Liturgia do dia – 25/09/2016

estudo do evangelho de lucas“O profeta Amós denuncia a vida extravagante dos esbanjadores, e anuncia que Deus irá tratá-los com justiça.  Jesus, na parábola do rio e do pobre Lázaro, reafirma que Deus escolhe os pequenos e oprimidos para estarem a seu lado.  Feliz quem combate a batalha da vida com fé e segue os mandamentos do Senhor, pois repousará no colo amoroso do Pai Celestial!”

Primeira leitura:  Amós 6, 1a.4-7

Salmo Responsorial:  145

Segunda leitura:  1Timóteo 6, 11-16

Evangelho:  Lucas 16, 19-31

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Meditação por Dom Henrique Soares da Costa

Antes de entrar no tema próprio da Palavra de Deus deste Domingo, convém chamar atenção para três idéias do Evangelho que desmentem três erros que se pregam por aí afora:

(1) Jesus hoje desmente os que afirmam que os mortos estão dormindo. É verdade que, antes do Exílio de Babilônia, quando ainda não se sabia em Israel que havia ressurreição, os judeus e seus textos bíblicos diziam que quem morria iria dormir junto com os pais no sheol, isto é, na mansão dos mortos. Tal ideia foi superada já no próprio Antigo Testamento, lá pelo século II antes de Cristo, quando Israel compreendeu que o Senhor nos reserva a ressurreição: “Quanto a mim, estou sempre Contigo! Minha carne e meu coração podem se consumir: a rocha do meu coração é Deus para sempre!” (Sl 73/72,23.26) – rezava um salmista desta época… Então, os judeus pensavam que quem morresse, ficava bem vivo, na mansão dos mortos, à espera do Julgamento Final. Já aí, havia uma mansão dos mortos de refrigério e paz, para os amigos de Deus, e uma mansão dos mortos de tormento para os ímpios: “Sim, os que se afastam de Ti se perdem!” (Sl 73/72,27) É esta crença que Jesus supõe ao contar a parábola do mau rico e do pobre Lázaro. Então, nem mesmo para os judeus, que não conheciam o Messias, os mortos ficavam dormindo! Quanto mais para nós, cristãos, que sabemos que “nem a morte nem a vida nos poderão separar do amor de Cristo” (Rm 8,38-39). Afirmar que os mortos em Cristo ficam dormindo é desconhecer o poder da ressurreição de Nosso Senhor. Muito pelo contrário, para nós, como para São Paulo, o desejo do cristão é “partir para estar com Cristo” (Fl 1,23). Deus nos livre da miséria de pensar que os mortos em Cristo ficam presos no sono da morte!

(2) Outro erro que a parábola corrige é aquele de quem prega que o inferno não é eterno. Muitas vezes nas Escrituras – e aqui também – Jesus deixou claro que o Céu e o inferno são por toda a eternidade. Na parábola, aparece claro que “há um grande abismo” entre um e outro! Assim, cuidemos bem de viver unidos ao Senhor nesta única vida que temos, pois “é um fato que os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento” (Hb 9,27). Que ninguém se iluda com falsas esperanças e vãs ilusões, como a reencarnação! Acolhamos com fé o que nos foi revelado pela Palavra do Senhor!

(3) Note-se também como os mortos não podem voltar, para se comunicarem com os vivos. O cristão deve viver orientado pela Palavra de Deus e não pela doutrina dos mortos! Morto não tem doutrina, morto não volta, morto não se comunica com os vivos! É ingenuidade e ignorância atribuir aos mortos fenômenos que são fruto do nosso inconsciente! Além do mais, os judeus não pensavam que os espíritos se comunicassem com os vivos: a comunicação com os mortos é peremptoriamente proibida nas Escrituras Sagradas! O modo de comunhão com os mortos é a oração, é entrega-los ao Cristo nosso Deus, Senhor da Vida, que tem vivos e mortos nas Suas mãos benditas! Observe-se bem que o que o rico pede é que Lázaro ressuscite, não que apareça aos vivos como um espírito desencarnado. Daí, a resposta de Jesus: “Eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”!

