Liturgia do Dia – 31/07/2017

Mateus 13, 31-35“O Senhor testemunha seu amor para com seu povo, fazendo com ele uma Aliança.  O povo rompe essa Aliança, sendo infiel.  Por isso, o Cristo ensina-nos que a fé e o amor, mesmo pequenos, tornam-se grandes.”

Primeira leitura:  Êxodo 32, 15-24. 30-34

Salmo Responsorial:  105

Evangelho: Mateus 13, 31-35

Liturgia do Dia – 30/07/2017

Mateus 13, 44-52“A exemplo da humildade de Salomão, nós escutamos a Palavra do Senhor.  Somos chamados para participar da glória de Deus e não há alegria maior do que descobrir a presença do Reino entre nós, que nos dá a verdadeira liberdade.”

Primeira leitura:  1Reis 3,5.7-12

Salmo Responsorial:  118

Segunda leitura:  Romanos 8, 28-30

Evangelho:  Mateus 13, 44-52

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Continuamos, neste hoje, a escutar Jesus falando-nos do Reino dos Céus.

Saído do barco à beira-mar, chegado em casa, Ele nos conta ainda três parábolas: O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo; um homem o encontra e, cheio de alegria, vende tudo e o adquire!

O Reino dos Céus é como uma pérola de grande valor; o homem vende tudo e, fascinado por sua beleza, vende tudo e a adquire…

Observem, irmãos, que Jesus nos quer fazer compreender que quem encontra o Reino, sai de si! Encontra o sentido da vida, encontra aquilo por que vale a pena viver. Quem de verdade encontra o Reino, quem o experimenta, muda para sempre sua existência: vai ligeiro, vende tudo, fica cheio de alegria!

Encontrar o Reino é encontrar Jesus, e encontrar Jesus de verdade é encontrar a razão de viver, o sentido da existência, é encontrar-se consigo mesmo! Quem encontra o Reino assim, se encontra, parte de si mesmo e vai viver de verdade!

Quantos cristãos experimentaram isso, quantos fizeram-se loucos, pareceram loucos, por amor de Cristo! Quantos jogaram fora amores, família, projetos, bens materiais… O que os levou a isso? O que aconteceu com Santo Antão, que vendeu todos os bens e deu aos pobres e foi viver no deserto, sozinho? O que aconteceu com Francisco de Assis? O que aconteceu com Santa Teresa de Calcutá ou com a Bem-aventurada Ir. Dulce? O que aconteceu com aquele moço que largou tudo e foi ser religioso, com aquela moça sem juízo que entrou numa comunidade de vida? O que aconteceu com aquele casal, que mudou seu modo de viver, seu círculo de amizade, que deixou suas badalações? O que aconteceu com São Maximiliano Kolbe, que entregou a vida no lugar de um pai de família? Com São José de Anchieta, que deixou sua pátria e se embrenhou no Brasil selvagem para anunciar Cristo aos índios? O que aconteceu com todos esses? Eles descobriram o tesouro, eles encontraram uma pérola de valor imensurável, eles experimentaram a paz, a doçura, a verdade do Reino dos Céus!

 Meus caros, estejamos atentos! Quem é mole nas coisas de Deus, quem é pouco generoso no seguimento de Cristo, quem sente como um fardo os apelos do Senhor, não experimentou ainda, não encontrou o tesouro, não viu a pérola de grande valor, não descobriu de verdade o Reino dos Céus! Cristãos cansados, cristãos sem entusiasmo, cristãos pouco generosos, cristãos com uma lógica igual à do mundo são cristãos que nunca – nunca! – experimentaram a paz do Reino, a beleza do Reino, a doçura do Reino, a plenitude do Reino que Jesus nos mostra e nos dá!

Atentos, irmãos: pode-se ser cristão e nunca ter experimentado o Reino! Pode-se ser ministro ordenado ou religioso sem nunca ter descoberto o Reino… Aí, já não há alegria, já não há entusiasmo, já não se corre, se arrasta, se rasteja!

O Reino tem pressa, o Reino faz vibrar, o Reino nos impele porque descobrir o Reino e experimentar o amor de Deus em Jesus Cristo! Quantos de nós se entusiasmam com tantas coisas e são tão lerdos quando se trata do Senhor e do seu Reino… Não seríamos nós um desses?

E, no entanto, o sonho de Deus é que todos possam encontrar o seu Reino; para isso Ele nos criou, para isso nos destinou. Escutemos o Apóstolo: “Pois aqueles que Deus contemplou com Seu amor desde toda eternidade, a esses Ele predestinou a serem conformes à imagem do Seu Filho… E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou também os tornou justos, e aos que tornou justos também os glorificou”.

