responsorial: 17

Evangelho: Mateus 17, 14-20

Liturgia do Dia – 11/08/2017

Mateus 16, 24-28“O convite de Jesus é claro:  ‘Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga’.  O amor será mesmo sempre exigente, será doação.  A Palavra nos chama, mas a resposta é nossa.”

Primeira leitura:  Deuteronômio 4, 32-40

Salmo Responsorial:  76

Evangelho:  Mateus 16, 24-28

Liturgia do Dia – 10/08/2017

João 12, 24-26“Quem faz a experiência do amor faz de sua vida uma oblação.  Quem serve é honrado pelo Pai, ensinou-nos Jesus.  Aproximemo-nos da fonte de redenção, a Palavra do Senhor. Ouçamos como amor.”

Primeira leitura:  2Coríntios 9, 6-10

Salmo Responsorial:  111

Evangelho:  João 12, 24-26

A Catequese do Papa Francisco – 09/08/2017

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Ouvimos a reação dos convíveres de Simão o fariseu: “Quem é este homem que até perdoa pecados?” (Lc 7, 49). Jesus tinha feito um gesto escandaloso. Uma mulher da cidade, conhecida por todos como uma pecadora, entrou na casa de Simão, inclinou-se aos pés de Jesus e derramou sobre seus pés óleo perfumado. Todos aqueles que estavam ali à mesa murmuraram: se Jesus é um profeta, não deveria aceitar gestos do tipo de uma mulher como aquela. Aquelas mulheres, pobrezinhas, que serviam somente para ser encontradas às escondidas, também pelos chefes, ou para ser lapidadas. Segundo a mentalidade do tempo, entre o santo e o pecador, entre o puro e o impuro, a separação devia ser clara.

Mas a atitude de Jesus é diferente. Desde o início do seu ministério na Galileia, Ele aproxima os leprosos, os endemoniados, todos os doentes e os marginalizados. Um comportamento do tipo não era nada habitual, tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, os “intocáveis”, será uma das coisas que mais chamará a atenção de seus contemporâneos. Lá onde há uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, à maneira dos filósofos históricos. Jesus partilha a dor humana e quando a enfrenta, do seu íntimo brota aquela atitude que caracteriza o cristianismo: a misericórdia. Jesus, diante da dor humana, sente misericórdia; o coração de Jesus é misericordioso. Jesus prova compaixão. Literalmente: Jesus sente tremar suas vísceras. Quantas vezes nos evangelhos encontramos reações do tipo. O coração de Cristo encarna e revela o coração de Deus, que lá onde está um homem ou uma mulher que sofre, quer a sua cura, a sua libertação, a sua vida plena.

É por isso que Jesus abre os braços aos pecadores. Quanta gente perdura também hoje em uma vida errada porque não encontra ninguém disponível para olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, melhor, com o coração de Deus, isso é, olhá-los com esperança. Jesus, em vez disso, vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas. Jesus está sempre ali, com o coração aberto; abre aquela misericórdia que tem no coração; perdoa, abraça, entende, se aproxima: assim é Jesus!

Às vezes esquecemos que para Jesus não se tratou de um amor fácil, a pouco preço. Os evangelhos registram as primeiras reações negativas em relação a Jesus quando ele perdoou os pecados de um homem (cfr Mc 2, 1-12). Era um homem que sofria duplamente: porque não podia caminhar e porque se sentia “errado”. E Jesus entende que a segunda dor é maior que a primeira, tanto que logo o acolhe com um anúncio de libertação: “Filho, foram perdoados seus pecados!” (v. 5). Libera aquele sentido de opressão de sentir-se errado. É então que alguns escribas– aqueles que se acreditam perfeitos: penso em tantos católicos que se acreditam perfeitos e desprezam os outros…é triste isso… – alguns escribas ali presentes se escandalizaram com as palavras de Jesus, que soam como blasfêmia, porque somente Deus pode perdoar os pecados.

Nós que estamos habituados a experimentar o perdão dos pecados, talvez muito a “bom preço”, deveríamos alguma vez recordar quanto custamos ao amor de Deus. Cada um de nós custou bastante: a vida de Jesus! Ele a teria dado mesmo que somente por um de nós. Jesus não vai à cruz porque cura os doentes, porque prega a caridade, porque proclama as bem aventuranças. O Filho de Deus vai à cruz sobretudo porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem. Porque não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta “tatuagem” inapagável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus. E com estes sentimentos, Jesus vai ao encontro dos pecadores, que todos nós somos.

