Liturgia do Dia – 03/06/2017

joão 21, 20-25“Os apóstolos são testemunhas de Cristo, de seu ensinamento, de sua vida, principalmente da sua ressurreição.  Testemunhar a verdade de Cristo e a missão de todo cristão.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 28, 16-20.30-31

Salmo responsorial:  10

Evangelho:  João 21, 20-52

Liturgia do Dia – 01/06/2017

joão 17, 20-26“Os apóstolos testemunham o Cristo ressuscitado; e do coração do Cristo brota a mais bela prece para o Pai, pedindo pelos continuadores do Reino.  Somos também consolados pela prece do Cristo ao Pai.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 22,30; 23, 6-11

Salmo Responsorial:  15

Evangelho:  João 17, 20-26

A Catequese do Papa Francisco – 31/05/2017

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Praça de São Pedro, no Vaticano
Quarta-feira, 31 de maio de 2017

A esperança cristã – 24. O Espírito Santo nos faz abundar na Esperança

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Na véspera da Solenidade de Pentecostes não podemos não falar sobre a relação que existe entre a esperança cristã e o Espírito Santo. O Espírito é o vento que nos impulsiona para a frente, que nos mantém em caminho, nos faz sentir peregrinos e estrangeiros, e não nos permite parar e nos tornar um povo “sedentário”.

A carta aos Hebreus compara esperança a uma âncora (cf. 6,18-19); e nesta imagem podemos acrescentar a vela. Se a âncora é o que dá a segurança ao barco e mantém “ancorado” no balanço do mar, a vela é o que faz caminhar e avançar sobre as águas. A esperança é realmente como uma vela; ela recolhe o vento do Espírito Santo e o transforma em uma força motriz que impulsiona o barco, conforme a necessidade, para o mar ou para a terra.

O apóstolo Paulo conclui sua Carta aos Romanos com este desejo, ouçam bem, escutem bem que belo desejo: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo (15,13). Vamos pensar um pouco sobre o conteúdo desta bela palavra.

A expressão “Deus da esperança” não significa apenas que Deus é o objeto de nossa esperança, Aquele que um dia esperamos alcançar na vida eterna; quer dizer também que Deus é aquele que agora nos faz esperar, mais ainda, nos torna “alegres na esperança” (Rm 12:12): felizes enquanto esperam, e não apenas esperar para ser feliz. É a alegria de esperar e não esperar para ter alegria. “Enquanto há vida, há esperança”, diz um ditado popular; e também é verdade o contrário : enquanto há esperança, há vida. Os homens precisam de esperança para viver e precisam do Espírito Santo para esperar.

São Paulo – nós ouvimos – atribui ao Espírito Santo a capacidade de nos fazer “abundantes na esperança”. Abundar na esperança significa não se desencorajar jamais; significa “esperar contra toda a esperança” (Rm 4,18), ou seja, esperar quando toda a razão humana não tem motivo para esperar, como foi para Abraão quando Deus lhe pediu para sacrificar seu único filho, Isaac, e como foi ainda para a Virgem Maria sob a cruz de Jesus.

O Espírito Santo torna possível esta esperança invencível dando-nos o testemunho interior de que somos filhos de Deus e seus herdeiros (Rm 8,16). Como poderia Aquele que nos deu seu Filho único não nos dar tudo ou mais junto com ele? (Cf. Rom 8,32) “a esperança- irmãos e irmãs – não decepciona: a esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que foi dado a nós” (Rm 5, 5). Por isso, não nos decepciona, porque é o Espírito Santo dentro de nós que nos impulsiona a seguir em frente, sempre! E por isto a esperança não decepciona.

Ainda tem mais: o Espírito Santo não nos torna capazes só de esperar, mas também de ser semeadores de esperança, de sermos também – como Ele e graças a Ele – “paráclitos”, ou seja consoladores e defensores dos irmãos, semeadores de esperança. Um cristão pode semear amargura, pode semear perplexidade, e isso não é cristão, e quem faz isso não é um bom cristão. Semeia esperança: semeia óleo de esperança, semeia perfume de esperança e não vinagre de amargura e desesperança. O Beato Cardeal Newman, em seu discurso, dizia aos fiéis: “Instruídos por nosso próprio sofrimento, pela nossa própria dor, mais ainda , pelos nossos próprios pecados, temos a mente e o coração exercitados com toda obra de amor para aqueles que precisam.

Seremos, na medida de nossa capacidade, consoladores à imagem do Paráclito – isto é,d o Espírito Santo – e em todos os sentidos que esta palavra implica: advogados, assistentes, portadores de conforto. Nossas palavras e os nossos conselhos, a forma como fazemos, a nossa voz, o nosso olhar serão tão gentis e tranquilizantes” (Parochial and Plain Sermons, Vol. V, Londres, 1870, pp. 300s.). E são principalmente os pobres, os excluídos, os não amados que precisam de alguém que se faça por eles “paráclito”, isto é, consolador e defensor, como o Espírito Santo faz com cada um de nós que estamos aqui na praça, consolador e defensor, Nós devemos fazer o mesmo com os mais necessitados, aqueles descartados, os que mais precisam, os que sofrem. Defensores e consoladores !

