Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum – Folheto da Missa

Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum - Folheto da Missa

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Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum – Folheto da Missa

Arquivo disponibilizado pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

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Liturgia Diária – 15/10/2017

Mateus 22, 15-21“O convite de Deus para participar do banquete do Reino é para todos, principalmente os pobres, os marginalizados e pecadores são convidados.  A prática do anúncio do Evangelho, da justiça e da misericórdia é a veste que garante o lugar em torno da Eucaristia, participação viva no Reino de Deus.”

Primeira leitura: Isaías 25, 6-10a

Salmo Responsorial:  22

Segunda leitura: Filipenses 4, 12-14.19-20

Evangelho:  Mateus 22, 1-14

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Comentário a Liturgia da Palavra do 28º Domingo do Tempo Comum, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo diocesano de Palmares, Pe

A Palavra de Deus do Domingo último falava-nos da vinha; a Palavra de Deus deste hoje fala-nos de banquete…

Quantas vezes, na Sagrada Escritura, o Reino dos Céus é comparado a um banquete! Para os orientais, o banquete, a festa ao redor da mesa, é sinal de bênção, pois é lugar da convivência que alegra o coração, da fartura que garante a vida e do vinho que, correndo solto, alegra o coração do homem!

É por isso que Jesus hoje nos diz que “o Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho”. Ora, caríssimos irmãos, foi isso que Deus faz desde a criação do homem: pouco a pouco, Ele foi preparando a festa de casamento do Filho Seu, Jesus nosso Senhor, com a humanidade: “Felizes aqueles que foram convidados para para o Banquete das núpcias do Cordeiro!” (Ap 19,9)

Desse Banquete bendito, celebrado já em cada Eucaristia, nos fala a primeira leitura de hoje: já no Antigo Testamento, Deus falava a Israel sobre o destino de vida, luz e paz que Ele preparava para toda a humanidade: “O Senhor dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos. O Senhor Deus dominará para sempre a Morte e enxugará as lágrimas de todas as faces…”

Eis, caríssimos, é de paz o pensamento do Senhor para nós (cf. Jr 29,9); é de vida, de liberdade, de felicidade! Se o Senhor havia escolhido Israel como Seu povo, era para que fosse ministro dessa salvação que Ele deseja para todo homem que vem a este mundo. O Monte Sião seria o lugar donde brotaria a salvação e a bênção de Deus para toda a humanidade. Infelizmente, Israel não compreendeu sua missão. É o que Jesus nos explica na parábola de hoje (a terceira que trata desta questão: a primeira foi o irmão mais velho que disse que faria a vontade do pai e não fez; a segunda foi a dos vinhateiros homicidas, a terceira é a de hoje).

Na parábola, o rei é o Pai; o casamento do Filho Jesus é a Aliança nova que Deus quer selar com toda a humanidade; os empregados são os profetas e os apóstolos. Deus preparou tudo, em Jesus fez o convite: “Vinda para a festa!”, mas Israel não aceitou! “O rei ficou indignado e mandou tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles” – aqui Jesus Se refere ao incêndio de Jerusalém, a Cidade Santa, que os romanos iriam realizar no dia 29 de agosto do ano 70, quarenta após a Sua morte e ressurreição.

Eis! Os convidados não quiseram participar da festa, Israel rejeitou o convite do Messias! Que fazer? O rei ordena aos servos: “’Ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes!’ E a sala ficou cheia de convidados”. Somos nós, os que antes éramos pagãos e não conhecíamos o Deus de Israel, os que vivíamos “sem Cristo, excluídos da cidadania de Israel e estranhos às alianças da Promessa, sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2,12). Pela voz dos Apóstolos e dos pregadores do Evangelho, o Senhor nos reuniu de todos os povos da terra, das encruzilhadas dos caminhos da vida, e nos fez o Seu povo, o Novo Povo, a Igreja! Assim, a sala do banquete, a sala da Aliança nova e eterna, ficou repleta, porque o desejo de Deus é que todos se salvem (cf. 1Tm 2,4)!

Caríssimos, nunca deveríamos esquecer que a Igreja, da qual fazemos parte como membros e filhos, e que somos nós mesmos, é fruto de um desígnio de amor do Pai eterno que, na plenitude dos tempos nos chamou e reuniu em Cristo Jesus!

