Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 13/06/2018

mateus 5, 17-19“A verdade de Cristo nos faz conhecer o caminho que devemos percorrer, e sua verdade nos orienta e nos conduz.  ele completa o que faltava na vida da humanidade:  seu amor e sua misericórdia.  Eis a Lei maior do Evangelho.”

Primeira leitura:  1 Reis 18, 20-39

Salmo Responsorial:  15

Evangelho:  Mateus 5, 17-19

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Liturgia do Dia

Liturgia do Dia 12/06/2018

mateus 5, 13-16

“Quem é fiel caminha na luz do Senhor, na sua glória, pois segue a Luz verdadeira que é Cristo.  Nosso dever cristão é viver na Aliança do Senhor, entre o céu e a terra.  O pouco que fizermos terá seu valor.  Aceitemos, pois, o que nos ensina Jesus.”

Primeira leitura:  1 Reis 17, 7-16

Salmo Responsorial:  4

Evangelho:  Mateus 5,13-16

Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 11/06/2018

Mateus 10, 7-13“Barnabé sentiu-se feliz em ver a fidelidade da Comunidade.  A Palavra nos faz fiéis e perseverantes na prática do bem e da justiça.  como Igreja e chamados pela Palavra, nossa missão é anunciar a alegria do Reino no mundo.  Qual é nossa resposta?”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 11, 21b-26; 13, 1-3

Salmo Responsorial:  97

Evangelho:  Mateus 10, 7-13

Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 10/06/2018

Marcos 3, 20-35“A palavra anuncia que jamais Deus nos abandona.  Até mesmo quando recusamos seu projeto de amor, Ele continua a nos amar.  Romper a relação com Deus é subverter todas as relações.  Jesus é a imagem visível do amor do Pai, e mesmo que tentem desacreditá-lo, como os escribas e fariseus.  Ele continua fiel.”

