Liturgia do Dia – 05/05/2017

João 6, 52-59“‘A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida.’ Alimentados pela Eucaristia podemos fazer a grande experiência do Cristo ressuscitado em nossa vida.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 9, 1-20

Salmo Responsorial:  116

Evangelho:  João 6, 52-59

Liturgia do Dia – 04/05/2017

joão 6, 44-51“A Boa Notícia é anunciada e acolhida, e aquele etíope se faz batizar.  É preciso ouvir com alegria e anunciar com ardor missionário o Evangelho de Cristo em nossos dias , pelo diálogo, pelo testemunho e pelo serviço de amor.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 8, 26-40

Salmo Responsorial:  65

Evangelho:  João 6, 44-51

 

A Catequese do Papa Francisco – 03/05/2017

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 03 de maio de 2017

 

Viagem Apostólica ao Egito

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Hoje quero falar a vocês da Viagem apostólica que, com a ajuda de Deus, eu realizei nos últimos dias ao Egito. Eu fui ao país após ter recebido um convite quadruplo: do Presidente da República, de sua Santidade o Patriarca Copto ortodoxo, do Grande Imã de Al- Azhar e do Patriarca Copto Católico. Agradeço a cada um deles pela acolhida que me deram, verdadeiramente calorosa. E agradeço a todo povo egípcio pela participação e afeto com que viveram esta visita do Sucessor de Pedro.

O presidente e as autoridades civis se empenharam de modo extraordinário para que este evento pudesse acontecer do melhor modo; para que pudesse ser um sinal de paz, um sinal de paz para o Egito e para toda aquela região, que infelizmente sofre com os conflitos e o terrorismo. De fato, o tema da viagem era “O Papa da paz no Egito da paz”.

A minha visita à Universidade de Al-Azhar, a mais antiga universidade islâmica e máxima instituição acadêmica do Islã sunita, teve um duplo horizonte: o diálogo entre cristãos e muçulmanos e, ao mesmo tempo, a promoção da paz no mundo. E em Al-Azhar aconteceu o encontro com o Grande Imã, encontro que se alargou na Conferência Internacional para a Paz.

Em tal contexto, eu ofereci uma reflexão que valorizou a história do Egito como terra de civilidade e terra de alianças. Para toda a humanidade, o Egito é sinônimo de antiga civilização, de tesouros de arte e conhecimento; e isso nos recorda que a paz se constrói mediante a educação, a formação da sabedoria, de um humanismo que compreende como parte integrante a dimensão religiosa, o relacionamento com Deus, como recordou o Grande Imã em seu discurso. A paz se constrói também partindo da aliança entre Deus e o homem, fundamento da aliança entre todos os homens, baseada no Decálogo escrito em tábuas de pedra no Sinai, mas muito mais profundamente no coração de cada homem de cada tempo e lugar, lei que se resume nos dois mandamentos do amor a Deus e ao próximo.

Este mesmo fundamento está também na base da ordem da construção social e civil, na qual são chamados a colaborar todos os cidadãos, de cada origem, cultura e religião. Tal visão de sã laicidade, emergiu na troca de discursos com o presidente da República do Egito, em presença das autoridades do país e Corpo diplomático. O grande patrimônio histórico e religioso do Egito e o seu papel na região meridional lhe conferem um dever no caminho em direção a uma paz estável e duradoura, que se apoie não no direito da força, mas na força do direito.

Os cristãos, no Egito como em cada nação da terra, são chamados a ser fermentos de fraternidade. E isso é possível se vivem entre eles a comunhão de Cristo. Um forte sinal de comunhão, graças a Deus, pudemos dar junto com o meu caro irmão Papa Tawadros II, patriarca dos coptas ortodoxos. Renovamos o empenho, também assinando uma Declaração Comum, de caminhar juntos e de nos esforçarmos para não repetir o batismo administrado nas duas Igrejas. Juntos rezamos pelos mártires dos recentes atentados que atingiram tragicamente aquela venerável Igreja; e o sangue deles fecundou este encontro ecumênico, do qual participou também o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu: o patriarca ecumênico, meu caro irmão.

O segundo dia de viagem foi dedicado aos fiéis católicos. A Santa Missa celebrada no Estádio, colocado à disposição pelas autoridades egípcias, foi uma festa de fé e fraternidade, na qual sentimos a presença do Senhor Ressuscitado. Comentando o Evangelho, exortei a pequena comunidade católica do Egito a reviver a experiência dos discípulos de Emaús: a encontrar sempre no Cristo, palavra e pão da vida, a alegria da fé, o ardor da esperança e a força de testemunhar no amor que “encontramos o Senhor”.

O último momento vivi junto com os sacerdotes, religiosos e religiosas e seminaristas, no Seminário Maior. Há tantos seminaristas: e isso é uma consolação! Foi uma bela liturgia da Palavra, durante a qual foram renovadas as promessas de vida consagrada. Nesta comunidade de homens e mulheres que escolheram dar a vida a Cristo pelo seu Reino, eu vi a beleza da Igreja no Egito, e rezei por todos os cristãos do Oriente Médio, para que guiados por seus pastores e acompanhados pelos consagrados, sejam sal e luz nestas terras, em meio ao povo. O Egito, para nós, foi um sinal de esperança, refugio e auxílio. Quando aquela parte do mundo era inflamada, Jacó, com os seus filhos, foi embora de lá; e depois, quando Jesus foi perseguido, foi até lá. Por isso contar a vocês sobre esta viagem significa percorrer o caminho da esperança: para nós o Egito é aquele sinal de esperança, seja pela história seja pelo hoje, desta fraternidade que eu desejei contar a vocês.