Com estes esclarecimentos, vamos à mensagem da Palavra para este hoje.

Jesus continua o tema de Domingo passado, quando nos exortou a fazer amigos com o dinheiro injusto. Este é o pecado do rico do Evangelho de hodierno: não fez amigos com suas riquezas! Se tivesse aberto o coração para Lázaro, teria um amigo a recebê-lo no Céu!
É importante notar que esse rico não roubou, não ganhou seu dinheiro matando ou fazendo mal aos outros. Seu pecado foi unicamente viver somente para si: “se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias”. Ele foi incapaz de enxergar o “pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava no chão”, à sua porta.

“Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas”. O rico nunca se incomodou com aquele pobre, nunca perguntou o seu nome – nome que Deus conhecia! –, nunca procurou saber sua história, nunca abriu a mão para ajudá-lo, nunca deu-lhe um pouco de seu tempo. O rico jamais pensou que aquele pobre, cujo nome ninguém importante conhecia, era conhecido e amado por Deus. Não deixa de ser impressionante que Jesus chama o miserável pelo nome, mas ignora o nome do rico! É que o Senhor Se inclina para o pobre, mas olha o rico de longe! Afinal, os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos!

É esta falta de compaixão e de solidariedade que Jesus não suporta, sobretudo nos Seus discípulos; não suporta em nós! Já no Antigo Testamento, Deus recrimina duramente os ricos de Israel: “Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho; os que cantam ao som da harpa, bebem vinho em taças, se perfumam com os mais finos ungüentos e não se preocupam com a ruína de José”. É necessário que compreendamos isso: não podemos ser cristãos sem nos dar conta da dor dos irmãos, seja em âmbito pessoal seja em âmbito social.

Olhemos em volta: a enorme parábola do mau rico e do pobre Lázaro se repetindo nos tantos e tantos pobres do nosso País, do nosso Estado, da nossa Cidade, muitas vezes bem ao lado da nossa indiferença. Pensemos no dinheiro miseravelmente surrupiado dos cofres públicos por aqueles que deveriam governar com retidão, empregando o dinheiro de todos para os bem de todos, sobretudo dos menos favorecidos! Como o mau rico, estamos nos acostumando com os meninos de rua, com os cheira-colas, com os miseráveis e os favelados, com o assassinato dos moradores de rua… E uma das causas da existência desses é a corrupção estrutural! A advertência do Senhor é duríssima: “Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião… e não se preocupam com a ruína de José!”

Talvez, ouvindo essas palavras, alguém pergunte: mas, que posso eu fazer? Pois eu digo: comece por votar com vergonha nestas eleições municipais! Não vote nos ladrões, não vote por interesse, não vote nos corruptos, não vote nos descomprometidos com os mais fracos, não vote em que não tem nada além de palavras e promessas vazias! Não vote nos partidos que instalaram neste Brasil a República da Propina! Nada justifica a corrupção, nada pode ser álibi para a gatunagem com o dinheiro público!

Vote com sua consciência, vote buscando o bem comum! Dê-se ao trabalho de escolher com cuidado seus candidatos, dê-se ao trabalho, por amor aos pobres, de pensar bem em quem votar!

Só isso? Não! Olhe quem está ao seu lado: no trabalho, na rua, no sinal de trânsito, no seu caminho. Olhe quem precisa de você: abra o coração, abra os olhos, abras as mãos, faça-se próximo do seu irmão e ele o receberá nas moradas eternas.

Durante dois domingos seguidos o Senhor nos alertou para nosso modo de usar nossos bens… Fomos avisados! Um dia, ele nos pedirá severíssimas contas!
Que pela Sua graça, nós tenhamos, um dia, amigos que nos recebam nas Moradas eternas. Amém.

(*) Bispo Diocesano de Palmares/PE

Liturgia do Dia – 24/09/2016

Lucas 9, 43-45“‘O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens’, diz Jesus aos discípulos, que vão entender plenamente o que lhes dizia, só após a ressurreição.  E nós já compreendemos o sentido da ressurreição de Cristo?”