Primeira leitura:  Gênesis 3, 9-15

Salmo Responsorial:  32

Segunda leitura: 2 Coríntios 4,13-18-5,1

Evangelho:  Marcos 3, 20-35

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Reflexão do X Domingo do Tempo Comum, pelo Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Neste 10º Domingo do Tempo Comum, a Palavra que nos é dirigida é um grande anúncio da importância do dom de crer em Cristo e viver segundo sua palavra. Jesus foi por toda a Galiléia pregando o Evangelho nas sinagogas anunciando a boa nova do Reino. Os sinais que acompanhavam esse anúncio despertavam tanto entusiasmo entre o povo, que os escribas – incrédulos e perversos –, sem poder negar tal evidência e não querendo reconhecer em Jesus o Messias, atribuem o Seu poder à influência de Belzebu. E o Mestre reage a esta insinuação: “Se, portanto, satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído” (Mc 3, 26).
Jesus coloca as coisas no seu lugar! Veio a este mundo para combater o maligno. Vence-o no deserto após o seu batismo; vence-o expulsando os demônios. É Ele o homem forte que guarda a casa. Tudo isso Ele o faz pelo Espírito Santo e não por algum espírito imundo como insinuam os mestres da lei.
O Senhor convida os fariseus, obcecados e endurecidos, a fazer uma consideração simples: se alguém expulsa o demônio, isto quer dizer que é mais forte do que ele. É uma exortação a mais a reconhecer em Jesus o Deus que com o Seu poder liberta o homem da escravidão do demônio. Terminou o domínio de satanás: o príncipe deste mundo está a ponto de ser expulso. A vitória de Jesus sobre o poder das trevas, que culmina como na Sua Morte e Ressurreição, demonstra que a luz está já no mundo. Disse-o o próprio Senhor: “Agora é o julgamento deste mundo. Agora que o príncipe deste mundo vai ser lançado fora (cf. Jo 12, 31-32).
Por isso, acreditar no poder de Cristo Jesus é confiar na misericórdia e no perdão de Deus. Ele tem o poder de perdoar pecados, pois por sua morte e ressurreição há de vencer definitivamente a satanás e o pecado. Este é, na verdade, o maior adversário do ser humano, pois o afasta da comunhão com Deus.
Também no texto do evangelho deste domingo situa a presença dos parentes de Jesus. Ele anuncia a realidade da fé de Maria e daqueles que, como Maria, irão acreditar.
Ao acolher estas palavras do Evangelho pensemos no que Jesus se submeteu por nosso amor: disseram que Ele tinha “perdido o juízo”. Muitos santos, a exemplo de Cristo, passarão também por loucos, mas serão loucos de amor, loucos de amor a Jesus Cristo!
O Evangelho deste domingo (cf. Mc 3,20-35) apresenta-nos uma outra questão: o pecado contra o Espírito Santo. O Catecismo da Igreja Católica, uma feliz iniciativa de São João Paulo II que me chamou ao episcopado, dá a interpretação autêntica dessa passagem com as seguintes palavras: “A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna” (CIC 1864). No fundo, o pecado contra o Espírito Santo é um endurecimento interior que não permite a pessoa se arrepender dos próprios pecados. Logicamente, sem arrependimento não há perdão! Por outro lado, é muito difícil verificar se alguém pecou contra o Espírito Santo; na prática, até o final da vida de uma pessoa não se pode saber se tal impenitência foi um pecado contra o Espírito Santo. Em efeito, uma pessoa poderia se arrepender nos últimos momentos de sua existência e ser alcançado pela salvação.
Também, nesta perícope, escutamos que comunica a Jesus que a Sua Mãe e alguns parentes (que na tradução vem como “irmãos”) vieram à sua procura. Jesus respondeu-lhes: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 35). Todos aqueles que, seguindo o Seu exemplo, abraçam a vontade do Pai e a cumprem, ficam unidos a Ele com vínculos tão íntimos, só comparáveis aos mais estreitos laços familiares. E desta união a Cristo, na mesma vontade do Pai, é que se tiram forças para vencer satanás.
Por isso, a Igreja recorda-nos que a Santíssima Virgem “acolheu as palavras com que o Filho, pondo o Reino acima de todas as relações de parentesco, proclamou bem-aventurados todos os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática; coisa que Ela fazia fielmente” (Lumen Gentium, 58).
O Senhor, pois, nos ensina também que segui-Lo nos leva a compartilhar a Sua vida até tal ponto de intimidade que consistiu um vínculo mais forte que o familiar. A verdadeira família de Jesus é formada pelos que estão ao redor dele e que fazem a vontade de Deus. Maria era mãe duplamente: porque gerou Jesus e porque mais do que ninguém soube fazer sempre a vontade de Deus.

 

Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 09/06/2018

Imaculado Coração de Maria“Maria ensinou-nos o jeito de acolher a Palavra de Deus, como ela acolheu Jesus.  Longe das ilusões que o mundo oferece, sejamos como Maria:  acolhedores do Evangelho da vida e da redenção.”

Primeira leitura:  Isaías 61-9-11

Salmo Responsorial:  1Samuel 2, 1.4-8

Evangelho:  Lucas 2,41-51

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“Deste à Virgem Maria um coração sábio e dócil, disposto sempre a agradar-te; um coração novo e humilde, para gravar nele a lei da nova Aliança; um coração simples e limpo, que a fez digna de conceber virginalmente teu Filho e a fez idônea para contemplar-te eternamente; um coração firme e disposto para suportar com fortaleza a espada de dor e esperar, cheia de fé, a ressurreição do seu Filho” (Prefácio na Celebração do Imaculado Coração de Maria, por João Paulo II em 1986)

Na liturgia de hoje somos chamados a refletir sobre a presença de Maria na vida de Jesus e de toda a Igreja.

A primeira leitura é parte do chamado “Terceiro Isaías”, onde Jerusalém exulta de alegria no Senhor, face o retorno do exílio. A “promessa”, hoje, não é mais uma expectativa, mas uma realidade: Jesus Cristo.

A descendência do povo de Jerusalém está inserida em todo o mundo e é reconhecida entre todas as nações, como o povo transborda, regozija e rende graças, por todos os benefícios derramados pelo Deus que é amor e misericórdia.