Agradeço novamente àqueles que tornaram possível esta Viagem e a todos que, de diversos modos, deram a sua contribuição, especialmente a tantas pessoas que ofereceram as suas orações e seus sofrimentos. A Família de Nazaré, que emigrou pelas margens do rio Nilo para fugir da violência de Herodes, abençoe e proteja sempre o povo egípcio e o guie sobre o caminho da prosperidade, da fraternidade e da paz.

Obrigado !

Liturgia do Dia – 03/05/2017

João 14, 6-14“O cristão tem o dever de anunciar o Evangelho, sem excluir ninguém.  Chama para a partilha da alegria e abre o horizonte da esperança que brota de Cristo.  Somos chamados a ser apóstolos de Cristo.”

Primeira leitura:  1 Coríntios 15, 1-8

Salmo responsorial:  18

Evangelho:  João 14, 6-14

Liturgia do Dia – 02/05/2017

sagrado coração de jesus“É triste o destino dos que dizem não a Deus e rejeitam os mediadores da salvação.  Esses não reconhecem que só em Cristo reside a plenitude da vida.  Estevão dá testemunho dessa verdade com a própria vida.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 7, 51-8, 1a

Salmo Responsorial:  30

Evangelho:  João 6, 30-35

E eles ficaram cheios do Espírito Santo

E eles ficaram cheios do Espírito SantoNo próximo dia 28 de maio, a partir das 14 horas, acontecerá no pátio Colégio Guido de Fontgalland, o evento ” E eles ficaram cheios do Espírito Santo”.  Uma tarde de louvor e adoração com a presença da cantora Eliana Ribeiro e da Comunidade Bom Pastor.  Para entrada pede-se a doação de 01kg de alimento não perecível.  A realização é da Terceira Forania do Vicariato Sul da Arquidiocese de São Sebastião e o apoio é da Rádio Catedral FM, Copacabana Rio Hotel e Colégio Guido de Fontgalland.

O colégio Guido de Fontgalland fica anexo a Paróquia São Paulo Apóstolo, a Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana.  Informações: 22557547

 

Liturgia do Dia – 01/05/2017

mateus 13, 54-58“Construir a vida é nossa missão e o trabalho é o meio nobre para que isso se realize.  É preciso valorizar a grandeza dos dons que recebemos de Deus.  O trabalho é próprio dos que querem dignidade.”

Primeira leitura:  Gênesis 1, 26-2,3 ou Colossenses 3,14-15.17.23-24

Salmo Responsorial:  89

Evangelho:  Mateus 13, 54-58

Liturgia do Dia – 30/04/2017

lucas 24, 13-35“O Ressuscitado está presente, e a Palavra nos ensina que é preciso abrir os olhos e o coração para acolher a nova luz de nossa vida:  Cristo ressuscitado.  O Crucificado e Ressuscitado continua a nos amar.”

Primeira leitura:  Ato dos Apóstolos 2,14.22-23

Salmo Responsorial:  15

Segunda leitura:  1 Pedro 1, 17-21

Evangelho:  Lucas 24, 13-35

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Reflexão por Dom Henrique Soares da Costa – Bispo Diocesano de Palmares/PE

                No Tempo Pascal a Igreja vive, celebra e testemunha sua certeza, aquela convicção que a faz existir e sem a qual ela não teria sentido neste mundo: “Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou por meio dele entre vós. Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue nas mãos dos ímpios e vós o matastes pregando numa cruz… Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. Exaltado pela Direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo prometido e o derramou…” Este é o núcleo da nossa fé, o fundamento da nossa esperança, a inspiração para a nossa vida e nossa ação, isto é, para nossas atitudes concretas, nossa vida moral.

            Na Liturgia da Palavra deste Domingo, o encontro de Emaús sintetiza muito bem a experiência cristã. Prestemos atenção, porque é de nós que fala o Evangelho de hoje! O que há aí? Há, primeiramente o caminho – aquele da vida: aí, os discípulos conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido com Jesus. Mas, os acontecimentos, lidos somente à nossa luz, segundo a nossa razão e os nossos critérios, são opacos, são tantas e tantas vezes, sem sentido… Por isso, no coração e no rosto daqueles dois havia tristeza e escuro; eles estavam cegos e tristes… Dominava-os o desânimo e a incerteza: esperaram tanto e, agora, só restava um túmulo vazio… Mas, à luz do Ressuscitado – quando o experimentamos vivo entre nós – tudo muda, absolutamente. Primeiro o coração arde no nosso peito. Arde com a alegria e o calor de quem vê um sentido – e um sentido de amor e de vida – para os acontecimentos da existência, mesmo os mais sombrios: “Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na glória?” Que palavras impressionantes! São as mesmas dos Atos dos Apóstolos, na primeira leitura: “Deus em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue…” Aqui, compreendamos bem: só na fé se pode penetrar o mistério e ultrapassar o absurdo! Então, com Jesus, na sua luz, os olhos nossos se abrem e reconhecemos Jesus, experimentamo-lo vivo, próximo, como Senhor, que dá orientação, sustento e sentido à nossa vida! Sentimos, então, a necessidade de conviver e compartilhar com outros que fizeram a mesma experiência, todos reunidos em torno daqueles que o Senhor constituiu como primeiras testemunhas suas – os Apóstolos e seus sucessores, os Bispos em comunhão com o Sucessor de Simão, a quem o Senhor apareceu em primeiro lugar dentre os Apóstolos. É assim que somos cristãos; é assim que somos Igreja!

