Liturgia do Dia – 21/05/2017

João 14, 15-21“O amor de Deus não está preso a nenhuma fronteira.  Deus se manifesta nas ações dos cristão que procura viver o mandamento do amor. Por suas ações e palavras, o cristão fundamenta a razão de sua esperança e a testemunha.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 5, 8.14-17

Salmo Responsorial:  65

Segunda leitura: 1Pedro 3, 15-18

Evangelho:  João 14, 15-21

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Meditação para o Domingo

Por Dom Henrique Soares da Costa – Bispo Diocesano de Palmares/PE

Nestes dias pascais em honra do Ressuscitado, contemplamos e experimentamos nos santos mistérios não somente a Sua Ressurreição e Ascensão, como também dom do Seu Espírito Santo em Pentecostes. Pois bem, caríssimos irmãos e irmãs, a Palavra de Deus que escutamos nesta liturgia do VI Domingo da Páscoa coloca-nos precisamente neste clima. Com um coração fiel e recolhido, contemplemos o mistério que o Evangelho de hoje nos revela! Meditemos nas palavras do Senhor Jesus: é Ele mesmo que, sempre vivo, glorioso, sobreano Senhor da Igreja, nesta Ceia sacrifical da Eucaristia, nos diz novamente, aquelas palavras ditas na Ceia derradeira. Eis as Suas palavras:

“Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós! Pouco tempo ainda, e o mundo não mais Me verá, mas vós Me vereis, porque Eu vivo e vós vivereis!” São palavras estupendas, cheias de promessa e de vitória…
Mas, será que são verdadeiras? Como pode ser verdade tudo isso? Uma coisa é certa: o Senhor não mente jamais! E Ele nos garante: Eu virei a vós! Eu vivo! Vós vivereis!
Mas, como se dá tal experiência? Como podemos realmente experimentar tal realidade estupenda em nossa vida e na vida da Igreja? Eis a resposta, única possível: somente no Espírito Santo que o Ressuscitado nos deu ao derramá-Lo sobre nós após a Ressurreição. Vejamos:

“Eu virei a vós!” Na potência do Santo Espírito, Cristo realmente permanece no coração de Sua Igreja, primeiro pela Palavra, pregada na potência do Espírito, como Filipe, na primeira leitura, que, anunciando o Cristo, realizava curas e exorcismos e, sobretudo, tocava os corações! A Palavra que Filipe pregava e que a Igreja proclama é cheia de Espírito Santo de Cristo e, por isso, Palavra que realmente toca os corações e coloca os ouvintes diante do Cristo vivo, soberano, atual e atuante.
Mas, conjuntamente com a Palavra, os sacramentos, sobretudo o Batismo e a Eucaristia. Em cada sacramento é o próprio Espírito do Ressuscitado Quem age, conformando-nos ao Cristo Jesus, unindo-nos a Ele, fazendo-nos experimentar Sua Vida e sua força. Pelo Batismo, mergulhados no Espírito do Ressuscitado, realmente nascemos para uma nova Vida, como nova criatura; pela Eucaristia, Seu Corpo e Sangue plenos do Espírito, entramos na comunhão mais plena que se possa ter neste mundo com o Senhor: Ele em nós e nós Nele, num só Espírito Santo que Ele nos doa continuamente!

“Vós Me vereis!” Porque o Santo Espírito do Senhor Jesus habita em nossos corações, nós experimentamos Jesus em nós como uma Presença real e atuante e, com toda a certeza, proclamamos que Jesus é o Senhor, como diz São Paulo: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’ a não ser no Espírito Santo” (1Cor 12,3). Porque vivemos no Espírito, experimentamos todos os dias Jesus como Alguém vivo e presente na nossa vida, em outras palavras: vemos Jesus; vemo-Lo de verdade!

“Eu vivo!” Sabemos que o Senhor está vivo: “morto na Sua existência humana, recebeu nova Vida pelo Espírito Santo”. Sabemos com toda a certeza da fé que Cristo é o Vivente para sempre, o Vencedor da Morte!

“Vós vivereis”. O Senhor Jesus não somente está vivo, totalmente transfigurado pela ação potente do Espírito que o Pai derramou sobre Ele… Vivo na potência do Espírito, Ele nos dá esse mesmo Espírito em cada sacramento. Assim, sobretudo no Batismo e na Eucaristia, tornam-se verdadeiras as palavras do Senhor: “Vós vivereis!”, isto é: recebendo Meu Espírito, Nele vivendo, tereis a Minha Vida mesma! Vivereis porque Meu Espírito “permanece junto de vós e estará dentro de vós!”