Primeira leitura:  Eclesiastes 11,9-12,8

Salmo Responsorial:  89

Evangelho: Lucas 9,43b-45

 

Liturgia do Dia – 20/09/2016

Palavra de Deus“Deus é quem pesa o coração humano e conhece os que praticam a justiça e a misericórdia.  O desejo divino é que sejamos, de fato, a família de Deus, cumprindo o que Cristo nos ensinou.”

Primeira leitura: Provérbios 21, 1-6.10-13

Salmo Responsorial:  118, 1.27.30.34.35.44

Evangelho:  Lucas 8, 19-21

Liturgia do Dia – 18/09/2016

Lucas 16, 1-13“O desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.  Sua Palavra é a verdade! Quem acolhe e medita atentamente essa Palavra não se deixa enganar por falsos deuses, porque ninguém pode servir a dois senhores.”

Primeira leitura:  Amós 8, 4-7

Salmo Responsorial:  112

Segunda leitura: 1 Timóteo 2,1-8

Evangelho:  Lucas 16, 1-13

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Meditação para este Domingo

Por Dom Henrique Soares da Costa (*)

 

O sentido do Evangelho de hoje encontra-se numa constatação e num conselho de Jesus.

Primeiro, a constatação: “Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios que os filhos da luz”.

Depois, o conselho, que, na verdade, é uma exortação: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas”.

Que significam estas palavras?

A constatação de Jesus é tristemente real: de modo geral, os pecadores são mais espertos e mais dispostos para o mal, que os cristãos para o bem!

Pecadores entusiasmados com o pecado, apóstolos do pecado, divulgadores do pecado…

Cristãos sem entusiasmo pelo Evangelho, sem ânimo para a virtude, sem criatividade para crescer no caminho de Deus!

Pecadores motivados, cristãos cansados e preguiçosos!

Que vergonha! Hoje, como ontem, a constatação de Jesus é verdadeira!

Olhemo-nos, olhemos uns para os outros, olhemos para esta Comunidade chamada Igreja, que, dominicalmente, se reúne para escutar a Palavra e nutrir-se do Corpo do Senhor…

Somos dignos da Eucaristia? Sê-lo-emos se nos tornamos testemunhas entusiasmadas e convictas Daquele que aqui escutamos, Daquele por quem aqui somos alimentados!

Da constatação triste do Senhor, brota Sua exortação grave: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas”.
Palavras estranhas; à primeira vista, escandalosas… Que significam?
Jesus chama o dinheiro de “injusto”, de “iníquo”… Compreendamos: “dinheiro” aqui é tudo quanto temos, tudo quanto para nós seja valioso, positivo: juventude, maturidade, experiência, inteligência, família, boa fama, profissão, emprego, amigos, dinheiro, bens materiais… Tudo isto é dinheiro!

O Senhor o chama “iníquo” porque o dinheiro, a riqueza, os bens materiais e os bens da inteligência, do sucesso, da fama, a família, os amigos, ainda que adquiridos com honestidade, são sempre traiçoeiros, sempre perigosos, sempre na iminência de escravizar nosso coração e nos fazer seus prisioneiros, colocando-se como o Bem por excelência, o sentido da nossa vida… Dinheiro injusto porque sempre nos tenta à injustiça, isto é, a dar-lhe a honra que é devida somente a Deus e de buscar nele a segurança que somente o Senhor nos pode garantir. Por isso, Jesus chama os bens deste mundo de “dinheiro injusto”… Sempre injusto, porque sempre traiçoeiro, sempre traiçoeiro, porque sempre sedutor, sempre sedutor porque nosso coração apega-se tão fácil a tantas coisas passageiras! Constantemente corremos o risco de nos embebedar com ele, fazendo dele o fim de nossa existência, nossa segurança e nosso deus…

Mas, os bens materiais, em geral, e o dinheiro, em particular, não são maus de modo absolutos… Eles podem ser usados para o bem! Por isso Jesus nos exorta a fazer amigos com eles… Fazemos amigos com nossos bens materiais ou espirituais quando os colocamos não somente ao nosso serviço, mas também ao serviço do crescimento dos irmãos, sobretudo dos mais necessitados. Aí, o “dinheiro” se torna motivo de libertação, de alegria e de vida para os outros… Aí, então, tornamo-nos amigos dos pobres, que nos receberão de braços abertos na Casa do Pai!

