Liturgia do Dia – 07/06/2016

mateus 5, 13-16“A vida que vem de Deus não termina nunca.  Ele socorre os pobres em suas necessidades, como a viúva de Sarepta.  Em Cristo está toda a certeza desta vida, e ele nos convida para que sejamos sal e luz.”

Primeira leitura:  1Reis 17, 7-16

Salmo Responsorial:  4

Evangelho:  Mateus 5, 13-16

Liturgia do Dia – 05/06/2016

Lucas 7, 11-17“A força de Deus ressuscita os mortos e dá um novo sentido para a vida dos que estão vivos;  O clamor das viúvas, tanto a de Sarepta quanto a de Naim, mostra que, quando há confiança em Deus, tudo pode ser renovado.  Ele se revela na gratuidade de seu amor misericordioso, que nos sustenta e nos auxilia nesta vida.”

Primeira leitura:  1Reis 17, 17-24

Salmo Responsorial:  29

Segunda leitura: Gálatas 1, 11-19

Evangelho:  Lucas 7, 11-17

Liturgia do Dia -04/06/2016

Lucas 2, 41-51“A Palavra do Senhor orienta nossa vida e devemos acolhê-la, como acolheu Maria.  Jesus é a Palavra que é vida e redenção.  No Evangelho, aprendemos como Deus deve estar em primeiro lugar em nossa vida.”

Primeira leitura:  Isaías 61, 9-11

Salmo Responsorial:  1Samuel 2, 1.4-8

Evangelho:  Lucas 2, 41-51

Liturgia do Dia – 03/06/2016

Lucas 15, 3-7“O Pai nos ama desde toda a eternidade.  Nele está a vida em plenitude. Sua Palavra mostra-nos o quanto Ele nos ama.  Abramos nosso coração e nossa alma para escutá-lo com fé.”

Primeira leitura:  Ezequiel 34, 11-16

Salmo Responsorial:  22

Segunda leitura:  Romanos 5, 5b-11

Evangelho:  Lucas 15, 3-7

A Catequese do Papa Francisco – 01/06/2016

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CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 1º de junho de 2016

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada ouvimos a parábola do juiz e da viúva, sobre a necessidade de rezar com perseverança. Hoje, com outra parábola, Jesus quer nos ensinar qual é a atitude correta para rezar e invocar a misericórdia do Pai; como se deve rezar; a atitude correta para rezar. É a parábola do fariseu e do publicano (cfr Lc 18, 9-14).

Ambos os protagonistas vão ao templo para rezar, mas agem de modos muito diferentes, obtendo resultados opostos. O fariseu reza “estando de pé” (v.11), e usa muitas palavras. A sua é, sim, uma oração de agradecimento dirigida a Deus, mas na realidade é uma exposição dos próprios méritos, com sentido de superioridade para com os “outros homens”, qualificados como “ladrões, injustos, adúlteros”, como, por exemplo, – e aponta aquele outro que estava ali – “este publicano” (v. 11). Mas o problema está justamente aqui: aquele fariseu reza a Deus, mas na verdade olha para si mesmo. Reza para si mesmo! Em vez de ter diante dos olhos o Senhor, tem um espelho. Mesmo encontrando-se no templo, não sente a necessidade de se prostrar diante da majestade de Deus; está de pé, se sente seguro, como se fosse ele o patrão do templo! Ele elenca as boas obras realizadas: é irrepreensível, observador da lei além do devido, jejua “duas vezes na semana” e paga o dízimo de tudo aquilo que possui. Em suma, mais que rezar, o fariseu se congratula da própria observação dos preceitos. No entanto, a sua atitude e as suas palavras estão distantes do modo de agir do falar de Deus, que ama todos os homens e não despreza os pecadores. Ao contrário, aquele fariseu despreza os pecadores, também quando aponta o outro que está ali. Em resumo, o fariseu que se diz justo negligencia o mandamento mais importante: o amor por Deus e pelo próximo.

Não basta, portanto, nos perguntarmos quanto rezamos, devemos também nos perguntar como rezamos, ou melhor, como é o nosso coração: é importante examiná-lo para avaliar os pensamentos, os sentimentos, e erradicar arrogância e hipocrisia. Mas eu pergunto: pode-se rezar com arrogância? Não. Pode-se rezar com hipocrisia? Não. Somente devemos rezar colocando-nos diante de Deus assim como somos. Não como o fariseu que rezava com arrogância e hipocrisia. Somos todos tomados pelo frenesi do ritmo cotidiano, muitas vezes à mercê das sensações, atordoados, confusos. É necessário aprender a reencontrar o caminho rumo ao nosso coração, recuperar o valor da intimidade e do silêncio, porque é ali que Deus nos encontra e nos fala. Somente a partir dali podemos, por nossa vez, encontrar os outros e falar com eles. O fariseu se encaminhou ao templo, está seguro de si, mas não percebe ter perdido o caminho do seu coração.