Assim os pecadores são perdoados. Não somente são acalmados em nível psicológico, porque livres do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova. “Mas, Senhor, eu não sou sábio” – “Olha adiante e te faço um coração novo”. Esta é a esperança que nos dá Jesus. Uma vida marcada pelo amor. Mateus, o publicano, torna-se apóstolo de Cristo: Mateus, que é um traidor da pátria, um explorador do povo. Zaqueu, rico, corrupto – este certamente tinha graduação em propinas – de Jericó, se transforma em um benfeitor dos pobres. A mulher da Samaria, que teve cinco maridos e agora convive com outro, se ouve prometer uma “água viva” que poderá jorrar para sempre dentro dela (cfr Jo 4, 14). Assim Jesus muda o coração; faz assim com todos nós.

Nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeira massa para formar a sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimentam a misericórdia e o perdão de Deus. Pedro entendeu mais verdade de si mesmo no canto do galo, que em todos os seus gestos de generosidade, que faziam abrir o peito, fazendo-o sentir superior aos outros.

Irmãos e irmãs, somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar novamente esperança, e isso todos os dias. E o faz! E às pessoas que entenderam esta verdade basilar, Deus presenteia a missão mais bela do mundo, vale dizer o amor pelos irmãos e as irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém. E esta é a nossa esperança. Vamos adiante com esta confiança no perdão, no amor misericordioso de Jesus.

Liturgia do Dia – 09/08/2017

Mateus 15, 21-28“Deixar-se conduzir pela Palavra é deixar-se amoldar pelo amor de Deus.  E o amor se manifesta no acolhimento e na compaixão, como fez Jesus com aquela mulher pagã.”

Primeira leitura:  Números 13, 1-2.5-14, 1.26-30.34-35

Salmo Responsorial:  105, 6-23

Evangelho:  Mateus 15, 21-28

Liturgia do Dia – 07/08/2017

Mateus 14, 13-21“Jesus viu a multidão e dela encheu-se de compaixão.  Diante de nós, há uma multidão de famintos e de necessitados:  o que eles nos dizem? É a Palavra que nos responde e nos interpela.”

Primeira leitura:  Números 11, 4b-15

Salmo Responsorial:  80

Evangelho: Mateus 14, 13-21

Liturgia do Dia – 06/08/2017

mateus 17, 1-9“O próprio Jesus, ele mesmo, permanece vivo no mio de nós.  Seus gestos e suas palavras revelam toda a força da ação de Deus em nossas vidas.  Transfigura-se nele quem o ama e o serve com amor.”

Primeira leitura:  Deuteronômio 7, 9-10. 13-14

Salmo Responsorial:  96

Segunda leitura:  2 Pedro 1, 16-19

Evangelho:  Mateus 17, 1-9

-*-

Meditação por Dom Henrique Soares da Costa – Bispo diocesano de Palmares, Pe.

Na liturgia católica, 6 de agosto é Festa da Transfiguração do Senhor. Por cair num domingo, neste ano, a Festa transforma-se em Solenidade, pois é uma das festas do Senhor.

Eis-nos, portanto, caríssimos, com Pedro, Tiago e João, ante o Senhor nosso Jesus Cristo, envolvido pela Nuvem luminosa, que O envolve (cf. Lc 9,31) e cobre os discípulos com sua sombra, como cobriu a Virgem Maria na Anunciação; eis o Senhor Jesus totalmente transfigurado, com vestes brilhantes e alvas “como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”; eis Jesus ladeado por Moisés e Elias… Que significa, caríssimos, este belíssimo Mistério?

Como o Deus Santo de Israel, sobre o Monte Sinai, que revelou Sua Glória a Moisés e depois a Elias, assim também hoje, no Monte Tabor, Jesus revela a Sua Glória, a Glória de Filho de Deus, a Glória divina que é Sua, mas que se escondia na Sua pobre condição humana de Servo, por Ele assumida para nos salvar: “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua Glória, Glória que Ele tem junto ao Pai com Filho único, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).

Hoje, caríssimos, o Pai, envolvendo o Filho Amado com a Nuvem, símbolo do Santo Espírito, nos revela antecipadamente a Glória que Jesus, na Sua natureza humana igual à nossa, teria depois da Ressurreição: “Efetivamente, Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida Glória se fez ouvir aquela voz que dizia: ‘Este é o Meu Filho bem-amado, no qual ponho o Meu bem-querer’”.