Isto nos coloca diante de duas realidades, caríssimos.

Primeiro: o dever que temos de anunciar o Reino a toda a humanidade! A Igreja é missionária, anunciadora do Reino dos Céus! Uma Igreja que não tenha o desejo, que não sinta a necessidade de levar Jesus aos que ainda não O conhecem, é uma Igreja morta, uma Igreja que já não experimenta a alegria de crer, uma Igreja sem o Espírito do Ressuscitado!

Estejamos atentos: há tantos em terras distantes e tantos bem próximos de nós que não tiveram ainda a alegria do Reino dos Céus, pois que não encontraram o tesouro, na viram a pérola de grande valor! Ai de nós se não anunciarmos a esses a Boa Nova do Reino dos Céus!

Nunca esqueçamos: quem encontra algo de muito bom, sente o desejo de comunicar, de partilhar, de tornar conhecido aos demais. Se em nós não há ímpeto missionário, é porque não encontramos, de verdade, a o Reino e sua alegria! Pensemos bem!

Mas, há uma segunda realidade, que precisamos levar em conta. Descobrir o Reino exige um olhar iluminado pela graça de Deus. Sozinhos, com nossas próprias forças, somos incapazes de discernir essa presença do Reino! Por isso é necessário suplicar, como Salomão, um coração para compreender: “Dá ao Teu servo um coração compreensivo – um coração que escute!” No Evangelho de hoje, Jesus termina perguntando: “Compreendeste essas coisas?”

– Senhor, pedimos-Te nós, dá-nos um coração capaz de compreender! Sem Teu auxílio ninguém é forte, ninguém é santo! Mostra-nos o tesouro, que é o Teu Reino! Faz-nos encontrar a pérola de grande valor, pela qual vale a pena perder tudo e todo nela encontrar! Faz-nos sentir que, pelo Reino, vale a pena deixar redes, barcos, a vida perder; deixar a família e dinheiro não ter!

Concluamos, agora, com a última, das sete parábolas: O Reino dos Céus é como uma rede jogada no mar deste mundo… Ela apanha todo tipo de peixe – apanhou a mim, a você… Olhem a Igreja, olhem a nossa comunidade: há de tudo! Todo tipo de gente, todo tipo de cristão: definitivamente, a Igreja de Cristo não é uma comunidade de santinhos! Mas, um dia, no Dia de Cristo, a rede será puxada para a marge. e os peixes bons serão recolhidos nos cestos do Senhor e os peixes ruins serão lançados fora, para o fogo queimar… Eis como Jesus termina! Prevenindo-nos de que é necessário decidir-se pelo Reino, que nossa vida valerá ou não a pena, terá ou não sentido dependendo de nossa atitude em relação ao Reino que Ele veio anunciar… Não esqueçamos, não brinquemos, não nos façamos de desentendidos: um dia a rede chegará à praia… O Senhor a está puxando… Um dia haverá o tremendo juízo de Deus! Que neste tremendo Dia, sejamos recolhidos nos cestos do Coração de Deus e não jogados fora, onde só há trevas exteriores ao Reino, onde só há choro e ranger de dentes, onde o fogo destruidor do lixo queimará eternamente!

Irmãos, irmãs! “Compreendestes tudo isso?” Se o compreenderdes, felizes sereis! Que o Senhor no-lo conceda, Ele que Reina para sempre. Amém.

Liturgia do Dia – 29/07/2017

João 11, 19-27“Amar é próprio do cristão, pois ele vem de Cristo. Acolher, servir, confiar é atitude de quem tem fé, de quem ama e espera em Cristo.  Que a Palavra não toque profundamente e nos transforme.”

Primeira leitura:  1João 4,7-16

Salmo Responsorial 33

Evangelho:  João 11,19-27

Liturgia do Dia – 27/06/2017

mateus 13, 10-17“Quem se abre para a verdade divina, sabe que ela é a força libertadora.  É próprio da escravidão falsificar a verdadeira liberdade.  Diz Jesus: ‘A vós foi dado o conhecimento dos mistério do Reino dos céus!'”

Primeira leitura:  Êxodo 19, 1-2.9-11.16-20b

Salmo Responsorial:  Deuteronômio 3,52-56

Evangelho: Mateus 13, 10-17

 

Liturgia do Dia – 24/07/2017

Mateus 12, 38-42“No Senhor está nossa vida.  A Palavra é sinal de seu amor para conosco.  Mas é Jesus a Palavra viva, a nova Aliança que o Pai fez conosco.  Precisamos ainda de outros sinais de seu amor e de sua presença entre nós?”