Os Espírito Santo alimenta a esperança não somente no coração dos homens, mas também em toda a criação. Diz o Apóstolo Paulo – isto parece um pouco estranho, mas é verdade: que a criação “está chegando com grande expectativa para a libertação, geme e sofre, como as dores de parto (Rm 8,20- 22). “A energia capaz de mover o mundo não é uma força anônima e cega, mas é a ação do Espírito de Deus que `pairava sobre as águas` (Gen 1,2) no início da criação” (Bento XVI, Homilia, 31 Maio de 2009). Isso também nos leva a respeitar a criação: você não pode desfigurar um quadro sem ofender o artista que o criou.

Irmãos e irmãs, a próxima festa de Pentecostes – que é o aniversário da Igreja – nos encontre concorde em oração, com Maria, a Mãe de Jesus e nossa. E o dom do Espírito Santo nos faça abundar na esperança. Vos digo mais: nos faça desperdiçar esperança com todos aqueles que são mais necessitados, mais descartados e por todos aqueles que têm necessidade. Obrigado.

Liturgia do Dia – 31/05/2017

Lucas 1, 39-56“‘Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?’, foi o grito de Isabel ao receber Maria.  Os humildes sabem reconhecer a presença de Deus e de seu amor.  Os orgulhosos não.”

Primeira leitura:  Sofonias 3 14-18 ou Romanos 12, 9-16b

Salmo Responsorial:  Is 12, 2-6

Evangelho:  Lucas 1, 39-56

Liturgia do Dia – 30/05/2017

João 17, 1-11a“A Palavra nos conduz ao diálogo com Deus e também entre nós.  Aquele que nos ensina com sua Palavra, mostra-nos como devemos nos comunicar entre nós:  a fé é caminho de diálogo e de superação.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 20, 17-27

Salmo Responsorial:  67

Evangelho:  João 17, 1-11a

Liturgia do Dia – 29/05/2017

João 16, 29-33“‘Tende coragem.  Eu venci o mundo’.  Será que precisamos de notícia melhor do que esta? A Palavra ouvida e vivida nos conduz para dentro do coração de Deus, e nele somos libertados.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 19, 1-8

Salmo Responsorial:  67

Evangelho:  João 16, 29-33

Liturgia do Dia – 28/05/2017

mateus 28, 16-20“Antes de retornar ao Pai, Jesus envia os Apóstolos e a nós, cristãos, como instrumentos de evangelização.  Teremos forças? Sim, pois Ele mesmo estará conosco todos os dias.  Seremos amparados em sua misericórdia para o anúncio da redenção.  Sejamos, pois, anunciadores da Boa Nova.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 1, 1-11

Salmo Responsorial:  46

Segunda leitura:  Efésios 1, 17-23

Evangelho:  Mateus 28, 16-20

Liturgia do Dia – 27/05/2017

joão 16,26-33“Deus não está alheio à nossa vida, mas espera que façamos nossa parte.  Por isso, Jesus ensina-nos pedir ao Pai com fé verdadeira.  Deus responde à sede que está no coração humano sempre.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 18, 23-28

Salmo Responsorial:  46

Evangelho:  João 16, 23b-28

Liturgia do Dia – 26/05/2017

João 16, 20-23“A Palavra de Deus não tira os anseios humanos ao contrário, ilumina-os e purifica.  Só Deus pode responder aos anseios humanos, mesmo diante da técnica e da ciência tão evoluídas em nossos dias.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 18, 9-18

Salmo Responsorial:  46

Evangelho:  João 16, 20-23a

Liturgia do Dia – 25/06/2017

João 16, 16-20“‘Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria’, diz Jesus.  Nossa alegria é saber que o Senhor jamais nos abandona.  Não percamos a oportunidade de conhecê-lo um pouco mais através de seu Evangelho.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 18, 1-8

Salmo Responsorial: 97

Evangelho:  João 16, 16-20

Catequese do Papa Francisco – 24/05/2017

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CATEQUESE
Praça de São Pedro, no Vaticano
Quarta-feira, 24 de maio de 2017

A Esperança cristã – 23. Emaús, o caminho da Esperança

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Hoje gostaria de me deter sobre a experiência dos dois discípulos de Emaús, dos quais fala o Evangelho de Lucas (cfr. 24,13-35). Imaginemos a cena: dois homens caminham decepcionados, tristes, convencidos a deixar pra traz a amargura de uma situação que não acabou bem.