Nunca deveríamos esquecer que este Banquete eucarístico do qual participamos agora é o Banquete que o rei, o Pai eterno, nos preparou: banquete da aliança do Seu Filho, o Esposo, com a Igreja, Sua Esposa! Eis: somos os convidados para o Banquete das núpcias da aliança do Cristo com a Sua amada Esposa (cf. Ap 19,9); e o alimento, o Cordeiro, é o próprio Jesus, oferecido por nós ao Pai em sacrifício e a nós dado pelo Pai e recebido em comunhão!

Pensemos um pouco na responsabilidade de sermos Povo de Deus, de sermos os escolhidos para ser o povo da Aliança…

Escutemos ainda, o final da parábola: “Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí um homem que não estava usando traje de festa!”

Cristão, convidado para o banquete da Eucaristia, banquete da Igreja, banquete das núpcias do Cordeiro, qual é o traje de festa? É a veste do teu Batismo, aquela veste branca, que deves conservar pura pela tua vida, pelas tuas obras, pelo teu procedimento!

Não aconteça seres tu esse homem que entrou na festa sem o traje apropriado! É o que aconteceria se viesses, é o que acontecerá se vieres para esta Eucaristia santa com uma vida enodoada pelas ações contrárias ao que o Evangelho do Reino te ensina!

“Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?” – eis, que pergunta tremenda o Senhor nos faz! O que lhe responderemos? “O homem nada respondeu!” Não há o que responder: amados, chamados, convidados, por que não nos esforçamos para ser dignos da tal rei, de tal Filho, de tal festa? “Então, o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai-o e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes!” Eis, caríssimos, a nossa responsabilidade! O Senhor nos deu o dom de ser cristãos; cobrará de modo decidido o que fizermos com nossa fé, com nossa vida em Cristo! O próprio Jesus nos previne, de modo muito claro, que “muitos são chamados e poucos são escolhidos”… Ninguém se iluda, pensando que porque é cristão já está salvo! Isso é bobagem, cegueira, interpretação torta das Escrituras e prepotência! Ao Senhor pertence o julgamento; a nós, conservar pura e alva a veste do nosso Batismo, na firme esperança de que, por Sua misericórdia, o Senhor nos admitirá à Mesa da Eucaristia da Glória sem fim! Pensemos bem no modo como estamos vivendo nossa vida cristã e, de modo especial, nossa Eucaristia! E que o Senhor nos dê a graça de participar dignamente do Banquete do Senhor, nesta vida, nas missas que celebramos, e um dia, por toda a Eternidade! Amém.

Liturgia do Dia – 14/10/2017

Lucas 11, 27-28“Feliz quem ouve a Palavra do Senhor e se esforça para vivê-la.  Nela encontramos a fonte da vida que jorra eternamente a nosso favor. Desprezá-la é loucura.  Amá-la é ganhar a vida e ter paz.”

Primeira leitura:  Joel 4, 12-21

Salmo Responsorial:  96

Evangelho:  Lucas 11, 27-28

Liturgia do Dia – 13/10/2017

Lucas 11, 15-26“Jesus faz realizar-se entre nós o reinado de Deus.  Ele é mais forte que todo o mal e vence-o na força de seu amor.  O amor será sempre vencedor, e é nele que fazemos nossa opção de vida.  O amor é o próprio Jesus entre nós.”

Primeira leitura:  Joel 1,13-15; 2,1-2

Salmo Responsorial:  9

Evangelho: Lucas 11, 15-26

Liturgia do Dia – 12/10/2017

João 2, 1-11“A Palavra nos revela a ação amorosa de Deus no meio de seu povo.  Assim a rainha Ester e Maria intercedem a favor dos necessitados.  O vinho novo das bodas de Caná é a comunicação da vida plena, que o Senhor nos concedeu no alto da cruz.”