O publicano, em vez disso – o outro – apresenta-se no templo com alma humilde e arrependido: “parado à distância, não ousava nem mesmo levantar os olhos ao céu, mas batia no peito” (v. 13). A sua oração é brevíssima, não é tão longa como aquela do fariseu: “Ó Deus, tenha piedade de mim pecador”. Nada mais. Bela oração! De fato, os coletores de impostos – dito apenas “publicanos” – eram considerados pessoas impuras, submetidos aos dominadores estrangeiros, eram mal vistos pelo povo e, em geral, associados aos “pecadores”. A parábola ensina que se é justo ou pecador não pela própria pertença social, mas pelo modo de se relacionar com Deus e pelo modo de se relacionar com os irmãos. Os gestos de arrependimento e as poucas e simples palavras do publicano testemunham a sua consciência acerca da sua mísera condição. A sua oração é essencial. Age com humildade, seguro somente de ser um pecador necessitado de piedade. Se o fariseu não pedia nada porque já tinha tudo, o publicano só pode implorar a misericórdia de Deus. E isso é belo: implorar a misericórdia de Deus! Apresentando-se de “mãos vazias”, com o coração nu e se reconhecendo pecador, o publicano mostra a todos nós a condição necessária para receber o perdão do Senhor. No fim, justamente ele, tão desprezado, se torna um ícone do verdadeiro crente.

Jesus conclui a parábola com uma sentença: “Eu vos digo: estes – isso é, o publicano – diferente do outro, voltou pra sua casa justificado, porque aquele que se exalta será humilhado, quem, em vez disso, se humilha será exaltado” (v. 14). Destes dois, quem é o corrupto? O fariseu. O fariseu é justamente o ícone do corrupto que finge rezar, mas só consegue se vangloriar diante de um espelho. É um corrupto e finge rezar. Assim, na vida, quem acredita ser justo e julga os outros e os despreza, é um corrupto e um hipócrita. A soberba compromete cada boa ação, esvazia a oração, afasta de Deus e dos outros. Se Deus prefere a humildade não é para nos lamentarmos: a humildade é, em vez disso, condição necessária para ser levantado por Ele, de forma a experimentar a misericórdia que vem encher os nossos vazios. Se a oração do soberbo não alcança o coração de Deus, a humildade do miserável o escancara. Deus tem uma fraqueza: a fraqueza pelos humildes. Diante de um coração humilde, Deus abre totalmente o seu coração. É esta humildade que a Virgem Maria exprime no cântico Magnificat: “Olhou para a humildade da sua serva […] de geração em geração a sua misericórdia para aqueles que o temem” (Lc 1, 48. 50). Que ela nos ajude, nossa Mãe, a rezar com coração humilde. E nós repitamos por três vezes, aquela bela oração: “Ó Deus, tenha piedade de mim pecador”.

Liturgia do Dia -31/05/2016

Lucas 1, 39-56“As profecias falaram do Menino Deus e Maria o acolheu em seu seio.  Por isso, ela pode cantar a presença do Deus que veio ao encontro de seu povo.  Isabel se alegrou juntamente com João Batista em seu seio, porque o Senhor se lembrou dos pobres e dos humildes.”

Primeira leitura:  Sofonias 3,14-18 ou Romanos 12, 9-16b

Salmo Responsorial:  Isaías 12,2-6

Evangelho:  Lucas 1, 39-56

Liturgia do Dia – 30/05/2016

Marcos 12, 1-12“A Palavra de Deus penetra em nosso íntimo como uma espada. Se ela deixa sua marca, pedindo nossa conversão, temos de ser humildes, reconhecer a verdade e obedecer aos mandamentos de Deus.  Caso contrário, estaremos rejeitando Cristo e sua salvação.”

Primeira leitura:  2 Pedro 1,2-7

Salmo Responsorial:  90

Evangelho:  Marcos 12, 1-12

Liturgia do Dia – 29/05/2016

Lucas 7, 1-10“A salvação é a ação gratuita de Deus  para toda a humanidade.  Por isso, a fé é atitude de quem, na liberdade, acolhe a salvação e se dispõe a viver a unidade dos filhos e filhas de Deus.”

Primeira leitura:  1Reis 8, 41-43

Salmo Responsorial:  116

Segunda leitura:  Gálatas 1,1-2.6-10

Evangelho:  Lucas 7, 1-10

Liturgia do Dia – 28/05/2016

Marcos 11, 27-33“A ação da Igreja deve ser, antes de mais nada, revestida de amor e de misericórdia.  Jesus age com liberdade e fidelidade ao Pai e, por isso, não responde àqueles que querem desmoralizá-lo diante do povo.”

Primeira leitura:  São Judas 17. 20b-25

Salmo Responsorial:  62

Evangelho: Marcos 11, 27-33

Liturgia do Dia – 27/05/2016

marcos 11,11-26“A Palavra nos educa para viver com inteligência, não perdendo as oportunidades de praticar o amor, a vigilância na oração e o serviço.  Jesus quer purificar o templo de nosso coração a fim de vivermos uma vida e uma Comunidade novas.”

Primeira leitura:  1 Pedro 4, 7-13

Salmo Responsorial:  95

Evangelho:  Marcos 11, 11-26

A Eucaristia: eterno sacrifício do Senhor imolado e ressuscitado

eucaristia12Por Dom Henrique Soares da Costa (*)

Assim diz o Catecismo da Igreja:

“Quando a Igreja celebra a Eucaristia, rememora a Páscoa de Cristo, e esta se torna presente: o sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas na cruz torna-se sempre atual: Todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pelo qual Cristo nossa Páscoa foi imolado, efetua-se a obra da nossa redenção. Por ser memorial da páscoa de Cristo, a Eucaristia é também um sacrifício. O caráter sacrifical a Eucaristia é manifestado nas próprias palavras da instituição: ‘Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós’, e ‘Este cálice é a nova aliança em Meu Sangue, que vai ser derramado por vós’ (Lc 22,19s).
Na Eucaristia, Cristo dá este mesmo corpo que entregou por nós na cruz, o próprio sangue que ‘derramou por muitos para remissão dos pecados’ (Mt 26,28)” (Catecismo da Igreja Católica, 1365).