Antes daquela Páscoa eram cheios de entusiasmo: convencidos de que aqueles dias seriam decisivos para aquilo que aguardavam e para a esperança de todo o povo. Jesus, a quem tinham confiado a sua vida, parecia ter chegado a batalha decisiva: agora teria mostrado a sua potência, após um longo período de preparação e escondimento. Era isso o que eles esperavam. E não foi assim.

Os dois peregrinos cultivavam uma esperança somente humana, que agora estava em pedaços. Aquela cruz erguida no Calvário era o sinal mais eloquente de um fracasso que não poderiam prever. Se verdadeiramente aquele Jesus era segundo o coração de Deus, deveriam concluir que Deus era inerme, indefeso nas mãos dos violentos, incapaz de opor resistência ao mal.

Assim, naquela manhã de domingo, estes dois foram à Jerusalém. Nos olhos têm ainda os acontecimentos da paixão, a morte de Jesus; e no ânimo o penoso angustiar-se sobre aqueles acontecimentos, durante o forçado repouso de sábado. Aquela festa de Páscoa, que deveria entoar o canto da libertação, ao invés de disso transformou-se no dia mais doloroso da vida deles.

Deixam Jerusalém para ir para outro lugar, um vilarejo tranquilo. Têm o aspecto de pessoas que querem remover uma recordação que queima. Estão, portanto, na estrada, e caminham tristes. Este cenário – a estrada – já era importante na narração evangélica; agora se tornará sempre mais importante, do momento em que se começa a contar a história da Igreja.

O encontro de Jesus com os dois discípulos parece simplesmente coincidência: se assemelha a tantos encontros que acontecem na vida. Os dois discípulos caminham pensativos e um desconhecido os alcança. É Jesus; mas os olhos deles não são capazes de reconhecê-Lo. Então Jesus começa a sua “terapia da esperança”. O que acontece nessa estrada é uma terapia da esperança. Quem a faz? Jesus.

Antes de tudo, pergunta e escuta: o nosso Deus não é um Deus invasivo. Mesmo se já conhece o motivo da desilusão daqueles dois, deixa a eles o tempo para poder medir a profundidade da própria amargura. Então surge uma confissão que é um “refrão” da existência humana: “Nós esperávamos, mas… Nós esperávamos, mas…” (v. 21). Quanta tristeza, quanta derrota, quantos fracassos existem na vida de cada pessoa ! No fundo somos todos um pouco como aqueles dois discípulos.

Quantas vezes na vida esperamos, quantas vezes nos sentimos a um passo da felicidade, e depois nos vemos desiludidos. Mas Jesus caminha com todas as pessoas que perderam a confiança que caminham com a cabeça baixa. E caminhando com eles, de modo discreto, consegue fazer retornar a esperança.

Jesus fala a eles, antes de tudo, através das Escrituras. Quem toma nas mãos o livro de Deus não encontrará histórias de heroísmo fácil, grandes campanhas de conquista. A verdadeira esperança não é nunca a pouco preço: passa sempre através das derrotas. A esperança de quem não sofre, talvez não seja nem mesmo esperança. A Deus não agrada ser amado como se amaria um condutor que leva a vitória o seu povo destruindo no sangue os seus adversários. O nosso Deus é uma luz discreta que arde no dia de frio e de vento, e mesmo que pareça frágil a sua presença neste mundo, Ele escolheu o lugar que todos desdenhamos.

Depois Jesus repete aos dois discípulos o gesto central de cada Eucaristia: toma o pão, o abençoa, o parte e o dá. Nesta série de gestos, não está contida toda a história de Jesus? E não há, em cada Eucaristia, também um sinal de que coisa deve ser a Igreja? Jesus nos toma, nos abençoa, “parte” a nossa vida – porque não há amor sem sacrifício – e oferece aos outros, a oferece a todos.

É um encontro rápido o de Jesus com os dois discípulos de Emaús. Mas nisso está todo o destino da Igreja. Nos diz que a comunidade cristã não está fechada em uma cidadela fortificada, mas caminha em seu ambiente mais vital, vale dizer, a estrada. E ali encontra as pessoas, com as suas esperanças e suas desilusões, as vezes muito pesadas. A Igreja escuta a história de todos, como emergem do baú da consciência pessoal; para depois oferecer a Palavra de Vida, o testemunho do amor, amor fiel até o fim. E então, o coração das pessoas volta a arder de esperança.

Todos nós, na nossa vida, tivemos momentos difíceis, escuros; momentos nos quais caminhávamos tristes, pensativos, sem horizontes, somente com uma parede diante. E Jesus está sempre ao nosso lado para nos dar a esperança, para aquecer o coração e dizer: Vá em frente, eu estou contigo. Vá em frente”.

O segredo da estrada que conduz a Emaús está todo aqui: mesmo diante das aparências contrárias, nós continuamos a ser amados, e Deus nunca deixará de nos amar. Deus caminhará sempre conosco, sempre, mesmo nos momentos mais dolorosos, também nos momentos mais feios, também nos momentos de derrota: ali está o Senhor. E esta é a nossa esperança. Caminhamos adiante com esta esperança ! Porque Ele está conosco e caminha conosco, sempre!