Olhemos para Jesus: Ele é divino, Ele é o Filho amado, igual ao Pai em glória; Ele é o nosso Deus Salvador! Se Moisés e Elias sobre o Monte não puderam ver o Rosto de Deus, agora, no Tabor, eles contemplam, com o rosto descoberto, a Glória fulgurante de Deus que se manifesta na Face de Cristo! Eis, meus caros irmãos: em Cristo, Deus Se revelou a nós, em Cristo, Deus veio ao nosso encontro. Ele Se fez um de nós, assumiu nossa pobreza humana para nos enriquecer com a glória da Sua divindade. E essa Glória, Ele no-la mostra hoje sobre o Tabor; essa Glória é o nosso destino, é a nossa herança! Na Ceia derradeira, pensando no Espírito de Glória que derramaria sobre Seus discípulos de todos os tempos nos sacramentos da Igreja, o Senhor nosso diria: “Eu lhes dei a Glória que Tu me deste” (Jo,17,21).

Mas, atenção! Nos três evangelhos que narram a Transfiguração, está dito que esta manifestação gloriosa do Senhor aconteceu pouco depois do primeiro anúncio da Sua Paixão. O que isso quer dizer? Duas coisas importantíssimas:

Primeiro, que a Paixão não é um fim, a Paixão não é derrota, mas o modo que Deus tem de vencer; a Paixão é caminho para a Glória.

E aqui, precisamente, a segunda lição: não se pode entrar na Glória de Cristo sem passar pela Cruz do Senhor; como dizia São João da Cruz: “Quem não ama a Cruz de Cristo, não verá a Glória de Cristo!” Glória de Cristo sem cruz, sem conversão, sem combate, sem sair de nós e de nossas medidas, simplesmente não é possível! Não é por acaso que Jesus proíbe os discípulos de contar o que eles viram sobre o Monte “até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos”. É que jamais se poderá compreender a Glória de Cristo sem antes se ter participado do mistério de Sua Cruz.

Uma glória sem a experiência da cruz seria triunfalista, anti-evangélica, idolátrica, mundana. Somente a Glória que brota do amor da Cruz é divina, verdadeira, libertadora, humanizadora, reveladora do Coração do Pai! Do mesmo modo, não é por acaso que Pedro, Tiago e João, que estiveram com Jesus no Tabor, deveriam também estar com Ele no Monte dasOliverias, convidados a fazer-Lhe companhia no momento em que Ele “começou a apavorar-Se e a angustiar-Se” (Mc 14,33). Infelizmente, aqueles lá – como nós tantas vezes -, no Tabor queriam armar tendas e ficar ali; nas Oliveiras, dormiram e deixaram Jesus sozinho…

Eis, caríssimos, o sentido do Mistério de hoje! Cristo feito homem é Deus verdadeiro, vivo e perfeito, é o Deus de Israel com rosto e coração humanos. Cristo, como aparece hoje no Tabor, já nos mostra a Glória que o transfiguraria para sempre. Cristo, envolvendo Moisés e Elias com a Sua Glória, revela que é Nele que a Lei e os profetas encontram a luz e chegam à plenitude. Cristo, inundando de luz a Seus discípulos, envolve-os na Sua Glória, revelando qual o nosso destino: participar da luz da Sua Glória por toda a eternidade! Mas, tudo isso, passando pelo mistério da cruz!

Hoje, estamos nós aqui, celebrando a Santa Eucaristia, sacrifício do Cordeiro morto e glorificado… Hoje, o Tabor é aqui; hoje, é aqui, nos sinais eucarísticos, que se manifesta a Glória do Senhor Jesus porque nos é dado o Espírito do Senhor, que eucaristiza, que transfigura, que transubstancia o pão e o vinho, elementos deste mundo, como a natureza humana de Jesus, em Corpo e Sangue do Cristo Senhor imolado e ressuscitado, pleno de Espírito de Glória! Comungando no Seu Corpo e no Seu Sangue é Sua Glória que nos inunda, é Sua graça que nos fortalece, é Sua Vida eterna e divina que nos revigora.