Primeira leitura:  Êxodo 14, 5-18

Salmo Responsorial:  Êxodo 15, 1-6

Evangelho:  Mateus 12, 38-42

Liturgia do Dia – 23/07/2017

Mateus 13, 24-43“A sabedoria e a misericórdia são a plenitude da força divina.  Nem mesmo o joio que nasce entre as boas sementes plantadas é capaz de abalar a força e o vigor do Reino de Deus, que discretamente vai fincando suas raízes e produzindo seus frutos entre nós.”

Primeira leitura: Sabedoria 12,13.16-19

Salmo Responsorial:  85

Segunda leitura:  Romanos 8, 26-27

Evangelho:  Mateus 13, 24-43

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Meditação para este XVI Domingo

Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares/PE.

Continuamos, neste Domingo, a escutar o Senhor que, sentado na barca, nos fala do Reino dos Céus… Permaneçamos atentos, como aquela multidão em pé, à beira-mar, embevecida: “Nunca nenhum homem falou assim…”

Hoje, o Senhor nos apresenta três parábolas, todas revelando, descortinando os mistérios do Reino dos Céus: a do trigo e do joio semeados no campo do mundo e do nosso coração, a do grão de mostarda que cresce a abriga as aves dos céus e, finalmente, a do tiquinho de fermento que leveda toda a massa… É assim o Reino dos Céus, o Reino de Deus!

As três parábolas mostram a fraqueza do Reino, sua fragilidade escandalosa, mas também sua força invencível, seu poder, sua capacidade de tudo impregnar e transformar, até chegar à vitória final. Só que para compreender isso – os mistérios do Reino -, é necessário ter a paciência, a sabedoria divina, fruto do Espírito em nós, que nos dá a capacidade de acolher os tempos e modos de Deus! Mas, vamos às parábolas.

Primeiro, a do trigo e do joio. Que nos ensina aqui o Senhor? Que lições nos quer dar?
Em primeiro lugar: Deus não é inativo, indiferente ao mundo, à nossa vida de cada dia. No Seu Filho, semeou o trigo do Reino no campo deste mundo e no campo do nosso coração. Como diz o Livro da Sabedoria, na primeira leitura de hoje: “Não há, além de Ti, outro Deus que cuide de todas as coisas!” Sim: nosso Deus é um Deus presente, um Deus atuante, um Deus que cuida de nós com amor e com amor vela por Suas criaturas! Não duvidemos, não percamos de vista esta realidade: num mundo de cimento armado e homens bombas, fome, mortes e petrolões, Deus está presente, Deus cuida de nós: inspira o bem aos nossos corações, dá-nos o desejo da paz, da beleza, da verdade, da justiça, do amor, faz-nos que ansiemos pelo Infinito…
Uma segunda lição desta parábola: no mundo e no coração de cada um de nós, infelizmente, há o joio: o mal, o pecado, a treva. Por favor, não mascaremos o mal do mundo nem o mal do nosso interior! Não chamemos de bem ao que é pecado, não queiramos que pareça verdade ao que o Senhor julga como mentira, não finjamos ser reto o que o Santo julga torto! É preciso desmascará-lo, é preciso chamá-lo pelo seu nome! Não mascare, irmão, irmã, o mal da sua vida, do seu coração, da sua consciência!
Esse mal não vem de Deus; vem do Antigo Inimigo, do Diabo, do Sedutor, Pai da Mentira, que, mais esperto que nós, tantas vezes faz o mal nos parecer bem e até achar que nós mesmos estamos acima do bem e do mal! O Diabo é assim: semeia o mal e faz com que ele se confunda com o bem, como o trigo e o joio. E nós, tolos, confundimos tudo e pensamos ser bem ao que é mal – mal semeado pelo Maligno!
Por favor, olhe o seu coração: não se engane, não finja, não mascare, não minta para você mesmo! Chame o mal de mal e o bem de bem!
Numa terceira lição, a parábola de Jesus nos ensina a paciência, sobretudo com o mal que vemos no mundo e nos outros! Somos impacientes, caríssimos, e até julgamos Deus e o Seu modo de agir no mundo. Cuidado: a paciência de Deus salva e a impaciência nossa coloca a perder! Jesus nos pede que confiemos em Deus, que acreditemos na Sua ação e nos Seus desígnios, tempos e modos: Não há, além de Ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que Teu julgamento não foi injusto. A Tua força é princípio da Tua justiça e o Teu domínio sobre todos Te faz para com todos indulgente. Dominando Tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande moderação; e a Teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores”.