Primeira leitura:  Ester 5, 1b-2; 7,2b-3

Salmo Responsorial: 44

Segunda leitura:  Apocalipse 12, 1.5.13a.15-16a

Evangelho:  João 2, 1-11

Liturgia do Dia – 11/09/2017

Lucas 11, 1-4“Deus nos educa em seu amor, por meio de sua Palavra.  Acolhê-la é nosso dever.  Quem a acolhe com sinceridade muda seu coração e tem maior liberdade.  A Palavra do Senhor nos liberta, pois ela é a Verdade.”

Primeira leitura:  Jonas 4, 1-11

Salmo Responsorial:  85

Evangelho:  Lucas 11, 1-4

Liturgia do Dia – 10/09/2017

Lucas 10, 38-42“Voltar-se para Deus e deixar que Ele ocupe seu lugar merecido em nós, em nossa casa, em nossas cidades.  Jesus é a Palavra viva que nos transforma;  Palavra eterna e que nos dá a salvação.”

Primeira leitura:  Jonas 3, 1-10

Salmo Responsorial:  129

Evangelho:  Lucas 10, 38-42

Liturgia do Dia – 09/10/2017

lucas 10, 25-37“Jesus manda o mestre da Lei, e a cada um de nós, fazer a mesma coisa que fez aquele samaritano.  A Palavra abre-se os olhos e o coração e nos faz enxergar onde podemos estender a mão, para confortar, apoiar e ajudar.”

Primeira leitura:  Jonas 1, 1-2, 1.11

Salmo Responsorial:  Jonas 2, 2-8

Evangelho:  Lucas 10, 25-37

Liturgia do Dia – 08/10/2017

Mateus 21, 33-43“Se há abertura de coração e acolhida, a Vinha dará seus frutos a seu tempo.  Mas, o fechamento e autossuficiência são contrários ao Reino do Senhor.  Compreendamos o que agora nos diz o Senhor, para bem viver e nos libertar verdadeiramente.”

Primeira leitura:  Isaías 5, 1-7

Salmo Responsorial: 79

Segunda leitura:  Filipenses 4,6-9

Evangelho:  Mateus 21 33-43

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Meditação para o XXVII Domingo Comum, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares, PE.

A Palavra de Deus deste XXVII Domingo Comum recorda-nos uma história de amor, misteriosa, triste e destinada a nos fazer pensar… É a história do Povo de Israel. Não sua história simplesmente na forma de crônica, de rosário de fatos, um após o outro, no correr do tempo. Aqui a história é apresentada em forma de parábola, uma parábola do amor de Deus, o Amado, por Sua vinha; uma parábola de decepção, de vinhateiros assassinos, de um Filho querido jogado fora da vinha…

Na primeira leitura, de Isaías, Deus Se queixa de Sua vinha pela boca de Seu profeta: “Um amigo meu plantou videiras escolhidas… esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens”. Eis a história de Israel, a vinha amada: o Senhor plantou Seu povo: esperou bons frutos, mas vieram frutos azedos: “A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá é Sua amada plantação; Eu esperava deles frutos de justiça – e eis a injustiça; esperava obras de bondade – e eis a iniquidade”. Ante tal infidelidade, o Senhor diz pelo profeta: “Vou desmanchar a cerca, e ela será devastada, vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem…” Eis o triste resumo da história do Povo de Deus da Antiga Aliança. Tão amado, tão preferido, Israel não foi fiel à aliança, Israel não deu os frutos de amor, de sensibilidade para com seu Deus, de total dedicação a Ele, como o Senhor, o dono da vinha, esperava.

Caríssimos, essa atitude do primeiro povo chegou ao extremo na atitude dos chefes judeus da época de Jesus: misteriosamente, eles rejeitaram Jesus, expulsaram-No da vinha de Deus e mataram-No. O fato é que Israel foi se fechando para aliança com o seu Deus, foi se tornando ora superficial ora confiado numa prática enrijecida e legalista, externa, dos preceitos do Senhor e, assim, quando o Messias veio, o Povo amado não teve a capacidade para reconhecê-Lo e acolhê-Lo…