Então, caríssimos, palavras de profunda intensidade e de profunda verdade! Num mundo da propaganda, da ilusão, dos simples sentimentalismos, essas palavras do Senhor são uma concreta e impressionante realidade. Mas, escutemos ainda o Senhor: “Naquele dia sabereis que Eu estou no Meu Pai e vós em Mim e Eu em vós!”
É na oração, na prática piedosa dos sacramentos, na celebração ungida e piedosa da Eucaristia que experimentamos essas coisas! Aqui não é só a inteligência, aqui não basta a razão, aqui não são suficientes os nossos esforços! É na fé profunda de uma vida de união com o Senhor, na força do Espírito Santo que experimentamos isso que Jesus disse: Ele está no Pai, no Espírito Ele e o Pai são uma só coisa.
Mas, tem mais: experimentamos que nós estamos Nele, Nele enxertados como os ramos na videira, Nele incorporados como os membros do corpo unidos à Cabeça! Repito: é nos sacramentos que essa experiência maravilhosa torna-se realidade concreta. Um cristianismo que tivesse somente a Palavra de Deus, sem valorizar os sete sacramentos – sobretudo o Batismo e a Eucaristia -, seria um cristianismos mutilado, deficiente, anêmico, não condizente com a fé do Novo Testamento e a Tradição constante da Igreja! Irmãos e irmãs, atenção para a nossa vida sacramental!

Ora, é esta comunhão misteriosa e real com o Senhor no Espírito, que nos faz amar Jesus e viver Jesus com toda seriedade de nossa vida. É cristão de modo pleno quem experimenta o Senhor Jesus vivo e íntimo em sua vida e celebra tal união, tal cumplicidade de amor, nos sacramentos! Aí sim, as exigências do Senhor, Seus mandamentos, não nos parecem pesados, não nos são pesados, não são um fardo exterior que suportamos porque é o jeito. Quem vive a experiência desse Jesus presente e doce no Espírito derramado em nós, experimenta que cumprir os preceitos do Senhor é uma exigência doce, porque é exigência de amor e, portanto, libertadora, pois nos tira de nós mesmos e nos faz respirar um ar novo, o ar do Espírito do Ressuscitado, o Homem Novo!

Mas, quem pode fazer tal experiência? Somente quem vive de modo dócil ao Espírito Consolador, que nos consola mesmo nos desafios mais duros. Somente viverá o cristianismo com um dom e não como um peso quem vive na consolação do Espírito, que é também Espírito de Verdade, pois nos faz mergulhar na gozo da Verdade que é Jesus.
Ora, o mundo jamais poderá experimentar esse Espírito! Jamais poderá experimentar o Evangelho como consolação, jamais poderá experimentar e ver que Jesus está vivo e é doce e suave Vida para a nossa vida! Por isso mesmo, o mundo jamais poderá compreender as exigências do Evangelho: aborto, desconstrução da família segundo o plano de Deus, assassinato de embriões com fins pseudo-científicos, assassinato de embriões anencéfalos, eutanásia… Como o mundo poderá compreender as exigências do Evangelho se não conhece o Cristo? “O mundo não mais Me verá!” Nunca nos esqueçamos disso! Ai daqueles que pensam que a Igreja deve correr atrás do mundo, adotando a sua lógica, e os seus critérios! Este não é capaz de receber, de acolher o Evangelho porque – diz Jesus – não vê nem conhece o Espírito Paráclito! Mas, vós, cristãos, “O conheceis porque Ele permanece junto de vós e estará dentro de vós!” Irmãos, como nosso Senhor é claro, como é verdadeiro, como nos preveniu!

É esta experiência viva de Jesus no Espírito que nos dá a força cheia de entusiasmo na pregação como Filipe, na primeira leitura. Dá-nos também a coragem e o discernimento para dar ao mundo “a razão da nossa esperança”, santificando o Senhor Jesus em nossos corações, isto é, pregando Jesus primeiro com a coerência da nossa fé na vida concreta e, depois, com respeito pelos que não creem como nós, mas com a firmeza de quem sabe no que acredita! Dá-nos, enfim, a graça de participar da cruz do Senhor, Ele que “morreu uma vez por todas, por causa dos nossos pecados, o Justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus”. Assim, com Ele morreremos para uma vida velha e ressuscitaremos no Espírito para uma Vida nova.
Eis! Esta será sempre a grande novidade cristã, o centro, o núcleo de a nossa identidade e nossa força! Nunca esqueçamos disso! Vamos! Sigamos o Senhor! Abramo-nos ao Seu Espírito, E teremos a Vida eterna! Amém.

Liturgia do Dia – 20/05/2017

João 15, 18-21“‘Não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo’.  Os discípulos foram solidários com o Cristo, escutando seu ensinamento e assumindo a missão de anunciar o Evangelho, mesmo na diversidade.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 16, 1-10

Salmo Responsorial:  99

Evangelho:  João 15, 18-21

E eles ficaram cheios do Espírito Santo (At 2,4)

No próximo dia 28, a partir das 14 horas, no quadra do Colégio Guido de Fontgalland, a Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana (ao lado da Paróquia São Paulo Apóstolo), temos um encontro de louvor e adoração.

