Liturgia do Dia – 08/12/2015

Nossa Senhora da Conceição

“O fruto proibido leva uma mentira, que para nada mais serve do que enganar o próprio homem.  Mas, mesmo assim, fomos abençoados por Deus com uma bênção especial da parte de Jesus Cristo.  E, para tanto, façamos nossas as palavras de Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua Palavra'”.

Primeira leitura:  Gênesis 3, 9-15-20

Salmo Responsorial:  97

Segunda leitura:  Efésios 1,3-6.11-12

Evangelho:  Lucas 1-26-38

Veja o dia e horário da abertura da Porta da Misericórdia nas principais dioceses do país

Porta Santa na Arquidiocese do Rio de Janeiro

Abertura Dia 13 de dezembro

08:30 Concentração e recitação do Terço da  Misericórdia (Igreja N. S. Lapa)
09:00 Oração
09:20 Procissão rumo à Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro
09:50 Abertura da porta
10:00 Missa Presidida pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta
12:00 – Missa Presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Antonio Augusto Dias Duarte, no Santuário do Cristo Redentor, no Corcovado.
16:00 –
Missa Presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Roque Costa Souza, no Santuário da Penha, na Penha.
16:00 –
Missa Presidida pelo Bispo Emérito Dom Karl Joseph Romer, no Santuário Mãe Rainha (Nossa Senhora de Schoenstatt), em Vargem Pequena
18:00 –
Missa Presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Luís Henrique da Silva Brito, na Igreja do Coração Eucarístico, em Santíssimo
18:00 –
Missa Presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Orani João Tempesta, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz.
19:30 –
Missa Presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Paulo Cesar Costa, no Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire.

Carta do Papa Francisco com a qual concede a indulgência por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia

brasão-papa_-Francisco

CARTA
Carta do Papa Francisco
com a qual se concede a indulgência por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia
Terça-feira, 1 de setembro de 2015

 

Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Nova Evangelização

A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito, desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.

O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade.

Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De facto, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.

Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.

Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença.

Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.

Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua protecção a preparação deste Jubileu Extraordinário.

Vaticano, 1 de Setembro de 2015

Franciscus

Misericórdia para todos!

Jubileu-da-Misericórdia.pngAmanhã, às 06:30, horário de Brasília, terá início o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Como anunciado na semana passada, o Blog Ministério do Acolhimento, acompanhará cada dia do Ano Santo, não só auxiliando os seguidores e interessados sobre detalhes do Jubileu Católico, como também sobre as Obras de Misericórdia, Sacramento da Confissão, Nulidade Matrimonial, Indulgências, Conversão, entre outros.

Estaremos presentes em todos os canais das redes sociais (veja abaixo), inclusive ao vivo, revisamos e organizamos painéis para encontros pessoais, que acontecerão nos Encontros de Acolhimento (informações serão publicadas neste canal) e conforme a solicitação dos interessados, enfim, abraçamos de corpo e alma, o propósito do Santo Padre, que sejamos uma Igreja que acolhe a Salvação.

As publicações sobre o Ano Santo da Misericórdia, no blog, estarão concentradas num único quadro do blog, localizado na coluna à direita, devidamente indexado, e com divulgação automática pelo Facebook, Google+ e Twitter, facilitando o acesso, a qualquer tempo, em qualquer lugar.

Conheça os nossos canais:

Por um mundo mais acolhedor

Twitter e Periscope – Acolhimento Cristão

WhatsApp – 21 99122-7227

 

 

Liturgia do Dia – 06/12/2015

Lucas 3, 1-6“Na expectativa de acolher a salvação que vem do nosso Deus, a Palavra nos adverte para que abramos a mente e o coração, pois Deus quer reunir todos os povos dispersos, aplainar todos os caminhos tortuosos e, assim, devolver a nós, seu povo, a tão esperada paz e salvação.”

Primeira leitura:  Baruc 5, 1-9

Salmo Responsorial:  125

Segunda leitura:  Filipenses 1,4-6.8-11

Evangelho:  Lucas 3, 1-6

Liturgia do Dia -05/12/2015

Mateus 9, 35-10,1.6-8“O Senhor se comove ao clamor de seu povo.  Por isso, Jesus manifesta o jeito do Pai para conosco:  Ele tem compaixão do povo que caminha como ‘ovelhas que não têm pastor.'”

Primeira leitura:  Isaías 30, 19-21 .23-26

Salmo Responsorial:  146

Evangelho: Mateus 9, 35-10,1,6-8

Por que devo participar do Ano Santo?