Recordemos como Jesus fala de Seu próprio destino na parábola de hoje: o proprietário que planta a vinha é o Pai do Céu, a vinha amada é a casa de Israel – essa vinha que, já vimos, deu frutos azedos; os vinhateiros são os chefes do povo, aos quais Deus confiou Sua vinha; o Senhor enviou Seus empregados para receber os frutos: são os profetas e todos aqueles que advertiram o povo de Deus para que se convertesse. Os vinhateiros espancaram e mataram esses enviados. O Pai, então, enviou o Filho, o Amado, o Herdeiro. “Vinde, vamos matá-Lo!” – eis a terrível palavra dos vinhateiros, a sentença dos chefes judeus! E tomam o Filho amado, expulsam-No como um maldito e matam-No! Diante disso, a conclusão do Evangelho é tremenda, é misteriosa: a vinha será tirada e dada a outros. A eleição de Israel passará para um novo Povo, a Igreja, Novo Israel; Jesus, a pedra rejeitada, será a pedra angular de uma nova construção – o Novo Povo de Deus, a Igreja do Novo Testamento, nascida do Seu sangue.

Caríssimos, que história impressionante: um povo tão amado, um povo singular; um povo de santos, e que perdeu a oportunidade de reconhecer e acolher o Messias tão esperado e tão desejado! Um povo que deveria ser ministro da salvação de toda a humanidade e não soube compreender sua missão…

Ao mesmo tempo, nosso misterioso nascimento: somos a Igreja, resto de Israel, do qual Deus fez, em Cristo, um Novo Povo, para testemunhar o Senhor e levar Seu Nome aos confins da terra. Somos um povo, caríssimos: mais que brasileiros, somos Igreja; mais que tudo, somos o Povo de Deus da Nova Aliança, somos a vinha do Senhor, enxertada no verdadeiro tronco, que é Jesus, a verdadeira videira! Sem merecer, por graça de Deus, eis o que somos!

Irmãos e irmãs, a Escritura nos diz que todas essas coisas, na vida do antigo Israel, aconteceram para nos servir de exemplo (cf. 1Cor 10,6)… Não somos melhores que os judeus, não devemos desprezá-los nem condená-los! É verdade que jamais a aliança passará para um terceiro povo, jamais a Igreja perderá sua condição de Novo Povo de Deus.

Compreendamos: a verdadeira vinha nova é o póprio Cristo: “Eu sou a verdadeira videira e Meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1). Vinha bendita, verdadeira cepa da antiga vinha, Israel! Jesus é a videira, nós, os ramos: “Eu sou a videira e vós os ramos” (Jo 15,5). Ele é o tronco bendito e nós, Sua Igreja, os ramos que não se podem separar Dele! É por isso que jamais essa Igreja, nova vinha unida ao tronco, poderá perder a condição de videira escolhida, amada e eleita.

Mas, atenção: os ramos, individualmente, podem ser arrancados: “Todo ramo que em Mim não produz fruto o Pai corta” (Jo 15,2). Eis, meus caros: devemos, sim, perguntar pela nossa fidelidade a Deus que, em Jesus, nos fez ramos da Sua nova vinha! Que frutos, caríssimos, estamos dando? Uvas doces? Uvas azedas? Uvas nenhumas? Quais são nossos frutos? São nossas obras, são nossas atitudes, é nosso modo de viver! O Senhor Deus espera de nós uma vida segundo a Sua vontade, segundo aquilo que o Senhor Jesus nos mostrou e viveu; o Senhor Deus espera de nós um testemunho de amor profundo a Ele, para que o mundo descubra e corresponda ao Seu amor! Na segunda leitura deste hoje, o Apóstolo nos exorta: “Irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes. Assim o Deus da paz estará convosco”. Eis aqui um belo programa de frutos dados por um ramo enxertado em Cristo!

Igreja de Deus, aqui reunida para a Eucaristia, és a vinha amada do Senhor! Vinha por vezes ameaçada de devastação, seja pela perseguição do mundo que não crê, seja pelos seus próprios pecados, que azedam os frutos que deveriam ser doces! Converte-te sempre de novo, Igreja de Deus em Cristo; converte-te e dá frutos em tua vida!

Quanto a vós, Senhor Deus, Senhor da vinha, “Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos Céus e observai! Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a Vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao Rebento que firmastes!” Olhai, Pai Santo, a Face do Vosso Filho Jesus, morto e ressuscitado, que oferecemos em Sacrifício eucarístico: tende piedade de nós; dai-nos força, vida e paz! Amém.