             Esta é, portanto, a certeza dos cristãos, a nossa certeza! Hoje somos nós as testemunhas! Hoje somos nós quem devemos pedir: “Mane nobiscum, Domine!” – “Fica conosco, Senhor!” Somente seremos cristãos de verdade se ficarmos com o Senhor que fica conosco, se o encontrarmos sempre na Palavra e no Pão eucarístico. Nunca esqueçamos: os discípulos sentiram o coração arder ao escutá-lo na Escritura e o reconheceram ao partir o Pão! Esta é a experiência dos cristãos de todos os tempos. João Paulo Magno, precisamente na sua Carta Apostólica Mane nobiscum Domine afirmava essa necessidade absoluta de Cristo, necessidade de voltar sempre a ele: “Cristo está no centro não só da história da Igreja, mas também da história da humanidade. Tudo é recapitulado nele. Cristo é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, a alegria de todos os corações e a plenitude de suas aspirações. Nele, Verbo feito carne, revelou-se realmente não só o mistério de Deus, mas também o próprio mistério do homem. Nele, o homem encontra a redenção e a plenitude!” (n. 6).

             O mundo atual – e o mundo de sempre – deseja apontar outros caminhos de realização para o homem; outras possibilidades de vida… Os cristãos não se iludem! Sabemos onde está a nossa vida, sabemos onde encontrar o caminho e a verdade de nossa existência: em Cristo sempre presente na Palavra e na Eucaristia experimentadas na vida da Igreja! Repito: este é o centro da experiência cristã; e precisamente daqui brotam as exigências de coerência de nossa vida: “Fostes resgatados da vida fútil herdade de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata e o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro sem mancha e sem defeito. Antes da criação do mundo ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu por amor de vós!” Eis, que mistério! Antes do início do mundo o Pai nos tinha preparado este Cordeiro imolado, para que nele encontrássemos a vida e a paz! Por ele alcançamos a fé em Deus; por ele, nossa vida ganhou um novo sentido; por ele, não mais pensamos, vivemos e agimos como o mundo das trevas! E porque Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, a nossa fé e a nossa esperança estão em Deus, estão firmadas na Rocha! “Vivei, pois, respeitando a Deus durante o tempo da vossa migração neste mundo!” Vivamos para Deus e manifestemos isso pelo nosso modo de pensar, falar, agir e viver!

             Irmãos! Irmãs! Não tenhais medo de colocar em Cristo toda a vossa vida e toda a vossa esperança! É ele quem nos fala agora, na Palavra, e agora mesmo, para que nossos olhos se abram e o reconheçamos, ele mesmo nos partirá o Pão. A ele a glória pelos séculos! Amém.

Liturgia do Dia – 29/04/2017

João 6, 16-21“A Igreja se organiza na caridade e no anúncio do Evangelho.  Por isso, são eleitos homens dignos para a missão.  É Jesus que nos diz: ‘Sou eu. Não tenhais medo’. Hoje somos continuadores da verdade de Cristo”.

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 6,1-7

Salmo Responsorial:  32

Evangelho:  João 6, 16-21

Liturgia do Dia – 28/04/2017

João 6, 1-15“O pão multiplicado por Jesus e distribuído pelos apóstolos lembra-nos o quanto ainda temos de ser solidários em nossa sociedade.  O Pão do altar leva-nos à vida de justiça e equidade.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 5,34-42

Salmo responsorial:  26

Evangelho:  João 6, 1-15

Liturgia do Dia – 27/04/2017

João 3,14-21“‘O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos’. Nele está nossa vida; por isso, os apóstolos dizem diante das autoridades: ‘É preciso obedecer a Deus, antes que os homens’. Quais são nossas escolhas?”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 5, 27-33

Salmo Responsorial:  33

Evangelho: João 3 ,31-36

Catequese do Papa Francisco – 26/04/2017

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CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 26 de abril de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

“Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). Estas últimas palavras do Evangelho de Mateus recordam o anúncio profético que encontramos no início: “A ele será dado o nome de Emanuel, que significa Deus conosco” (Mt 1, 23; cfr Is 7, 14). Deus estará conosco, todos os dias, até o fim do mundo. Jesus caminhará conosco, todos os dias, até o fim do mundo. Todo Evangelho está em torno destas duas citações, palavras que comunicam o mistério de Deus cujo nome, cuja identidade é estar-com: não é um Deus isolado, é um Deus-com, em particular conosco, isso é, com a criatura humana. O nosso Deus não é um Deus ausente, levado por um céu distante; é, em vez disso, um Deus “apaixonado” pelo homem, tão ternamente amante a ponto de ser incapaz de se separar dele. Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontos. Ele, em vez disso, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece sempre incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se por ventura nós nos esquecêssemos Dele. Na linha que divide a incredulidade da fé, decisiva é a descoberta de ser amados e acompanhados pelo nosso Pai, de não sermos nunca deixados sozinhos por Ele

A nossa existência é uma peregrinação, um caminho. Também quantos são movidos por uma esperança simplesmente humana percebem a sedução do horizonte, que os leva a explorar mundos que ainda não conhecem. A nossa alma é uma alma migrante. A Bíblia está cheia de histórias de peregrinos e viajantes. A vocação de Abraão começa com este comando: “Saia da tua terra” (Gen 12, 1). E o patriarca deixa aquele pedaço de mundo que conhecia bem e que era um dos berços da civilização do seu tempo. Tudo conspirava contra o significado daquela viagem. No entanto, Abraão parte. Não se torna homens e mulheres maduros se não se percebe a atração do horizonte: aquele limite entre o céu e a terra que pede para ser alcançado por um povo de caminhantes.

Em seu caminho no mundo, o homem nunca está sozinho. Sobretudo o cristão nunca se sente abandonado, porque Jesus nos assegura de não nos esperar somente ao término da nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um dos nossos dias.

Até quando vai durar o cuidado de Deus para com o homem? Até quando o Senhor Jesus, que caminha conosco, até quando cuidará de nós? A resposta do Evangelho não deixa margem para dúvidas: até o fim do mundo! Passarão os céus, passará a terra, serão canceladas as esperanças humanas, mas a Palavra de Deus é maior que tudo e não passará. E Ele será o Deus conosco, o Deus Jesus que caminha conosco. Não haverá dia na nossa vida em que deixaremos de ser preocupação para o coração de Deus. Mas alguém poderia dizer: “Mas, o que está dizendo?” Digo isso: não haverá dia na nossa vida em que deixaremos de ser uma preocupação para o coração de Deus. Ele se preocupa conosco e caminha conosco. E porque faz isso? Simplesmente porque nos ama. Entende isso? Ama-nos! E Deus seguramente providenciará todas as nossas necessidades, não nos abandonará na hora da prova e da escuridão. Esta certeza pede para aninhar-se na nossa alma para não apagar jamais. Alguém a chama com o nome de “Providência”. Isso é, a proximidade de Deus, o amor de Deus, o caminhar de Deus conosco se chama também a “Providência de Deus”: Ele provê na nossa vida.

Não por acaso, entre os símbolos cristãos da esperança há um que eu gosto tanto: a âncora. Essa exprime que a nossa esperança não é vaga; não deve ser confundida com o sentimento momentâneo de quem quer melhorar as coisas deste mundo de forma irrealista, contando apenas com a própria força de vontade. A esperança cristã, de fato, encontra a sua raiz não na atração do futuro, mas da segurança daquilo que Deus nos prometeu e realizou em Jesus Cristo. Se Ele garantiu não nos abandonar nunca, se o início de toda vocação é um “Segue-me”, com que Ele nos assegura estar sempre diante de nós, por que, então, temer? Com esta promessa, os cristãos podem caminhar por toda parte. Mesmo atravessando porções de mundo ferido, onde as coisas não vão bem, nós estamos entre aqueles que mesmo lá continuam a esperar. Diz o salmo: “Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo” (Sal 23, 4). É justamente onde espalha a escuridão que é preciso ter acesa uma luz. Voltemos à âncora. A nossa fé é a âncora no céu. Nós temos a nossa vida ancorada no céu. O que devemos fazer? Segurar na corda: está sempre ali. E seguimos adiante porque estamos seguros de que a nossa vida tem como uma âncora no céu, sobre aquela costa onde chegaremos.

Certo, se fôssemos confiar somente nas nossas forças, teríamos razões para nos sentirmos desiludidos e derrotados, porque o mundo muitas vezes se mostra refratário às ligações de amor. Prefere, tantas vezes, as leis do egoísmo. Mas se em nós sobrevive a certeza de que Deus não nos abandona, que Deus ama a nós e este mundo com ternura, então muda imediatamente a perspectiva. “Homo viator, spe erectus”, diziam os antigos. Ao longo do caminho, a promessa de Jesus “Eu estou convosco” nos faz ficar de pé, eretos, com esperança, confiando que o Deus bom já está trabalhando para realizar aquilo que humanamente parece impossível, porque a âncora está na praia do céu.

O santo povo fiel de Deus é gente que está em pé – “homo viator” – e caminha, mas em pé, “erectus”, e caminha na esperança. E onde quer que vá, sabe que o amor de Deus o precedeu: não há parte do mundo que escape da vitória de Cristo Ressuscitado. E qual é a vitória de Cristo Ressuscitado? A vitória do amor. Obrigado.