Bendito dinheiro, quando nos faz amigos dos pobres e, por meio deles, amigos de Deus!

Que o digam os cristãos que foram ricos e se fizeram amigos de Deus porque foram amigos dos pobres! Que o digam Santa Brígida da Suécia, Santo Henrique da Baviera, São Luís de França, os Santos Isabel e Estevão, reis da Hungria e tantos outros, que souberam colocar seus bens a serviço de Deus e dos irmãos! Uma coisa é certa: é impossível ser amigo de Deus não sendo amigo dos pobres, dos necessitados de quaisquer que sejam as pobrezas da vida!

Sobre isso o Senhor nos adverte duramente na primeira leitura: ai dos que celebram as festas religiosas dos sábados e das luas novas em honra do Senhor com o pensamento de, no dia seguinte, roubar, explorar o pobre e pisar o fraco! Maldita prática religiosa, esta!
A queixa do Senhor é profunda, Sua sentença é terrível. Ouçamos o que Ele diz, e tremamos: “Por causa da soberba de Jacó, o Senhor jurou: ‘Nunca mais esquecerei o que eles fizeram!’”

A verdade é que não podemos usar nossos bens como se Deus não existisse e não nos mostrasse os irmãos necessitados, como também não podemos adorar a Deus como se não tivéssemos dinheiro e outros bens materiais ou da inteligência, bens que devem ser colocados debaixo do senhorio de Cristo! Não podemos separar nossa relação com Deus do modo como usamos os nossos bens! Ou as duas vão juntas, ou a nossa religião é falsa! Por isso, perguntemo-nos hoje: como uso os bens materiais, como uso meus talentos, como uso minha inteligência? Somente para mim? Ou sei colocar-me a serviço, fazendo de minha vida uma partilha, tornando outros felizes e o Nome de Deus honrado?

Os bens deste mundo são pouco, em relação com os bens eternos que o Senhor nos promete para sempre. Pois bem, escutemos o que diz o nosso Salvador: “Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes. Se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Em outras palavras, para que ninguém tenha a desculpa de dizer que não compreendeu o que o Senhor quis dizer: Quem é fiel no uso das coisas pequenas deste mundo, será fiel nas coisas grandes que o Pai dará no Céu. Se vós não sois fiéis no uso dos bens desta vida, como Deus vos confiará a Vida eterna, que é o verdadeiro bem? E se não sois fieis nos bens que não são vossos para sempre porque morrereis, como Deus vos confiará aquilo que é o verdadeiro bem, a Vida eterna, que será vossa para sempre?

Olhemos nós, que o modo de nos relacionarmos com o dinheiro e demais bens diz muito do que nós somos, afinal o nosso tesouro está onde está nosso coração! Dizei-me onde anda o vosso coração, o vosso apego, a vossa preocupação, e eu vos direi qual é o tesouro da vossa vida!
Tristes de nós quando o nosso tesouro não for unicamente Deus! Tristes de nós quando, por amor ao que passa, perdemos a Deus, o único Bem que não passa! Uma coisa é certa: a advertência duríssima de Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores. Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro!”

Que nos converta a misericórdia de Deus, que sendo tão bom, “quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. A Ele a glória para sempre. Amém.

(*) Bispo Diocesano de Palmares/PE

Liturgia do Dia – 17/09/2016

Lucas 8, 4-15“O fruto da Palavra em nós é a felicidade eterna.  Ela nos introduz no diálogo com o Senhor.  Ele nos ensina como podemos falar com Ele. Sua palavra é eterna e nos dá a vida eterna.”