Mas, nunca esqueçamos: como o Cristo do Tabor era Aquele que haveria de morrer e ressuscitar, o Cristo da Eucaristia é o Cordeiro vivo mas quebrado, partido em Eucaristia, a nós dado na Sua amorosa imolação! É este mistério, irmãos amados, que devemos viver na nossa vida: trazer em nós continuamente a participação na paixão e morte do Senhor para que a Sua Glória e a Sua Vida vão nos inundando, vão transfigurando a nossa existência, as nossas experiências, até o Dia eterno, no Tabor eterno da Glória sem fim! Este é o caminho de Cristo, o único que é segundo o Evangelho! Por isso mesmo, o Pai nos adverte: “Este é o Meu Filho amado. Escutai o que Ele diz!” Diz com a palavra, diz com os gestos, diz com a vida, diz com Sua Morte e Ressurreição. Então, escutar Jesus é se predispor a participar do Seu caminho, do Seu destino de cruz e de glória, de morte e ressurreição. Não sejamos amigos do Tabor e inimigos do Horto das Oliveiras! Não seríamos discípulos, não seríamos cristãos! Sustentemos os combates da vida com os olhos fixos em Cristo e, nas escuridões desta nossa humana peregrinação, tenhamos diante dos olhos a esperança da Glória de Cristo, “como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o Dia e levantar-se a Estrela da manhã”. Mas, que Estrela é essa, de que fala a segunda leitura. O Apocalipse responde, com as palavras do próprio Cristo glorioso: “Eu Sou o Rebento da estirpe de Davi, a brilhante Estrela da manhã” (Ap 22,16). Eis, portanto: os tempos são maus, a confusão é grande, os inimigos da fé de dentro, solapando a verdade do Evangelho! Suportemos, unidos a Cristo, o combate, sabendo que “quando Cristo nossa Vida aparecer, seremos semelhantes a Ele, pois o veremos como Ele é” (1Jo 3,2). A Ele a glória, pelos séculos dos séculos. Amém.

Liturgia do Dia – 05/08/2017

Mateus 14, 1-12“Maria ofereceu-nos a Palavra viva, que é Jesus, e viveu o Evangelho junto de seu Filho.  João deu testemunho de Cristo com sua própria vida.  Agora é nossa hora de vivermos com intensidade a Palavra do Senhor.”

Primeira leitura:  Levítico 25, 1.8-17

Salmo Responsorial:  66

Evangelho:  Mateus 14, 1-12

Liturgia do Dia – 04/08/2017

Mateus 13, 54-58“Na sociedade do espetáculo, a simplicidade e o acolhimento demoram mais para serem reconhecidos.  Deus nos fala com simplicidade da verdade eterna.  Nós a acolhemos verdadeiramente?”

Primeira leitura:  Levítico 23, 1-4.15-16.27,34b-37

Salmo Responsorial: 80

Evangelho:  Mateus 13, 54-58

Liturgia do Dia – 03/08/2017

Mateus 13, 44-46“Deus nos fez dignos filhos e filhas dele.  Deu-nos a liberdade de escolhermos nosso caminho.  Por isso, somos responsáveis por nossas escolhas.  Ele nos trata com paciência e espera nossa correspondência de amor para com Ele.”

Primeira leitura:  Êxodo 40, 16-21.34-38

Salmo Responsorial:  83

Evangelho:  Mateus 13, 44-46

A Catequese do Papa Francisco – 02/08/2017

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Houve um tempo em que as igrejas eram orientadas em direção do leste, entrava-se no edifício sagrado por uma porta aberta para o ocidente e, caminhando pela nave central, se dirigia para o oriente. Era um símbolo importante para o homem antigo, uma alegoria que no curso da história progressivamente decaiu. Nós homens da época moderna, muito menos habituados a colher os grandes sinais do cosmo, quase não nunca vemos um particular desse tipo. O ocidente é o ponto cardeal do pôr do sol, onde morre a luz. O oriente, ao invés, é o lugar onde as trevas são vencidas pela primeira luz da aurora que nos recorda o Cristo, Sol que surgiu do alto do horizonte do mundo (cfr Lc 1, 78).

Os antigos ritos do Batismo previam que os catecúmenos emitissem a primeira parte da sua profissão de fé tendo o olhar voltado para o ocidente. E naquele momento eram interrogados: “Renunciais a Satanás, ao seu serviço e às suas obras?” – E os futuros cristãos repetiam em coro: “Renuncio!”. Depois se dirigiam em direção a abside, em direção do oriente, onde nasce a luz, e os candidatos ao Batismo eram de novo interrogados: “Acreditais em Deus Pai, Filho e Espírito Santo?”. E desta vez respondiam: “Creio”.

Nos tempos modernos, parcialmente desapareceu esse fascínio desse rito: perdemos a sensibilidade da linguagem do cosmo. Naturalmente, ficou a profissão de fé, feita segundo a interrogação batismal, que é própria da celebração de alguns sacramentos. Essa, todavia, permanece intacta em seu significado. O que significa dizer “ser cristãos”? Quer dizer olhar à luz, continuar a fazer a profissão de fé na luz, também quando o mundo está envolvido pela noite e pelas trevas.

Os cristãos não estão isentos das trevas, externas e também internas. Não vivem fora do mundo, porém, pela graça de Cristo recebida no Batismo, são homens e mulheres “orientados”: não acreditam na obscuridade, mas na luz do dia; não sucumbem à noite, mas esperam na aurora; não são vencidos pela morte, mas anseiam em ressurgir; não estão inclinados pelo mal, porque confiam sempre nas infinitas possibilidades do bem. E esta é a nossa esperança cristã. A luz de Jesus, a salvação que nos traz Jesus com a sua luz que nos salva das trevas.