Escutemos ainda um pouco o Senhor; aprendamos com as parábolas do grão de mostarda e do fermento que leveda a massa. Precisamente porque o modo de pensar e agir de Deus não é como o nosso, o Reino dos Céus aparece tão frágil, tão inseguro, tão precário, pequenino como um grão de mostarda, pouquinho como uma pitada de fermento! E, no entanto, será grande, será forte, será vitorioso e abrigará as aves dos céus! Será eficaz, forte, e penetrará toda a massa deste mundo! Mas, quando, Senhor? Por que demoras? Por que parece que estás longe? Por que pareces dormir? Observem, irmãos, que em todas as parábolas do Reino, Jesus deixa claro que, ao fim, haverá um julgamento de cada um de nós e o Reino triunfará!

Mas, para não descrer, para não desesperar, para não ver e sentir simplesmente na nossa medida e com nossas forças, supliquemos que o Espírito do Ressuscitado venha nos socorrer, “pois não sabemos o que pedir, nem como pedir!” Só o Espírito do Cristo, o Semeador do Reino, pode nos fazer perceber os sinais do Reino, os sinais de Deus no mundo e na vida. Só o Espírito nos sustenta, fazendo-nos caminhar sem desfalecer, de esperança em esperança… Só o Espírito nos ensina as coisas do Reino: Ele torna o Reino presente porque torna Jesus presente. Por isso mesmo, em vários antigos manuscritos do Evangelho de São Lucas, na oração do Pai-nosso, onde tem “Venha o Teu Reino” aparece “Venha o Teu Espírito”! É o Espírito de Cristo que torna o Reino presente em nós e no mundo. Deixemo-nos, portanto, guiar por Ele, pois “o Reino de Deus é paz e alegria no Espírito Santo!”

Eis, caríssimos! Aprendamos do Senhor, vigiemos e acolhamos Sua Palavra. Se formos fieis e perseverarmos até o fim, escutaremos cheios de esperança Sua promessa, que encerra o Evangelho de hoje: “… então, os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai!” Que assim seja! Amém!

Liturgia do Dia – 22/07/2017

João 20, 1-2.11-18“A Palavra nos faz encontrar o Cristo Redentor, que nos oferece a vida e a salvação.  Nós o encontramos nos gestos de amor e de partilha, na Eucaristia, no Evangelho e dentro de nós mesmos.”

Primeira leitura:  Cântico dos Cânticos 3, 1-4a

Salmo Responsorial:  62

Evangelho:  João 20, 1-2.11-18

Liturgia do Dia – 21/07/2017

Mateus 12, 1-8“Cuidemos de nosso coração, pois é de lá que saem as coisas boas e ruins.  Deixemos que a Palavra encontre nele seu lugar, para que ele seja brando, humilde e misericordioso.”

Primeira leitura:  Êxodo 11, 10-12,14

Salmo Responsorial:  115, 12-18

Evangelho:  Mateus 12, 1-8

Liturgia do Dia 20/07/2017

Mateus 11, 28-30“Moisés assume fielmente sua missão de libertar o povo de Israel, contanto apenas com Deus, pois não tem nem exércitos nem poder humano.  Jesus é o Libertador por excelência que convida-nos a colocar sobre nossos ombros seu ensinamento.”

Primeira leitura: Êxodo 3, 13-20

Salmo Responsorial:  104, 1.5-27

Evangelho: Mateus 11, 28-30

Liturgia do Dia – 19/07/2017

mateus 11, 25-27“Moisés assume a missão que Deus lhe confiou: libertar o povo de Israel das mãos do faraó opressor.  Deus se revela em seu Filho Jesus, aos pobres e aos humildes, pois estes acolhem com alegria o que vem de Deus.”

Primeira leitura:  Êxodo 3, 1-6.9-12

Salmo Responsorial: 102, 1-7

Evangelho:  Mateus 11, 25-27

Liturgia do Dia – 17/07/2017

Mateus 10, 34-11,1“A Palavra de Cristo está sempre diante de nós.  Ela nos inquieta, pois aponta-nos o caminho pelo qual devemos passar e qual decisão tomar.  Mas, no Senhor, até um copo de água oferecido com amor será recompensado.”

Primeira leitura:  Êxodo 1,8-14.22

Salmo Responsorial:  123

Evangelho:  Mateus 10,34-11,1

Liturgia do Dia – 16/07/2017

Mateus 13, 1-9“De olhos e ouvidos bem atentos, peçamos que o Espírito Santo do Senhor quebre nossas resistências, superficialidades e aprofunde em nós as raízes de sua Palavra sempre viva e eficaz, para sermos a terra boa da plantação do Pai.  Acolhamos em nossa vida a Palavra do Senhor.”