É a festa de Pentecostes da Terceira Forania do Vicariato Sul.

A entrada social é a contribuição de um quilo de alimento não perecível e a participação é livre.

Liturgia do Dia – 18/05/2017

joão 15, 9-11“A Palavra é dinâmica e nos traz a vida divina. Em Cristo encontramos o amor do Pai para conosco. De nossa parte, é preciso corresponder com o amor que Cristo nos dá. Nele está a vida em plenitude.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 15, 7-21

Salmo Responsorial:  95

Evangelho:  João 15, 9-11

A Catequese do Papa Francisco – 17/05/2017

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CATEQUESE
Praça de São Pedro, no Vaticano
Quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Esperança cristã – Maria Madalena, apóstola da Esperança

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Nestas semanas a nossa reflexão se move, por assim dizer, na órbita do mistério pascal. Hoje encontramos alguém que, de acordo com os Evangelhos, foi a primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado: Maria Madalena. Havia terminado o descanso de sábado. No dia da paixão não tinha havido tempo para completar os ritos funerários; por isso, naquele amanhecer cheio de tristeza, as mulheres vão ao sepulcro de Jesus com unguentos perfumados. A primeira a chegar é ela: Maria Madalena, uma das discípulos que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia, mantendo-se a serviço da Igreja nascente. Em seu caminho para o túmulo se reflete a lealdade de muitas mulheres que dedicam anos indo ao cemitério, em memória de alguém que não está mais entre nós. Os laços mais autênticos não são quebrados até mesmo por morte: há aqueles que continuam a amar, mesmo se o se a pessoa amada se foi para sempre.

O Evangelho (cf. Jo 20,1-2.11-18) descreve Maria Madalena colocando logo em evidência que ela não era uma mulher entusiasmo fácil. De fato, após a primeira visita ao túmulo, ela volta decepcionada para lugar onde os discípulos estavam escondidos; relatos de que a pedra foi movida da entrada do sepulcro, e sua primeira opção é a mais simples que pode ser formulada: alguém deve ter roubado o corpo de Jesus. Assim, o primeiro anúncio que Maria traz não é o da ressurreição, mas de um roubo de autores desconhecidos, enquanto toda Jerusalém estava dormindo.

Em seguida, os Evangelhos falam de uma segunda viagem da Madalena ao túmulo de Jesus. Ela era teimosa! Ela foi, ela voltou … porque não estava convencida! Desta vez, o seu passo é lento, muito pesado. Maria sofre duplamente: em primeiro lugar pela morte de Jesus, e depois pelo desaparecimento inexplicável de seu corpo.

É enquanto ela está inclinada perto da sepultura, com os olhos cheios de lágrimas, que Deus a surpreende da maneira mais inesperada. O evangelista João enfatiza como era persistente sua cegueira: não nota a presença de dois anjos que a interrogam, e nem mesmo desconfiado ao ver o homem atrás dela, quem ela acredita ser um jardineiro. Mas descobre o acontecimento mais marcante da história humana quando finalmente é chamada pelo seu nome: “Maria” (V. 16).

Como é belo pensar que a primeira aparição de Cristo ressuscitado – de acordo com os Evangelhos – tenha ocorrido de forma tão pessoal! Que há alguém que nos conhece, que vê o nosso sofrimento e decepção, e que se comove por nós, e nos chama pelo nome. É uma lei que encontramos esculpida em muitas páginas do Evangelho. Ao redor de Jesus, existem muitas pessoas que buscam a Deus; mas a realidade mais prodigiosa é que, muito antes, há em primeiro lugar Deus que se preocupa com nossas vida, que a quer levantar, e para fazer isso nos chama pelo nome, reconhecendo o rosto pessoal de cada um. Cada homem é uma história de amor que Deus escreve sobre esta terra.

Cada um de nós é uma história de amor de Deus. Cada um de nós é chamado, por Deus, pelo próprio nome: nos conhece pelo nome, nos olha, nos espera, nos perdoa, é paciente conosco. É verdade ou não é verdade? Cada um de nós faz esta experiência.

E Jesus a chama: “Maria!”, a revolução de sua vida, a revolução destinada a transformar a existência de cada homem e mulher, começa com um nome que ecoa no jardim do sepulcro vazio. Os Evangelhos nos descrevem a felicidade de Maria: a ressurreição de Jesus não é umaalegria dada com conta-gotas, mas uma cascata que afeta toda a vida.

A vida cristã não é tecida com a felicidade suave, mas de ondas que transformam tudo. Tentem pensar também vocês neste instante, com a bagagem de decepção e derrota que cada um de nós carrega em seu coração, que há um Deus próximo de nós, que nos chama pelo nome e nos diz: “Levanta-te, pare de chorar, porque Eu vim para libertá-lo “. E isso é belo.