Primeira leitura:  1Coríntios 15, 35-37. 42-49

Salmo Responsorial:  55

Evangelho: Lucas 8, 4-15

Liturgia do Dia – 16/09/2016

Lucas 8, 1-3

“Proclamamos a vitória de Cristo sobre a morte com a ressurreição, e a certeza da nossa ressurreição.  E a Comunidade nova, o pequenino rebanho de Cristo, os apóstolos e algumas mulheres, dão início à Igreja e sua missão no mundo: anunciar a Palavra redentora de Cristo.”

Primeira leitura:  1Coríntios 15, 12-20

Salmo Responsorial:  16

Evangelho: Lucas 8, 1-3

Liturgia do Dia – 15/09/2016

Nossa Senhora das Dores“Maria escutou a Palavra de Jesus e guardou em seu coração, o que significa:  a Palavra nela tornou-se vida.  O mesmo deve e precisa acontecer em nós.  Que a Palavra agora ouvida não nos passe despercebido.”

Primeira leitura:  Hebreus 5, 7-9

Salmo Responsorial:  30

Evangelho:  João 19, 25-27 ou Lucas 2, 33-35

Liturgia do Dia – 13/09/2016

Lucas 7, 11-17“‘Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo; e, individualmente, sois membros desse corpo’, e em Cristo está a certeza da vida: ‘Jovem, eu te ordeno, levanta-te’. Deixemos que a Palavra do Senhor more em nós.”

Primeira leitura:  1Coríntios 12, 12-14.27-31a

Salmo Responsorial:  99

Evangelho:  Lucas 7, 11-17

Liturgia do Dia – 12/09/2016

Lucas 7, 1-10“A Palavra do Senhor nos une na Comunidade e é unidos que participamos da Eucaristia.  Onde há divisões, Deus ali não está . A fé deve ser transformadora, como a do oficial romano.”

Primeira leitura:  1Coríntios 11, 17-26.33

Salmo Responsorial:  39

Evangelho: Lucas 7, 1-10

Liturgia do Dia – 11/09/2016

jesus-e-a-ovelha-perdida“Abramos nossa mente e nosso coração à Palavra de Deus.  Estamos no mês da Palavra do Senhor.  Tomemos consciência de que ele nos ampara em sua misericórdia, que sua Palavra nos transforma, que sua Aliança de amor nos perdoa e nos faz reviver.”

Primeira leitura:  Êxodo 32, 7-11.13-14

Salmo Responsorial:  50

Segunda leitura: 1 Timóteo 1,12-17

Evangelho:   Lucas 15, 1-32

Liturgia do Dia – 10/09/2016

São Lucas“‘Nós todos somos um só corpo, pois todos participamos do único pão’. Assim, fundados na rocha, que é Cristo, alcançaremos a vida e a salvação, e nada nos desviará do seu caminho.”

Primeira leitura:  1Coríntios 10,14-22

Salmo Responsorial:  115

Evangelho:  Lucas 6, 43-49

Liturgia do Dia – 09/09/2016

Lucas 6, 39-42“Ao ouvirmos a Palavra do Senhor, perguntemos o que ela está dizendo para nós.  A mensagem de salvação que vamos ouvir é luz que nos guia, é Palavra que nos converte, que transforma o coração.”

Primeira leitura:  1Coríntios 9, 16-19.22b-27

Salmo Responsorial:  83

Evangelho:  Lucas 6, 39-42

Palavra de Deus: Fonte de Esperança e Renovação

Palavra de DeusPor Michelle Neves (*)

Todos os anos, sempre no mês de setembro, a Igreja é convidada a aprofundar o estudo acerca de um livro bíblico.

A prática surgiu no ano de 1971 e o mês escolhido decorre da memória de São Jerônimo (340-420 d.C), celebrada no dia 30 de setembro.  Todavia, é importante lembrar que o Dia da Bíblia é comemorado pela Igreja no último domingo deste mês, há 69 anos.

São Jerônimo foi quem traduziu o texto bíblico original, escrito em hebraico e grego, para o latim: a chamada Vulgata; foi ele quem deu o primeiro passo para que a Palavra de Deus, hoje traduzida em língua vernácula para praticamente todo o mundo, se tornasse o livro mais adquirido, distribuído e impresso em toda a história.