Nós somos aqueles que creem que Deus é Pai: esta é a luz! Não somos órfãos, temos um Pai e nosso Pai é Deus. Cremos que Jesus desceu em meio a nós, caminhou na nossa mesma vida, fazendo-se companheiro sobretudo dos mais pobres e frágeis: esta é a luz! Cremos que o Espírito Santo opera sem parar para o bem da humanidade e do mundo, e até mesmo as maiores dores da história são superadas: esta é a esperança que nos impulsiona todas as manhãs! Cremos que todo afeto, toda amizade, todo bom desejo, todo amor, até mesmo aqueles menores e deixados de lado, um dia encontrarão a sua realização em Deus: esta é a força que nos impulsiona a abraçar com entusiasmo a nossa vida de todos os dias! E essa é a nossa esperança: viver na esperança e viver na luz, na luz de Deus Pai, na luz de Jesus Salvador, na luz do Espírito Santo que nos impulsiona a seguir adiante na vida.

Há também um outro sinal muito bonito da liturgia batismal que nos recorda a importância da luz. Ao término do rito, aos pais – se é uma criança – ou ao próprio batizado – se é adulto – é entregue uma vela, cuja chama é acesa no círio pascal. Trata-se do grande círio que na noite de Páscoa entra na igreja completamente escura para manifestar o mistério da Ressurreição de Jesus; daquele círio todos acendem a própria vela e transmitem a chama aos que estão próximos: naquele sinal está a lenta propagação da Ressurreição de Jesus nas vidas de todos os cristãos. A vida da Igreja – direi uma palavra um pouco forte, é contaminação de luz. Quanto mais luz de Jesus temos nós cristãos, quanto mais luz de Jesus há na nossa vida da Igreja, mais essa é viva. A vida da Igreja é contaminação de luz.

A exortação mais bonita que podemos fazer é recordar sempre o nosso Batismo. Eu gostaria de perguntar a vocês: quantos de vocês se recordam da data do próprio Batismo? Pensem e não respondam porque alguém passará vergonha! Pensem e se não lembrarem, hoje vocês têm uma tarefa para fazer em casa: vá até sua mãe, seu pai, sua tia, seu tio, sua avó, seu avô e pergunte a eles: “Qual é a data do meu Batismo?”. E não esquecê-la mais! Está claro? Vocês farão isso? O compromisso de hoje é aprender ou recordar a data do Batismo, que é a data do renascimento, é a data da luz, é a data na qual – permito-me uma palavra – na qual fomos contaminados pela luz de Cristo. Nós nascemos duas vezes: a primeira a vida natural, a segunda, graças ao encontro com Cristo, na fonte batismal. Ali somos mortos para a morte, para viver como filhos de Deus neste mundo. Ali nos tornamos humanos como nunca poderíamos ter imaginado. Eis porque tanto quanto devemos difundir o perfume do Crisma, com que fomos marcados no dia do nosso Batismo. Em nós vive e opera o Espírito de Jesus, primogênito de muitos irmãos, de todos aqueles que se opõem à inelutabilidade das trevas e da morte.

Que graça quando um cristão se torna verdadeiramente um “cristo-foro”, que significa “portador de Jesus” no mundo! Sobretudo para aqueles que estão atravessando situações de luto, de desespero, de trevas e de ódio. E isso se entende por tantos pequenos particulares: pela luz que um cristão preserva nos olhos, na serenidade que não é atacada nem mesmo nos dias mais complicados, pela vontade de recomeçar e querer bem mesmo quando se experimentou muitas desilusões. No futuro, quando se for escrever a história dos nossos dias, que se dirá de nós? Que fomos capazes de esperança ou que colocamos a nossa luz sob a pedra? Se formos fiéis ao nosso Batismo, difundiremos a luz da esperança, o Batismo é o início da esperança, aquela esperança de Deus e poderemos transmitir às gerações futuras razões de vida.

 

Liturgia do Dia – 02/08/2017

Mateus 13, 44-46“Tesouro revelado a nós é a Palava do Senhor.  Todos nós podemos ouvi-la e matar nossa sede de vida nessa fonte inesgotável de amor.  Pérola preciosa é viver a presença do Reino entre nós encontrando a vida e a paz.”

Primeira Leitura:  Êxodo 34, 29-35

Salmo Responsorial:  98

Evangelho:  Mateus 13, 44-46