Liturgia do Dia – 26/04/2017

joão 3, 16-21“‘Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele.’ O Evangelho nos dá a fé e a vida verdadeiras.  Quando o Evangelho nos orienta alcançamos a paz e a alegria.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 5, 17-26

Salmo Responsorial:  33

Evangelho:  João 3, 16-21

Liturgia do Dia – 25/04/2017

marcos 16, 15-20“É preciso deixar a Palavra ressoar em nossa vida, para que produzamos frutos verdadeiros do Reino.  O Senhor nos chama para que sejamos anunciadores de sua verdade, com a palavra e o exemplo.”

Primeira leitura:  1Pedro 5, 5b-14

Salmo Responsorial:  88

Evangelho:  Marcos 16, 15-20

Liturgia do Dia – 23/04/2017

João 20, 19-31“A Comunidade reunida ouvia a palavra dos Apóstolos, partia o pão, vivia em comunhão e era unida na prece.  E Jesus ressuscitado se dá a conhecer aos Apóstolos, e sua palavra é para todo tempo: ‘Bem aventurados os que creram sem terem visto'”.

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 2, 42-47

Salmo Responsorial:  117

Segunda leitura: 1 Pedro 1, 3-9

Evangelho:  João 20, 19-31

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Meditação para o Domingo II da Páscoa
Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares/PE

Estamos ainda em pleno dia da Páscoa, “o Dia que o Senhor fez para nós” – é esta a Oitava da Santa Páscoa.

Se no dia mesmo da Ressurreição, a Liturgia centrava nossa atenção no próprio Senhor ressuscitado, vencedor da morte, hoje, neste Domingo da Oitava, a atenção concentra-se nos efeitos dessa vitória formidável para nós e para toda a humanidade.

Eis! O Senhor Jesus, morto como homem, morto na Sua natureza humana, foi ressuscitado pelo Pai, que derramou sobre Ele o Espírito Santo, Senhor que dá a Vida; como diz a Primeira Epístola de São Pedro: “Morto na carne, isto é, na Sua natureza humana, foi vivificado no Espírito, isto é, na força vivificante, que é o Espírito do Pai (cf. 3,18). E agora, cheio do Espírito, Jesus nos dá esse Dom divino, esse fruto da Sua Ressurreição.

Primeiro dá-Lo aos Seus apóstolos “ao anoitecer daquele dia, o primeiro depois do sábado”. Passou o sábado dos judeus, passou a Lei de Moisés, passou a antiga criação. E Jesus ressuscitado sopra sobre os Apóstolos o Espírito Santo, recebido do Pai na Ressurreição: “Como o Pai Me enviou na potência do Espírito, também Eu vos envio agora na força desse mesmo Espírito! Recebei, pois, o Espírito Santo, dado para gerar o mundo novo, o homem novo, o homem segundo a Minha imagem, o homem reconciliado, na paz com Deus! Paz a vós! Os pecados serão perdoados nesse dom do Meu Espírito!” Assim começa o cristianismo, assim ganha vida a Igreja: no Espírito do Ressuscitado!

Os Apóstolos agora, recebendo o Espírito, recebem a Vida nova do Cristo, a Vida que dura para a Eternidade. Esse mesmo Espírito, nós O recebemos nas águas do Batismo e na comunhão com o Sangue do Senhor na Eucaristia. Por isso mesmo, a oração da Missa hodierna nos pede a graça de compreender melhor, isto é, de viver intensamente na vida “o Batismo que nos lavou, o Espírito que nos deu nova Vida e o Sangue que nos lavou”.
Em outras palavras: pela participação aos santos sacramentos, sobretudo o Batismo e a Eucaristia, nós recebemos continuamente o Espírito do Ressuscitado e, assim, recebemos a Sua nova Vida, a Vida que nos renova já aqui, neste mundo, e nos dá a Vida eterna. Por isso a segunda leitura de hoje nos diz que o Pai, “em Sua grande misericórdia, pela Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível”, reservada a nós nos Céus!
A Ressurreição de Cristo é garantia da nossa, o Seu Espírito, que nós recebemos, é semente e garantia de Vida eterna e, por isso, é causa de alegria e força para nós, cristãos. Nós recebemos a Vida eterna, nós cremos na Vida eterna, nós já vivemos tendo em nós as sementes da Vida eterna!

Mas, estejamos atentos: esta nossa fé na Ressurreição tem consequências concretas para nós: “Os que haviam se convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum…”

Eis: a fé na Ressurreição do Senhor, a vida vivida na Vida nova que Cristo nos concedeu, faz-nos existir de um modo novo, iluminados por uma nova regra de vida (o ensinamento dos apóstolos e seus sucessores), sustentados pela fração do Pão eucarístico e testemunhas de uma vida de comunhão, de amor fraterno, de mansidão, de coração aberto para Deus e os irmãos.

Mais uma coisa: estejamos atentos para um fato importantíssimo: a Ressurreição do Senhor não é uma fábula, não é um mito, não é uma parábola. O Senhor realmente venceu a morte, realmente entrou no Cenáculo e realmente Tomé, admirado e envergonhado, feliz pelo Senhor e triste por sua incredulidade, tocou as mãos e o lado do Senhor vivo, ressuscitado! Por isso, o cristão não se apavora diante dos reveses da vida, dos compromissos e renúncias pelo testemunho de Cristo e nem mesmo diante da morte: “Sem ter visto o Senhor, vós O amais. Sem o ver ainda, Nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação”. Esta é a nossa fé, a nossa esperança, a firme certeza da nossa existência neste mundo e naquele que há de vir! Amém.