Liturgia do Dia – 24/05/2017

João 16, 12-15“A Palavra do Senhor é gratuidade, é amor, é dom divino.  O Senhor, por meio dela, nos faz conhecer seu desígnio salvador e seu Espírito nos sustenta e nos guia nos caminhos desta vida.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 17, 15.22-18,1

Salmo Responsorial: 148

Evangelho:  João 16, 12-15

Comunicar a razão da nossa esperança

Jesus_High_ResÀs vésperas do 51ª Dia Mundial das Comunicações Sociais, mais uma vez, o Santo Padre reforça em sua mensagem a importância de se promover a cultura do encontro.

A proposta que, definitivamente, é a marca de seu Pontificado, desde a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, datada de 2013, nunca foi tão urgente e mostra-se, cada dia mais necessária, em todos os âmbitos das relações sociais, no mundo inteiro.

Já em 2014, a mensagem do Santo Padre, intitulada “Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro” destacava as múltiplas formas de exclusão, marginalização, pobreza e conflitos, que geram consequências nos diversos aspectos da vida em sociedade, destacando que uma boa comunicação é capaz de superar as divisões e nos permitir crescer na compreensão e no respeito. E mais. Abre-nos o coração para apreciar os grandes valores inspirados pelos Cristianismo, como a valorização da pessoa humana, do matrimônio e da família, e os princípios da solidariedade e subsidiariedade.

A chave de leitura cristã das comunicações, então, perpassa, segundo o Papa, pela ideia de que “não se trata de conhecer o outro como meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro”, também nos mass media.

Assim, o diálogo que leva ao verdadeiro encontro requer profundidade, atenção à vida e sensibilidade espiritual, “sem contudo exigir a renúncia as próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam elas únicas e absolutas”, afirmou o Santo Padre.

Em 2015, em vista ao Sínodo das Famílias, a mensagem de Sua Santidade intitulada “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor” destaca que o diálogo, acima de tudo, exulta a alegria do encontro.

É no ambiente familiar que aprendemos a acolhermo-nos mutuamente, e independente das diferenças, é na família que se aprende o valor da vida, da oração e acima de tudo, do amor e do perdão, por isso também, é ele um espaço virtuoso e de construção relacional. Ou seja, é na família que se promove a “verdadeira comunicação enquanto descoberta e construção da proximidade”.

Proximidade essa que a exemplo de Maria Santíssima, não se encerra em si, mas expande-se para o mundo, visando um futuro melhor para todos.

O Santo Padre, dando continuidade a promoção da cultura do encontro, somou a ela a importância da misericórdia, no ano de 2016 (Ano Santo da Misericórdia), e na sua LV Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, cujo tema “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”, defendeu que “a Igreja unida a Cristo é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir”.

A mensagem expandiu-se claramente à missão, e exortou o povo de Deus a romper com o estigma das incompreensões, vinganças, condenações e ódio, e construir a paz e a harmonia. Citando Shakespeare ressaltou que “A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe”.

Pela primeira vez o Santo Padre usou a data para falar abertamente às lideranças institucionais, políticas e de formação de opinião pública, chamando-os a ter coragem para agir em direção aos processos de reconciliação; e aos sacerdotes, cujo dever é advertir quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu, a exemplo de Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão, constitui a medida do modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça.

A misericórdia, afirmou o Santo Padre, não parte de uma visão idealista ou excessivamente indulgente, mas decorre da necessidade de, à inspiração da estrutura familiar, se construir uma sociedade onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros, para melhor nos conhecermos e nos compreendermos, num sinal claro da construção da verdadeira cidadania.

Como dito, a cultura do encontro é um marco no Pontificado do Papa Francisco, e se torna cada dia mais urgente e necessária, frente à cultura da morte, quando a humanidade se vê cercada por tantas formas de violência, exclusão e exploração humana.

Longe de um discurso bucólico e sem ocultar a realidade que salta aos olhos de cada um, a mensagem desse 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo (Is 43,5) – Comunicar a esperança e a confiança, no nosso tempo” é, de certa forma, uma denúncia contra a ação do mal que leva à angústia e ao medo, tornando apáticas todas as iniciativas de se promover o bem comum. Mas não é só isso.

O próprio título da mensagem reafirma a promessa da Aliança, da qual Deus não abre mão, e que se encerra num contexto de um novo êxodo, de encorajamento frente à animosidade de um povo que corre o risco de acomodar-se diante das injustiças.

A mensagem do Dia Mundial das Comunicações de 2017 nos chama a ultrapassar as limitações do mundo e assumir uma postura proativa, rasgando as cortinas da apatia e do conformismo, e, dedicando um novo olhar para a realidade, propor soluções de forma aberta e criativa.

