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12ª Mostra Bíblica do Vicariato Sul – 2012

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Artigo, Ministério do Acolhimento, Missão, Vocações

A missão do Ministério do Acolhimento

“Nós sabemos que a acolhida que somos chamados a viver não é apenas receber as pessoas na porta da Igreja, nem tampouco atender bem ao público na secretaria paroquial.  É sobretudo, uma postura nova, de uma Igreja acolhedora, unida, que procura estar próxima daqueles que já frequentam a comunidade e, sobretudo, daqueles que ainda não participam das atividades da paróquia e precisam descobrir a beleza da comunidade eclesial que acolhe pela familiaridade.  As pessoas precisam ver na Igreja uma família unida, que testemunha como é bom estar na paróquia, porque ninguém quer fazer parte de uma comunidade de pessoas que vivem desunidas.”

Dom Orani João Tempesta

Artigo, Vocações

Vocação da Igreja

A Igreja é mistério de comunhão trinitária. O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas de um só Deus Pai e Filho no Espírito Santo.

O Vaticano II apresenta a Igreja como “Povo de Deus”, assembléia dos chamados, dos convocados. A ideia Povo de Deus recorda que a Igreja é uma realidade histórica, fruto da livre iniciativa de Deus e da livre resposta dos seres humanos. Essa expressão indica a Igreja em sua totalidade, ou seja, naquilo que é comum a todos os seus membros. Pela graça do Batismo nos tornamos filhos e filhas de Deus, membros da comunidade de fé- Igreja. O Batismo é, portanto, uma verdadeira vocação: a vocação de ser cristão, Isto é, ser cristão é ser seguidor de Jesus Cristo.

“Não há, pois, em Cristo e na Igreja, nenhuma desigualdade em vista de raça ou nação, condição social ou sexo (…) porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. (Gl 3,28). Faz parte desta condição comum – dado pela fé, esperança e caridade e pêlos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia – a participação de todo o Povo de Deus nas funções profética, sacerdotal e real de Cristo (cf. n° 71).

A noção de Povo de Deus exprime então a profunda unidade, a comum dignidade e a fundamental habilitação de todos os membros da Igreja à participação carismática e ministerial. Esta é a condição cristã que é comum a todos os membros da Igreja.

Um exemplo ajuda. Não basta ter um carro, último modelo, com as funções mais sofisticadas, se suas peças não estão colocadas no lugar certo, instaladas e ajustadas devidamente. Com certeza não funcionará. Pode ser um simples fusível, uma válvula, um distribuidor elétrico, um ejetor de combustível… cada peça é importante, imprescindível na sua função. Nenhum deles pode substituir o outro. O carro é as peças no seu lugar. Cada peça em seu lugar é o carro.

A Vocação da Igreja acontece na medida que cada membro dela assume sua vocação na Igreja. Cada vocação na Igreja transfigura o rosto vocacional da Igreja.

1. Ser COMUNIDADE (de comunhão e participação, co-responsável)

O Concilio fala de uma Igreja-comunidade convocada pela Trindade, “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (LG 4)

Somente esta visão de Igreja contribui para que todos os seus membros vivam em estado de vocação e de missão, sentindo-se escolhidos pelo Pai, chamados pelo Filho e
enviados pelo Espírito pata o serviço ao Reino.
Só uma Igreja imagem da Trindade,

“unidade dos fiéis que constituem um só corpo em Cristo” (LG 3)
na igual dignidade e na variedade de funções (LG 32)
que abre espaço para a comunhão e participação,
pode tornar-se o espaço adequado para o surgimento e desenvolvimento
das vocações e seu engajamento na missão evangelizadora.

Os primeiros cristãos entenderam muito bem o que Jesus queria da sua Igreja. No livro dos Atos dos Apóstolos, vamos encontrar o primeiro retrato da Igreja:

“Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir o pão e nas orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas, vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um., e cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação” (At 2, 42-47).

Uma Igreja que queira animar sua Pastoral Vocacional deve colocar como meta constante a intensificação da vida comunitária, da participação e da co-responsabilidade:

na base (grupos de reflexão e ação),
– nas estruturas (conselhos, equipes de coordenação),
– na coordenação (planos pastorais, prioridades)

2. Ser comunidade SERVIDORA (evangelizadora e missionária)

O fim primeiro e fundamental da Igreja é servir, como Cristo. Por isso a Igreja comunidade também é chamada de povo de servidores.