Assim, não é um exagero afirmar que a Bíblia além de tratar da história de um povo e da sua relação com Deus, é também, um instrumento de evangelização, fonte de alegria, entusiasmo, aprofundamento da fé, discernimento, cura e libertação de tantas pessoas, povos e nações; por isso, são louváveis todas as iniciativas que promovem seu estudo, de forma que, cada vez mais, o povo de Deus acolha e responda ao projeto de Amor, revelado em sua plenitude, na pessoa de Jesus Cristo.

Este ano, somos chamados a conhecer mais o Livro de Miqueias, um dos profetas menores, nascido no século VIII a.C, no reino de Judá, cujo teor gira em torno de denúncias e mensagens de esperança.

Curiosamente, a mensagem dirigida ao povo de Israel, através do Profeta, se encaixa perfeitamente no contexto histórico atual, como se retratasse, exatamente, naquela época, as mazelas que trazem hoje tanto sofrimento à humanidade. Por isso, o lema para o Mês da Bíblia 2016 (Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus– Mq 6, 8), é ao mesmo tempo, instigante e desafiador.

O que o Senhor espera do seu povo, senão uma vida nova, onde, no limite da Justiça, se encontra a misericórdia e a união com Deus? Essa é a pergunta e, a resposta, a qual somos chamados a refletir…

Responder ao chamado para uma nova perspectiva da existência humana, nos leva a colocar Jesus ao centro da história da humanidade. De acordo com a Profecia (5, 1-5), e conforme reconhecimento da Igreja, a partir do Evangelho de Mateus (2, 5-6),  é nEle que se realiza a grande promessa; a vinda do Messias é a resposta de Deus ao drama da humanidade que busca a verdadeira paz.

Essa paz não está alheia à justiça, e requer uma profunda afeição à prática da misericórdia, encontrada genuinamente em Deus.

Para viver a experiência da misericórdia, necessariamente é preciso entrar em oração, expressão de fé que nos une a Deus, como um só corpo.

Mas a oração não deve ser um ato isolado, para não corrermos o risco de não permitirmos realizar de forma eficaz o desígnio de Deus para nós. A ação caritativa deve caminhar lado a lado com ela.

Oração e ação, portanto, estão intrinsicamente relacionadas e contém, em si, elementos de justiça e de misericórdia.  Quando nos aproximamos de Deus e dos nossos semelhantes, concomitantemente, nos desinstalamos do nosso egoísmo e individualismo, e nos tornamos capazes de transformar o mundo e a história.

Outro viés desse entendimento, pode ser observado quando compreendemos que se a Oração e Palavra nos aproxima de Deus, é no nosso agir, em Cristo, que se realiza a plena comunhão com o  Senhor, pois é a partir dEle, que a Justiça e a Misericórdia se manifestam, dia-a-dia, entre nós.

A Palavra de Deus, especialmente sugerida para este Mês da Bíblia, nos dá esperança e nos propõe a renovação: sanar as feridas da injustiça, respeitar a dignidade das pessoas, promover a inclusão social e a tolerância, cessar as guerras, respeitar as normas de convívio social e a lei natural.

Que o bom Deus derrame sobre nós a sabedoria necessária, para construirmos um mundo onde a esperança nos leve às boas ações.

(*) Ministra do Acolhimento

Publicado no Site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Clique aqui

Liturgia do Dia – 08/09/2016

Mateus 1, 18-24“Deus faz o povo experimentar sua ausência, para depois manifestar-lhe seu amor, par que seja fiel.  Maria, escolhida por Deus, dá seu Sim resoluto à vontade divina.  Devemos também fazer o mesmo.”

Primeira leitura:  Miqueias 5,1-4a

Salmo Responsorial:  70, 6; 16,6

Evangelho:  Mateus 1, 18-23

 

Liturgia do Dia – 06/09/2016

Lucas 6, 12-19“Jesus passou a noite inteira em oração e, só depois, escolheu os Doze primeiros, no amanhecer do dia, lembrando a manhã de sua ressurreição. Somos chamados para viver a fé na ressurreição de Cristo.”