A Celebração Eucarística é, portanto, memorial, isto é, o tornar-se presente, no aqui e no agora da vida da Igreja e da vida de cada um de nós, daquele único e irrepetível sacrifício que Jesus ofereceu na cruz e que o Pai acolheu na Glória da Ressurreição. “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: ‘É uma só e mesma Vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que Se ofereceu a Si mesmo então na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere” (Catecismo, 1367). Cristo, Sacerdote eterno, é também eterna Vítima, eterna Hóstia, eterno Cordeiro, que Se oferece num sacrifício eterno, tornado presente no altar da Igreja! Ele, que Se ofereceu na cruz em dores, torna-Se presente nos nossos altares como agora Se encontra: de pé como que imolado, em eterno sacrifício agora glorioso!

Assim, a Eucaristia torna presente, “presentifica”, o único e irrepetível sacrifício do Cristo salvador; sacrifício que o Senhor Jesus deu à Sua Igreja para que ela o ofereça até que Ele venha em Sua Glória. Por isso mesmo, é chamado de sacrifício de louvor, sacrifício espiritual (porque oferecido na força do Espírito Santo), sacrifício puro e santo (porque sacrifício do próprio Cristo Jesus). Este santo sacrifício da Missa leva à plenitude todos os sacrifícios de todas as religiões e, particularmente, aqueles do Antigo Testamento.

Podemos até recordar as palavras da profecia de Malaquias, na qual Deus prometia a Israel um sacrifício perfeito ao Seu Nome: “Sim, do levantar do sol ao seu poente o Meu Nome será grande entre as nações, e em todo lugar será oferecido ao Meu Nome um sacrifício de incenso e uma oferenda pura” (1,11). Cristo, com Seu sacrifício único e irrepetível, que entregou à Sua Igreja para celebrá-lo até que Ele venha, ofereceu este sacrifício, cumprindo a esta profecia.

Mas, quando a Igreja fala em sacrifício de Cristo, ela não pensa simplesmente no que aconteceu no Calvário. Toda a existência humana de Jesus teve um caráter sacrifical. O Autor da Carta aos Hebreus, falando do Cristo o momento de Sua Encarnação, afirma: “Ao entrar no mundo, Ele afirmou: ‘Tu não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-Me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram do Teu agrado. Por isso Eu digo: Eis-Me aqui, – no rolo do Livro está escrito a Meu respeito – Eu vim, ó Deus, para fazer a Tua vontade” (Hb 10,5).

Jesus viveu a toda Sua vida entre nós, desde o primeiro momento, no amor, no abandono, na obediência, como uma oferta sacrifical ao Pai para nossa salvação. Toda esta existência sacrifical e sacerdotal chegou ao máximo no sacrifício da cruz. Ali, naquele acontecimento tremendo, verificou-se a palavra da Escritura: “Tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo” (Jo 13,1). Assim sendo, quando celebramos a Eucaristia, é toda esta vida sacrifical, esta vida doada aos irmãos por amor ao Pai, que se torna presente sobre o altar para a nossa salvação. Mais ainda: como esta entrega, consumou-se com a resposta do Pai ao Seu Filho, ressuscitando-O dentre os mortos, a Eucaristia é o próprio mistério pascal: no altar, pela ação potente do Espírito, torna-se misteriosamente presente a existência humana de Jesus inteira: Seus dias entre nós, Sua paixão, morte, sepultura, Sua ressurreição e ascensão e até mesmo a certeza da Sua Vinda gloriosa:
“Celebrando, agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e Sua descida entre os mortos, proclamamos a Sua ressurreição e ascensão à Vossa direita, e, esperando a Sua Vinda gloriosa, nós Vos oferecemos o Seu Corpo e Sangue, sacrifício do Vosso agrado e salvação do mundo inteiro” (Oração eucarística IV).

Porque é o sacrifício do próprio Cristo, Filho de Deus feito homem, numa total obediência amorosa ao Pai por nós, a Eucaristia é aquele sacrifício perfeito de que falava a profecia de Malaquias 1,11. É o que afirma a própria liturgia : “Por Jesus Cristo, Vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o Vosso povo, para que Vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito” (Oração Eucarística III).

A Igreja oferece, pois, este santíssimo sacrifício, de eficácia e valor infinitos, pelos vivos e pelos mortos, por crentes e descrentes e até mesmo por toda a criação: “E agora, ó Pai, lembrai-Vos de todos pelos quais Vos oferecemos este sacrifício: o Vosso servo, o Papa, o nosso Bispo, os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e todos os ministros, os fieis que, em torno deste altar, Vos oferecem este sacrifício, o povo que Vos pertence e todos aqueles que Vos procuram de coração sincero” (Oração Eucarística IV).

Neste sacrifício perfeito e infinito, a Igreja louva, agradece, suplica, pede perdão, adora e intercede por si e pelo mundo inteiro, tudo isto unida ao próprio Cristo, seu Cabeça e Esposo. Por isso, nenhuma outra celebração se iguala ao Sacrifício eucarístico em força, santidade e eficácia.

