A Catequese do Papa Francisco – 13/12/2017

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CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Retomando o caminho de catequeses sobre Missa, hoje nos perguntamos: por que ir à Missa aos domingos?

A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 2177). Nós cristãos vamos à Missa aos domingos para encontrar o Senhor ressuscitado, ou melhor, para deixar-nos encontrar por Ele, ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa, e assim nos tornarmos Igreja, ou seja, seu místico Corpo vivente no mundo.

Compreenderam isso, desde o primeiro momento, os discípulos de Jesus, que celebraram o encontro eucarístico com o Senhor no dia da semana que os judeus chamavam “o primeiro da semana” e os romanos “dia do sol”, porque naquele dia Jesus ressuscitou dos mortos e apareceu aos discípulos, falando com eles, comendo com eles, dando a eles o Espírito Santo (cfrMt28,1;Mc16,9.14;Lc24,1.13;Gv20,1.19), como ouvimos na Leitura bíblica. Também a grande efusão do Espírito em Pentecostes acontece no domingo, o quinquagésimo dia após a ressurreição de Jesus. Por essas razões, o domingo é um dia santo para nós, santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor entre nós e para nós. É a Missa, portanto, que faz cristão o domingo! O domingo cristão gira em torno da Missa. Que domingo é, para um cristão, aquele em que falta o encontro com o Senhor?

Há comunidades cristãs que, infelizmente, não podem ter a Missa aos domingos; também essas, todavia, neste dia santo, são chamadas a recolher-se em oração no nome do Senhor, ouvindo a Palavra e Deus e tendo vivo o desejo da Eucaristia.

Algumas sociedades secularizadas perderam o sentido cristão do domingo iluminado pela Eucaristia. É pecado isso! Nestes contextos é necessário reavivar esta consciência, para recuperar o significado da festa, o significado da alegria, da comunidade paroquial, da solidariedade, do repouso que restaura a alma e o corpo (cfr Catecismo da Igreja Católica, nn. 2177-2188). De todos esses valores nos é mestra a Eucaristia, domingo após domingo. Por isso o Concílio Vaticano II quis reiterar que “o domingo é, pois, o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis; seja também o dia da alegria e do repouso” (Const. Sacrosanctum Concilium, 106).

A abstenção dominical do trabalho não existia nos primeiros séculos: é uma contribuição específica do cristianismo. Por tradição bíblica os judeus repousam no sábado, enquanto na sociedade romana não era previsto um dia semanal de abstenção dos trabalhos servis. Foi o sentido cristão de viver como filhos e não como escravos, animado pela Eucaristia, a fazer do domingo – quase universalmente – o dia do repouso.

Sem Cristo estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do cotidiano, com as suas preocupações, e pelo medo do amanhã. O encontro dominical com o Senhor nos dá a força de viver o hoje com confiança e coragem de seguir adiante com esperança. Por isso nós cristãos vamos encontrar o Senhor aos domingos na celebração eucarística.

A comunhão eucarística com Jesus, Ressuscitado e vivente na eternidade, antecipa o domingo sem ocaso, quando não haverá mais cansaço nem dor, nem luto nem lágrimas, mas somente a alegria de viver plenamente e para sempre com o Senhor. Também desse abençoado repouso nos fala a Missa do domingo, ensinando-nos, no fluir da semana, a confiarmo-nos nas mãos do Pai que está nos céus.

O que podemos responder a quem diz que não serve ir à Missa, nem mesmo aos domingos, porque o importante é viver bem, amar o próximo? É verdade que a qualidade da vida cristã se mede na capacidade de amar, como disse Jesus: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35); mas como podemos praticar o Evangelho sem tirar a energia necessária para fazê-lo, um domingo após o outro, da fonte inesgotável da Eucaristia? Não vamos à Missa para dar algo a Deus, mas para receber Dele aquilo de que realmente precisamos. Recorda-o a oração da Igreja, que assim se dirige a Deus: “Tu não tens necessidade do nosso louvor, mas por um dom do teu amor nos chama para dar-te graças; os nossos hinos de benção não aumentam a tua grandeza, mas nos obtém a graça que nos salva” (Missal Romana, prefácio comum IV).

Em conclusão, por que ir à Missa aos domingos? Não basta responder que é um preceito da Igreja; isso ajuda a guardar o seu valor, mas não basta. Nós cristãos precisamos participar da Missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e assim sermos suas testemunhas críveis.

 

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Liturgia do Dia – 13/12/2017

Mateus 11, 28-30“O Senhor sustenta e dá coragem ao desvalido. Por isso, Jesus confirma no Evangelho:  ‘Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso’. Acolhamos a Palavra do Senhor.”

Primeira leitura:  Isaías 40, 25-31

Salmo Responsorial:  102

Evangelho:  Mateus 11, 26-30

Liturgia do Dia – 12/12/2017

Lucas 1, 39-46“Maria é a humilde serva do Senhor.  Deus a chamou para a digna missão de nos trazer jesus e ela respondeu a esse chamado com prontidão e fidelidade.  ele também nos chama e espera nossa firme e fiel decisão.”

Primeira leitura:  Gálatas 4, 4-7

Salmo Responsorial:  95

Evangelho:  Lucas 1, 39-47

Liturgia do Dia 11/12/2017

lucas 5, 17-26“O encontro com Jesus é sempre estupendo, contagiante, transformador.  Jesus encontra-se com aquele paralítico que foi introduzido onde Ele estava, pelo telhado, por causa da multidão que se acercava.  A ele, o Senhor diz:  ‘Levanta-se pega o leito e vai para casa’. Houve quem não gostasse dessa atitude de Jesus.  O encontro desse paralítico com Jesus é, em certa medida, o nosso encontro com Ele, que também  nos diz:  ‘Levanta-se, vai pelo mundo afora, anuncia-me.”