Primeira leitura:  1Coríntios 6, 1-11

Salmo Responsorial:  149

Evangelho: Lucas 6, 12-19

Liturgia do Dia – 05/09/2016

lucas 6, 6-11“‘Observam para verem se Jesus curaria em dia de sábado.’ Quando é a vida que está em povo, toda lei que não o defende, perde seu valor.  Jesus quer amorosamente devolver a vida e não se preocupa com a lei que observa, mas não dá a vida.”

Primeira leitura:  1Coríntios 5, 1-8

Salmo Responsorial:  5

Evangelho: Lucas 6, 6-11

Liturgia do Dia – 04/08/2016

Lucas 14, 25-33“A sabedoria evangélica é o acolhimento que agrada a Deus.  O seguimento a Jesus é radical e pressupõe a renúncia de tudo, pois o discípulo deve estar livre para amar e servir os irmãos, sobretudo os marginalizados.”

Primeira leitura:  Sabedoria 9, 13-18

Salmo Responsorial:  89

Segunda leitura: Filemôn  9b, 10.12-17

Evangelho: Lucas 14, 25-33

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Meditação para o XXIII Domingo Comum

O “naquele tempo” do Evangelho que escutamos, prolonga-se neste tempo que se chama hoje. Quando a leitura litúrgica do Evangelho começa com “naquele tempo”, refere-se ao tempo bendito da presença do Senhor entre nós, nos dias da Sua carne, da Sua humilhação. Mas, “aquele tempo” inaugurou os últimos tempos, o tempo da salvação, que vivemos no hoje da nossa vida, até o Dia de Cristo no fim dos tempos.

Pois bem, “naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus”. Eram muitos os que O admiravam, muitos os que O escutavam, como hoje. Mas, Jesus voltando-se, lhes disse – e diz aos que O querem acompanhar hoje -, com toda franqueza, quais as condições para serem aceitos como Seus discípulos: “Se alguém vem a Mim, mas não se desapega e seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de Mim, não pode ser Meu discípulo”.

É impressionante a sinceridade do Senhor nosso!
Olhemos bem que não são todos os que podem ser Seus discípulos!

É certo que todos são chamados, pois “o desejo de Deus é que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4), mas também é certo que nem todos estão dispostos a escutar de verdade o convite do Senhor e a aceitar Suas exigências! Hoje, sobretudo, há tantos e tantos que desejam negociar, querem um abatimento na fé, um desconto nas exigências do Senhor – como se fosse possível domesticar o Evangelho…
E Jesus é claríssimo: Ele somente aceita como discípulo – somente pode ser Seu discípulo – quem se dispõe, com sinceridade, a caminhar atrás Dele, seguindo Seus passos no caminho!
É ele Quem dá as cartas, é Ele Quem dita as normas, é Ele Quem mostra o caminho e Quem diz o que é certo e o que é errado! É Ele o único Senhor da Igreja – da Sua Igreja!
Que palavra tão difícil para cada um de nós, para o mundo atual, que se julga maduro e sábio o bastante para fazer seu próprio caminho e até para julgar os caminhos de Deus! Quem assim age, permanecendo fechado em si mesmo – diz Jesus -, “não pode ser Meu discípulo!”

E o que é ser discípulo?
É colocar-se no caminho Dele,
é renunciar a decidir por si mesmo que rumo dar à sua vida, para seguir o caminho do Mestre, colocando os pés nos Seus passos;
ser discípulo é se renunciar para ser em Jesus,
pensando como Ele,
vivendo como Ele,
agindo como Ele…
Ser discípulo é fazer de Jesus o Tudo, o fundamento da própria existência: “Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo que tem, a tudo que é, à sua própria segurança, ao seu próprio modo de pensar, não pode ser Meu discípulo!”