A liturgia ressalta, que a alegria latente, deve estar presente no dia-a-dia de todos aqueles que crêem.

E por isso o cântico de Ana nos serve como Responsório: “Exulta no Senhor meu coração e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia meus rivais, porque me alegro com a vossa salvação”.

No mesmo sentido “A Virgem Maria concebeu com fé e alegria quando o anjo Gabriel lhe anunciou a Boa Nova de que o Espírito do Senhor viria sobre ela, a Força do Altíssimo a cobriria com sombra, de modo que o Santo, que dela nasceria, seria o Filho de Deus” (São Justino, em “O Diálogo com o judeu Trifão”).

E assim, se ontem celebrávamos o Sagrado Coração de Jesus, hoje, a Igreja celebra a memória daquela que, escolhida desde sempre, acolheu com júbilo o Verbo Divino, o Salvador.

Para entender o sentido do poema de Isaías, devemos ultrapassar o seu sentido histórico, e compreendê-lo em seu sentido messiânico; as vestes da salvação nos remete ao Sol (João 1, 4-5, Mateus 4,16 e Lucas 1,79), que em forma de manto envolve a Mulher do Apocalipse (Ap 12,1), tida pela Igreja como Maria, que, desde a concepção Imaculada, Deus fez germinar a Justiça e a sua Glória.

O Evangelho de hoje nos apresenta a mãe do Senhor (e nossa!) como a discípula, pois o gera para o mundo, busca sua presença, o escuta, aceita e se compromete com Ele.

Jerusalém sempre foi o destino do Senhor, caminhar em sua direção foi uma constante, não só até o ápice da obra redentora, mas além:  até a sua ascensão aos céus (Lc 24,50-54).

Por isso todos os episódios que envolvem a cidade sempre estão vinculados a algum ensinamento, e por isso o Evangelho de hoje pontua que ao completar a sua maioridade, Jesus foi com eles para lá, celebrar a festa da Páscoa. 

A prática era comum entre os Judeus, mas destacá-la tinha por objetivo, não um dado cultural, mas mostrar que Jerusalém seria o centro geográfico, onde se realizaria a missão de Jesus, que desde tenra idade, ensinava e aprendia, levando sua luz a todos, que ficavam admirados com sua inteligência.

A aflição dos pais  de Jesus, que não o encontraram na caravana, não reflete portanto, em hipótese alguma, a reação de pais de um filho travesso, – pois este era obediente, nos fala o evangelista,- mas de pais que, desde muito cedo, precisaram aprender que a dinâmica do amor, acontece no contexto do dia-a-dia, mas de forma diferenciada,  inclusive pela dor. E Maria conservava no seu coração todas as coisas.

É através do seu coração que Maria nos faz compreender, até hoje, que a vida cristã está permeada pela adesão a Cristo, com sentimento de acolhida, confiança e entrega ao desígnio de Deus.

Consagremos nossos corações à Maria, para que uma vez consagrados, possamos acolher Jesus, como ela acolheu.

Michelle Neves
Teóloga e Ministra do Acolhimento

Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 08/06/2018

sagrado coração de jesus“Celebramos o Coração que amou eternamente o mundo.  O amor eterno do Pai, Jesus, fonte de vida e de salvação, veio para junto de nossa humanidade, viveu nossa vida e nos trouxe a paz.  Falou-nos do Pai e o quanto ele nos ama.  Agradeçamos ao Pai de bondade que nos deu seu único Filho.  A Ele nosso louvor e nossa gratidão sem cessar.  Guardai-nos  Senhor em vosso Coração santo, bendito, divino e misericordioso.”

Primeira leitura:  Oseias 11, 1.3-4.8c-9

Salmo Responsorial:  Isaías 12, 2-6

Segunda leitura:  Efésios 3,8-12.14-19

Evangelho:  João 19, 31-37

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“O Senhor é eternidade presente em nossa humanidade”, diz a prece dos fiéis, neste dia em que a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus – primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi, por pedido do próprio Cristo à Santa Margarida Maria de Alacoque, em junho de 1675.