Primeira leitura:  Isaías 35, 1-10

Salmo Responsorial:  84

Evangelho:  Lucas 5, 17-26

Liturgia do Dia – 10/12/2017

Marcos 1, 1-8“O Senhor nos chama para bebermos da fonte de sua Palavra e nos tornarmos seus mensageiros.  Deus tudo prepara para que o povo acolha seu Filho Jesus, pois só nele encontram-se a vida e a salvação.”

Primeira leitura:  Isaías 40, 1-5.9-11

Salmo Responsorial:  84

Segunda leitura: 2 Pedro 3, 8-14

Evangelho:  Marcos 1,1-8

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Meditação para o II Domingo do Advento, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares/PE

O tempo do Advento coloca-nos diante da miséria da humanidade, da pobreza e aperto da Igreja, da nossa própria miséria.

Pobre humanidade: por mais que se julgue autossuficiente, é tão insuficiente, por mais que deseje ser seu próprio deus, não passa de pó que o vento leva…

Pobre Igreja, tão santa pela santidade de Cristo, o Santo de Deus, mas tão envergonhada pelos pecados de seus filhos e até de seus pastores, que deveriam ser exemplo e orgulho do rebanho; tão difamada, tão vilipendiada, tão humilhada nos dias atuais.

Pobres de nós, que vivemos uma vida tão cheia de percalços e angústias, de lutas e lágrimas, de desafios que, às vezes, pararem mais fortes que nós!

Eis a humanidade!

Como no passado, ainda hoje precisamos de um Salvador, como Israel que esperou, nós, Igreja de Cristo, suplicamos: Vem, Senhor! Manifesta o Teu poder! Que passe logo este mundo de tanta ambiguidade e provação; que venha a plenitude do Teu Reino, que venha o Teu Dia, que venha logo a plenitude da Tua graça!

É este o horizonte para contemplarmos a Palavra de Deus deste II Domingo do Advento.

No Missal romano, as palavras de entrada da Missa, tiradas do Profeta Isaías, já nos são de tanto consolo: “Povo de Sião – somos nós, meus irmãos, somos nós! – o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestosa a Sua voz!” (Is 30,19.30).

Sim! O Senhor vem! Aquele que nunca nos deixou e vem sempre nas pequenas coisas e ocasiões da vida, Ele mesmo virá, um Dia, no fulgor da Sua Glória: Ele, nossa justiça, Ele, nosso esperança, Ele, nosso Salvador!

Nós nunca deveríamos esquecer que somos um povo a caminho do Dia de Cristo, que aqui estamos todos de passagem, que somente no Dia de Cristo, Dia do Reino, é que a salvação que o Senhor Messias nos obteve aparecerá com toda a sua força e plenitude!

Sim, somos um Povo, uma Igreja a caminho, ao encontro do Reino que vem!

Escutemos, pois, o Profeta, falando em nome de Deus! Escutemos as palavras que Ele manda dizer à Sua Igreja sofredora e humilhada, tentada pelo desânimo: “Consolai, consolai o Meu povo! Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que a sua servidão acabou!”

O Senhor vem, cheio de mansidão e misericórdia, de bondade e compaixão!

No Natal nós veremos mais uma vez que Deus é amor, veremos do que Ele foi capaz por nós: capaz de fazer-Se pequeno, capaz de fazer-Se criança, capaz de fazer-Se pobre entre os pobres do mundo! “Sobe a um alto monte, tu que trazes a boa-nova a Sião, levanta com força a tua voz; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus! Como um pastor, Ele apascenta o rebanho, reúne com a força dos braços os cordeiros e carrega-os ao colo; Ele mesmo tange as ovelhas que amamentam”.

Caríssimos, não desanimemos, não temamos, não percamos o rumo da nossa vida, não esfriemos na nossa fé e na nossa esperança: tudo caminha para esse encontro com Aquele que vem! Deus não Se esqueceu de nós, não virou as costas para o mundo, não abandonou a Sua Igreja! Recobremos o ânimo, renovemos as nossas forças, colocando no nosso Deus a nossa esperança e a nossa certeza!

Mas, a Vinda do Senhor, vinda salvadora, será também uma Vinda de julgamento: na Sua luz, bem e mal, santidade e pecado, retidão e maldade, fidelidade e infidelidade aparecerão. Na Sua Vinda, tudo será queimado, purificado no fogo devorador do Seu Espírito Santo, aquele que arguirá o mundo quanto à justiça, quanto ao julgamento e quanto ao pecado (cf. Jo 16,8-11). A Palavra de Deus hoje nos adverte severa e insistentemente sobre isso: “Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, Seu braço tudo domina: eis, com Ele, sua conquista, eis à Sua frente a vitória! O Dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. O que nós esperamos são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça!”

O Senhor, portanto, julgará tudo: na luz, do Seu Espírito Santo, tudo será colocado às claras; no fogo do Seu Espírito Santo, tudo será purificado, e aquilo que não foi de acordo com o Seu Evangelho, com a Sua Verdade, com a Sua Cruz, será consumido no nada, no pó, no choro e ranger de dentes.

Por isso mesmo, a insistente exortação que a Palavra nos faz hoje à vigilância. São Pedro, na segunda leitura, recorda-nos que este tempo de nossa vida é tempo da paciência de Deus, tempo de aproveitar para trabalhar para a nossa conversão: “O Senhor está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se!’

Bispos e padres, convertamo-nos! Mudemos nossa vida, abramos vosso coração! Não nos iludamos, pensando que poderemos nos acostumar com o Senhor: pregamos a Palavra Dele e seremos julgados pela Palavra que pregamos!

Religiosos e religiosas, convertei-vos ou morrereis eternamente no Fogo que não acaba! Não podeis fingir, não podeis enganar o Senhor! A radicalidade da vossa consagração não é garantida por uma lei canônica ou pelos votos tomados como posse e direito, mas por amor sempre novo ao Senhor, por uma inteireza de coração, por uma sincera e simples ruptura com tudo quanto seja mundano! Convertei-vos ou morrereis estéreis!

Discerni os sinais dos tempos!