Liturgia do Dia – 07/10/2017

lucas 1, 26-38“Maria estava presente junto da Comunidade nascente, sendo força e presença de fé no Cristo ressuscitado.  Ela é a Mulher submissa à vontade divina, e ensina-nos a perseverar na verdade do Evangelho.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 1, 12-14

Salmo Responsorial: Lucas 1, 46c

Evangelho:  Lucas 1, 26-38

Liturgia do Dia – 05/10/2017

Lucas 10, 1-12“O povo agradecia, se emocionava e dizia.  Amém à Palavra que ouvia.  Somos responsáveis pela verdade de Cristo, para que ela se torne conhecida e amada por todos: ‘A messe é grande!’ Em quê nos provoca a Palavra de Deus?”

Primeira leitura:  Neemias 8,1-4a.5-6.7b-12

Salmo Responsorial:  18

Evangelho:  Lucas 10,1-12

Liturgia do Dia – 03/10/2017

Lucas 9, 51-56“Os povos caminham para o lugar que Deus estabeleceu como sua morada, lembra-nos o profeta.  Jesus também tomou a firme decisão de partir para Jerusalém, onde sofreria a dor e o martírio, mas por fidelidade ao Pai.”

Primeira leitura:  Zacarias 8, 20-23

Salmo Responsorial:  86

Evangelho:  Lucas 9, 51-56

Liturgia do Dia – 02/10/2017

Mateus 18, 1-5.10“Obedientes aos desígnios divinos com simplicidade, como a de uma criança que acolhe sempre sem reservas, nós nos abrimos à Palavra do Senhor.  Que ela faça brotar em nós uma alma cândida e carregada de ternura da eternidade.”

Primeira leitura: Êxodo 23, 20-23

Salmo Responsorial:  90

Evangelho:  Mateus 18, 1-5.10

Liturgia do Dia – 01/10/2017

mateus 21, 28-32“Seguir pelos caminhos do Senhor.  Assim o profeta Ezequiel ensina-nos a buscar a salvação.  São Paulo, movido pelo mesmo amor, deixa claro que é preciso ter em nós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo, que abriu mão de sua realeza para viver a simplicidade da vida.  Quem confia no Senhor une palavras e ações, e encontra sua realização em Deus.”

Primeira leitura:  Ezequiel 18, 25-28

Salmo Responsorial: 24

Segunda leitura: Filipenses 2, 1-11

Evangelho:  Mateus 21, 28-32

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Meditação para o XXVI Domingo Comum, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares, PE.

A Palavra de Deus deste Domingo recorda-nos que nossa relação com o Senhor não é algo estático, congelado, adquirido uma vez por todas. Ninguém pode dizer que é completamente convertido, que possui uma amizade permanente com o Senhor, amizade que é garantida para sempre e não poderia jamais ser perdida. Não! Não é assim!

Nossa relação com o Senhor é um caminho, caminho dinâmico, que vai se configurando na nossa vida, crescendo ou diminuindo, aprofundando-se ou morrendo, conforme nossa atitude em cada fase de nossa existência.

O Senhor é sempre fiel, não muda jamais; quanto a nós, devemos cuidar de ir sempre crescendo, de fé em fé, de esperança em esperança, de amor em amor, na nossa relação com o Deus vivo. É isto que as leituras de Ezequiel e do Evangelho nos sugerem.

O profeta Ezequiel, em nome de Deus, previne: “Quando o justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre!” Eis, que exemplo trágico: o amigo de Deus que morre para a vida com Deus! E por quê? Porque se descuidou e foi matando a relação com o Senhor, a ponto de matar Deus no seu coração e morrer para a relação com Deus! Ninguém pode dizer: “Já fiz tanto, já dei tanto ao Senhor, já renunciei tanto. Agora basta! Vou estacionar!” Isso seria regredir, definhar no caminho do Senhor, morrer para a vida com Deus!

Mas, o contrário também é verdadeiro. Escutemos: “Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida.