A principal missão ou tarefa desse serviço é evangelizar. A Igreja existe para evangelizar, essa é a sua missão, o seu serviço.

Foi o pedido de Jesus antes de subir para o céu: “Ideportado o mundo e fazei todos os homens meus discípulos”^. 28,19). São Paulo tinha consciência disto e dizia: “Ai de m/m se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor9,16).

Com a urgência de uma nova evangelização, há a necessidade de despertar novos carismas e ministérios para atingirmos o objetivo geral de ação evangelizadora da Igreja no Brasil (2003-2006).

“EVANGELIZARproclamando a Boa-no vá de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e o testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pêlos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo”.

Evangelizar o mundo é transformá-lo pelo amor, construir o reino de Deus, um reino de justiça, de verdade, de paz, de amor: A força vocacional de uma Igreja particular está na vivência entusiasmada de sua vocação evangelizadora.
Só uma Igreja voltada para a missão de evangelizar, vivida em todos os programas, equipes e trabalhos pastorais, suscita a generosidade das vocações.

Existe uma variedade enorme de carismas e ministérios a serviço da Igreja, presentes em três tipos de vocações que chamamos de vocações específicas: vocações leigas, vocação sacerdotal e vocação consagrada (religiosa) que teremos a oportunidade de aprofundar nos próximos temas.

3. Ser comunidade orante e “encarnada”

O diálogo da fé não acontece sem um clima de oração. Falamos da evangelização como primeira condição de uma pastoral vocacional e, essa imensa tarefa, assumida pelas comunidades, grupos e organizações de Igreja, não será verdadeira sem a vida em oração.

Uma Igreja oranteéuma Igreja em constante diálogo com Deus, condição para captar a presença do Espírito de Deus na Igreja e no mundo. Aliás o próprio Jesus nos mandou que rezássemos pedindo operários para a messe.

“Vendo as multidões, Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então Jesus disse aos seus discípulos: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos/ Por isso, peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.” (Mt 9, 36-38)

Por isso uma Igreja orante é ao mesmo tempo uma Igreja encarnada, qque, sem reclamar privilégios, vive no mundo e na sociedade a sua missão profética, denunciando as injustiças e anunciando a utopia evangélica.

A Igreja, onde as vocações podem brotar, é aquela que escuta o clamor do povo, que vive em processo permanente de renovação e que reza pelas vocações.

VOCAÇÃO NA IGREJA
4. Igreja, mãe das vocações

A palavra Igreja (do grego “ekklesia”) significa convocação. A Igreja, portanto, é a assembleia dos convocados,
dos chamados para missão.

Rogo-vos pois, eu, que andeis de um modo digno da vocação a que fostes chamados”(Ef 4,1).

Uma história
Alexandre Magno um dia estava passando em revista as suas tropas.
Perto dele estavam os seus oficiais subalternos. Um deles exclamou: “General, veja, aquele soldado, tem o nome de Alexandre, como o senhor!” O general perguntou ao oficial: “Mas ele é corajoso como eu? Luta na guerra com a mesma valentia?” O oficial, respondeu que não. Aí o grande general, olhando para o soldado, exclamou: “Soldado, ou muda de nome ou muda de vida!”

Esta história nos faz pensar no significado do nosso Batismo e nos compromissos que temos como cristãos. É isso que São Paulo quer dizer quando pede que vivamos de acordo com a vocação a que fomos chamados:

ser cristão é ser como Jesus, é viver como ele viveu, é ter as mesmas atitudes que ele teve.

São Paulo, na Carta aos Filipenses, nos ensina melhor o que é ser cristão:

“Portanto, se há um conforto em Cristo, uma consolação no amor, se existe uma comunhão de espírito, se existe ternura e compaixão, completem a minha alegria: tenham uma só aspiração, um só amor, uma só alma e um só pensamento Não façam nada por competição e por desejo de receber elogios, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo. Que cada um procure, não o próprio interesse, mas o interesse dos outros. Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo.”

Textos para meditar:
– Lucas 8, 19-21
– João 10 (rebanho, redil, o Bom Pastor)
– João 15 ( a videira e os ramos)
– 1 Cor 12, 12-26 (Corpo Místico de Cristo)
– Ef 4, 1-16

Site: Catequese Católica

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Celebrar como cristãos é entender a mística de Jesus

A busca para celebrar melhor é busca de Deus e de sentido para a vida que temos e vivemos. Por isso, para melhor celebrar e celebrar bem é preciso compreender a “mística” de Jesus.