Povo todo de Deus: jovens e adultos, idosos e crianças, solteiros e pais e mães de família, convertei-vos, mudai vosso procedimento! Vivei de acordo com o que sois: sois a Igreja santa, sois o Povo santo de Deus, sois a herança de Cristo! Convertei-vos todos, pois o Senhor a todos examinará! Com a vossa vida e o vosso procedimento, preparai no deserto de vossa vida o caminho do Senhor!

Nivelem-se todos os vales de nossas baixezas e pecados, rebaixem-se todos os montes e colinas do nosso orgulho, soberba e prepotência; endireite-se o que é torto no nosso pensamento e no nosso procedimento e alisem-se as asperezas de nosso modo de tratar os irmãos!

Então, a Glória do Senhor se manifestará na nossa vida e nós seremos luz para a humanidade em trevas! Irmãos, não somos da noite, não somos das trevas! Somos filhos da Luz de Cristo, somos filhos do Dia do Senhor!

A figura de João Batista, com toda a sua austeridade e com suas palavras de advertência são um sério convite a que revisemos nosso modo de viver.

Hoje, caríssimos, o mundo é todo paganizado, nosso País está se tornando cada vez mais pagão. Mas, isso não é o mais triste. O mais triste, o que nos corta o coração é ver os cristãos vivendo como os pagãos, pensando como os pagãos, falando como os pagãos, agindo como os pagãos, gostando das coisas que agradam os pagãos! Nós, que vimos a luz; nós, que temos a consolação de Cristo; nós que temos o Seu Espírito; nós, que nos alimentamos com o pão da Sua Palavra e do Seu Corpo e Sangue! Não fugiremos à ira, caríssimos! Não escaparemos do tremendo tribunal de Cristo! João Batista é claro: “Depois de mim virá Alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar Suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas Ele vos batizará com o Espírito Santo!” Não se brinca com Cristo: se João – austero, piedoso e coerente – não se sentia digno de desamarrar suas sandálias, que será de nós? Ele nos batizará, nos mergulhará no fogo do Seu Espírito e, então, ai do infiel, ai do que fez pouco caso da Sua Palavra, das Suas exigências, do seu amor.

Caríssimos, o Senhor está próximo: convertamo-nos! Maran atha! Amém.

Liturgia do Dia – 09/12/2017

Mateus 9, 35-10,1.6-8“Jesus viu as multidões.  Teve compaixão, pois estavam abandonados como ovelhas sem pastor.  Pediu aos discípulos que fossem fiéis e compassivos, misericordiosos e compreensivos.  Eis nosso modo de ser Igreja hoje.”

Primeira leitura:  Isaías 30, 19-21.23-26

Salmo Responsorial:  146

Evangelho: Mateus 9, 35-10, 1.6-8

Liturgia do Dia – 08/12/2017

Lucas 1, 26-38“A Palavra nos ensina que só os corações convertidos ao Amor podem construir um futuro para todos.  E quem é conduzido pelo Espírito de Deus pode dizer como Maria: ‘Eis aqui quem deseja só servir ao Senhor'”.

Primeira leitura:  Gênesis 3,9-15.20

Salmo Responsorial:  97

Segunda leitura:  Efésios 1, 3-6.11-12

Evangelho:  Lucas 1, 26-38

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria – Horário das Missas

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria 2017A Igreja celebra amanhã a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria.

A festa da Imaculada Conceição de Maria celebrada em 8 de Dezembro, foi definida inicialmente em 1476 pelo Papa Sixto IV.

Muitos escritos dos Padres da Igreja já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre do pecado para gerar o Filho de Deus.

Em 1854, o então Papa Pio IX declarou na Carta Apostólica Ineffabilis Deus que Maria “foi preservada, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, imune de toda mancha de pecado original”.  Tal verdade de fé é contida nas palavras de saudação do Arcanjo Gabriel: “Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28).

O Papa Emérito Bento XVI, por ocasião da data, no ano de 2011, afirmou que “A expressão ‘cheia de graça’ indica a obra maravilhosa de amor de Deus, que quis nos devolver a vida e a liberdade, perdidas com o pecado, por meio de seu Filho Unigênito encarnado, morto e ressuscitado. Por isso, desde o século II, no Oriente e no Ocidente, a Igreja invoca e celebra a Virgem que, com o seu “sim”, aproximou o Céu da terra”.

Isso significa, segundo o Papa Bento XVI que também “a nós é doada a ‘plenitude da graça’ que devemos fazer resplandecer em nossa vida’, pois o “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos acolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade” (Ef 1,3-5).

Esta filiação é recebida por meio da Igreja, no dia do Batismo, como esclareceu Santa Hildegard de Bingen: “A Igreja é, portanto, a virgem mãe de todos os cristãos”.

Liturgia do Dia – 07/12/2017

mateus 7, 21.24-27“Nossa fé tem seu fundamento na Palavra do Senhor.  Mas a fidelidade a ela significa transformá-la em vida, solidariedade e atitudes em favor do Reino: ‘Aquele que faz a vontade de meu pai entrará no Reino dos céus'”.

Primeira leitura:  Isaías 26, 1-6

Salmo Responsorial:  117

Evangelho:  Mateus 7, 21.24-27

 

A Catequese do Papa Francisco – 06/12/2017

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CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de falar da viagem apostólica que realizei nos dias passados a Mianmar e Bangladesh. Foi um grande dom de Deus e por isso agradeço a Ele por cada coisa, especialmente pelos encontros que pude ter. Renovo a expressão da minha gratidão às autoridades dos dois países e aos respectivos bispos, por todo o trabalho de preparação e pela acolhida reservada a mim e aos meus colaboradores. Um profundo “obrigado” quero dirigir ao povo birmanês e ao bengalês, que me demonstraram tanta fé e tanto afeto: obrigado!

Pela primeira vez um sucessor de Pedro visitava Mianmar e isso aconteceu pouco depois que se estabeleceram relações diplomáticas entre este país e a Santa Sé.