A frase que compõe a oração dos fiéis é a síntese da nossa realidade humana, embora esquecida por tantos, é verdade, nem por isso foi reduzida por um mundo paganizado, pois emerge da essência do amor divino, através do amor filial, a todo momento.

É desse amor que nos fala a Primeira leitura.

Deus transborda sua ternura sobre todo povo escolhido.  A Palavra do Senhor é de delicadeza singular e merece ser acolhida com o mesmo carinho.

A vida de Oseias, em poucas palavras, é um paralelo à revelação do desígnio de Deus. Ele é o primeiro profeta, desde a Aliança no Sinai, a representar a relação de Deus com seu povo, através da relação matrimonial.

Em Ozeias e na Relação entre Deus e seu povo o amor é correspondido com a traição. Israel é a esposa infiel, que é censurada pelo pecado cometido (idolatria) e experimenta as consequências do seu crime.

Mas Deus ultrapassa todas as expectativas e mesmo diante da traição, ama seu povo e tem compaixão de sua miséria, recordando o início de tudo e a ternura com que conduziu Efraim desde o Egito.

Essa é a presença do Eterno em nossa humanidade.  Mesmo diante de nossa miséria, de nossas traições, o coração de Deus é feito de compaixão, pois compreende nossas fraquezas e está disposto a nos reconduzir, tomando-nos nos braços e nos ensinando novamente a dar os primeiros passos.

Foi em nome desse amor que Deus enviou-nos o seu Filho Unigênito, e foi em resposta a esse amor que o Filho deu-nos conhecer o Pai e entregou-se à morte, em propiciação pelos nossos pecados.

E para consolidar que Jesus é o Cordeiro imolado, é que o Evangelho nos chama atenção para o fato de não quebrarem as pernas de Jesus, perfurarem o seu lado direito, de onde jorrou sangue e água e enfim, a compreensão dos gentios (“Olharão para aquele que transpassaram.”), reconhecendo ser Ele o filho de Deus.

Na passagem de Deuteronômio 21,23 há prescrição acerca dos mortos na cruz.  Aqueles que fossem suspensos no madeiro eram malditos de Deus, e portanto, deveriam ser sepultados no mesmo dia.  Por isso a preocupação em evitar que os condenados morressem no sábado, em que celebrariam a Páscoa Judaica.

O Salmo 34,21 trata da proteção divina  (“… nenhum de seus ossos serão quebrados) sobre o justo perseguido (Sb 2,18-20), descrito em Isaías 53, nos leva a compreender, segundo a exegese bíblica, ser este um dos sinais de que Jesus não era um homem qualquer.

Há também outras indicações importantes, que merecem atenção.

No versículo 29, do capítulo 1, do Evangelho segundo João, João Batista afirma ser Jesus como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo e há que se destacar a prescrição do ritual da Páscoa Judaica que se centralizava no cordeiro pascal:  um macho sem manchas (Êx 12,5), sem nenhum osso quebrado (Êx 12,46).

O sentido da perfuração do corpo de Jesus com a lança, de onde jorraram sangue e água, encontra sentido em Levítico 1,5 c/c Êx 24,8 e em João 1, 31-34, pois o sangue testemunha a realidade do sacrifício do cordeiro imolado e a água é o símbolo da fecundidade espiritual, sinais da Eucaristia e do Batismo, sacramentos da Igreja, que nasce a partir da perfuração do coração de Cristo, de onde jorra a misericórdia sobre toda a humanidade.

O reconhecimento da filiação divina de Jesus, pelo soldado que testemunhou a expiação e tudo o que aconteceu em seguida (Lc 23,47; Mt 27,54 e Mc 15,39) e por todos os que estavam presentes,  é a compreensão a qual São João fala na parte final do versículo  37 do Evangelho.