Liturgia do Dia – 22/04/2017

Marcos 16, 9-15“‘Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura’, palavra de Jesus que ressoa no coração dos discípulos e deve ressoar também em nós, pois é nosso dever anunciar o que é do Reino.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 4,13-21

Salmo Responsorial:  117, 1-21

Evangelho:  Marcos 16, 9-15

Liturgia do Dia – 21/04/2017

João 21, 1-19“‘Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribui-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.’ Palavra ouvida e Eucaristia participada nos dão a responsabilidade de discípulos e de missionários.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 4,1-2

Salmo Responsorial:  117, 1-27a

Evangelho: João 21, 1-14

Liturgia do Dia – 20/04/2017

lucas 24, 35-48“Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre.  Sua Palavra e Eucaristia nos mostram sua presença junto de nós.  Por isso, é belo dizer: ‘Ele está no meio de nós’. Confiemos no Senhor, para que tenhamos a vida.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 3, 11-26

Salmo Responsorial:  8

Evangelho:  Lucas 24, 35-48

Catequese do Papa Francisco – 19/04/2017

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CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 19 de abril de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Encontramo-nos hoje à luz da Páscoa, que celebramos e continuamos a celebrar com a Liturgia. Por isso, no nosso itinerário de catequese sobre esperança cristã, hoje gostaria de falar-vos de Cristo Ressuscitado, nossa esperança, assim como o apresenta São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (cfr cap. 15).

O apóstolo quer resolver uma problemática que seguramente na comunidade de Corinto estava no centro das discussões. A ressurreição é o último assunto abordado na Carta, mas provavelmente, em ordem de importância, é o primeiro: tudo, na verdade, se apoia sobre esse pressuposto.

Falando aos seus cristãos, Paulo parte de um dado incontestável, que não é o êxito de uma reflexão de qualquer homem sábio, mas um fato, um simples fato que interveio na vida de algumas pessoas. O cristianismo nasce daqui. Não é uma ideologia, não é um sistema filosófico, mas é um caminho de fé que parte de um acontecimento, testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus. Paulo o resume deste modo: Jesus morreu pelos nossos pecados, foi sepultado, e no terceiro dia ressuscitou e apareceu a Pedro e aos Doze (cfr 1Cor 15, 3-5). Este é o fato: morreu, foi sepultado, ressuscitou e apareceu. Isso é, Jesus está vivo! Este é o núcleo da mensagem cristã.

Anunciando este acontecimento, que é o núcleo central da fé, Paulo insiste sobretudo no último elemento do mistério pascal, isso é, sobre o fato de que Jesus ressuscitou. Se, de fato, tudo tivesse terminado com a morte, Nele teríamos um exemplo de dedicação suprema, mas isso não poderia gerar a nossa fé. Foi um herói. Não! Morreu, mas ressuscitou. Porque a fé nasce da ressurreição. Aceitar que Cristo morreu e morreu crucificado não é um ato de fé, é um fato histórico. Em vez disso, acreditar que ressuscitou sim. A nossa fé nasce na manhã de Páscoa. Paulo faz uma lista de pessoas a quem Jesus ressuscitado apareceu (cfr vv.5-7). Temos aqui uma pequena síntese de todos os relatos pascais e de todas as pessoas que entraram em contato com o Ressuscitado. No topo da lista temos Cefas, isso é, Pedro, e o grupo dos Doze, depois “quinhentos irmãos” muitos dos quais podiam ainda dar testemunho, depois é citado Tiago. Último da lista – como o menos digno de todos – está ele próprio. Paulo diz de si mesmo: “Como um aborto” (cfr v.8).

Paulo usa esta expressão porque a sua história pessoal é dramática: ele não era um coroinha, mas era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções; sentia-se um homem que chegou, com uma ideia muito límpida do que fosse a vida com os seus deveres. Mas neste quadro perfeito – tudo era perfeito em Paulo, sabia tudo – neste quadro perfeito de vida, um dia acontece aquilo que era absolutamente imprevisível: o encontro com Jesus Ressuscitado, no caminho de Damasco. Ali não foi somente um homem que caiu por terra: foi uma pessoa que foi pega por um evento que mudaria o sentido da sua vida. E o perseguidor se torna apóstolo, por que? Porque eu vi Jesus vivo! Vi Jesus Cristo Ressuscitado! Este é o fundamento da fé de Paulo, como da fé dos outros apóstolos, como da fé da Igreja, como da nossa fé.

Que belo pensar que o cristianismo, essencialmente, é isso! Não é tanto a nossa busca em relação a Deus – uma busca, em verdade, assim, às vezes – mas, em vez disso, a busca de Deus em relação a nós. Jesus nos tomou, nos agarrou, nos conquistou para não nos deixar mais. O cristianismo é graça, é surpresa e por esse motivo pressupõe um coração capaz de maravilhas. Um coração fechado, um coração racionalista é incapaz de maravilha e não pode entender o que é o cristianismo. Porque o cristianismo é graça e a graça somente se percebe, se encontra na maravilha do encontro.