Quis, também neste caso, exprimir a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa dos conflitos e repressões e que agora está lentamente caminhando para uma nova condição de liberdade e de paz. Um povo em que a religião budista é fortemente enraizada, com os seus princípios espirituais e éticos, e onde os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus. Esta Igreja, viva e fervorosa, tive a alegria de confirmar na fé e na comunhão, no encontro com os bispos do país e nas duas celebrações eucarísticas. A primeira foi na grande área esportiva no centro de Yangon e o Evangelho daquele dia recordou que as perseguições por causa da fé em Jesus são normais para os seus discípulos, como ocasião de testemunho, mas que “não se perderá um só cabelo da vossa cabeça” (cfr Lc 21, 12-19). A segunda Missa, último ato da visita em Mianmar, era dedicada aos jovens: um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral que leva o seu nome. Nas faces daqueles jovens, cheios de alegria, vi o futuro da Ásia: um futuro que será não de quem constroi armas, mas de quem semeia fraternidade. E sempre em sinal de esperança abençoei as primeiras pedras de 16 igrejas, do seminário e da nunciatura: dezoito!

Além da comunidade católica, pude encontrar as autoridades de Mianmar, encorajando os esforços de pacificação do país e desejando que todos os diversos componentes da nação, nenhum excluído, possam, cooperar a tal processo no respeito recíproco. Neste espírito, quis encontrar os representantes das diversas comunidades religiosas presentes no país. Em particular, ao Supremo Conselho dos monges budistas manifestei a estima da Igreja pela sua antiga tradição espiritual e a confiança que os cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem.

Deixado Mianmar, fui para Bangladesh, onde como primeira coisa fiz homenagem aos mártires da luta pela independência e ao “Pai da Nação”. A população de Bangladesh é em grandíssima parte de religião muçulmana, e portanto a minha visita – nas pegadas daquelas do beato Paulo VI e de São João Paulo II – marcou um ulterior passo em favor do respeito e do diálogo entre o cristianismo e o islã.

Às autoridades do país, recordei que a Santa Sé apoiou desde o início a vontade do povo bengalês de constituir-se como nação independente, bem como a exigência que nessa seja sempre protegida a liberdade religiosa. Em particular, quis exprimir solidariedade a Bangladesh em seu empenho de socorrer os refugiados Rohingya que convergiram em massa no seu território, onde a densidade de população já está entre as mais altas do mundo.

A Missa celebrada em um histórico parque de Daca foi enriquecida pela Ordenação de dezesseis sacerdotes, e esse foi um dos eventos mais significativos e alegres da viagem. De fato, seja em Bangladesh como em Mianmar e nos outros países do sudeste asiático, graças a Deus as vocações não faltam, sinal de comunidades vivas, onde ressoa a voz do Senhor que chama a segui-Lo. Partilhei essa alegria com os bispos de Bangladesh e os encorajei em seu generoso trabalho pelas famílias, pelos pobres, pela educação, pelo diálogo e a paz social. E partilhei essa alegria com tantos sacerdotes, consagrados e consagradas do país, bem como com os seminaristas, as noviças e os noviços, nos quais vi rebentos da Igreja naquela terra.

Em Daca, vivi um momento forte de diálogo inter-religioso e ecumênico, que me deu oportunidade de destacar a abertura do coração como base da cultura do encontro, da harmonia e da paz. Além disso, visitei a “Casa Madre Teresa”, onde a santa se hospedava quando se encontrava naquela cidade, e que acolhe a oração de adoração e serviço a Cristo pobre e sofredor. E nunca, nunca falta em seus lábios o sorriso: irmãs que rezam tanto, que servem os sofredores e continuamente com o sorriso. É um belo testemunho. Agradeço tanto a essas irmãs.

O último evento foi com os jovens bengaleses, rico de testemunhos, cantos e danças. Mas como dançam bem, estes bengaleses! Sabem dançar bem! Uma festa que manifestou a alegria do Evangelho acolhido por aquela cultura; uma alegria fecundada pelos sacrifícios de tantos missionários, de tantos catequistas e pais cristãos. No encontro estavam presentes também jovens muçulmanos e de outras religiões: um sinal de esperança para Bangladesh, para a Ásia e para o mundo todo. Obrigado.

Liturgia do Dia – 06/12/2017

Mateus 15, 29-37“Jesus devolve a vida aos que estão doentes e oprimidos, multiplica os pães de seu amor que matam a fome da multidão, fome de pão e de vida.  A Palavra nos dá a consciência da partilha da vida e da justiça que deve reinar na sociedade.  Como ressoa em nós sua Palavra?”

Primeira leitura:  Isaías 25, 6-10a

Salmo Responsorial:  22

Evangelho:  Mateus  15, 29-37

 

Liturgia do Dia – 05/12/2017 (Comentada)

lucas 10, 21-24“O Senhor vem para iluminar nossos olhos, e assim eles sejam capazes de enxergar a grandeza de seu amor e de sua misericórdia.  Os humildes e pequenos sabem reconhecer a hora de Deus.”

Primeira leitura:  Isaías 11,1-10

Salmo Responsorial:  71

Evangelho:  Lucas 10, 21-24

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O profeta Isaías anuncia a esperança em meio a um cenário de desolação.  Do broto que renova a descendência de Davi, nasce um rebento, sinal de vida e de benção para todos, sinal do Deus fiel, que não esquece a promessa.

E sobre esse rebento anunciado, paira em plenitude o Espírito, o dom divino por excelência, que revelará um governo justo, não só para os humildes, mas para todos os homens, ou seja, abrangerá toda a humanidade e a própria criação, trazendo a renovação, a reconciliação, em torno do monte Santo, o Centro de tudo e de todos.

Dois aspectos são importantes na figura do rebento: a cintura está cingida com a correia da justiça e a costas com a faixa da fidelidade, sinais de uma presença pacificadora e vitoriosa sobre o mal, pela força da sua palavra e o sopro de seus lábios. O conhecimento de Deus, enfim, inundará toda a Terra, pois todas as Nações O buscarão e reconhecerão todo o seu Poder e Glória.