Jesus não é alguém que se adapta ao mundo, tolerando que nele perdure a morte, tristeza, ódio, a destruição moral de pessoas … Nosso Deus não é inerte, mas o nosso Deus – permito-me a palavra – é um sonhador: sonha a transformação do mundo e realizou no mistério da Ressurreição.

Maria gostaria de abraçar o seu Senhor, mas Ele está agora orientado ao Pai celeste, enquanto ela é enviada a levar o anúncio aos irmãos. E assim a mulher, que antes de conhecer Jesus estava em poder do maligno (cf. Lc 8,2), agora se tornou uma apóstola da nova e maior esperança.

A sua intercessão nos ajude também a viver esta experiência: na hora do pranto, na hora do abandono, ouvir Jesus ressuscitado que nos chama pelo nome, e com o coração cheio de alegria ir e anunciar: “Eu vi o Senhor “(v. 18). Eu mudei de vida porque eu vi o Senhor! Agora sou diferente, sou uma outra pessoa. Eu mudei porque eu vi o Senhor. Esta é a nossa força e esta é a nossa esperança. Obrigado.

Encontro de Comunicadores

ecom 2017No próximo dia 27 de maio, sábado, a partir das 13 horas, na sede da Mitra Arquiepiscopal de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Rua Benjamin Constant, 23, no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, acontecerá mais uma edição do E-COM, Encontro de Comunicadores.

Na ocasião, o Cardeal Arcebispo Orani Tempesta apresentará a reflexão sobre a Mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais:  “Não tenhas mendo, que Eu estou contigo” (Is 43,5) – Comunicar a esperança e confiança, no nosso tempo.

Também acontecerão duas palestras de formação a primeira intitulada Ética na Comunicação, com a radialista da Rádio Catedral FM e professora da PUC-Rio, Marcylene Capper e a segunda Direito de Imagem, com a Dra. Claudine Milione, advogada da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

A participação é livre e gratuita.

Todos os agentes da Pastoral de Comunicação, blogueiros e produtores de conteúdos católicos e profissionais da comunicação estão especialmente convidados.

PASCOM RIO

Liturgia do Dia – 17/05/2017

joão 15, 1-8“Dispor-se a escutar a Palavra de Deus é atitude de fé.  É preciso ficar maravilhado diante de tão grande beleza:  É Deus quem nos fala.  A Palavra é a grande ponte que nos liga ao Pai e a seu Filho Jesus.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 15, 1-6

Salmo Responsorial:  121

Evangelho:  João 15, 1-8

Liturgia do Dia – 16/05/2017

joão 14, 27-31“Deus se faz presente no meio de seu povo para que alcance a paz.  Ele é a paz.  Quem escuta o Senhor em sua Palavra será uma pessoa em paz, pois andará conforme seu ensinamento.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 14, 19-26

Salmo Responsorial:  144

Evangelho:  14, 27-31a

Liturgia do Dia – 15/05/2017

João 14, 21-26Deus está sempre ao lado da gente.  Seu amor é incondicional.  Por isso ensina-nos Jesus: ‘O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará tudo’.  Ele nos conduz em seu Espírito.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 14, 5-18

Salmo Responsorial:  113b

Evangelho:  João 14, 21-26

Liturgia do Dia – 14/05/2017

joão 14, 1-12“A comunidade é fonte de vida e de solidariedade.  Em Cristo e com Ele, ela constrói o Reino, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 6, 1-7

Salmo Responsorial:  32

Segunda leitura:  1 Pedro 3, 15-18

Evangelho:  João 14, 1-12

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Meditação para este Domingo

Por Dom Henrique Soares da Costa – Bispo Diocesano de Palmares/PE

Neste Domingo quinto do Tempo da Páscoa, elevemos o olhar ao Ressuscitado; deixemo-nos tomar por Sua palavra: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em Mim também!” Estejamos atentos: estas não são palavras ditas ao vento, para ninguém! São palavras, é exortação a nós, cristãos de agora; palavras para cada um de nós e para nós todos.
No mundo complexo, numa realidade plena de desafios, na nossa vida pessoal tantas vezes sofrida, tantas vezes ferida, cheia de tantas contradições e desafios, o Senhor nos olha, estende-nos as mãos, abre-nos o coração e nos enche de serenidade e confiança: “Não se perturbe o vosso coração!”