E então, mesmo se somos pecadores – todos nós o somos – se os nossos propósitos de bem ficaram somente no papel ou se, olhando para a nossa vida, nos damos conta de ter somado tantos insucessos…Na manhã de Páscoa podemos fazer como aquelas pessoas de que fala o Evangelho: ir ao sepulcro de Cristo, ver a grande pedra caída e pensar que Deus está realizando por mim, por todos nós, um futuro inesperado. Ir até o nosso sepulcro: todos o temos um pouquinho dentro. Ir ali e ver como Deus é capaz de ressurgir dali. Aqui há felicidade, aqui há alegria, vida, onde todos pensavam que houvesse somente tristeza, derrota e trevas. Deus faz crescer as suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas.

Ser cristãos significa não partir da morte, mas do amor de Deus por nós, que derrotou a nossa grande inimiga. Deus é maior que qualquer coisa e basta somente uma vela acesa para vencer a mais obscura das noites. Paulo grita, recordando os profetas: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (v.55). Nestes dias de Páscoa, levemos esse grito no coração. E se nos perguntarem o porquê do nosso sorriso doado e da nossa paciente partilha, então poderemos responder que Jesus ainda está aqui, que continua a estar vivo entre nós, que Jesus está aqui, na praça, conosco: vivo e ressuscitado.

Liturgia do Dia – 19/04/2017

lucas 24, 13-35“A palavra de Pedro àquele aleijado é a palavra da Igreja para todos nós: ‘Levanta-te e anda’.  Jesus caminhou com os discípulos de Emaús, para que saíssem de si mesmos e anunciassem o Cristo crucificado.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 3,1-10

Salmo Responsorial: 104, 4-9

Evangelho:  Lucas 24, 13-35

 

Liturgia do Dia – 18/04/2017

Jesus e Madalena“A Palavra mostra-nos como o Senhor se faz presente no meio de nós.  Com os olhos da fé, somos capazes de enxergá-lo entre nós.  Ele nos quer um povo de ressuscitados e anunciadores de sua verdade eterna.”

Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 2, 36-41

Salmo Responsorial:  32

Evangelho:  João 20, 11-18

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A primeira leitura de hoje destaca a ação do Espírito Santo.  Estamos em Pentecostes. Em continuidade à leitura de ontem, Pedro age pela ação do Paráclito, que age na vida de cada ouvinte, convertendo os corações: três mil pessoas venceram o medo, acolheram a Palavra, só naquele dia.

E aos escolhidos, Deus os chama pelo nome, assim como chamou Maria, absorvida pelo misto de dor, medo e alegria.

Que alegria saber que Deus nos conhece pelo nome, que alegria saber que Ele confia a nós a missão de anunciá-Lo à todas as nações, que alegria saber que o Seu infinito amor transborda em nós, na medida em que nós O acolhemos e acreditamos que nos auxilia e protege na peregrinação terrestre, porque é amor e misericórdia.

Feliz Páscoa no Senhor!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

É Festa da Misericórdia! É Páscoa em Jesus!

Festa da Misericórdia 2017

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia. Desejo que os sacerdotes anunciem esta Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras”.

(Diário de Santa Faustina, 49-50).

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximarem da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. (…) A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia

(Diário de Santa Faustina, 699).

Liturgia do Dia – 17/04/2017

Mateus 28, 8-15Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia.  Lá eles me verão.

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 2,14.22-32

Salmo Responsorial: 117

Evangelho:  Mateus 28, 8-15

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Existe um aspecto singular na vida dos personagens da Liturgia da Palavra de hoje:  a superação do medo, após a experiência com Jesus ressuscitado.

O medo não é necessariamente algo bom ou ruim, mas uma reação natural em decorrência da limitação humana, quando no enfrentamento de algo desconhecido, ou quando não se pode antever o que acontecerá imediatamente após uma experiência, ou em uma única expressão, quando falta fé e esperança.

Com Pedro, que já havia vivido a experiência com o Ressuscitado e sofria com as perseguições dos opositores de Jesus, a superação aconteceu após o evento de Pentecostes.  Ele, a partir de então, não só se reportou à profecia do Rei Davi, mas assumiu, definitivamente, com destemor, sua missão de anunciar à multidão a grande notícia, que ecoará ao longo dos séculos por toda a Igreja:  Jesus venceu a morte! A Promessa se realizou!

O vigor e entusiasmo com que exortou que o escutassem aparece de forma latente em toda a primeira leitura, o que nos permite dizer que Pedro, não apenas falava, mas interagia com seus interlocutores.  Ele estava tomado de tanta alegria, que contagiava a multidão e não media esforços para demonstrar seus motivos.

Esta alegria também pode ser encontrada entre as mulheres citadas na segunda leitura, que embora vivessem um misto de alegria e medo, este não foi suficiente para impedir a natural reação dos que já se apropriaram integralmente das promessas do Senhor.  Ou seja, a morte de Jesus não impediu que Ele continuasse presente nelas.  Assim, embora surpresas, e naturalmente com medo, não hesitaram em acolher a grande notícia, e após a experiência com o Ressuscitado, em cumprir sua missão.