Arrependendo-se de todos os céus pecados, com certeza viverá; não morrerá!” Eis a bondade do Senhor, que não nos prende no passado pecaminoso: Senhor da Vida, Teu amor nos faz recomeçar sempre! Não há desculpas para não mudarmos de vida, para não recomeçarmos, para não deixarmos nosso atoleiro de pecado, de vício de preguiça espiritual! O Senhor nos espera sempre hoje, no aqui e no agora; ainda que não muitas vezes não acreditemos mais em nós mesmos, Ele continua crendo em nós, Ele nos dá sempre a chance de experimentar Seu perdão e Sua misericórdia!

O que o Senhor falou pela boca de Ezequiel, Jesus confirma na parábola do Evangelho deste hoje. Quem são os dois filhos?

O primeiro, que não queria obedecer ao pai, mas depois se arrependeu, são os pecadores que, arrependidos e humilhados, de coração acolheram Jesus e o Reino que Ele veio anunciar; o segundo filho, que prometeu fazer a vontade do pai e, depois, fez como bem quis e entendeu, são aqueles escribas e fariseus, justos aos seus próprios olhos, caprichosos e autossuficientes, que terminaram perdendo o Reino de Deus por recusarem acolher Jesus e Sua palavra.

Eis, caríssimos: o que estamos sendo diante de Deus? Estamos sendo generosos para com Ele? Temos acolhido Sua santa vontade na nossa vida? Temos sido atentos aos Seus apelos? Deveríamos sempre progredir no caminho do Senhor… Progredimos quando O amamos, quando fazemos Sua vontade, quando a Ele nos dedicamos; progredimos quando crescemos na virtude, progredimos quando somos fiéis aos nossos compromissos para com Ele…

Mas, entre nós, há aqueles que regridem, que esmorecem, que esfriam e se afastam; aqueles que pensam que podem ser cristãos numa atitude de comodismo morno e descomprometido, amigo do mundo…

Que fazer para não parar? Que fazer para crescer no caminho do Senhor? São Paulo nos indica um caminho de grande beleza, simplicidade e eficácia, um caminho indispensável a todos nós! 

Quereis crescer na estrada de Deus? Quereis experimentar Seu amor? Quereis viver de verdade? Então, “tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus!” Que conselho!

Contemplar Jesus, aprender Dele, do Seu Coração, Seus sentimentos de total amor e total doação em relação ao Pai e a nós; aprender Sua doçura, Sua humildade, Sua obediência radical ao Pai: “Ele, existindo na condição divina, esvaziou-Se a Si mesmo, assumindo a condição de escravo, tornando-Se igual aos homens, fazendo-Se obediente até à morte, e morte de cruz”.

Caríssimos, em Cristo, temos o hábito de pensar em Jesus, de contemplar essa Sua atitude? Olhemos a cruz, aprendamos a lição do Senhor! Cristo nunca Se buscou a Si próprio, mas esvaziou-Se totalmente, desejando somente a vontade do Pai. Por isso foi livre, por isso foi a mais perfeita e completa manifestação do Reino de Deus, pois isso o Pai O sobrexaltou, O glorificou, encheu-O de Vida plena, plenificando de Espírito Santo a Sua humanidade sujeita à paixão e morte de cruz!

Pois, bem, o Apóstolo nos convida a contemplar Jesus, escutar Jesus, para adquirir os sentimentos de Jesus e, assim, viver a Vida de Jesus.

Viver assim, é ser amigo de Deus, é viver de verdade e tornar-se sinal de Vida divina para os outros. Isso os cristãos deveriam ser; isso a Igreja deve ser!

Pensem no quadro encantador que São Paulo traça: “Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão… aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, e cada um não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro!”

Eis, caríssimos, o que é ter os sentimentos do Cristo; eis o que é viver para Deus; eis o que é ser já agora, testemunha daquela verdadeira Vida que o Senhor nos dará por toda a eternidade! 

Cresçamos nesse caminho, progridamos nessa vida, para vivermos de verdade; como pede a oração inicial desta Santa Missa: “Ó Deus, derramai em nós a Vossa graça, para que, caminhando ao encontro das Vossas promessas, alcancemos os bens que nos reservais!” Amém.
 