Primeira leitura:  Isaías 55, 10-11

Salmo Responsorial:  64

Segunda leitura: Romanos 8, 18-23

Evangelho: Mateus 13, 1-23

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Amados Irmãos no Senhor, neste Domingo começamos a escutar, na proclamação do Evangelho da Missa, o capítulo 13 de São Mateus, que ouviremos ainda pelos próximos dois domingos.

Do que trata? Prestai bem atenção: trata do Reino de Deus, que Mateus gosta de chamar de Reino dos Céus. Eis: nestes três domingos seguidos escutaremos o Sermão das Parábolas do Reino!

 Vede, caríssimos! Jesus, nosso Senhor, veio anunciar e implantar o Reino de Deus – esta foi a Sua missão; e assim Ele nos salvou! Tudo quanto fez, tudo quanto disse, os milagres que realizou, os exorcismos que praticou, Sua própria Morte e Ressurreição – tudo foi para implantar no coração de cada um de nós e do mundo o Reino do Pai do Céu.

Mas, curiosamente, o Senhor nunca definiu esse Reino! Pois bem, neste capítulo 13 do seu Evangelho, São Mateus, reúne sete parábolas de Jesus (sete: número perfeito, completo; sete: revelação perfeita), nas quais Ele, como um Mestre, sentado numa barca, imagem da Igreja, nos desvenda o mistério do Reino!

Atenção, portanto: nestes três domingos, o Senhor no dirá coisas estupendas sobre esse misterioso Reino!

– Fala-nos, pois, Senhor! Abre o Teu Coração e desvela-nos os mistérios do Reinado do Deus a Quem Tu chamas de Pai, Reino que trouxeste, Reino para o qual nos convidas!

Fala Senhor! Fala sentado na barca da Tua Igreja, nossa Mãe católica, e Te escutaremos atentos, com o coração na mão, pois Tu tens palavras de Vida eterna! É a Ti que se refere, é de Ti que fala, querido Jesus, aquele convite das Tuas Escrituras: “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde à Água, vós que não tendes dinheiro, vinde! Comprai e comei; comprai sem dinheiro! Escutai-Me e vinde a Mim; ouvi-Me e vivereis!” (Is 55,1.3). Fala-nos, pois, santíssimo Salvador nosso, do Reino do Pai que vieste nos trazer pela Tua Encarnação, pela Tua pregação, pela Tua Paixão, Morte e Ressurreição! Fala-nos, Senhor: precisamos de Te escutar para compreender o sentido da vida, para saber os sonhos de Deus!

Pois bem, a primeira parábola é-nos contada hoje: um semeador – que é Jesus mesmo e todos aqueles que em Seu Nome semearão enquanto o mundo for mundo –, um semeador saiu a semear a Palavra do Reino…

Atenção, irmãos: a Palavra semeada por Jesus, Senhor nosso, é o anúncio do Reino ou, melhor dizendo, o semeador saiu a semear o Reino de Deus feito Palavra! Assim, acolher a Palavra de Jesus é acolher o Reino, refutar a Palavra, refutar Jesus é refutar o Reino! Gravai bem isto na mente e no coração: a parábola do semeador é uma parábola do Reino dos Céus, é a parábola do semeador do Reino dos Céus!

Esta é a primeira lição sobre o Reinado de Deus: ele é semeado à mancheias, com generosidade e fartura por Jesus e Seus ministros, mas humildemente; e pode ser refutado!

Vede só que coisa: a Palavra de anúncio do Reino pode ser recebida sem compreensão. Que significa isto? Ela pode ser escutada com desprezo, sem que o ouvinte aceite compreender que se trata não de uma simples palavra humana, mas da própria Palavra que, acolhida com fé, faz Deus reinar no nosso coração, na nossa vida! O ouvinte assim, duro, descrente, que não compreende a Palavra como Palavra de Deus, mas a reduz ao nível de simples palavra humana, é presa fácil do Maligno, que vem de mil modos e leva embora essa Palavra santa, como os pássaros devoram as sementes caídas à margem do caminho…

 Há ainda tantos que acolhem com alegria e generosidade o Reinado de Deus anunciado na Palavra, mas infelizmente, são superficiais! Querem o Reino de Deus, mas não querem o Rei! Desejam o Reinado de Deus, mas não aceitam o trabalho de deixar realmente que Deus reine em suas vidas! Eita! que há tantos assim hoje em dia; tantos, tantos! Desejam um reinozinho à medida do homem, um reinozinho de si próprios!