O-Sacramento-da-Eucaristia-01Celebrar este sacrifício santo nos compromete profundamente, seja pessoalmente seja como Igreja: “O cálice de bênção que abençoamos, não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partimos, não é comunhão com o Corpo de Cristo?” (1Cor 10,16). Segundo estas palavras de São Paulo, participar da Eucaristia é participar da vida sacrifical de Jesus, é estar dispostos a fazer de nossa vida uma participação no Seu sacrifício, completando em nossa existência o mistério da cruz do Senhor (cf. Cl 1,24). Em cada Eucaristia, com Jesus, oferecemos ao Pai a nossa própria vida. Eis como nossa participação no sacrifício eucarístico nos compromete profundamente! Não poderia participar desse Altar quem não estivesse disposto a se oferecer cada dia com Cristo e como Cristo: “Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus; este é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito” (Rm 12,1-2).

Pode-se perguntar de que modo um acontecimento ocorrido há dois mil anos pode se tornar presente sobre o Altar. É importante compreender o que significa o “memorial”. Não significa simplesmente recordação ou memória. Nas Escrituras, memorial é dito zikaron e significa tornar presente, por gestos, símbolos e palavras, um fato acontecido no passado uma vez por todas. Uma vez ao ano, os judeus celebravam e celebram ainda hoje a Páscoa, memorial da saída do Egito. Nessa celebração, eles não somente recordam a passagem da escravidão para a liberdade, mas tinham e têm a consciência de que, participando da celebração, participam realmente da própria libertação que Deus operara naquele acontecimento passado. Tanto isso é verdade que, ainda hoje, aquele que preside à celebração, diz assim: “Em toda geração, cada um deve considerar-se como se tivesse pessoalmente saído do Egito, como está escrito: ‘Explicarás então a teu filho: isto é em memória do que o Senhor fez por mim, quando saí do Egito’. Portanto, é nosso dever agradecer, honrar e louvar, glorificar, celebrar, enaltecer, consagrar, exaltar e adorar a Quem realizou todos esses milagres por nossos pais e para nós mesmos. Ele nos conduziu da escravidão à liberdade, do sofrimento à alegria, da desolação a dias festivos, da escuridão a uma grande claridade e do cativeiro à redenção”. E, depois, acrescenta: “Bendito sejas Tu, Adonai, nosso Deus, rei do universo, que nos redimiste, libertaste nossos pais do Egito, e nos permitiste viver esta noite para participar do Cordeiro, do pão ázimo e das ervas amargas”.

Ora, é exatamente isso que a Eucaristia é: memorial da Páscoa do Senhor Jesus! Quando nós a celebramos, torna-se presente no nosso hoje, na nossa vida, na nossa situação, tudo quanto Jesus fez por nós, que alcança seu cume na Sua morte e ressurreição. Jesus, imolado e ressuscitado, com Sua oferta e Sua vitória, não Se encontra no passado, mas na Glória e em cada Celebração eucarística, torna-se realmente presente no altar! Deste modo, a Páscoa do Senhor está sempre presente e atuante na nossa vida e, através de Jesus e com Jesus, podemos dizer ao Pai como os judeus dizem: “é nosso dever agradecer, honrar e louvar, glorificar, celebrar, enaltecer, consagrar, exaltar e adorar a Ti, Adonai, Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo!” Então, em cada missa torna-se presente, atuante, o único sacrifício pascal do Senhor, memorial de Sua encarnação, de Sua vida humana, de Sua paixão, morte e ressurreição, de Sua ascensão ao Pai e do dom do Espírito que Ele nos fez!

Resta apenas recordar que tudo isso acontece na força do Espírito Santo, Aquele mesmo Espírito eterno no qual Jesus ofereceu-Se ao Pai como vítima sem mancha (cf. Hb 9,14). É este Espírito Santo que, transfigurando o pão e o vinho, torna presente sobre o Altar o Cristo morto e ressuscitado, glorioso, mas trazendo eternamente as chagas da paixão, numa oferta eterna, que jamais passará. Assim ensinava São João Paulo II: “A Igreja vive continuamente do sacrifício redentor, e tem acesso a ele não só através duma lembrança cheia de fé, mas também com um contato atual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando-se, sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado. Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma vez para sempre por Cristo para humanidade de todos os tempos. Com efeito, o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. Já o afirmava em palavras expressivas São João Crisóstomo: ‘Nós oferecemos sempre o mesmo Cordeiro, e não um hoje e amanhã outro, mas sempre o mesmo. Por este motivo, o sacrifício é sempre um só. […] Também agora estamos oferecendo a mesma Vítima que então foi oferecida e que jamais se exaurirá’. A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, a «exposição memorial de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrifical do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário” (Ecclesia de Eucharistia, 12).

Concluo ainda com as palavras de São João Paulo: “Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e realiza-se também a obra da nossa redenção. Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim, cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável. É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao “extremo” (cf. Jo 13,1), um amor sem medida” (Ecclesia de Eucharistia, 11).

(*) Bispo Diocesano de Palmares/PE

O Mistério de uma Presença

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Por Dom Henrique Soares da Costa (*)

Hoje, a Igreja celebra o mistério de uma Presença; o modo de presença por excelência, a presença pessoal-sacramental de Cristo nas espécies, isto é, nas aparências, eucarísticas.
Naquela aparência de pão que não mais é pão, naquela aparência de vinho que não mais é vinho, é o próprio Senhor morto e ressuscitado, o Cordeiro de pé como que imolado, descrito no Apocalipse, que Se faz presente na Sua Igreja, em meio a nós, para dar a Sua Vida ao mundo.

Na Eucaristia, de modo particularíssimo – tão particular, que dizemos “presença real” – Cristo cumpre continuamente Sua última promessa: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos!”