Diante disso, o prefácio da Oração Eucarística de hoje não poderia ser outro:

“Elevado na Cruz, entregou-se por nós com imenso amor.  E de seu lado aberto pela lança fez jorrar com a água e o sangue, os sacramentos da Igreja para que todos, atraídos ao seu Coração, pudessem beber, com perene alegria, na fonte salvadora.”

Michelle Neves
Teóloga e Ministra do Acolhimento

Em tempo: Não há registros bíblicos de que o soldado romano, conhecido popularmente como São Longuinho tenha voltado a enxergar após seus olhos terem sido atingidos pelo sangue e água jorrados do coração que Jesus.  Trata-se de uma devoção popular, acolhida pela Tradição da Igreja, que busca expressar que ele foi tocado pela graça de Deus, ele se converteu.

 

Liturgia do Dia

Liturgia do Dia – 07/06/2018

Marcos 12, 28b-34“O Espírito do Senhor nos conduz no caminho da vida e nos desperta para o amor sincero a Deus e aos irmãos:  Amar a Deus e o próximo como a nós mesmos.”

Primeira leitura:  2Timóteo 2, 8-15

Salmo Responsorial:  24

Evangelho:  Marcos 12, 28b-34

No Evangelho de hoje Jesus é objetivo ao ser questionado acerca do primeiro de todos os mandamentos. O amor de Deus pela humanidade precede o nosso por Ele.  Essa Verdade só é possível compreender plenamente à luz da Revelação.

A vida de Jesus foi um perfeito conformar-se (colocar-se na mesma forma) com o desígnio de Deus,  logo, ao voltar-se para os ensinamentos de Deuteronômio (6,4s) e Levítico (19,18), o que Ele espera de nós é que compreedamos (Ouve, ó Israel!) que o amor ao próximo deve estar na mesma medida do amor que Deus tem para conosco.

É importante guardar no coração que nas afirmações  “O Senhor nosso Deus é o único Senhor” e “Ele é o único Deus e não existe outro além dele”, Jesus e o Mestre da Lei afirmavam que Deus é nossa única referência, portanto, o pensamento e as ações do homem justo devem estar em conformidade à vontade dEle.

E a vontade do Pai é essa: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A Carta a Timóteo reverbera esse entendimento quando Paulo nos fala de Jesus Cristo, descendente de Davi, conforme a promessa, que ressuscitou dos mortos.  O cristianismo, portanto, não é uma seita, mas uma realidade concreta, que chama-se Jesus Cristo, o Emmanuel, o Deus conosco.

É sempre nEle que o cristão vive, é sempre nEle que o cristão renova a esperança da Vida Eterna, e será nEle que, quem crer, também reinará. Para isso, deverá ser sempre nEle, Aliança Eterna, que devemos nos inspirar e fazer nossas escolhas.

Mas ser cristão também é carregar a cruz; é reconhecer que o madeiro é elemento de  memória, de coragem, de confiança, de obediência e de fidelidade a Deus, portanto, é também salvação de si e dos outros. Se Cristo carregou a cruz, por que não nós, que buscamos imitá-lo para chegar à santidade?!

Por isso Paulo, à imitação de Cristo, importa ressaltar, suportou tantos sofrimentos.

Não se trata de um sofrimento vazio de sentido; ele tinha (e tem!) um fim: a glória eterna.

Não basta que eu me salve, o cristão de verdade é desejoso de que todos se salvem, e por isso é tão importante cuidar do anúncio e do testemunho da Palavra, em primeiro lugar(*).

Assim fez Jesus, assim fez Paulo e todos os apóstolos, assim fizeram os santos da Igreja e assim devemos nós também fazer.

Michelle Neves
Teóloga e Ministra do Acolhimento

(*) Em tempo:  Em primeiro lugar, pois não é permissivo e aconselhável esquivar-se da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério da Igreja, o primeiro compreendido pelos ensinamentos dos apóstolos e dos primeiros cristãos, e o segundo, alicerce da doutrina verdadeira, tão importante para nos orientar, nos esclarecer e nos situar num mundo cada dia mais contaminado por ideologias e mais alheio a presença de Deus que, por amor, estará conosco até o final dos tempos.