Ora, acolher o Reino de Deus exige deixar que  Senhor reine em minha vida com a Sua santa vontade, exige, pois, que eu me converta! Mas, esses são duros de coração: querem continuar no seu pecado, no seu comodismo, na sua vida pouco generosa e nada disposta à conversão; pensam que se pode acolher o Reino mantendo um coração cheio das pedras do mundo: “não tem raiz em si mesmo; é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, desiste logo!” Não esqueçais, Irmãos, a ilusão desses: querem o Reinado de Deus, mas sem Deus reinando na vida deles! Querem o Reino, mas não o Rei!

 Depois, aqueles cujo coração é um amontoado de espinhos de preocupações, de paixões, de apegos, de amores, de interesses… Num coração assim, o Reinado de Deus é sufocado! Reinam as paixões, reina a minha vontade, reinam os meus interesses, reina a minha imaturidade, reina o meu apego, reina o meu pecado… Deus fica em último lugar! A Palavra que anuncia o bendito Reinado do Senhor é, nesse espinheiro miserável, sufocada, o Reino murcha, mingua até desaparecer desse coração!

Por fim, um coração pobre e humilde, disposto como um campo fecundo e pronto! É aquele que, diante da Palavra que convida a deixar que Deus reine na nossa vida, diz: Podes reinar, Senhor! Sou Teu, para Ti nasci: que queres de mim? – Alguém assim é pobre, alguém assim é humilde, alguém assim dá espaço para que Deus reine na sua vida! De alguém assim é o Reino dos Céus! E nesse o Reino frutifica, dá fruto, se expande como uma semente fecunda e viçosa que dá trinta, sessenta, até cem por um!

Ah, quantas lições, Irmãos meus! Vede só, resumindo tudo, três delas:

(1) O Reino é semeado generosamente, à mancheias pelo Senhor! Tão generoso é Aquele que deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, que nem olha em que tipo de coração joga a semente! É para todos!

(2) O Reino de Deus é humilde, pede passagem, depende da nossa liberdade para acontecer em nós: pode ser acolhido ou refutado, como a semente! Assim, pode acontecer que, em mim, o Reino de Deus morra ou mesmo sequer chegue a nascer! Vede, Irmãos, tremamos, Irmãos: não é garantido que o Reino entrará e crescerá e frutificará em mim! Que poder, o meu: eu posso matar o Reinado de Deus em mim! Mas, atenção, porque se o Reino não entrar em mim, eu não entrarei no Reino!

(3) O Reino, mesmo para aqueles que o acolhem, terá fecundidades diferentes, dependendo do modo, da generosidade, com que ele é acolhido: pode dar muito fruto ou pouco fruto: trinta, sessenta, cem por um… Que fruto está dando na tua vida, Irmão amado em Cristo, o divino Semeador?

Por fim, como é misteriosa a justificativa de Jesus para falar em parábolas: é para que falando de modo poético e figurado, fique sempre o espaço para que os de boa vontade se encantem e acolham e compreendam, e os de má vontade, de vez, virem o rosto, e se fechem e se afastem! Que mistério, que encontro: a graça do Deus que semeia largamente e a liberdade do homem em acolher ou refutar!

Uma coisa é certa, amados: esse Reino, semeado agora humildemente, entre as dores e tribulações de uma humanidade e de uma criação em dores de parto, como diz a segunda leitura, um dia desabrochará na plenitude de sua potência e de sua glória, de modo que toda a criação e nós mesmos no nosso corpo, seremos totalmente transfigurados pelo Espírito Santo de Cristo, que é a Força mesma da semente do Reino, a Energia mesma que faz a semente brotar, crescer e frutificar em fruto de Vida eterna!

Assim, caríssimos, não duvidemos da força do Reino: tão humilde agora, um dia, no Dia de Cristo, ele desabrochará com toda a força da Glória de Deus!

Não nos esqueçamos: a Palavra do nosso Deus é viva e eficaz, como a chuva que, descendo do céu, irriga a terra e faz brotar a semente!

 Que nos resta dizer?

Venha, Senhor Deus, o Teu Reino!

Dá-nos um coração pobre, humilde, disponível para acolher a boa semente da Palavra do Teu Cristo, de modo que, escutando a Sua santa Palavra, Tu possas reinar em nós e demos frutos de Vida eterna, pois Teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém!

Liturgia do Dia – 15/07/2017

Mateus 10, 24-33“O Senhor está sempre ao lado de seus mensageiros: ‘Não tenhas medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma’. O amor do Senhor é força contínua em nossa vida.”