Liturgia do Dia – 30/09/2017

“Jesus tem o olhar fixo na fidelidade ao Pai e na realização de sua missão de salvação, por isso, prediz sua paixão e morte.  Os discípulos têm dificuldade para entender naquele momento.  Nós entendemos a vida e a salvação que Cristo nos deu?”

Primeira leitura:  Zacarias 2, 5-9. 14-15a

Salmo Responsorial:  Jeremias 31, 10-13

Evangelho:  Lucas 9, 43b-45

Liturgia do Dia – 29/09/2017

João 1, 47-51“Deus manifesta-nos seu amor e nos dá a proteção de sua misericórdia.  Feliz quem busca na Palavra a inspiração para sua vida.  Torna-se assim, com sua própria vida, mensageiro do Senhor.”

Primeira leitura:  Daniel 7,9-.10.13-14 ou Apocalipse 12, 7-12a

Salmo Responsorial: 137

Evangelho:  João 1, 47-51

Liturgia do Dia – 27/09/2017

Lucas 9, 1-6“Os discípulos saíram a pregar.  Mas Jesus recomenda-lhes que sejam simples e o Evangelho seja o essencial que levam consigo.  Será que a Palavra que ouvimos nos provoca à missão? Ou ficamos felizes em viver uma fé descomprometida?”

Primeira leitura:  Esdras 9,5-9

Salmo Responsorial:  Tobias 13, 2-8

Evangelho:  Lucas 9, 1-6

Liturgia do Dia – 26/09/2017

Lucas 8, 29-21“A Palavra acolhida com amor vai nos transformando.  Assim, tornamo-nos verdadeira família de Deus, como diz Jesus: ‘Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.”

Primeira leitura:  Esdras 6, 7-8.12b.14-20

Salmo Responsorial:  121

Evangelho: Lucas 8,19-21

Liturgia do Dia – 24/09/2017

Mateus 20, 1-16“A Palavra nos mostra o projeto de Deus para nossa humanidade.  Nele todos podem alcançar sua misericórdia, pois, em seu Filho, o Pai nos chama a qualquer momento para a pertença à sua Vinha.”

Primeira leitura:  Isaías 55, 6-9

Salmo Responsorial:  144

Segunda leitura:  Filipenses 1, 20c- 24.27a

Evangelho:  Mateus 20, 1-16a

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Meditação para o XXV Domingo Comum, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares, PE.

Tomemos como norte de nossa meditação da Palavra que o Senhor nos dirige neste Domingo a leitura primeira desta Liturgia sagrada, retirada da profecia de Isaías. O profeta convida-nos, dirigi-nos um apelo para que busquemos o Senhor, o invoquemos, voltemos para Ele.

Eis aqui, caríssimos, um grito tão necessário nesses tempos do homem cheio de si, preocupado consigo, embriagado pelos seus próprios feitos e tão confiado em suas próprias idéias! O profeta grita-nos, quase que nos prevenindo, ameaçando-nos: “Buscai o Senhor; invocai-O! Que volte para o Senhor!”

Mas, isso significa ter a coragem de sair de si mesmo para abraçar os pensamentos e caminhos do Senhor. Pensem bem, caríssimos, que felicidade, que graça: abraçar os desígnios de Deus, entrar no Seu projeto, viver a Sua proposta, caminhas no caminho da vida segundo a Sua santa vontade! Pensem bem: não seria isso a sabedoria plena, a felicidade verdadeira da humanidade e do mundo?

E, no entanto, isso não é possível sem um doloroso e generoso processo de conversão.

Porque, infelizmente, os pensamentos do Senhor não são os nossos e os nossos caminhos não são os do Senhor! Que triste desacordo, que desencontro danado!
Escutem: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os Meus caminhos, diz o Senhor!” Isto não é brincadeira: o homem sozinho não pensa como Deus, não caminha no caminho de Deus: nem na ONU nem na Casa Branca nem no Palácio do Planalto nem no Congresso nem nos cursos de teologia nem nas reuniões de planejamento de pastoral nem mesmo no nosso coração! Somente a conversão pode nos elevar ao pensamento de Deus e fazer com que nossos caminhos sejam os Dele: “Abandone o ímpio seu caminho e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor!”