A história da humanidade se dá não como repetição de ciclos, mas pela ação de pessoas centradas na construção de propostas que representam ganhos para a sociedade, assim, é no contexto histórico que o comunicador deve agir e, não há fundamento melhor que pautar-se na mensagem do próprio Jesus, que não ignora o sofrimento, mas se lança sobre ele, à luz do Amor consolador, que assume toda a fraqueza humana, sofrendo por ela a própria morte, e que faz da dor, o alicerce para a comunhão e a vida plena.

A partir da comunicação dessa verdade é que os povos amadurecem na fé e compreendem que o Reino de Deus não é uma utopia, mas uma realidade, possível de ser alcançada desde já, por todos os que têm os olhos limpos pela ação do Espírito Santo, ainda que cercados pelas dores do mundo.

Por fim, o Santo Padre nos chama a erguer os olhos e a contemplar Jesus no quadro litúrgico da Festa da Ascensão, para que possamos compreender que Ele nunca se afastará de nós, mas que os horizontes se alargarão, na medida em que nossa humanidade, n’Ele, se eleve até o céu e que nos tornemos promotores de uma nova humanidade, redimida, através da comunicação da esperança.

Michelle Neves

Artigo publicado no Portal da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 23/05/2017 – Clique aqui para acessar.

 

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Liturgia do Dia 23/05/2017

joão 16, 5-11“A Palavra do Senhor é força viva no coração de quem tem fé e o ama. Ela nos ensina que é preciso lançar-se na missão, testemunhar a verdade de Cristo e não fugir das adversidades.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 16, 22-34

Salmo Responsorial:  137

Evangelho:  João 16, 5-11

Liturgia do Dia – 21/05/2017

João 14, 15-21“O amor de Deus não está preso a nenhuma fronteira.  Deus se manifesta nas ações dos cristão que procura viver o mandamento do amor. Por suas ações e palavras, o cristão fundamenta a razão de sua esperança e a testemunha.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 5, 8.14-17

Salmo Responsorial:  65

Segunda leitura: 1Pedro 3, 15-18

Evangelho:  João 14, 15-21

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Meditação para o Domingo

Por Dom Henrique Soares da Costa – Bispo Diocesano de Palmares/PE

Nestes dias pascais em honra do Ressuscitado, contemplamos e experimentamos nos santos mistérios não somente a Sua Ressurreição e Ascensão, como também dom do Seu Espírito Santo em Pentecostes. Pois bem, caríssimos irmãos e irmãs, a Palavra de Deus que escutamos nesta liturgia do VI Domingo da Páscoa coloca-nos precisamente neste clima. Com um coração fiel e recolhido, contemplemos o mistério que o Evangelho de hoje nos revela! Meditemos nas palavras do Senhor Jesus: é Ele mesmo que, sempre vivo, glorioso, sobreano Senhor da Igreja, nesta Ceia sacrifical da Eucaristia, nos diz novamente, aquelas palavras ditas na Ceia derradeira. Eis as Suas palavras:

“Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós! Pouco tempo ainda, e o mundo não mais Me verá, mas vós Me vereis, porque Eu vivo e vós vivereis!” São palavras estupendas, cheias de promessa e de vitória…
Mas, será que são verdadeiras? Como pode ser verdade tudo isso? Uma coisa é certa: o Senhor não mente jamais! E Ele nos garante: Eu virei a vós! Eu vivo! Vós vivereis!
Mas, como se dá tal experiência? Como podemos realmente experimentar tal realidade estupenda em nossa vida e na vida da Igreja? Eis a resposta, única possível: somente no Espírito Santo que o Ressuscitado nos deu ao derramá-Lo sobre nós após a Ressurreição. Vejamos:

“Eu virei a vós!” Na potência do Santo Espírito, Cristo realmente permanece no coração de Sua Igreja, primeiro pela Palavra, pregada na potência do Espírito, como Filipe, na primeira leitura, que, anunciando o Cristo, realizava curas e exorcismos e, sobretudo, tocava os corações! A Palavra que Filipe pregava e que a Igreja proclama é cheia de Espírito Santo de Cristo e, por isso, Palavra que realmente toca os corações e coloca os ouvintes diante do Cristo vivo, soberano, atual e atuante.
Mas, conjuntamente com a Palavra, os sacramentos, sobretudo o Batismo e a Eucaristia. Em cada sacramento é o próprio Espírito do Ressuscitado Quem age, conformando-nos ao Cristo Jesus, unindo-nos a Ele, fazendo-nos experimentar Sua Vida e sua força. Pelo Batismo, mergulhados no Espírito do Ressuscitado, realmente nascemos para uma nova Vida, como nova criatura; pela Eucaristia, Seu Corpo e Sangue plenos do Espírito, entramos na comunhão mais plena que se possa ter neste mundo com o Senhor: Ele em nós e nós Nele, num só Espírito Santo que Ele nos doa continuamente!