O que é o Jubileu da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco?
Por que devo participar do Ano Santo?
Preciso ser católico para viver essa experiência?
Resolverá os problemas da minha vida e da minha comunidade?
Essas e outras questões serão esclarecidas HOJE, na Paróquia São Paulo Apóstolo, a partir das 18 horas!
Curta! Compartilhe! Participe! 

Encontros de Acolhimento.JPG

Liturgia do Dia – 04/12/2015

Mateus 9, 27-31“O profeta ajuda o povo a olhar o futuro com esperança, mostrando os feitos do Senhor no meio dele: ‘Os olhos dos cegos se abrirão’. Jesus realiza plenamente o que foi anunciado pelo profeta.”

Primeira leitura:  Isaías 29, 17-24

Salmo Responsorial:  26

Evangelho: Mateus 9,27-31

Estamos prontos!

No próximo dia 08 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, o Santo Padre, Papa Francisco abrirá a Porta Santa do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, em Roma, para que qualquer pessoa experimente o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança.

Nós acolhemos com alegria o convite do nosso Pastor e, a partir da próxima terça-feira, através deste Ministério, estaremos cooperando com a obra da salvação realizada por Cristo e também com o pleno êxito do Ano Santo, não só no ambiente digital, como também colaborando com todas as ações da Igreja, apoiando e orientando o povo de Deus desejoso de contemplar o rosto da misericórdia.

Quanto à você que ainda receia esse encontro…

NÃO TENHA MEDO! A MISERICÓRDIA ESTÁ AO ALCANCE DE SUAS MÃOS!ano da misericórdia

Liturgia do Dia – 03/12/2015

mateus 7, 21.24-27“Sobre quais bens construímos nossa vida?  Sobre a comodidade, a passividade? Deus é o fundamento irrevogável de nossa vida.  A fidelidade a Ele nos sustenta, nos dá paz e liberdade.”

Primeira leitura:  Isaías 26, 1-6

Salmo Responsorial:  117

Evangelho:  Mateus 7, 21.24-27

A Catequese do Papa Francisco – 02/12/2015

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nos dias passados, realizei a minha primeira viagem apostólica à África. É bela a África! Dou graças ao Senhor por esse seu grande dom, que me permitiu visitar três países: primeiro o Quênia, depois Uganda e enfim a República Centro-Africana. Exprimo novamente o meu reconhecimento às autoridades civis e aos bispos destas nações por terem me acolhido e agradeço a todos aqueles que de tantos modos colaboraram. Obrigado de coração!

O Quênia é um país que representa bem o desafio global da nossa época: proteger a criação reformando o modelo de desenvolvimento para que seja igualitário, inclusivo e sustentável. Tudo isso se reflete em Nairóbi, a maior cidade da África oriental, onde convivem a riqueza e a miséria: mas isso é um escândalo! Não somente na África: também aqui, em todo lugar. A convivência entre riqueza e miséria é um escândalo, é uma vergonha para a humanidade. Em Nairóbi tem sede o escritório das Nações Unidas para o Ambiente, que visitei. No Quênia, encontrei as autoridades e diplomatas e também os moradores de um bairro popular; encontrei os líderes das diversas confissões cristãs e das outras religiões, os sacerdotes e os consagrados e encontrei os jovens, tantos jovens! Em toda ocasião encorajei a valorizar a grande riqueza daquele país: riqueza natural e espiritual, constituída pelos recursos da terra, das novas gerações e dos valores que formam a sabedoria do povo. Neste contexto tão dramaticamente atual, tive a alegria de levar a palavra de esperança de Jesus: “Sejais fortes na fé, não tenhais medo”. Este era o lemae da visita. Uma palavra que é vivida todos os dias por tantas pessoas humildes e simples, com nobre dignidade; uma palavra testemunhada de modo trágico e heroico pelos jovens da Universidade de Garissa, mortos em 2 de abril passado porque eram cristãos. O sangue deles é semente de paz e de fraternidade para o Quênia, para a África e para todo o mundo.