Hoje, a Igreja celebra o mistério da Presença indo às ruas do mundo inteiro em procissão. Quando surgiu a Solenidade de Corpus Christi, no longínquo século XIII, era fácil e óbvio, era apoteótico e triunfal ir às ruas com o Cristo-Eucaristia. O mundo ocidental de então era cristão – e cristão católico – e a presença do Senhor era palpável, perceptível, num mundo teocêntrico, impregnado do divino, empapado do sagrado.

Naqueles tempos quase metade dos dias do ano era de feriados religiosos. E ninguém estranhava, porque era viva a consciência de que o tempo é de Deus e, por isso mesmo, é também tempo do homem, tempo não só para o trabalho e a produção, mas também para o louvor, o descanso e o saudável ócio que faz com que não deixemos de ser humanos no momento do “neg-ócio”…

Mas, os tempos mudaram. Hoje, mais que em qualquer outro tempo, é necessário que a Igreja vá às ruas com o Pão eucarístico. São ruas de um mundo sem Deus; ruas de um mundo no qual Deus é sentido como Ausência, porque O estamos exilando do nosso coração, de nossas famílias, de nossos negócios, de nossas relações, de nossas leis, de nossa Pátria, de nossa sociedade, de nossos esquemas de moralidade…

Sair hoje me procissão, de modo solene e triunfal, com uma ínfima partícula de pão não fermentado, fininho e delicado, pode parecer algo sem sentido para o mundo, algo tolo, inútil, indigno da razão ilustrada e imanentista dos tempos hodiernos. E, no entanto, é precisamente desse testemunho que o mundo mais precisa hoje: de que os cristãos digam que Deus não está ausente, mas Ele mesmo é Presença, e presença encarnada na matéria desse mundo, na carne da nossa vida.

Ele é Presença sim! E não no que é grande, vistoso, midiático, mas no que é pequeno e humilde, banal e ínfimo, como um pedacinho de pão e um pouquinho de vinho.

Eis: a Eucaristia não somente testemunha a presença do Senhor, mas também o modo como Ele quer ser reconhecido na Sua presença: no que é simples, corriqueiro, pequeno, como os sofrimentos, o pranto, os pequenos momentos de vida, da família, do trabalho, do amor. Ele quer ser reconhecido como presença no que sofre, no que precisa de nós, nos que para o mundo não contam nada e não valem nada…

Hoje, Corpus Christi, ou como se diz também no Brasil, Corpo de Deus, lá vai a Igreja, louca de alegria, pasmo e fé, proclamando essa Presença, que faz o mundo ter sentido, o homem não se sentir sozinho e a vida encontrar um rumo, o rumo da eternidade. “E quando amanhecer o Dia eterno, a eterna visão, ressurgiremos por crer nesta Vida escondida no pão!”

(*) Bispo Diocesano de Palmares/PE

Liturgia do Dia – 26/05/2016

Lucas 9,11-17“A Mesa da Palavra e da Eucaristia nos ensina que o Cristo se faz presente, tem compaixão da multidão e espera que nós sejamos sinais de vida, de partilha, de entrega redentora.  Quando ainda há fome é porque não vivemos a consequência da Eucaristia na vida.”

Primeira leitura:  Gênesis 14, 18-20

Salmo Responsorial:  109

Segunda leitura:  1Coríntios 11, 23-26

Evangelho:  Lucas 9, 11b-17

A Catequese do Papa Francisco – 25/05/2016

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CATEQUESE
Praça São Pedro – Quarta-feira, 25 de maio de 2016

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

A parábola evangélica que acabamos de ouvir (cfr Lc 18,1-8) contém um ensinamento importante: «A necessidade de rezar sempre, sem jamais se cansar» (v. 1). Portanto, não se trata apenas de rezar algumas vezes, quando sinto vontade. Não, Jesus diz que é preciso «rezar sempre, sem jamais se cansar». E apresenta o exemplo da viúva e do juiz.

O juiz é um personagem poderoso, chamado a emitir sentenças baseadas na Lei de Moisés. Por isso a tradição bíblica recomendava que os juízes fossem pessoas tementes a Deus, dignas de fé, imparciais e incorruptíveis (cfr Ex 18,21). Ao contrário, este juiz «não temia a Deus, nem respeitava homem algum» (v. 2). Era um juiz iníquo, sem escrúpulos, que não observava a Lei mas fazia o que queria, segundo seu interesse. A ele se dirige uma viúva para ter justiça. As viúvas, junto com os órfãos e os estrangeiros, eram as categorias mais frágeis da sociedade. Os direitos assegurados a eles pela Lei podiam ser pisados com facilidade porque, sendo pessoas sozinhas e sem defesa, dificilmente recebiam apoio: uma viúva, ali, sozinha, ninguém a defendia, podiam ignorá-la, não eram justos com ela. Assim também o órfão, assim o estrangeiro, o migrante: naquele tempo era muito forte esta problemática. Diante da indiferença do juiz, a viúva recorre à sua única arma: continuar insistentemente a importuná-lo, apresentando-lhe seu pedido de justiça. E justamente com esta perseverança alcança o objetivo. O juiz, de fato, em um certo ponto a escuta, não porque é movido por misericórdia, nem porque a consciência o impõe; simplesmente admite: «Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir!» (v. 5). Desta parábola Jesus tira duas conclusões: se a viúva conseguiu dobrar o juiz desonesto com seus pedidos insistentes, quanto mais Deus, que é Pai bom e justo, «não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele?»; e além disso, não «vai fazê-los esperar», mas agirá «bem depressa» (vv. 7-8).