“Vós Me vereis!” Porque o Santo Espírito do Senhor Jesus habita em nossos corações, nós experimentamos Jesus em nós como uma Presença real e atuante e, com toda a certeza, proclamamos que Jesus é o Senhor, como diz São Paulo: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’ a não ser no Espírito Santo” (1Cor 12,3). Porque vivemos no Espírito, experimentamos todos os dias Jesus como Alguém vivo e presente na nossa vida, em outras palavras: vemos Jesus; vemo-Lo de verdade!

“Eu vivo!” Sabemos que o Senhor está vivo: “morto na Sua existência humana, recebeu nova Vida pelo Espírito Santo”. Sabemos com toda a certeza da fé que Cristo é o Vivente para sempre, o Vencedor da Morte!

“Vós vivereis”. O Senhor Jesus não somente está vivo, totalmente transfigurado pela ação potente do Espírito que o Pai derramou sobre Ele… Vivo na potência do Espírito, Ele nos dá esse mesmo Espírito em cada sacramento. Assim, sobretudo no Batismo e na Eucaristia, tornam-se verdadeiras as palavras do Senhor: “Vós vivereis!”, isto é: recebendo Meu Espírito, Nele vivendo, tereis a Minha Vida mesma! Vivereis porque Meu Espírito “permanece junto de vós e estará dentro de vós!”

Então, caríssimos, palavras de profunda intensidade e de profunda verdade! Num mundo da propaganda, da ilusão, dos simples sentimentalismos, essas palavras do Senhor são uma concreta e impressionante realidade. Mas, escutemos ainda o Senhor: “Naquele dia sabereis que Eu estou no Meu Pai e vós em Mim e Eu em vós!”
É na oração, na prática piedosa dos sacramentos, na celebração ungida e piedosa da Eucaristia que experimentamos essas coisas! Aqui não é só a inteligência, aqui não basta a razão, aqui não são suficientes os nossos esforços! É na fé profunda de uma vida de união com o Senhor, na força do Espírito Santo que experimentamos isso que Jesus disse: Ele está no Pai, no Espírito Ele e o Pai são uma só coisa.
Mas, tem mais: experimentamos que nós estamos Nele, Nele enxertados como os ramos na videira, Nele incorporados como os membros do corpo unidos à Cabeça! Repito: é nos sacramentos que essa experiência maravilhosa torna-se realidade concreta. Um cristianismo que tivesse somente a Palavra de Deus, sem valorizar os sete sacramentos – sobretudo o Batismo e a Eucaristia -, seria um cristianismos mutilado, deficiente, anêmico, não condizente com a fé do Novo Testamento e a Tradição constante da Igreja! Irmãos e irmãs, atenção para a nossa vida sacramental!

Ora, é esta comunhão misteriosa e real com o Senhor no Espírito, que nos faz amar Jesus e viver Jesus com toda seriedade de nossa vida. É cristão de modo pleno quem experimenta o Senhor Jesus vivo e íntimo em sua vida e celebra tal união, tal cumplicidade de amor, nos sacramentos! Aí sim, as exigências do Senhor, Seus mandamentos, não nos parecem pesados, não nos são pesados, não são um fardo exterior que suportamos porque é o jeito. Quem vive a experiência desse Jesus presente e doce no Espírito derramado em nós, experimenta que cumprir os preceitos do Senhor é uma exigência doce, porque é exigência de amor e, portanto, libertadora, pois nos tira de nós mesmos e nos faz respirar um ar novo, o ar do Espírito do Ressuscitado, o Homem Novo!

Mas, quem pode fazer tal experiência? Somente quem vive de modo dócil ao Espírito Consolador, que nos consola mesmo nos desafios mais duros. Somente viverá o cristianismo com um dom e não como um peso quem vive na consolação do Espírito, que é também Espírito de Verdade, pois nos faz mergulhar na gozo da Verdade que é Jesus.
Ora, o mundo jamais poderá experimentar esse Espírito! Jamais poderá experimentar o Evangelho como consolação, jamais poderá experimentar e ver que Jesus está vivo e é doce e suave Vida para a nossa vida! Por isso mesmo, o mundo jamais poderá compreender as exigências do Evangelho: aborto, desconstrução da família segundo o plano de Deus, assassinato de embriões com fins pseudo-científicos, assassinato de embriões anencéfalos, eutanásia… Como o mundo poderá compreender as exigências do Evangelho se não conhece o Cristo? “O mundo não mais Me verá!” Nunca nos esqueçamos disso! Ai daqueles que pensam que a Igreja deve correr atrás do mundo, adotando a sua lógica, e os seus critérios! Este não é capaz de receber, de acolher o Evangelho porque – diz Jesus – não vê nem conhece o Espírito Paráclito! Mas, vós, cristãos, “O conheceis porque Ele permanece junto de vós e estará dentro de vós!” Irmãos, como nosso Senhor é claro, como é verdadeiro, como nos preveniu!