Pensemos nos desafios dos tempos atuais: o desafio de crer e testemunhar o Senhor em situações tão cheias de promessas, mas também tão confusas, de tantos relativismos, num mundo em que tudo parece desfazer-se ou, como dizem atualmente, liquefazer-se…
Pois bem, o Senhor insiste: “Tendes fé em Deus, tende fé em Mim também!” Ter fé em Cristo! Eis o desafio para nós! Ontem, como hoje, é necessário proclamar nossa fé Nele, nossa entrega a Ele, nossa certeza de que Ele pode dar um sentido à nossa existência.
E por quê? Não seria loucura, alienação, infantilidade, confiar assim, de modo tão absoluto, em um alguém? Por que apostar toda a vida em Jesus e somente em Jesus? Por que não um pouquinho de Buda, um pouquinho de Maomé, um pouquinho de Dalai Lama, um pouquinho de esoterismo, um pouquinho mais de consumismo e outro tantinho de rédea solta aos nossos instintos? Por que somente Cristo? Por que absolutizar Jesus?
Eis a resposta, que Ele mesmo nos dá; eis a resposta surpreendente! Escutemo-la: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim!” É precisamente neste mundo de tantos desafios e de tantos caminhos, que o Senhor Jesus nos diz: Eu sou o Caminho! Nestes tempos de tantas verdades, Ele nos proclama: Eu sou a Verdade! Neste mundo que nos tenta, oferecendo vida onde não há vida verdadeira, Jesus anuncia: Eu sou a Vida! De fato, Ele não é simplesmente um profeta, um sábio, não é alguém a quem podemos admirar e seguir ao lado de outros personagens igualmente ilustres! Jesus Se nos apresenta como Aquele que vem de Deus e é o único que nos pode revelar de modo pleno, de modo claro e conclusivo o caminho para Deus! Mais ainda: Aquele que é nosso Caminho é também nossa única Verdade e nossa única e verdadeira Vida!

Caríssimos, é diante Dele que temos sempre que nos decidir, que somos chamados a dar um rumo à nossa existência e à existência da sociedade, da família, das relações sociais, do mundo. O mundo tem tantas e tantas medidas para avaliar o bem e o mal, o certo e o errado… Mas, cristãos, a nossa medida é Cristo! Eis! Ele é nossa medida porque é o único Caminho, a única Verdade, a única Vida! O próprio Apóstolo São Pedro nos afirma na segunda leitura da Missa deste Domingo: “Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus! Com efeito, nas Escrituras se lê: ‘Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e magnífica; quem nela confiar, não será confundido!’ Mas, para os que não creem, ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular pedra de tropeço e rocha que faz cair’”. Não há como escapar: diante de Cristo, é necessária uma escolha, uma decisão! Aqui não se tem nada a ver com ser conservador ou progressista, otimista ou pessimista! Aqui tem-se a ver com a experiência tremenda de Deus que entregou o Seu Filho ao mundo para ser nossa Vida e Caminho e os homens O rejeitaram. Ora, é diante do Cristo, Caminho, Verdade e Vida que nossa existência será julgada, que o mundo será examinado! E, no entanto, Ele será sempre sinal de contradição e pedra de tropeço…
Há muitos dentre nós que se iludem – e teimam em se iludir! –, pensando numa Igreja que faça o jogo da moda, que diga amém a um modo de pensar, agir e viver estranho ao Evangelho! Que engano tão danado! A renovação da Igreja está em voltar sempre a Cristo e Nele se reencontrar sempre, retomando o vigor, como de uma fonte puríssima! O verdadeiro serviço à humanidade e ao mundo é apresentar o Cristo e Nele colocar toda a esperança!

“Não se perturbe o vosso coração!” – Já nos inícios da Igreja havia tensões, desafios, dificuldades externas e internas. Pois bem, já ali o Senhor dizia aos cristãos: “Não se perturbe o vosso coração!” Já ali lhes garantia a grandeza do amor do Pai: “na casa do Meu Pai há muitas moradas!” E já ali, entre as consolações de Deus e as provações da vida, “a Palavra do Senhor se espalhava”. Portanto, não temamos em colocar toda a nossa confiança no Senhor; não hesitemos em procurar de todo o coração seguir os passos do Senhor Jesus! A oração inicial da Missa de hoje exprimiu muito bem o que espera o cristão, ao colocar no Senhor a sua existência. Recordemo-la: Ó Deus, Pai de bondade, concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a Herança eterna!” – Eis o que buscamos, o que esperamos, o que temos a certeza de alcançar: a liberdade verdadeira e a Herança eterna! Amém.

Liturgia do Dia – 13/05/2017

João 14, 7-14“Jesus é a revelação plena da Aliança do Pai com seu povo.  O Pai e Jesus estão em eterna comunhão de amor.  Jesus revela-nos o quanto o Pai nos ama e nele está a verdade.  Rejeitar a verdade é loucura.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 13, 44-52

Salmo Responsorial:  97

Evangelho:  João 14, 7-14

Liturgia do Dia – 12/05/2017

João 14, 1-6“Jesus é claro em sua Palavra:  ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida’.  Deixemo-nos tocar sinceramente pela Palavra que agora vamos ouvir.  Ela é fonte de vida e de salvação.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 13, 26-33

Salmo Responsorial:  2

Evangelho:  João 14, 1-6

Hoje tem mais!

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Hoje, em mais um dia da IV Jornada Mariana – No colo de Maria, eu encontrei a Paz, as atividades começam mais cedo.  Às 15 horas, tem encontro com o Grupo de Oração da Paróquia São Paulo Apóstolo, às 17 horas, mais uma catequese mariana, com o tema:  Maria, a fé vivida numa profunda espiritualidade, e o convidado é o Padre Gabriel Coelho, às 18  horas tem Santa Missa e as 19:30h o Terço dos Homens em família.