Voltar para o Senhor! Volte, ó homem do século XXI, para o Senhor! Deixe sua autossuficiência, seu cinismo, deixe sua ilusão de pensar que sabe tudo, que é maduro o bastante para prescindir de Deus! “Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-O, enquanto está perto; volte para o Senhor, que terá piedade, volte para o nosso Deus, que é generoso no perdão!”

O Senhor nos procura, como o dono da vinha do Evangelho de hoje – e procura-nos com insistência: sai de madrugada à nossa procura, porque o amor tem pressa, o amor anseia encontrar a pessoa amada. E, como o amor é insistente, o Senhor vem sempre, a cada momento, em cada ocasião, sempre à nossa procura: pelas nove, ao meio-dia, pelas três… e até mesmo às cinco da tarde, quando o sol já se esconde e a jornada de trabalho já se aproxima do fim, o Senhor vem novamente! Sempre é tempo de conversão, sempre é tempo de voltar para o Senhor! Aí, então, experimentaremos que tudo é graça, que o pensamento de Deus para nós é amor que não é mesquinho, que sabe tratar a todos com generosidade, fazendo primeiro no seu Reino aquele que tem coragem de crer no amor, de ir ao encontro do Senhor mesmo que seja a última hora!

– Ó mundo, ó humanidade, ó cristão, voltai para o Senhor! A única coisa que vos pede é que acrediteis no Seu amor generoso e no Seu perdão abundante e vos convertais de todo o coração, deixando o pecado e vivendo na Sua santa vontade!

Converter-se, caríssimos, significa entrar na maravilhosa experiência que São Paulo testemunha na segunda leitura de hoje: viver de um modo novo, de um viver diferente: “Para mim, viver é Cristo! Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte!” Para que ideia mais bela do que seja a conversão: viver em Cristo!

Notemos os passos do pensamento do Apóstolo. Ele é tão unido a Cristo, tão apaixonado por Ele, que seja na vida seja na morte sabe que está unido ao seu Senhor e em tudo o Senhor é nele glorificado.

Que é a vida para quem voltou para o Senhor? A vida é Cristo!

Que é a morte para quem vive mergulhado no Senhor? A morte é estar com Cristo e, por isso, é lucro!

Por isso, a vida de Paulo – e a do cristão, com Paulo – é atraída para o seu Senhor: “Tenho o desejo de partir para estar com Cristo!” Eis por que Paulo vive, eis para que vive: para estar com Cristo!

Aqui, uma observação: prestem atenção que São Paulo sabe muito bem que assim que morrer vai estar com Cristo. Por isso mesmo ele diz que isso “para mim, seria de longe o melhor!” Jamais o Apóstolo compartilharia a afirmação errônea de muitas seitas cristãs, que pensam que os que morrem em Cristo ficam dormindo. Se ficassem, não seria melhor para Paulo partir para estar com Cristo; seria melhor continuar vivendo e trabalhando pelos irmãos. Portanto, nem a vida nem a morte nos podem mais separar do amor de Cristo. É só voltarmos para o Senhor, é só procurá-Lo de todo o coração com nosso afeto, com nossos atos, com nosso desejo sincero de a Ele nos converter de todo coração!

Caríssimos, busquemos o Senhor, voltemos para o Senhor, invoquemos o Senhor! E, lembremo-nos: Ele é tão bom, que Se deixa encontrar! Primeiro nos atrai e, depois, deixa que O encontremos e, como o senhor da parábola, nos enche de dons, sem levar em conta a hora em que nos convertemos em trabalhadores da Sua vinha!

Mas, querem saber qual é a hora da conversão? Esta, agora!

Voltem para o Senhor! Amém. 

Liturgia do Dia – 23/09/2017

Lucas 8, 4-15“A Palavra é anunciada em abundância.  Mas nem sempre ela encontra o terreno bom que a faz nascer e produzir frutos.  É preciso que ela encontre seu lugar em nós, e aí virão seus frutos.”

Primeira leitura:  1 Timóteo 6, 13-16

Salmo Responsorial:  99

Evangelho:  Lucas 8, 4-15