É esta experiência viva de Jesus no Espírito que nos dá a força cheia de entusiasmo na pregação como Filipe, na primeira leitura. Dá-nos também a coragem e o discernimento para dar ao mundo “a razão da nossa esperança”, santificando o Senhor Jesus em nossos corações, isto é, pregando Jesus primeiro com a coerência da nossa fé na vida concreta e, depois, com respeito pelos que não creem como nós, mas com a firmeza de quem sabe no que acredita! Dá-nos, enfim, a graça de participar da cruz do Senhor, Ele que “morreu uma vez por todas, por causa dos nossos pecados, o Justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus”. Assim, com Ele morreremos para uma vida velha e ressuscitaremos no Espírito para uma Vida nova.
Eis! Esta será sempre a grande novidade cristã, o centro, o núcleo de a nossa identidade e nossa força! Nunca esqueçamos disso! Vamos! Sigamos o Senhor! Abramo-nos ao Seu Espírito, E teremos a Vida eterna! Amém.

Liturgia do Dia – 20/05/2017

João 15, 18-21“‘Não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo’.  Os discípulos foram solidários com o Cristo, escutando seu ensinamento e assumindo a missão de anunciar o Evangelho, mesmo na diversidade.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 16, 1-10

Salmo Responsorial:  99

Evangelho:  João 15, 18-21

E eles ficaram cheios do Espírito Santo (At 2,4)

No próximo dia 28, a partir das 14 horas, no quadra do Colégio Guido de Fontgalland, a Rua Barão de Ipanema, 85, em Copacabana (ao lado da Paróquia São Paulo Apóstolo), temos um encontro de louvor e adoração.

É a festa de Pentecostes da Terceira Forania do Vicariato Sul.

A entrada social é a contribuição de um quilo de alimento não perecível e a participação é livre.

Liturgia do Dia – 18/05/2017

joão 15, 9-11“A Palavra é dinâmica e nos traz a vida divina. Em Cristo encontramos o amor do Pai para conosco. De nossa parte, é preciso corresponder com o amor que Cristo nos dá. Nele está a vida em plenitude.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 15, 7-21

Salmo Responsorial:  95

Evangelho:  João 15, 9-11

A Catequese do Papa Francisco – 17/05/2017

brasão-papa_-Francisco

CATEQUESE
Praça de São Pedro, no Vaticano
Quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Esperança cristã – Maria Madalena, apóstola da Esperança

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Nestas semanas a nossa reflexão se move, por assim dizer, na órbita do mistério pascal. Hoje encontramos alguém que, de acordo com os Evangelhos, foi a primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado: Maria Madalena. Havia terminado o descanso de sábado. No dia da paixão não tinha havido tempo para completar os ritos funerários; por isso, naquele amanhecer cheio de tristeza, as mulheres vão ao sepulcro de Jesus com unguentos perfumados. A primeira a chegar é ela: Maria Madalena, uma das discípulos que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia, mantendo-se a serviço da Igreja nascente. Em seu caminho para o túmulo se reflete a lealdade de muitas mulheres que dedicam anos indo ao cemitério, em memória de alguém que não está mais entre nós. Os laços mais autênticos não são quebrados até mesmo por morte: há aqueles que continuam a amar, mesmo se o se a pessoa amada se foi para sempre.

O Evangelho (cf. Jo 20,1-2.11-18) descreve Maria Madalena colocando logo em evidência que ela não era uma mulher entusiasmo fácil. De fato, após a primeira visita ao túmulo, ela volta decepcionada para lugar onde os discípulos estavam escondidos; relatos de que a pedra foi movida da entrada do sepulcro, e sua primeira opção é a mais simples que pode ser formulada: alguém deve ter roubado o corpo de Jesus. Assim, o primeiro anúncio que Maria traz não é o da ressurreição, mas de um roubo de autores desconhecidos, enquanto toda Jerusalém estava dormindo.

Em seguida, os Evangelhos falam de uma segunda viagem da Madalena ao túmulo de Jesus. Ela era teimosa! Ela foi, ela voltou … porque não estava convencida! Desta vez, o seu passo é lento, muito pesado. Maria sofre duplamente: em primeiro lugar pela morte de Jesus, e depois pelo desaparecimento inexplicável de seu corpo.

É enquanto ela está inclinada perto da sepultura, com os olhos cheios de lágrimas, que Deus a surpreende da maneira mais inesperada. O evangelista João enfatiza como era persistente sua cegueira: não nota a presença de dois anjos que a interrogam, e nem mesmo desconfiado ao ver o homem atrás dela, quem ela acredita ser um jardineiro. Mas descobre o acontecimento mais marcante da história humana quando finalmente é chamada pelo seu nome: “Maria” (V. 16).