Lembramos que a participação é livre e gratuita e quem quiser participar da ação social dessa IV Jornada Mariana, é só doar um pacote de leite em pó, na secretaria paroquial, que será distribuído entre as instituições que atendem crianças em tratamento contra o câncer.

A paróquia fica a Rua Barão de Ipanema, 85 – Copacabana – RJ

Informações: 2255-7547

Liturgia do Dia 11/05/2017

joão 13, 16-20

“A Palavra do Senhor ensina-nos que o amor autêntico é contemplativo e permite a beleza do servir e acolher outro.  Foi que fez Jesus.  É o que devemos fazer, por causa da fé e de amor a Ele.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 13, 13-25

Salmo Responsorial:  88

Evangelho:  João 13, 16-20

A Catequese do Papa Francisco – 10/05/2017

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Catequese
10 de maio de 2017
A Esperança cristã – A mãe da Esperança

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Em nosso itinerário de catequeses sobre a esperança cristã, hoje olhamos para Maria, Mãe da esperança. Maria atravessou mais de uma noite em seu caminho de mãe. Desde a primeira aparição nas histórias do Evangelho, sua figura aparece como se fosse personagem de um drama. Não era simples responder com um “sim” o convite do anjo: e mesmo assim, ela, mulher ainda no florescer de sua juventude, responde com coragem, não obstante não soubesse de nada que a aguardava. Maria, naquele instante nos aparece como tantas mães de nosso mundo, corajosa até o extremo quando se trata de acolher no próprio ventre a história de um novo homem que nasce.

Aquele “sim” é o primeiro passo de uma longa lista de obediências – longa lista de obediências! – que acompanharemos em seu itinerário de mãe. Nos Evangelhos ela parece como uma mulher silenciosa, que frequentemente não compreende tudo o que acontece ao seu redor, mas que medita cada palavra e cada acontecimento em seu coração.

Nesta disposição tem um traço belíssimo da psicologia de Maria: não é uma mulher que se deprime diante das incertezas da vida, especialmente quando nada parece ser justo. Não é nem mesmo uma mulher que protesta com violência, que interfere contra o destino da vida que se revela frequentemente hostil. É, ao invés, uma mulher que escuta: não esqueçam que há sempre  uma relação entre esperança e escuta, e Maria é uma mulher que escuta. Maria acolhe a existência assim como ela nos é apresentada, com seus dias felizes, mas também com suas tragédias que nunca gostaríamos de ter encontrado. Até a suprema noite de Maria, quando o seu Filho é pregado sobre o lenho da cruz.

Até naquele dia, Maria quase desaparece das tramas do Evangelho, os escritores sagrados deixam a entender este lento eclipsar de sua presença, o seu permanecer muda diante do mistério de um Filho que obedece ao Pai. Mas Maria reaparece no momento crucial: quando boa parte dos amigos desapareceram por medo. As mães não traem, naquele instante, aos pés da cruz, nenhum de nós pode dizer qual foi a paixão mais cruel: se aquela de um homem inocente que morre na cruz, ou a agonia de uma mãe que acompanha os últimos instantes da vida de um filho. Os evangelhos são lacônicos, e extremamente discretos.

Registram com um simples verbo a presença da Mãe: ela “estava” (Jo 19,25), Ela estava. Nada dizem de sua reação, se chorava, se não chorava… nada; nem mesmo uma palavra para descrever a sua dor. Sobre estes detalhes depois inventou a imaginação dos poetas e pintores, nos presenteando imagens que entraram na história da arte e da literatura. Mas os evangelhos somente dizem: ela “estava”. Estava alí, no pior momento, no momento mais cruel, e sofria com o filho. “Estava”. Maria “estava”, simplesmente estava ali. Ei-la novamente, a jovem mulher de Nazaré, agora com cabelos grisalhos devido o passar dos anos, mas ainda diante de um Deus que deve ser apenas abraçado, e com uma vida que chegou ao limiar da pior escuridão. Maria “estava” na pior escuridão, mas “estava”. Não foi embora. Maria estava alí, fielmente presente, cada vez que era necessária manter uma vela acesa em um lugar de nevoeiro e neve. Nem mesmo ela conhece o destino de ressurreição que seu Filho estava abrindo naquele momento para todos os homens: estava ali por fidelidade ao plano de Deus, de quem se proclamou serva desde o primeiro dia de sua vocação, mas também por seu instinto materno que simplesmente sofre, toda vez que  um filho atravessa uma paixão. Os sofrimentos das mães: todos nós conhecemos mães fortes, que enfrentaram tantos sofrimentos dos filhos!