O Evangelho reafirma essa presença do Espírito de Deus em Jesus, que exprime sua alegria ao louvar o Pai, por tornar, aos homens simples, possível, a leitura dos acontecimentos à luz da vontade de Deus, em especial os eventos da sua manifestação filial, que abre aos pequenos e humildes os desígnios do Reino de Amor e Misericórdia.

Esta é a chave de leitura da liturgia de hoje.  Só ao coração humilde é possível o conhecimento de Deus,  só com a acolhida sincera do mistério da salvação se pode participar plenamente da alegria experimentada pelos discípulos que usufruíram da presença esperada por toda Israel.

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

Liturgia do Dia – 04/12/2017 (Comentada)

Mateus 8, 5-11“O Senhor oferece a Israel a paz e a vida.  E quem acolhe o que vem da parte de Deus , como o oficial romano, tem a vida e a paz.  Viver sem Deus é a maior amargura para o ser humano.”

Primeira leitura:  Isaías 2,1-5

Salmo Responsorial:  121

Evangelho:  Mateus 8, 5-11

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Ontem iniciamos o novo Ano Litúrgico.  Com o advento somos chamados à vigilância e nestas duas primeiras semanas a Igreja celebra a Eucaristia a partir de uma visão escatológica, pautada pela esperança da vinda do Senhor,  numa atitude de conversão.

A Palavra anuncia esta grande alegria e já na antífona de entrada clama aos povos todos:  “Não tenhais medo: eis que chega o nosso Salvador”. É sem dúvidas a notícia que todos nós esperamos e por isso o liturgista nos exorta a pedir o dom da espera solícita, em oração e louvor.

A primeira leitura retrata o júbilo de todos os povos diante da Jerusalém Celeste, que está ali ao “alcance das mãos”. O ímpeto é de confiança, entrega e obediência.  Não se buscam vantagens ou benefícios pessoais, mas uníssonos, os povos desejam ver a luz que aponta o caminho e transforma a realidade.

A alegria do encontro que se anuncia, cristalizada pelo salmista, destaca a harmonia de todas as coisas, a justiça, a paz e o amor fraterno. Ir ao encontro do Senhor é a meta Igreja, é a razão da esperança de todos os povos, expressa de forma veemente pelo oficial romano e através de todos aqueles que ultrapassando as expectativas, se prostram diante do Altíssimo e confiam inteiramente em sua Palavra.

Deus seja louvado!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

 

 

Liturgia do Dia – 03/12/2017 (Comentada)

lateralAdvento2“O profeta nos diz: ‘Ah! Se rompesses os céus e descesses!’. A Palavra de Deus nos dá sentido da vida, e a perseverança na fidelidade ao Senhor e no cumprimento de sua vontade. ‘Vigiai!’, é a chamada de atenção que o Senhor nos dá para nosso próprio bem e salvação.”

Primeira leitura:  Isaías 63,  16b-17. 19b; 64, 2b-7

Salmo Responsorial:  79

Segunda leitura: 1Coríntios 1, 3-9

Evangelho:  Mateus 13, 33-37

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Meditação para o I Domingo do Advento, por Dom Henrique Soares da Costa, bispo diocesano de Palmares, PE.

Iniciamos, hoje, com a graça do Cristo Jesus, Senhor do tempo e da eternidade, um novo ano litúrgico.

Contemporaneamente, começamos nosso caminho de Tempo do Advento, que nos ensina a preparar e desejar a Vinda do Senhor no Final dos Tempos e nos prepara para o santo Natal.

O roxo, cor litúrgica destas quatro semanas, fala-nos de vigilância e de espera, espera que é esperança, pois Quem prometeu vir é fiel: Ele virá; não falhará!

Na espera e na alegre vigilância, não cantaremos o “Glória” e enfeitaremos nossas igrejas com muita simplicidade: estamos de sobreaviso, estamos esperando: o Senhor Se aproxima; feliz daquele que sabe estiver preparado para acolhê-Lo na Sua Vinda!

As leituras deste primeiro Domingo são de uma intensidade enorme e nos jogam de cheio no clima próprio deste tempo: enquanto nos preparamos para o Natal, celebração da primeira Vinda do Senhor, feito pobre na nossa humanidade, preparamo-nos também para a Sua Vinda gloriosa no final dos tempos. Nunca esqueçamos de que esta Vinda, chamada de Parusia, isto é, chegada gloriosa trazendo a salvação, é o centro da nossa esperança cristã; tanto que as últimas palavras das Escrituras são precisamente expressão desta certeza, são esta súplica: “O Senhor vem! Vem Senhor Jesus!” (Ap 22,20).

Três ideias nos chamam atenção na Palavra que ouvimos; três ideias que sintetizam maravilhosamente os sentimentos que devemos alimentar neste santo Advento.

Primeiro. Somos pobres. A humanidade toda, por mais soberba e autossuficiente que seja, é pobre, é pó!

Violência, solidão, tantas feridas no coração, tanta falta de sentido para a existência, tanta descrença e superficialidade, tantas famílias destruídas, tantos corações vazios, tanta falta de paz… E o homem não se dá conta de que é pó, de que é insuficiente, de que sozinho não consegue se realizar, porque foi criado para uma Plenitude que somente um Outro, o Deus Santo, Bom, Imenso e Eterno, nos pode conceder.

Mas, nós cremos, caríssimos; nós devemos ser conscientes da nossa pobreza e da pobreza da humanidade. Calha bem para nós o intenso lamento do Profeta Isaías: “Senhor, Tu és o nosso pai, nosso redentor! Como nos deixaste andar longe de Teus caminhos? Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos como folhas e nossas maldades empurram-nos como o vento. Não há quem invoque o Teu Nome, quem se levante para encontrar-se Contigo. Assim mesmo, Senhor, Tu és nosso pai, nós somos barro; Tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de Tuas mãos”.

Quão atual, caríssimos, essa palavra da Escritura! Exprimem bem esta humanidade perdida, sem graça, que busca plenitude onde não há plenitude: na tecnologia, na ciência, no consumo, na droga, na satisfação dos próprios instintos e vontades…

Nós, cristãos, sabemos que nada neste mundo nos pode saciar. Também sentimos sede, também sentimos tantas vezes a dor de viver, mas nós sabemos de onde vem a paz, onde se encontra a verdade da vida, de onde vem a esperança.