Como é belo pensar que a primeira aparição de Cristo ressuscitado – de acordo com os Evangelhos – tenha ocorrido de forma tão pessoal! Que há alguém que nos conhece, que vê o nosso sofrimento e decepção, e que se comove por nós, e nos chama pelo nome. É uma lei que encontramos esculpida em muitas páginas do Evangelho. Ao redor de Jesus, existem muitas pessoas que buscam a Deus; mas a realidade mais prodigiosa é que, muito antes, há em primeiro lugar Deus que se preocupa com nossas vida, que a quer levantar, e para fazer isso nos chama pelo nome, reconhecendo o rosto pessoal de cada um. Cada homem é uma história de amor que Deus escreve sobre esta terra.

Cada um de nós é uma história de amor de Deus. Cada um de nós é chamado, por Deus, pelo próprio nome: nos conhece pelo nome, nos olha, nos espera, nos perdoa, é paciente conosco. É verdade ou não é verdade? Cada um de nós faz esta experiência.

E Jesus a chama: “Maria!”, a revolução de sua vida, a revolução destinada a transformar a existência de cada homem e mulher, começa com um nome que ecoa no jardim do sepulcro vazio. Os Evangelhos nos descrevem a felicidade de Maria: a ressurreição de Jesus não é umaalegria dada com conta-gotas, mas uma cascata que afeta toda a vida.

A vida cristã não é tecida com a felicidade suave, mas de ondas que transformam tudo. Tentem pensar também vocês neste instante, com a bagagem de decepção e derrota que cada um de nós carrega em seu coração, que há um Deus próximo de nós, que nos chama pelo nome e nos diz: “Levanta-te, pare de chorar, porque Eu vim para libertá-lo “. E isso é belo.

Jesus não é alguém que se adapta ao mundo, tolerando que nele perdure a morte, tristeza, ódio, a destruição moral de pessoas … Nosso Deus não é inerte, mas o nosso Deus – permito-me a palavra – é um sonhador: sonha a transformação do mundo e realizou no mistério da Ressurreição.

Maria gostaria de abraçar o seu Senhor, mas Ele está agora orientado ao Pai celeste, enquanto ela é enviada a levar o anúncio aos irmãos. E assim a mulher, que antes de conhecer Jesus estava em poder do maligno (cf. Lc 8,2), agora se tornou uma apóstola da nova e maior esperança.

A sua intercessão nos ajude também a viver esta experiência: na hora do pranto, na hora do abandono, ouvir Jesus ressuscitado que nos chama pelo nome, e com o coração cheio de alegria ir e anunciar: “Eu vi o Senhor “(v. 18). Eu mudei de vida porque eu vi o Senhor! Agora sou diferente, sou uma outra pessoa. Eu mudei porque eu vi o Senhor. Esta é a nossa força e esta é a nossa esperança. Obrigado.

Encontro de Comunicadores

ecom 2017No próximo dia 27 de maio, sábado, a partir das 13 horas, na sede da Mitra Arquiepiscopal de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Rua Benjamin Constant, 23, no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, acontecerá mais uma edição do E-COM, Encontro de Comunicadores.

Na ocasião, o Cardeal Arcebispo Orani Tempesta apresentará a reflexão sobre a Mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais:  “Não tenhas mendo, que Eu estou contigo” (Is 43,5) – Comunicar a esperança e confiança, no nosso tempo.

Também acontecerão duas palestras de formação a primeira intitulada Ética na Comunicação, com a radialista da Rádio Catedral FM e professora da PUC-Rio, Marcylene Capper e a segunda Direito de Imagem, com a Dra. Claudine Milione, advogada da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

A participação é livre e gratuita.

Todos os agentes da Pastoral de Comunicação, blogueiros e produtores de conteúdos católicos e profissionais da comunicação estão especialmente convidados.

PASCOM RIO

Liturgia do Dia – 17/05/2017

joão 15, 1-8“Dispor-se a escutar a Palavra de Deus é atitude de fé.  É preciso ficar maravilhado diante de tão grande beleza:  É Deus quem nos fala.  A Palavra é a grande ponte que nos liga ao Pai e a seu Filho Jesus.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 15, 1-6

Salmo Responsorial:  121

Evangelho:  João 15, 1-8

Liturgia do Dia – 16/05/2017

joão 14, 27-31“Deus se faz presente no meio de seu povo para que alcance a paz.  Ele é a paz.  Quem escuta o Senhor em sua Palavra será uma pessoa em paz, pois andará conforme seu ensinamento.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 14, 19-26

Salmo Responsorial:  144

Evangelho:  14, 27-31a

Liturgia do Dia – 15/05/2017

João 14, 21-26Deus está sempre ao lado da gente.  Seu amor é incondicional.  Por isso ensina-nos Jesus: ‘O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará tudo’.  Ele nos conduz em seu Espírito.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 14, 5-18

Salmo Responsorial:  113b

Evangelho:  João 14, 21-26