A reencontraremos  no primeiro dia da Igreja, ela,  a  Mãe da esperança, no meio da comunidade dos discípulos tão frágeis: um tinha negado, muitos fugiram, todo mundo tinha medo (cf. Atos 1,14). Mas ela simplesmente estava ali, na forma mais simples, como se fosse algo muito natural: na Igreja primitiva envolvido pela luz da Ressurreição, mas também pelos tremores dos primeiros passos que tiveram que cumprir no mundo.

Por isso todos nós a amamos como mãe. Não somos órfãos: temos uma mãe no céu, que é a Santa Mãe de Deus. Porque nos ensina a virtude da espera, mesmo quando tudo parece privado de sentido, ela sempre confiante no mistério de Deus, mesmo quando Ele pare derrotado pela culpa do mal do mundo. Nos momentos de dificuldade, Maria, a Mãe que Jesus presenteou a todos nós, possa sempre sustentar os nossos passos, possa sempre dizer ao nosso coração: “Levanta-te ! Olhe adiante, olhe o horizonte”, porque Ela é Mãe de esperança. Obrigado !

“Maria, a primeira discípula de Jesus”

IV Jornada Mariana 2017 Flávia Muniz “Maria, a primeira discípula de Jesus” é o tema da terceira palestra da IV Jornada Mariana – No colo de Maria, eu encontrei a Paz, que acontecerá hoje, 10 de maio, às 17 horas e que será ministrada por Flávia Muniz, Coordenadora da Secretaria da Juventude Legionária do SENATUS/RJ, na Paróquia São Paulo Apóstolo, rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana.

A participação é livre e gratuita e aqueles que desejarem participar da Ação Social da IV Jornada Mariana, lembramos que esse ano serão atendidas as instituições que atendem crianças em tratamento contra o câncer, e a arrecadação é de pacotes de leite em pó, que podem ser entregues na secretaria da paróquia.

Liturgia do Dia – 10/05/2017

João 12, 44-50

“O Evangelho é a luz que guia o mundo no caminho da eternidade.  Quem crê no Filho crê também no Pai, pois foi Ele que enviou seu Filho para nos salvar.  Andar por outro caminho é negar a luz e preferir as trevas.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 12, 24-13,5a

Salmo Responsorial:  66

Evangelho:  João 12, 44-50

“Maria, modelo de amor e solidariedade”

IV Jornada Mariana 2017 Maribel Perez“Maria, modelo de amor e solidariedade” é o tema da segunda palestra da IV Jornada Mariana – No colo de Maria eu encontrei a Paz, que acontecerá hoje, 09 de maio, às 17 horas e que será ministrada pela Ir. Maribel Perez, fundadora da Fraternidade Talítha Kum.  A participação é livre e gratuita.

Lembramos que a ação social da IV Jornada Mariana é a doação de um pacote de leite em pó em benefício às instituições que atendem crianças em tratamento contra o câncer e que podem ser entregues na secretaria da Paróquia São Paulo Apóstolo, a Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana, onde é realizada a atividade.

Liturgia do Dia – 09/05/2017

João 10, 22-30“O Evangelho é anunciado com ardor, e muitos povos começam a escutar o ensinamento de Cristo e o acolhem.  É preciso ouvir o que o Senhor tem a nos dizer, para viver intensamente a fé nele.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 11 ,19-26

Salmo Responsorial: 86

Evangelho:  João 10, 22-30

Começa amanhã a IV Jornada Mariana da Paróquia São Paulo Apóstolo

IV Jornada Mariana 2017 Dom RomerIniciará amanhã a IV Jornada Mariana da Paróquia São Paulo Apóstolo, em Copacabana,  com tema é “No colo de Maria, eu encontrei a Paz”.  A abertura acontecerá as 17 horas, com a Palestra:  “Maria, Mãe de Deus e Rainha da Família, ministrada por Dom Karl Josef Romer, Bispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.  A participação é livre e gratuita e durante todo o mês de maio, aqueles que desejarem participar da Ação Social poderão doar, na secretaria paroquial, pacotes de leite em pó, a ser distribuído entre instituições que atendem crianças com câncer.

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Liturgia do Dia – 07/05/2017

João 10, 1-10“A Palavra de Deus tem o poder de transformar a vida de quem a ouve atentamente e a coloca em prática.  Ouvindo Pedro, aquelas pessoas tomam consciência de seus pecados e pedem o batismo.  Quem acolhe Jesus, torna-se ovelha de seu rebanho e quem o rejeita, opõe-se a seu Reino.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 2, 14a.36-41

Salmo Responsorial:  22

Segunda leitura:  1 Pedro 2, 20b-25

Evangelho:  João 10, 1-10

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Meditação para o IV Domingo da Páscoa

Por Dom Henrique Soares da Costa – Bispo Diocesano de Palmares/PE

“Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida por Suas ovelhas e quis morrer pelo rebanho”. Estas palavras da Liturgia exprimem admiravelmente o espírito deste Domingo IV do Tempo Pascal, chamado Domingo do Bom Pastor.