Primeira leitura: Gênesis 49, 29-32; 50, 15-26a

Salmo Responsorial:  104, 1-7

Evangelho:  Mateus 10, 24-33

Liturgia do Dia – 13/07/2017

Mateus 10, 7-15“José diz a seus irmãos: ‘Foi para vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós para o Egito’.  Devolve com amor a maldade de seus irmãos que o venderam. Assim é também Jesus conosco.  Porque temos tanta dificuldade para amar?”

Primeira leitura:  Gênesis 44, 18-21. 23b-29; 45, 1-5

Salmo Responsorial:  104, 16,21

Evangelho:  Mateus 10, 7-15

Liturgia do Dia – 12/07/2017

Mateus 10, 1-7

“José, ultrajado por seus irmãos, torna-se o salvador deles, livrando-os da fome.  Cristo foi ultrajado pelos homens e tornou-se fonte de vida e de salvação.  Por que demoramos tanto para escutar a voz do Senhor que nos chama?”

Primeira leitura:  Gênesis 41,55-57; 42,5-7a. 17-24a

Salmo Responsorial:  32

Evangelho:  Mateus 10, 1-7

Liturgia do Dia – 11/07/2017

mateus 9, 32-38“‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos’. O Senhor conta conosco para que seu Reino chegue em cada coração humano e todos se salvem.  Deus fez sua parte.  Falta a nossa.”

Primeira leitura:  Gênesis 32, 23-33

Salmo Responsorial:  16

Evangelho:  Mateus 9, 32-38

Liturgia do Dia – 09/07/2017

Mateus 11, 25-30“O Messias vem estabelecer a paz mediante uma nova ordem social marcada por relações justas. O povo libertado será o instrumento dessa ação.  Jesus é a realização das promessas messiânicas.  Ele é o enviado do Pai.”

Primeira leitura:  Zacarias  9,9-10

Salmo Responsorial: 144

Segunda leitura:  Romanos 8,9.11-13

Evangelho:  Mateus 11, 25-30

Meditação para Domingo, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares, PE.

Neste XIV Domingo Comum, a Palavra de Deus apresenta-nos um Rei. Ei-Lo, como a Primeira Leitura no-Lo descreve: Ele é o Rei de Israel, que vem ao encontro do Seu Povo; é um novo Salomão, um novo Davi: vem montado num jumentinho, como o Pacífico Salomão no dia da sua entronização: “O Rei Davi ordenou: ‘Fazei montar na minha mula o meu filho Salomão!” E o povo aclamou: “Como o Senhor esteve com o senhor meu Rei, que Ele esteja com Salomão e que Ele exalte o seu trono mais do que o trono de Davi!” (1Rs 1,33.37) Esse bendito Rei, que vem ao encontro do Seu Povo é justo, isto é, santo, cumpridor da vontade do Senhor Deus, é humilde, eliminará os carros de guerra, porque é pacífico, anunciará a paz às nações e estenderá o Seu domínio até os confins da terra!

Quem é este Rei? Certamente, caros irmãos, o Profeta Zacarias estava falando de um Rei que viria, está referindo-se ao Messias, o Ungido do Senhor, esperado, desejado de Israel!

Então, prestai bem atenção: esse Rei é o nosso Jesus, novo Davi, verdadeiro Salomão, homem do Shalom, Príncipe da Paz! É Ele, Rei pacífico, o que no Evangelho de hoje declara solenemente: “Tudo Me foi entregue por Meu Pai!”

Sim, Ele é o Senhor, igual ao Pai, Deus como o Pai, que com o Pai tem uma relação de reciprocidade, de igualdade: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai e ninguém conhece o Pai, senão o Filho!”

Tão grande, tão santo, tão Deus e, no entanto, Ele nos convida: “Vinde a Mim! Aprendei de Mim! Eu sou manso e humilde de coração! Vós encontrareis descanso, pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve!”

Jesus é sim o Messias-Senhor, Jesus é sim o Deus vivo e verdadeiro que por nós Se fez homem, Jesus é sim o Rei que vem visitar o Seu povo, Seu novo Povo, que é a Igreja! Mas, atenção: Sua vinda é para salvar:

Ele Se fez um de nós, um conosco: vem manso e humilde de coração, pobre, compreensivo de nossas misérias, pronto para nos acolher no aconchego do Seu coração e nos redimir e nos restaurar para que, Nele, sejamos novas criaturas!

Mas, cuidado! Aqui não se trata de umas ideias melosas, sentimentais! Não! Quando o Senhor nos convida a encontrar descanso Nele, está nos chamando à conversão à Sua Pessoa, a confiar Nele e a Ele entregar a nossa vida. Por isso mesmo, afirma: “Escondeste, Pai, estas coisas aos sábios e entendidos”, isto é, aos autossuficientes, ao que pensam que se bastam e podem fazer do seu jeito, vivendo a vida como se Deus não existisse, como se de Deus não precisassem!