Por isso, Jesus exorta a rezar “sem jamais se cansar”. Todos experimentamos momentos de cansaço e desânimo, principalmente quando nossa oração parece ineficaz. Mas Jesus nos garante: diferente do juiz desonesto, Deus ouve prontamente seus filhos, mesmo que isso não signifique que o faça nos tempos e nas maneiras que nós queremos. A oração não é uma varinha mágica! Ela ajuda a conservar a fé em Deus e a confiar n’Ele mesmo quando não compreendemos a Sua vontade. Neste sentido, o próprio Jesus – que rezava muito! – é um exemplo para nós.

A Carta aos Hebreus recorda que «Ele, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que tinha poder de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua piedosa submissão» (5,7). À primeira vista, esta afirmação parece improvável, porque Jesus morreu na cruz. A Carta aos Hebreus não erra: Deus verdadeiramente salvou Jesus da morte dando-lhe sobre ela a completa vitória, mas o caminho percorrido para obtê-la passou através da própria morte! A referência à súplica que Deus ouviu diz respeito à oração de Jesus no Getsêmani. Tomado por uma angústia profunda, Jesus reza ao Pai para que o liberte do cálice amargo da paixão, mas a sua oração é permeada pela confiança no Pai e se confia sem reservas à sua vontade: «Porém – diz Jesus – não seja feito como eu quero, mas como tu queres» (Mt 26,39). O objeto da oração passa em segundo plano; o que importa antes de tudo é a relação com o Pai. É isso que a oração faz: transforma o desejo e o modela segundo a vontade de Deus, qualquer que seja, porque quem reza aspira antes de tudo a união com Deus, que é Amor misericordioso.

A parábola termina com uma pergunta: «Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?» (v. 8). E com esta pergunta todos nos colocamos em vigilância: não devemos desistir da oração mesmo que ela não seja correspondida. É a oração que conserva a fé, sem ela a fé vacila! Peçamos ao Senhor uma fé que se faz oração incessante, perseverante, como aquela da viúva da parábola, uma fé que se nutre do desejo da sua vinda. E na oração experimentamos a compaixão de Deus, que como um Pai vem ao encontro de seus filhos pleno de amor misericordioso.

Liturgia do Dia – 25/05/2016

Marcos 10, 32-45“O Evangelho é fonte de vida.  Por ele conhecemos a Deus e os caminhos que nos levam à ressurreição.  Nenhuma ambição terrena pode mover-nos como cristãos; somente o exemplo de Cristo, que veio servir e não ser servido.”

Primeira leitura:  1Pedro 1, 18-25

Salmo Responsorial:  147

Evangelho:  Marcos 10, 32-45

Pequena Peregrinação de Oração e Eucaristia Para Fortalecimento da Fé

Pequena peregrinação de Oração e Eucaristia

Primeiro Dia – 25/05 – Quarta-feira

Confissão – Um pequeno roteiro

Missa – Acesse aqui o horário das missas (Paróquia São Paulo Apóstolo – Copacabana/RJ)

Terço Mariano – Mistérios Gloriosos

Leitura orante da noite:  A esperança depende da perseverança  – Salmo 37(36)

Segundo Dia – 26/05 – Quinta-feira

Missa – Acesse aqui o horário das missas (Paróquia São Paulo Apóstolo – Copacabana/RJ)

Procissão de Corpus Christi – Acesse aqui a Programação (RJ)

Terço Mariano – Mistérios Luminosos

Leitura orante da noite: Deus é poder e amor – Salmo 62(61)

Terceiro Dia – 27/05 – Sexta-feira

Missa –  Acesse aqui o horário das missas (Paróquia São Paulo Apóstolo – Copacabana/RJ)

Terço da Misericórdia em comunidade – Todas as sextas-feiras às 15:00h (acesse aqui)

Terço Mariano – Mistérios Dolorosos

Leitura orante da noite: A história testemunha a ação de Deus – Salmo 105(104)

Quarto Dia – 28/05 – Sábado

Missa –  Acesse aqui o horário das Missas (Paróquia São Paulo Apóstolo – Copacabana/RJ)

Terço Mariano –  Mistérios Gozosos

Leitura orante da noite: Agradeçam a Deus! – Salmo 118 (117)

Quinto Dia – 29/05 – Domingo

Missa – Acesse aqui o horário das Missas (Paróquia São Paulo Apóstolo – Copacabana/RJ)

Terço Mariano – Mistérios Gloriosos

Leitura orante da noite: A Palavra de Deus ilumina o caminho do homem – Salmo 119(118)

Liturgia do Dia – 24/05/2016

marcos 10, 28-31“Em Cristo, podemos viver uma vida nova, empenhando-nos em nossa santificação.  Jesus nos pede uma escolha fundamental por seu Reino, e aquele que deixa tudo por causa dele aumenta profundamente o sentido de sua existência.”

Primeira leitura:  1 Pedro 1, 10-16

Salmo Responsorial:  97

Evangelho:  Marcos 10, 28-31

Liturgia do Dia – 23/05/2016

Marcos 10, 17-27“A vocação cristã é um caminho seguro para a realização plena do ser humano, pois está garantida pela salvação conquistada por Cristo.  Por isso, não devemos colocar condições para o seguimento de Jesus, pois é preciso primeiro despojar-se dos bens e de si mesmo.”

Primeira leitura: 1 Pedro 1,3-9

Salmo responsorial:  110

Evangelho:  Marcos 10, 17-27

Liturgia do Dia – 22/05/2016

João 16, 12-15“O Espírito da Verdade nos é enviado pelo Filho junto do Pai, para nos revelar o dom da sabedoria, da esperança e nos garantir a fidelidade no amor.  O mesmo Espírito nos fortalece diante das tribulações para manifestarmos a glória de Deus, na santidade.”