Depois, em Uganda, a minha visita aconteceu na comemoração dos mártires daquele país, a 50 anos da sua histórica canonização pelo beato Paulo VI. Por isso o lema era: “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Um lema que pressupõe as palavras imediatamente precedentes: “Tereis força do Espírito Santo”, porque o Espírito que anima o coração e as mãos dos discípulos missionários. E toda a visita a Uganda se desenvolveu no fervor do testemunho animado pelo Espírito Santo. Testemunho em sentido explícito é o serviço dos catequistas, a quem agradeci e encorajei pelo seu empenho, que muitas vezes envolve também suas famílias. Testemunho é aquele da caridade, que toquei com a mão na Casa de Nalukolongo, mas que vê empenhadas tantas comunidades e associações no serviço aos mais pobres, aos deficientes, aos doentes. Testemunho é aquele dos jovens que, apesar das dificuldades, protegem o dom da esperança e procuram viver segundo o Evangelho e não segundo o mundo, vão contra corrente. Testemunhas são os sacerdotes, os consagrados e as consagradas que renovam dia após dia o seu “sim” total a Cristo e se dedicam com alegria ao serviço do povo santo de Deus. E há um outro grupo de testemunhas, mas falarei delas depois. Todo esse multiforme testemunho animado pelo mesmo Espírito Santo é fermento para toda a sociedade, como demonstra a obra eficaz realizada em Uganda na luta contra a Aids e no acolhimento aos refugiados.

A terceira etapa da viagem foi na República Centro-Africana, no coração geográfico do continente: justamente, é o coração da África. Esta visita foi, na verdade, a primeira na minha intenção, porque aquele país está procurando sair de um período muito difícil, de conflitos violentos e tanto sofrimento na população. Por isso quis abrir justamente lá, em Bangui, com uma semana de antecedência, a primeira Porta Santa do Jubileu da Misericórdia, como sinal de fé e de esperança para aquele povo e simbolicamente para todas as populações africanas as mais necessitadas de redenção e de conforto. O convite de Jesus aos discípulos: “Passemos para a outra margem” (Lc 8, 22), era o lema para a República Centro-Africana. “Passar para a outra margem”, em sentido civil, significa deixar para trás a guerra, as divisões, a miséria e escolher a paz, a reconciliação, o desenvolvimento. Mas isso pressupõe uma “passagem” que acontece nas consciências, nas atitudes e nas intenções das pessoas. E neste nível é decisiva a contribuição das comunidades religiosas. Por isso encontrei as comunidades evangélicas e aquela muçulmana, partilhando a oração e o empenho pela paz. Com os sacerdotes e os consagrados, mas também com os jovens, partilhamos a alegria de sentir que o Senhor ressuscitou conosco na barca e é Ele que a guia para a outra margem. E enfim, na última Missa, no estádio de Bangui, na festa do apóstolo André, renovamos o empenho de seguir Jesus, nossa esperança, nossa paz, Face da divina Misericórdia. Aquela última Missa foi maravilhosa: estava cheia de jovens, um estádio de jovens! Mas mais da metade da população na República Centro-Africana são menores, têm menos de 18 anos: uma promessa para seguir adiante!

Gostaria de dizer uma palavra sobre missionários. Homens e mulheres que deixaram a pátria, tudo…Quando jovens foram para lá, conduzindo uma vida de tanto trabalho, às vezes dormindo no chão. Em um certo momento encontrei em Bangui uma irmã, era italiana. Via-se que era idosa. “Quantos anos tem?”, perguntei. “81”. “Mas, não muito, dois a mais que eu”. Esta senhora estava lá desde quando tinha 23, 24 anos: toda a vida! E como ela, tantas. Estava com um uma menina. E a menina, em italiano, lhe dizia: “Vovó”. E a irmã me disse: “Mas eu não sou daqui, do país vizinho, do Congo; mas vim de canoa, com essa menina”. Assim são os missionários: corajosos. “E o que a senhor afaz, irmã?”. “Eu sou enfermeira e depois estudei um pouco e me tornei obstetra e fiz nascer 3280 crianças”. Assim me disse. Toda uma vida pela vida, pela vida dos outros. E como essa irmã, há tantas, tantas: tantas irmãs, tantos padres, tantos religiosos que doam a vida para anunciar Jesus Cristo. É belo ver isso. É belo.

Eu gostaria de dizer uma palavra aos jovens. Mas, há pouco jovens, porque a natalidade é um luxo, parece, na Europa: natalidade zero, natalidade 1%. Mas me dirijo aos jovens: pensem o que fazem da vida de vocês. Pensem nessa irmã e em tantas como ela, que deram a vida e tantas morreram, lá. A missionariedade não é fazer proselitismo: dizia-me essa irmã que as mulheres muçulmanas vão até ela porque sabem que as irmãs são enfermeiras boas que cuidam bem delas e não fazem catequese para convertê-las! Dão testemunho; depois, a quem quer, dão a catequese. Mas o testemunho: essa é a grande missionariedade heroica da Igreja. Anunciar Jesus Cristo com a própria vida! Eu me dirijo aos jovens: pense no que vocês estão fazendo das suas vidas. É o momento de pensar e de pedir ao Senhor que faça vocês sentirem a sua vontade. Mas não excluir, por favor, essa possibilidade de se tornar missionário, para levar o amor, a humanidade, a fé em outros países. Não para fazer proselitismo: não. Isso fazem quantos procuram uma outra coisa. A fé se prega antes com o testemunho e depois com a palavra. Lentamente.