Os “pequeninos” que aceitam Jesus e correm para repousar no Seu Coração são aqueles que desejam romper com a situação de pecado, vivendo a vida nova de filhos de Deus no Filho Jesus! Desses, São Paulo afirma na Segunda Leitura: “Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito”, pois tendes o Espírito Santo de Jesus! E vede, Irmãos meus, a sentença clara do Apóstolo: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo – isto é, não vive segundo o Santo Espírito de Cristo, deixando-se por Ele guiar – não pertence a Cristo!”

Portanto, nada de sentimentalismo meloso, nada de uma misericórdia desfibrada, descomprometida com a conversão: “Temos uma dívida não para com a carne – isto é, o pecado, o espírito do mundo, o viver segundo a nossa lógica -, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne morrereis, mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” a Vida nova no regaço do Coração do Rei manso e humilde!

Queridos Irmãos, vamos a Jesus que veio a nós como Rei pacífico! Que seja Ele o nosso Mestre, que seja o Seu Evangelho a nossa luz, que seja o Seu caminho a nossa verdade!

Não podemos tranquilamente os dizer cristãos vivendo segundo uma mentalidade mundana ou mesmo vivendo segundo a nossa lógica! Ser discípulo do Senhor, ir até Ele, que nos convida “Vinda a Mim!”, exige – exigirá sempre! – o trabalhoso e constante processo de conversão!

Seria uma triste engano, seria uma mentira pensar que alguém pode ser cristão desrespeitando os preceitos do Senhor, vivendo de modo contrário a norma recebida Daquele que é manso e humilde de Coração. Duvidais disto? Então ouvi: “Se Me amais, observareis Meus mandamentos! Se alguém Me ama, guardará Minha palavra e Meu Pai o amará e a ele viremos e Nele estabeleceremos morada!” (Jo14,15.23) Que fique claro: não é qualquer amor que é cristão, não é uma conversa mole de uma amor qualquer que nos faz discípulos de Cristo! Amor verdadeiramente cristão, que nos une ao Senhor e aos irmãos, é aquele que brota do amor ao Cristo Jesus e do compromisso com Seus preceitos! Isto é viver segundo o Espírito, isto é estar aberto para o Senhor, isto é correr a corrida da vida para repousar no Seu Coração!

Que Jesus nosso Senhor nos conceda uma vida assim, Ele que é Deus bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

 

Liturgia do Dia 08/07/2017

Mateus 9, 14-17“‘Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?’ Só em Cristo encontramos a vida e a liberdade verdadeiros.  Longe dele é escravidão e morte.”

Primeira leitura:  Gênesis 27, 1-5.15-29

Salmo Responsorial:  134

Evangelho:  Mateus 9, 14-17

Liturgia do Dia – 07/07/2017

Mateus 9, 9-13“A Palavra mostra-nos sem cessar o jeito de Deus agir conosco:  Sua misericórdia.  Jesus é a plenitude da bondade divina: ‘Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

Primeira leitura:  Gênesis 23, 1-4.19; 24,1-8.62-67

Salmo Responsorial  105 1,5

Evangelho: Mateus 9, 9-13

Fica a dica da Semana

O silêncio de MariaDelicada, concentrada, silenciosa – assim o frei Inácio Larrañaga sintetiza a personalidade da jovem escolhida para ser Mãe de Deus e de toda a humanidade.

O autor nos convida a ir ao encontro de Maria “caminhando sobre terra firme”, isto é, a partir de uma investigação histórica de sua intimidade, retratada nos evangelhos. Enquanto avança na interpretação das passagens evangélicas, leva o leitor a uma profunda reflexão sobre o silêncio de Maria, sua missão e, sobretudo, sobre seu infinito amor.

O estilo sincero e transparente que converteu frei Inácio Larrañaga em modelo de literatura testemunhal está, neste livro, envolto na beleza e poesia da Mãe do Silêncio e da Humildade que, segundo o autor, vive perdida e encontrada no mar sem fundo do Mistério do Senhor.

 

paulo de tarsoTrata-se de uma viagem, que nos leva a descobrir a vida, o pensamento e a ação missionária do apóstolo Paulo, sua riqueza espiritual, sua paixão pelo anúncio do Evangelho e a formação das primeiras comunidades cristãs. O filme conta com a assessoria de alguns biblistas das universidades Lateranense e Teresiana de Roma e do Instituto Arqueológico da Universidade de Viena.

Ano de produção: 2006
Duração: 210 min
Áudio: Português, Inglês, Italiano, Espanhol