Primeira leitura:  Provérbios 8, 22-31

Salmo Responsorial:  8

Segunda leitura:  Romanos 5, 1-5

Evangelho: João 16, 12-15

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Meditação para o Domingo da Ssma. Trindade (*)

Em certo sentido, é estranho celebrar com uma festa litúrgica a Santíssima Trindade, pois a Trindade Santa é celebrada em toda a vida cristã e, particularmente, em toda e cada Eucaristia. Recordemos que toda e cada Eucaristia, toda celebração da Santa Missa é glorificação da Trindade Santíssima, na qual o Filho Se oferece e é por nós oferecido ao Pai no Espírito Santo, para a salvação nossa e do mundo inteiro.
Mas, aproveitando a festa hodierna, façamos algumas considerações que nos ajudem na contemplação e adoração desse Mistério tão santo, que nos desvela a vida íntima do próprio Deus.

Poderíamos começar com uma pergunta provocadora: como a Igreja descobriu a Trindade? Descobriu, como as pessoas se descobrem umas às outras: revelando-se! Duas pessoas somente se conhecem de verdade se conviverem, se forem se revelando no dia-a-dia, se se amarem. Só há verdadeiro conhecimento onde há verdadeiro amor. É costume dizer-se que ninguém ama o que não conhece; pois, que seja dito também: ninguém conhece o que não ama. O amor é a forma mais profunda e completa de conhecimento!
Foi, portanto, por puro amor a nós, à nossa pobre humanidade, que Deus quis dirigir-Se a nós, revelar-Se, convivendo conosco, abrindo-nos Seu coração, dando-nos a conhecer e a experimentar Seu amor…
E fez isso trinitariamente!
Então, desde o início, a Igreja experimentou Deus na sua vida concreta, e o experimentou trinitariamente, como Pai, como Filho e como Espírito Santo. Portanto, antes de falar sobre a Trindade, a Igreja experimentou a Trindade!

Primeiramente, o Senhor Deus incutiu no coração do povo de Israel e da própria Igreja que Ele é um só: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus, o Senhor é UM só!”
UM porque não pode haver outro ao Seu lado,
UM porque não pode ser multiplicado,
UM porque não pode ser dividido e
UM porque deve ser o único horizonte, o único apoio, a única rocha de nossa existência:
Ele, o Senhor Deus, é o único absoluto, o único que é, sem princípio e sem fim, sem mudança e sem limite! Jamais poderemos imaginar tal grandeza, tal plenitude, tal suficiência de Si mesmo! Deus É – e basta! Tudo o mais apenas existe porque vem Dele, Daquele que É!

Mas, Ele não é um Deus frio: sempre apresentou-Se ao povo de Israel como um Deus amante, um Deus de misericórdia e compaixão, um Deus que não sossega enquanto não levar à plenitude da vida as Suas criaturas. Por isso, com paciência e bondade, conduziu o Seu povo de Israel, formando-o, educando-o, orientando-o e prometendo um futuro de bênção e plenitude, de eternidade e abundância de dons, que se concretizaria com um personagem que Ele enviaria: o Messias, Seu Ungido.
Esse Messias prometido, nós, cristãos, o reconhecemos em Jesus, nosso Senhor. Ele é o enviado de Deus, do Deus único, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, Deus do povo de Israel. A esse Deus tão grande e tão santo, Jesus chamava de Abbá – Papai: o Meu Papai! A Si mesmo, Jesus Se chamava “o Filho” – Filho único, unigênito de Deus, Filho Amado! Mais ainda: o próprio Jesus, que veio para nós e por amor de nós, agiu neste mundo, em nosso favor, com uma autoridade que ultrapassava de longe a autoridade de um simples ser humano: Ele agia como o próprio Deus!
Não só interpretava a Lei de Moisés, como também a modificou e a ultrapassou;
perdoava os pecado,
exigia um amor e uma obediência absolutos à Sua Pessoa… Amor que somente Deus poderia exigir.
Jesus Se revelava igual ao Pai, absolutamente unido a Ele: “Eu e o Pai somos uma coisa só! Quem Me vê, vê o Pai. Eu estou no Pai e o Pai está em Mim”.

Após a ressurreição, a Igreja compreendeu, impressionada, maravilhada: Jesus não somente é o enviado Daquele Deus a Quem chamava de “Pai”, mas Ele é igual ao Pai: Ele é Deus como o Pai, é eterno com o Pai, é o Filho amado pelo Pai desde toda a eternidade.
Então, o Deus de Israel é Pai, Pai eterno, Pai eternamente, que eternamente gera no Amor o Filho amado.
Por amor, Ele nos enviou este Filho: “Verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado. Anunciou aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria”. E para realizar o plano de amor do Pai, “entregou-Se à morte e, ressuscitando dos mortos, venceu a morte e renovou a Vida”.

Mas, há ainda mais: o Filho, ressuscitado e glorificado, derramou sobre os Seus discípulos o Espírito Santo, que é o próprio Amor que O liga ao Pai.
Este Espírito de Amor não é uma coisa, não é simplesmente uma força, não é algo: é Alguém, é o Amor que une o Pai e o Filho, e agora é, na Igreja de Cristo, o Paráclito-Consolador,
Aquele que dá testemunho de Jesus morto e ressuscitado,
Aquele que vivifica e orienta a Igreja,
Aquele que renova em Cristo todas as coisas.
Ele é o Dom que o Filho ressuscitado recebeu do Pai e derramou sobre a Igreja, para santificar todas as coisas.
Este Espírito permanece no nosso meio na Palavra e nos sacramentos;
este Espírito conserva a Igreja unida na mesma fé e na mesma caridade fraterna,
este Espírito é a Força divina, a Energia criadora que nos ressuscitará, como ressuscitou o Filho Jesus para a glória do Pai.