Por isso pedimos, pensando no que veio no Natal e virá no Fim dos tempos para revelar o sentido último de tudo e nos encher com Sua plenitude divina e eterna: “Ah! Se rasgásseis os céus e descesses! As montanhas se desmanchariam diante de Ti! Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém, jamais olhos viram que um Deus, exceto Tu, tenha feito tanto pelos que Nele esperam!”

Eis nosso brado de Advento: Somos pobres, somos insuficientes, não nos bastamos, não temos as condições de ser felizes com nossas próprias forças; a vida não é uma brincadeira, a existência é um combate, por vezes tão duro: Vem, Senhor Jesus! “A Vós, Senhor, elevo a minha alma! Confio em Vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em Vós espera” (Sl 24,1-3).

E aqui temos a segunda ideia desta Liturgia santa: Diante de nossa pobreza, colocamos nossa esperança no Cristo Jesus; esperamos a Sua Vinda.

O cristão vive no mundo, mas sabe que caminha para a Pátria, para Casa, para Cristo: “Não temos aqui cidade permanente, mas estamos à procura da Cidade que está para vir” (Hb 13,14)!

Na segunda leitura deste hoje, São Paulo nos recorda que não nos falta coisa alguma, não nos falta esperança, não nos falta o sentido da vida, não nos falta a consolação, porque aguardamos “a Revelação do Senhor nossos, Jesus Cristo. É Ele também que vos dará a perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até ao fim, até ao Dia de nosso Senhor, Jesus Cristo”.

Caríssimos, a grande tentação para os cristãos de hoje é esquecer que estamos a caminho, que nossa pátria é o Céu. Num mundo da abundância de bens materiais, de comodismo, de consumismo, de busca das próprias vontades e dos prazeres, o perigo imenso é esquecer o Senhor que vem e que sacia o nosso coração.

Quantos de nós se distraem com o mundo, quantos que têm o nome de cristãos estão tão satisfeitos com os prazeres e curtições da vida!

Cristãos infiéis num mundo infiel; cristãos cansados num mundo cansado, cristãos superficiais e vazios num mundo superficial e vazio! E deveríamos ser luz, deveríamos ser sal, deveríamos ser profetas! Deveríamos cuidar bem de viver na luz do Senhor, de usar os bens deste mundo, de viver a vida deste tempo sempre nas perspectiva da Eternidade Daquele que vem: “O tempo se fez curto! Resta, pois, que aqueles que têm esposa, sejam como se não a tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se regozijam, como se não se regozijassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam deste mundo, como se não usassem. Pois passa a figura deste mundo” (1Cor 7,29-31).

Finalmente, o terceiro ponto.

Conscientes da nossa insuficiência para sermos felizes sozinhos, com nossas próprias forças; conscientes de que somente no Cristo está nossa plenitude; certos de que Ele virá ao nosso encontro, devemos estar vigilantes, devemos viver vigilantes. Nesta casa chamada mundo, nós somos os porteiros, aqueles que esperam o Senhor chegar; na Casa de Deus, chamada Igreja, os ministros sagrados são os guardiães que terão pesadas contas a prestar!

Escutai, irmãos, a advertência do nosso Senhor e Deus: “Cuidado! Ficai tentos, porque não sabeis quando chegará o momento. É como um homem que partiu e mandou o porteiro ficar vigiando. Vigiai, portanto, para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai!”

Amados em Cristo, o Senhor nos manda vigiar!

Vigiemos pela oração,
vigiemos pela prática dos sacramentos,
vigiemos pelas boas obras,
vigiemos pela vida fraterna,
vigiemos pelo combate aos vícios,
vigiemos pelo cuidado para com os pobres,
vigiemos por uma vida santa,
vigiemos com o olhar sempre fixos Naquele que vem!
Vigia à espera de Cristo quem rejeita as obras das trevas!
“O que vos digo, digo a todos: Vigiai!”

Mais uma vez, a misericórdia de Deus nos dá um tempo tão belo e santo quanto o Advento para pensarmos na vida, para levantar os olhos ao Céu e suspirar pela plenitude para a qual o Senhor nos criou.

Não vivamos desatentamente este tempo santo Irmãos, “como aqueles que não têm esperança” (1Ts 4,13)! O Senhor vem: preparemo-nos para Ele! Amém.

Liturgia do Dia – 01/12/2017

lucas 21, 29-33“‘Quando virdes acontecer essa coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está próximo.’  Acolher a Palavra é acolher o Reino e a amizade de Deus conosco.  De coração aberto, escutemos ao Senhor.”

Primeira leitura:  Daniel 7, 2-14

Salmo Responsorial:  Daniel 3, 75s

Evangelho:  Lucas 21, 29-33

Liturgia do Dia – 30/11/2017

mateus 4, 18-22“Os apóstolos ouviram o chamado e o ensinamento de Jesus e foram fiéis.  Jesus nos chama para segui-lo e nos ensina que nele estão a vida e a salvação eterna. Sejamos também fiéis a Ele.”

Primeira leitura:  Romanos 10, 9-18

Salmo Responsorial:  18

Evangelho:  Mateus 4, 18-22

Liturgia do Dia – 29/11/2017

Lucas 21, 12-19“Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça”, afirma Jesus aos discípulos e a todos os que testemunham sua fé.”

Primeira leitura:  Daniel 5, 1-6.13-14.16-17.23-28

Salmo Responsorial:  Daniel 3,62

Evangelho:  Lucas 21, 12-19

Liturgia do Dia – 28/11/2017

Lucas 21, 5-11“A presença do Senhor em nossa vida se dá de muitos modos, mas principalmente por usa Palavra e pela Eucaristia.  Acolhamos, pois, o que nos ensina a Palavra de Deus para mudarmos, primeiramente, a nós mesmos.”