Louvemos juntos ao Senhor por essa peregrinação na terra da África e deixemo-nos guiar pelas suas palavras-chave: “Sejais fortes na fé, não tenhais medo”; “Sereis minhas testemunhas”; “Passemos para a outra margem”.

Novena à Imaculada Conceição

Imaculada Conceição de Maria

“A solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora é uma das principais festas anuais dedicadas à Virgem Santíssima. Era celebrada já no século onze. Revestiu-se de especial solenidade desde que, em 8 de dezembro da 1854, o Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição: «A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Concepção foi, por graça singular e privilégio do Deus onipotente, e em previsão dos méritos de Cristo, preservada imune de toda mancha de culpa original» (Bula Ineffabilis Deus).

Esta Novena tem como finalidade facilitar uma preparação para a solenidade da Imaculada Conceição. Está previsto que comece no dia 29 ou 30 de novembro, e termine no dia da festa, 8 de dezembro ou na sua vigília.

A Novena consta de duas partes: 1) Pontos de meditação; 2) Oração.

Pode ser praticada individualmente ou em grupo. Com toda a liberdade, podem-se utilizar todos os pontos de meditação incluídos na Novena ou somente alguns. Quando não for possível dispor de nove dias, podem-se escolher apenas alguns: por exemplo, para fazer um tríduo…”

Pe. Francisco Faus

 

NOVENA A IMACULADA CONCEIÇÃO

Liturgia do Dia – 29/11/2015

lucas 21, 25-28. 34-36“A promessa que Deus faz de um tempo de justiça e de libertação encontra plena realização em Jesus Cristo. Ele é o verdadeiro sinal do amor de Deus pela humanidade.  Todavia, faz-se necessário termos os olhos e ouvidos bem atentos para perceber sua manifestação no mundo.”

Primeira leitura:  Jeremias 33, 14-16

Salmo Responsorial:  24

Segunda leitura:  1Tessalonicenses 3,12-4,2

Evangelho:  Lucas 21, 25-28.34-36

Liturgia do Dia – 27/11/2015

Lucas 21, 29-33“Deus revela-se a nós nos fatos e acontecimentos, em sua Palavra e em cada ser humano.  É preciso estar atento para perceber sua presença.  O Reino está entre nós, só é preciso redescobri-lo.”

Primeira leitura:  Daniel 7,2-14

Salmo Responsorial: Daniel 3, 75 ss

Evangelho:  Lucas 21, 29-33

Liturgia do Dia – 26/11/2015

Lucas 21, 20-28“Jesus iniciou um mundo novo com sua vinda entre nós. Essa certeza da fé nos faz dizer com força invencível: ‘Levantai-vos e erguei a cabeça, porque vossa libertação está próxima.'”

Primeira leitura:  Daniel 6, 12-28

Salmo Responsorial:  Daniel 3, 68ss

Evangelho:  Lucas 21, 20-28

Terço da Misericórdia em Comunidade

Eis o tempo da Misericórdia!

E além das atividades oficiais do Jubileu da Misericórdia, estaremos iniciando no próximo dia 11 de dezembro o Terço da Misericórdia em Comunidade, que acontecerá todas as sextas-feiras, às 15 horas.

terço da misericórdia

“Nesse tempo o Senhor concedeu-me muitas luzes, para conhecer os Seus atributos. O primeiro atributo que o Senhor me deu a conhecer foi a Sua santidade. Essa santidade é tão elevada que tremem diante d’Ele todas as potestades e virtudes. (…) A santidade de Deus derrama-se sobre a Sua Igreja e sobre toda a alma que nela vive, embora nem sempre com a mesma intensidade. Existem almas inteiramente divinizadas, enquanto há outras que apenas vivem. O Senhor concedeu-me também o conhecimento do segundo atributo — o da Sua justiça. E esta é tão imensa e penetrante que atinge o fundo do ser e tudo diante d’Ele é manifesto em toda a nudez da verdade, e nada Lhe pode resistir. O terceiro atributo é o Amor e a Misericórdia. E compreendi que o Amor e a Misericórdia é o maior atributo. É ele que une a criatura ao Criador. E reconhece-se este imenso amor e o abismo da misericórdia na Encarnação do Verbo, na Sua Redenção; e foi aqui que reconheci que este é o maior atributo em Deus” (Diário, 180).