Valeria a pena ler e meditar de modo contemplativo o capítulo 10,1-18 do Evangelho de São João. Aí, Jesus Se revela como o Bom Pastor, ou melhor, o Perfeito, o Belo, o Completo e Pleno Pastor: “Eu sou o bom Pastor: o bom pastor dá Sua vida pelas Suas ovelhas” (Jo 10,11). Criticando duramente os pastores, isto é, os líderes do povo de Israel, Deus havia prometido Ele mesmo vir pastorear o Seu rebanho: “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Os Meus pastores não se preocupam com o Meu rebanho! Eu mesmo cuidarei do Meu rebanho e o procurarei. Eu mesmo apascentarei o Meu rebanho, Eu mesmo lhe darei repouso. Buscarei a ovelha que estiver perdida, reconduzirei a que estiver desgarrada, pensarei a que estiver fraturada e restaurarei a que estiver abatida” (cf. Ez 34). Pois bem! Agora, o Senhor Jesus – e pensemos Nele ressuscitado, trazendo as marcas gloriosas da paixão – declara solenemente: “Eu sou o Bom Pastor!” Ele é o próprio Deus, que vem apascentar pessoalmente o Seu povo!

Mas, sigamos a Palavra que hoje nos é anunciada. São Pedro e a Igreja proclamam com convicção: “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza; Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. Mas, quem é Este, constituído Senhor? Por que foi crucificado? A resposta está na segunda leitura deste hoje, nas palavras do próprio São Pedro: “Cristo sofreu por vós. Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em Sua boca. Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava… Sobre a cruz, carregou nossos pecados em Seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por Suas feridas fostes curados. Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes para o pastor e guarda de vossas vidas!” Eis o nosso Bom Pastor, Aquele que deu a vida pelas ovelhas e quis morrer para que o rebanho tivesse Vida!

Diante de um amor assim, de uma doação dessas, de um compromisso tão grande conosco, somente podemos fazer a pergunta que os ouvintes de Pedro fizeram: “Que devemos fazer?” E a resposta continua a mesma: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado, isto é, mergulhado, no Nome de Jesus Cristo! Salvai-vos dessa gente corrompida!”

Caríssimos, somos cristãos, somos ovelhas do rebanho do Bom Pastor! Ele é tudo: é o Pastor e é também a Porta do redil: somente encontra a Vida verdadeira quem entre por Ele. Há tantos falsos pastores no mundo atual, tantos sabichões, tantos que, nos meios de comunicação determinam o que é certo e o que é errado, o que é verdade e o que é mentira. Pastores falsos, que vêm “para roubar, matar e destruir”. Nós somos cristãos; nosso Pastor é o Cristo, Aquele que por nós deu a vida, Aquele que diz: “Eu vim para que tenham a Vida e a tenham em abundância!” Atenção, que aqui, não se trata de uma vida qualquer, mas da Vida eterna, da Vida divina, da Vida que sacia o coração! Somente Jesus, o nosso Cristo, o nosso Bom Pastor, no-la pode dar pela Sua Morte e Ressureição e pelo dom do Seu Espírito! Nunca os esqueçamos disto, nunca nos deixemos enganar! Nunca nos contentemos com menos que isto! É grande demais o que o Senhor nos conquistou e nos concede!

Atenção, que seremos ovelhas desse Pastor se escutarmos Sua voz e atendermos ao Seu chamado. Seguindo-O, encontraremos pastagens para a nossa vida. Mas, atenção ainda aqui: não poderemos segui-Lo sem a conversão do nosso coração, sem nos deixarmos a nós mesmos, sem rompermos com aquilo que, no mundo, é modo de pensar e viver contrário ao Evangelho. Supliquemos, pois, ao Bom Pastor, o estado de espírito da ovelha confiante do Salmo da Missa de hoje: “O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma. Ele me guia no caminho mais seguro. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei…”

Hoje também é Jornada de Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. Peçamos ao Senhor que nos envie santos e sábios sacerdotes, cheios daquele amor que o Senhor Jesus tem pelo Seu rebanho. Não nos iludamos: o único modo que o Senhor nos indicou para termos os pastores de que necessitamos é a oração: “Pedi ao Senhor da colheita que envie operários para a Sua messe”. Rezemos, portanto, e nos empenhemos também, tanto material como espiritualmente, pela formação de nossos seminaristas! E que o Cristo nosso Deus, Senhor da messe e Pastor do rebanho, nos conduza a todos, pastores e ovelhas à Vida plena que somente Ele nos pode conceder. Amém.

Liturgia do Dia – 06/05/2017

joão 6, 60-69“‘A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna’.  Não há palavra que dure para sempre, senão a palavra da verdade, a de Cristo.  Estar atento a ela é encontrar a vida em plenitude”.

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 9, 31-42

Salmo Responsorial:  115, 12-17

Evangelho:  João 6, 60-69