Primeira leitura:  Daniel 2, 31-45

Salmo Responsorial:  Daniel 3, 57s

Evangleho:  Lucas 21, 5, 11

Liturgia do Dia – 27/11/2017

Lucas 21, 1-4“‘Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos.’ Deixemos que a Palavra seja luz em nossa vida para percebermos a grandeza do amor nos gestos pequenos, feitos com dedicação.”

Primeira leitura:  Daniel 1, 1-6.8-20

Salmo Responsorial:  Daniel 3,52s

Evangelho:  Lucas 21, 1-4

Terço da Misericórdia em Comunidade – 2 anos

terço da misericórdia 2 anos.JPGNo próximo dia 15 de dezembro, as 15 horas, a Paróquia São Paulo Apóstolo estará celebrando o segundo ano do Terço da Misericórdia em Comunidade.

O encontro teve início na primeira sexta-feira do Ano da Misericórdia, proclamado pelo Santo Padre, o Papa Francisco e desde então vem reunindo, sempre as 15 horas, um número cada vez maior de fiéis que reservam meia hora das sexta-feiras para se dedicarem à reflexão sobre a paixão e morte de Nosso Senhor, Jesus Cristo, que através de Santa Faustina, exortou:

“Às três horas da tarde implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão…”  (D. 1320)

A Paróquia está localizada a Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana, e os interessados podem apresentar suas intenções durante a reza do Terço.

 

Liturgia do Dia – 26/11/2017

mateus 25, 31-46“No julgamento final, nossas atitudes de amor e de ódio farão a diferença. Poderemos receber um belo ‘Vinde, benditos do meu Pai” ou um lamentável “Afastai-vos de mim, malditos!’ O tempo de acolher e amar cada irmão é agora.  A Palavra  nos mostra  o caminho que devemos seguir.”

Primeira leitura:  Ezequiel 34, 11-12.15-17

Salmo Responsorial:  22

Segunda leitura:  1 Coríntios 15, 20-26.28

Evangelho: Mateus 25, 31-46

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Meditação da Solenidade de Cristo Rei do Universo, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares/PE.

Neste último Domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos apresenta Jesus Cristo como Rei do universo. O Evangelho no-lo apresenta cercado de anjos, sentado num trono de glória para o julgamento final da história e da humanidade toda. Ele é Rei-Juiz, é o critério da verdade e da mentira, do bem e do mal, da vida e da morte.

Por mais que a humanidade queira fazer a verdade do seu modo, distorça o bem em mal e o mal em bem e procure a vida onde não há vida verdadeira, vida plena, somente em Jesus Cristo tudo aparecerá, um dia, na sua verdadeira medida, na sua justa realidade, na sua real verdade!

Eis, meus Irmãos: Nós cremos com toda firmeza que a criação toda, a história humana toda e a vida de cada um de nós caminham para o Cristo e por Ele serão passadas a limpo, Nele serão julgadas! Ele é Rei-Juiz: ao final “todas as coisas estarão submetidas a Ele”, “através de Quem e para Quem todas as coisas foram criadas” (Cl 1,15). Fora dele não haverá salvação, nem esperança nem vida.

Mas, se Cristo Jesus é nosso Rei-juiz, isto se deve ao fato de primeiramente ser nosso rei-Pastor, Aquele que dá a vida pelas ovelhas. Ele é “o que foi imolado”, o mesmo que, com ânsia e cuidado, procura Suas ovelhas dispersas, toma conta do rebanho, cuida da ovelha doente e vigia e vela em favor da ovelha gorda e forte. Eis o nosso Juiz, eis o Juiz da humanidade: Aquele ferido de amor por nós, Aquele que por nós deu a vida, Aquele que Se fez um de nós, colocando-Se no nosso meio!

Atualmente, a nossa civilização ocidental perdeu quase que de modo total a consciência da realeza de Cristo. Dizem hoje, cheios de orgulho: o homem é rei! Gritam: “Não queremos que Este Jesus reine sobre nós! Não queremos que nos diga o que fazer, como viver; não aceitamos limites do certo e do errado, do bem e do mal, do moral e do amoral… A não ser os nossos próprios limites. E, para nós, não há limites!” Eis o pecado original, a arrogância fundamental da humanidade atual. Nunca fomos tão prepotentes quanto agora; nunca tão iludidos e enganados como atualmente!

E, no entanto, Cristo é Rei, o único Rei verdadeiro, cujo Reino jamais passará!
Mas esse Rei nos escandaliza também a nós, cristãos. É que Ele não é um rei mundano, estribado na vã demonstração de poder, de glória, de imposição. Não! Ele é o Rei-Pastor que Se fez Rei-Cordeiro manso e humilde imolado por nós; por isso “é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A Ele o poder pelos séculos”.

Atenção, meus caros, que a grandeza e o poder do Senhor neste mundo não se manifestarão na grandeza, mas nas coisas pequenas, na fragilidade do amor, daquele amor que na cruz apareceu como capaz de entregar a vida pelos irmãos.

Gostaríamos de um Cristo-Rei na medida das nossas vãs grandezas; um rei de reino e de reinado deste mundo, à medida do mundo, tendo como programa a pauta do mundo… Gostaríamos de uma Igreja forte, aplaudida, elogiada, reverenciada pelo mundo porque dobra-se ao mundo…

Mas, não! Não pode ser assim! Nunca será assim! A Igreja, continuadora na história do mistério salvífico de Cristo, tem de participar do escândalo do Seu Senhor, da humilhação do seu Senhor, da Páscoa do seu Senhor e Rei! O caminho da Mãe católica neste mundo, de modo misterioso, tem que fazer parte das dores do Reino do Senhor! E faz parte do mistério do Reino a pobreza de Cristo, a mansidão de Cristo, a derrota de Cristo na cruz, o silêncio de Cristo, a morte de Cristo. E tudo isso tem que estar presente também na vida da Igreja e na nossa vida! Por isso, nos exorta São Paulo: “Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos. Fiel é esta palavra: Se com Ele morremos, com Ele viveremos. Se com Ele sofremos, com Ele reinaremos” (2Tm 2,8.11).