Mística é o jeito. A mística de Jesus é o jeito de Jesus. Um jeito de viver a vida, de se relacionar consigo mesmo, com Deus, com o mundo, com os outros. Jesus nos aponta um caminho, quando, ao celebrar a Páscoa com os seus, toma o pão, parte-o e o reparte, significando sua total entrega, chegando mesmo a dizer: “Como eu fiz, façam vocês também. Como eu me entreguei, entreguem-se também. Como eu dei a vida por vocês, dêem a vida uns pelos outros.” Esta é a mística de Jesus: a mística da entrega, da doação incondicional. Mas esta mística, este jeito de Jesus, não é um jeito qualquer. É um jeito que dá sentido à vida, um jeito que conduz ao Reino e ao Pai, um jeito que realiza as pessoas, um jeito que liberta a todos transformando a realidade.

Sob este aspecto, podemos observar que não celebramos como Jesus, do jeito de Jesus… E é justamente isso que faz a diferença! Comunidades que buscam celebrar do jeito de Jesus transformam suas realidades pessoais e sociais, são comunidades fecundas, anunciadoras da Palavra e testemunhas do Reino. Comunidades que celebram do jeito de Jesus são comunidades que buscam sempre viver na prática da fraternidade, da solidariedade, da justiça, e não somente ficam no discurso com palavras sem atitudes; são comunidades que verdadeiramente são Igreja! É importante que nos lembremos do exemplo dos primeiros cristãos: “e todos repartiam o pão, e não havia necessitados entre eles”: tudo era de todos, do jeito de Jesus!

Dessa forma, podemos concluir que Jesus não inventa um novo jeito de celebrar, não inventa ritos, o que Ele faz é trazer à tona o verdadeiro sentido de celebrar. Jesus busca viver na eucaristia a mística de sua vida: o amor. E o amor de Jesus é o amor solidário, partilhado, fraterno, ecológico, repleto de respeito profundo e de cuidado.

Assim, se queremos celebrar como cristãos, toda a liturgia tem que carregar esse “jeito”, essa mística de Jesus. Toda a prática celebrativa tem que ter essa marca: ser uma busca da vivência da fraternidade, da solidariedade, do cuidado, e da consciência da entrega total.

Domingo é o dia de celebrar a Eucaristia ou de celebrar a Palavra. É dia de um encontro mais festivo com o Senhor. Apresentamos a seguir, alguns pontos que podem ajudar a celebrar bem o encontro festivo com o Senhor: 1) Comece pensando, na véspera da celebração: “que bom, amanhã é dia de participar da Eucaristia!”; 2) Tente deixar seu coração ansioso por esse momento e, se tiver um tempinho, dê uma olhada nas leituras que serão proclamadas na celebração; 3) Se tiver um tempo maior, faça uma meditação com as leituras (no folheto de celebração, sempre aparecem as leituras da semana seguinte, você pode seguir as orientações das leituras do domingo seguinte); 4) Faça uma listinha das coisas que você irá agradecer ao Senhor; 5) Pense no que você irá pedir ao Senhor (não precisa fazer listinha, Ele já conhece suas necessidades…); 6) Pense por quem você precisa pedir na celebração e pense sobre a importância da celebração em comunidade; 7) Pense, com alegria, nas pessoas da comunidade que você encontrará na celebração; 8 ) Pense que, mesmo com todas as dificuldades, você se esforçará para viver bem a Eucaristia no seu dia-a-dia; 9) Pense que, na celebração, você renovará seu compromisso de sempre se encontrar com a comunidade e com o Senhor; 10) Por fim, coloque um sorriso no rosto e pense: “eu sou feliz por poder participar da mesa do Senhor”.

Concluindo, observamos que diante do tesouro escondido na graça da celebração, é importantíssimo que acolhamos o tema do “cuidado” como um princípio que acompanha a pessoa humana em cada passo da vida, ao encontro de mais vida. Assim, a grande diferença em tudo não está somente nas nossas liturgias, mas naquilo que elas produzem de significação em nós, em qualidade de vida, em convivência, em serviço e amor.

Fonte: Revista Em Cantar nº 37 (Cenor); Artigo de Frei Luiz S. Turra, ofm (assessor na CNBB do Setor de Canto Litúrgico)

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