O que se pode concluir, enfim, é que o medo e a alegria estarão sempre presentes em nossa caminhada.  Todavia o grande diferencial, no enfrentamento de qualquer vale escuro, não importa o quão ameaçados e/ou temerosos estejamos, é a certeza de que Jesus ressuscitou e está no meio de nós, através de seu Espírito, para nos fazer vitoriosos, diante das vicissitudes da vida.

E por isso, se passamos de uma vida de pecado, para uma Nova vida, centrada nos ensinamentos da Palavra da Salvação, nada devemos temer, mas acolher com coragem e motivação a missão que nos foi designada: “Alegrai-vos, não tenhais medo;  Ide anunciar”!

Feliz Páscoa no Senhor Jesus!

Michelle Neves – Ministra do Acolhimento

 

Liturgia do Dia – 16/04/2017

joão 20, 2-8

“Guiados pela luz da ressurreição de Cristo, ouvimos a Palavra que nos conforta e nos orienta no caminho da vida e da salvação.  Confiantes, contemplemos a s maravilhas do Senhor, realizadas entre nós.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 10,34a,37-43

Salmo Responsorial:  117

Segunda leitura:  Colossenses  3,1-4

Evangelho:  João 20,1-9

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brasão-papa_-Francisco

MENSAGEM E BÊNÇÃO URBI ET ORBI DO
PAPA FRANCISCO
Domingo, 16 de abril de 2017

“Queridos irmãos e irmãs,
Feliz Páscoa!

Hoje, em todo o mundo, a Igreja renova o anúncio maravilhoso dos primeiros discípulos: Jesus ressuscitou! – Ressuscitou verdadeiramente, como havia predito! A antiga festa de Páscoa, memorial da libertação do povo hebreu da escravidão, alcança aqui o seu cumprimento: Jesus Cristo, com a sua ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado e da morte e abriu-nos a passagem para a vida eterna.

Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus, o nosso Pastor, veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-Se até a humilhação da cruz. E hoje podemos proclamar: Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

Através dos tempos, o Pastor ressuscitado não Se cansa de nos procurar, a nós seus irmãos extraviados nos desertos do mundo. E, com os sinais da Paixão – as feridas do seu amor misericordioso – atrai-nos ao seu caminho, o caminho da vida. Também hoje Ele toma sobre os seus ombros muitos dos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelo mal nas suas mais variadas formas.

O Pastor ressuscitado vai à procura de quem se extraviou nos labirintos da solidão e da marginalização; vai ao seu encontro através de irmãos e irmãs que sabem aproximar-se com respeito e ternura e fazer sentir àquelas pessoas a voz d’Ele, uma voz nunca esquecida, que as chama à amizade com Deus.

Cuida de quantos são vítimas de escravidões antigas e novas: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração e discriminação, dependências graves. Cuida das crianças e adolescentes que se veem privados da sua vida despreocupada para ser explorados; e de quem tem o coração ferido pelas violências que sofre dentro das paredes da própria casa.

O Pastor ressuscitado faz-Se companheiro de viagem das pessoas que são forçadas a deixar a sua terra por causa de conflitos armados, ataques terroristas, carestias, regimes opressores. A estes migrantes forçados, Ele faz encontrar, sob cada ângulo do céu, irmãos que compartilham o pão e a esperança no caminho comum.

Nas vicissitudes complexas e por vezes dramáticas dos povos, que o Senhor ressuscitado guie os passos de quem procura a justiça e a paz; e dê aos responsáveis das nações a coragem de evitar a propagação dos conflitos e deter o tráfico das armas.

Concretamente nos tempos que correm, sustente os esforços de quantos trabalham ativamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima duma guerra que não cessa de semear horrores e morte. Conceda paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iémen.

Não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África.

Jesus ressuscitado sustente os esforços de quantos estão empenhados, especialmente na América Latina, em garantir o bem comum das várias nações, por vezes marcadas por tensões políticas e sociais que, nalguns casos, desembocaram em violência. Que seja possível construir pontes de diálogo, perseverando na luta contra o flagelo da corrupção e na busca de soluções pacíficas viáveis para as controvérsias, para o progresso e a consolidação das instituições democráticas, no pleno respeito pelo estado de direito.

Que o Bom Pastor ajude ucraniana, atormentada ainda por um conflito sangrento, a reencontrar a concórdia, e acompanhe as iniciativas tendentes a aliviar os dramas de quantos sofrem as suas consequências.

O Senhor ressuscitado, que não cessa de cumular o continente europeu com a sua bênção, dê esperança a quantos atravessam momentos de crise e dificuldade, nomeadamente por causa da grande falta de emprego, sobretudo para os jovens.

Queridos irmãos e irmãs, este ano, nós, os crentes de todas as denominações cristãos, celebramos juntos a Páscoa. Assim ressoa, a uma só voz, em todas as partes da terra, o mais belo anúncio: O Senhor ressuscitou verdadeiramente, como havia predito! Ele, que venceu as trevas do pecado e da morte, conceda paz aos nossos dias. Feliz Páscoa!”