Eis, pois, caríssimos no Senhor! Celebremos hoje a realeza de Cristo, dispondo-nos a participar da Sua cruz. Na Igreja, no Reino de Deus, reinar é servir. Sirvamos, com Cristo, como Cristo e por amor de Cristo! No Evangelho desta Solenidade, o critério para participar do Reinado do Senhor Jesus é tê-Lo servido nos irmãos: no pobre, no despido, no doente, no prisioneiro, no fraco… Que Reino, o de Cristo! Manifesta-se nas coisas pequenas, nas pequenas sementes, nos pequenos gestos, no amor dado e recebido com pureza cada dia.

Na verdade, segundo os Santos Padres da Igreja, o Reino de Cristo, o Reino que Ele entregará ao Pai, somos nós; nós, que fizemos como Ele fez, lavando os pés do mundo e servindo ao mundo a única coisa que realmente compensa:
a amor de Cristo,
a verdade de Cristo,
o Evangelho de Cristo,
o exemplo de Cristo,
a salvação de Cristo, a vida de Cristo,
para que o mundo participe eternamente do Reino de Cristo!

Caríssimos no Senhor, despojemo-nos de todo pensamento mundano sobre reis, reinos e coroas. Fixemos nosso olhar no trono da Cruz, Naquele que ali Se encontra despido e coroado de espinhos.

Aprendamos com admiração, estupor e gratidão que nossa mais gloriosa herança neste mundo é participar do Seu Reinado, levando a humanidade a descobrir quão diferentes dos seus são os critérios de Deus.

Quando aprendermos isso, quando a humanidade aprender isso, o Reino entrará no mundo e o mundo entrará no Reino, Reino de Cristo, Reino de verdade e de Vida, Reino de santidade e de graça, Reino da justiça, do amor e da paz.

Domine, adveniat Regnum tuum! – Senhor, venha o teu Reino! Amém.

Liturgia do Dia – 25/11/2017

Lucas 20, 27-40“A Palavra de Cristo é plenitude de vida e de salvação.  Nela encontramos o sentido para a vida e toda significação para nossos atos de amor e bondade.  A Palavra de Jesus nos orienta no caminho do Reino.”

Primeira leitura: 1 Macabeus 6, 1-13

Salmo Responsorial:  9a

Evangelho:  Lucas 20, 27-40

Liturgia do Dia – 24/11/2017

lucas 19, 45-48“Jesus não aprova  as atitudes de exploração que  havia em torno do templo de Jerusalém, pois nele deveriam reinar a justiça e a partilha.  A Casa de Deus é lugar de encontro com Ele e com os irmãos.”

Primeira leitura:  1 Marcos 4, 36-37.52-59

Salmo Responsorial:  1Coríntios 29, 10-12

Evangelho:  Lucas 19, 45-48

Liturgia do Dia – 23/11/2017

Lucas 19, 41-44“Deus fez uma Aliança com seu povo, manifestando-lhe seu amor misericordioso, até a Aliança eterna em seu Filho Jesus.  Jerusalém não aceitou essa Aliança e Jesus chorou sobre ela: ‘Se tu também compreendestes hoje o que te pode trazer a paz!’.”

Primeira leitura:  1Macabeus 2,15-29

Salmo Responsorial:  49

Evangelho:  Lucas 19, 41-44

A Catequese do Papa Francisco – 22/11/2017

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Prosseguindo com as catequeses sobre a Missa, podemos nos perguntar: o que é essencialmente a Missa? A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Essa nos torna partícipes da sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno à nossa vida.

Por isso, para compreender o valor da Missa, devemos, antes de tudo, entender então o significado bíblico do “memorial”. Esse “não é somente a recordação dos acontecimentos do passado, mas os torna, de certo modo, presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do êxodo tornam-se presentes na memória dos crentes a fim de que conformem a esses a própria vida” (Catecismo da Igreja Católica, 1363). Jesus Cristo, com a sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu levou à realização a Páscoa. E a Missa é o memorial da sua Páscoa, do seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais: é fazer presente aquilo que aconteceu vinte séculos atrás.

A Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, de forma a renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele com os irmãos. Diz o Concílio Vaticano II: “Toda vez que o sacrifício da cruz, com o qual Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado, é celebrado sobre o altar, se realiza a obra da nossa redenção” (Cost.dogm. Lumen gentium, 3).

Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus Cristo ressuscitado. Participar da Missa, em particular aos domingos, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Através da celebração eucarística o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. E na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Ou melhor, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele. “Fui crucificado com Cristo – diz São Paulo – e não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim. E esta vida, que eu vivo no corpo, a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e entregou a si mesmo por mim” (Gal 2, 19-20). Assim pensava Paulo.

O seu sangue, de fato, nos liberta da morte e do medo da morte. Liberta-nos não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado que nos pega toda vez que caímos vítimas do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida se torna poluída, perde a beleza, perde o significado, esmorece.

Cristo em vez disso, nos dá vida; Cristo é a plenitude da vida e quando enfrentou a morte a derrotou para sempre: “Ressussitando destruiu a morte e renovou a vida” (Oração eucarística VI). A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor! E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida.

Se o amor de Cristo está em mim, posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei; caso contrário, deveria defender-me. Os mártires deram a vida propriamente por essa certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder do seu amor, somos verdadeiramente livres de nos doarmos sem medo. Isso é a Missa: entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus; quando vamos à Missa é como se fôssemos ao calvário, o mesmo. Mas pensem: se nós no momento da Missa vamos ao calvário – pensemos com imaginação – e sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente, estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim. E assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus.

Penso que agora seja claro como a Páscoa se torna presente e operante toda vez que celebramos a Missa, isso é, o sentido do memorial. A participação na Eucaristia nos faz entrar no mistério pascal de Cristo, permitindo-nos passar com Ele da morte à vida, isso é, ali no calvário. A Missa é refazer o calvário, não é um espetáculo.