É assim que a Igreja confessa um só Deus, imutável, indivisível, perfeito, eterno, absolutamente um só. Mas confessa e experimenta igualmente que este Deus único é real e verdadeiramente Pai, Filho e Espírito Santo, numa Trindade de amor perfeito e perfeitíssima Unidade. A oração inicial da Missa de hoje, exprime este Mistério: “Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade, que é o Filho, e o Espírito santificador, revelastes o Vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente”.

Ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito, Trindade santa a consubstancial, a glória e o louvor pelos séculos dos séculos. Amém.

(*)Dom Henrique Soares da Costa – Bispo de Palmares/PE

Liturgia do Dia – 21/05/2016

marcos 9, 30-37“O discípulo verdadeiro de Jesus aceita o Reino com simplicidade e torna-se disponível a Ele.  é bem esta verdade que Maria, Mãe de Jesus, viveu e nos ensinou a viver. Dela, aprendemos o jeito do Reino.”

Primeira leitura:  Tiago 5, 13-20

Salmo Responsorial:  140

Evangelho:  Marcos 10, 13-16

Eucaristia, alimento da Misericórdia

Corpus Christi 2016

A Solenidade de Corpus Christi será comemorada no dia 26 de maio. A celebração, que ocorre sempre numa quinta-feira para lembrar o dia em que Jesus instituiu a Eucaristia, terá como lema: “Eucaristia: alimento da Misericórdia!”. Na Arquidiocese do Rio de Janeiro, a data é precedida há 90 anos pela Semana Eucarística, que acontece no Santuário da Adoração Perpétua, a Igreja de Sant’Ana, no Centro.

A primeira missa do dia será realizada na Igreja de Sant’Ana pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, às 10h, encerrando a Semana Eucarística. A solenidade tem continuação à tarde com concentração na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Centro, às 15h, onde serão realizadas as Vésperas, às 15h30, seguidas de procissão até a Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile. Na Catedral, Dom Orani fará a bênção do Santíssimo e presidirá a Santa Missa.

Outra novidade será no tapete que é confeccionado todos os anos para a passagem da procissão: será estendido desde o altar da matriz até o lado de fora, e ainda não se tem confirmação de que seguirá pela Avenida Chile. Portanto, ele poderá ocupar toda a frente da Catedral, se necessário.

Gesto concreto

O coordenador arquidiocesano de Pastoral, monsenhor Joel Portella Amado, organizador do evento, chamou a atenção para o gesto concreto devido ao Ano Santo da Misericórdia: pediu para que cada participante leve um quilo de alimento não perecível. A arrecadação será doada para instituições de caridade, por ordem de necessidade, de acordo com uma pesquisa a ser feita pela Cáritas e pelo Vicariato para a Caridade Social, que ficarão responsáveis por esses donativos.

“É um costume que se tem e que fica ainda mais importante nesse Ano da Misericórdia. Se cada pessoa levar um quilo, a nossa média ficará acima de 80 toneladas de alimento, de acordo com a expectativa de participação na procissão”, exemplificou.

Para receber os alimentos durante a procissão, haverá picapes e vans ao longo do trajeto, aonde os alimentos poderão ser entregues.

Ano da Misericórdia

Padre Laudares destacou que Jesus Eucarístico é um sinal do perdão e da Misericórdia de Deus. Por isso é importante celebrar Corpus Christi de coração aberto.

“Foi por amor que Jesus se entregou na cruz para nos salvar. E nas vésperas dessa entrega, ele instituiu a Eucaristia dentro da Ceia Judaica, em que se imolava o Cordeiro Pascal. Então Ele é Misericórdia à medida que Ele é o Cordeiro que tira os nossos pecados. Portanto, a Eucaristia é um sinal muito vivo da Misericórdia de Deus para a Igreja e para cada um de nós”, afirmou padre Laudares.

Monsenhor Joel explicou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro, ao viver o Ano da Misericórdia, o faz em duas vertentes, assim como no Evangelho: a Misericórdia acolhida e a Misericórdia transmitida. O que significa que quanto mais se acolhe a Misericórdia, mais se doa ao próximo.

“Se eu não transbordar a Misericórdia que Deus tem comigo na direção de quem precisa, sejam os pobres, os sofredores, os doentes, sejam os pecadores, essa Misericórdia desaparece. Todo presente é dado para ser usado, e Deus nos dá esse presente para que usemos com as outras pessoas”, pontuou.

Ele convidou todos a participarem da Semana Eucarística na Igreja de Sant’Ana. Também pediu para que os fiéis, mesmo participando das atividades de Corpus Christi em suas comunidades, vão à procissão celebrar em unidade com o restante da arquidiocese. “Precisamos rezar juntos porque o Brasil precisa de oração e de paz”, ressaltou.

A parábola do Filho Pródigo norteará as atividades deste ano, uma vez que mostra o amor misericordioso do Pai, que acolhe aos seus filhos, independente de merecimento.

Outras informações acesse: Portal da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: ArqRio

Terço da Misericórdia em Comunidade

“Às três horas da tarde implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão…”  (Diário da Irmã Faustina n. 1320)

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