É preciso que compreendamos que esta exigência tão radical do Senhor não é por capricho, não é arbitrária, não é humilhante ou desumana para nós!
O Senhor é tão exigente porque nos quer libertar de nós mesmos, de nosso horizonte fechado e limitado à nossa própria razão, ao nosso próprio modo de ver e pensar as coisas e o mundo. O Senhor nos quer libertar da ilusão de que somos autossuficientes e sábios, de que somos deuses! Como têm razão, as palavras do Livro da Sabedoria: “Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor? Quem, portanto, investigará o que há nos céus?”
O homem, sozinho, é incapaz de compreender o mistério da vida, que somente é conhecido pelo coração de Deus! Isto valia para ontem, e continua valendo para hoje e valerá ainda para amanhã, mesmo com todo o desenvolvimento da ciência e com toda a ilusão de que nos bastamos a nós mesmos e podemos por nós mesmos decidir o que é certo e o que é errado! O homem, fechado em si mesmo, jamais poderá compreender de verdade o mistério de sua existência e o sentido profundo da realidade. É preciso ter a coragem de abrir-se, de ser discípulo, de seguir Aquele que veio do Pai para ser nosso Caminho, nossa Verdade e nossa Vida! “Na verdade, os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões, incertas… Mal podemos conhecer o que há na terra e, com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos”. É por isso que o Salmista hoje nos faz pedir com humildade: “Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria!”

Só quando nos renunciarmos, só quando colocarmos o Senhor como o centro de nossa vida, do nosso modo de pensar e de agir, somente quando Ele for realmente o nosso Tudo, seremos discípulos de verdade. Então mudaremos de vida, de valores, de modo de agir. É o que São Paulo propõe a Filêmon, cristão, proprietário do escravo Onésimo. O Apóstolo recorda ao rico Filêmon que ser discípulo de Cristo comporta exigências e mudança de mentalidade: o escravo deve agora ser tratado como irmão no Senhor.
Não podemos ser cristãos, apegados à nossa lógica e às coisas próprias do homem velho!
Não podemos ser cristãos fazendo política como o mundo faz, tendo uma vida sexual como o mundo tem, pensando em questões como o divórcio, o aborto, o adultério como o mundo pensa, não podemos ser cristãos comportando-nos como o mundo se comporta e fazendo o que o mundo faz!
Querer seguir o Senhor sem deixar-se, sem colocá-lo como eixo e prumo da vida, é como construir uma torre sem dinheiro: não se chegará ao fim; é como ir para uma guerra sem exército suficiente: seremos derrotados! “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo que tem, não pode ser Meu discípulo!” – A Jesus Cristo temos de repetir sempre, com os lábios e com os atos, com as palavras e com a vida: “Só Vós sois o Santo, só Vós, o Senhor, só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo!”

Que o mundo não compreenda esta linguagem, é de se esperar… Afinal, o homem psíquico – homem entregue somente à sua própria razão – não pode mesmo compreender as coisas do Espírito de Deus (cf. 1Cor 2,14).
O triste mesmo é que os cristãos, isto é, nós, tenhamos a pretensão de ser discípulos sem procurar sinceramente nos renunciar, mortificando nossas tendências desordenadas, educando nossos instintos desatinados e deixando que a luz do Evangelho ilumine nossa razão e nosso modo de pensar, os nossos argumentos e raciocínios…

Cuidemos bem, para que, no fim de tudo, o nosso cristianismo não seja inacabado, tão inútil quanto uma torre deixada pela metade ou uma guerra na qual a derrota é certa.
Que nos valha a misericórdia de nosso Senhor e nos ajude a viver da Sua Palavra, porque, como disse hoje o Autor sagrado, dirigindo-se a Deus, “só assim se tornaram retos os caminhos dos que estão na terra e os homens aprenderam o que Te agrada, e pela Sabedoria foram salvos”.
Que nos salve o Cristo, Sabedoria de Deus! Amém.

Dom Henrique Soares da Costa – Bispo Diocesano de Palmares/PE

Liturgia do Dia – 03/09/2016

estudo do evangelho de lucas“O orgulho mata a vida, e quem se vangloria não compreendeu o que é ser de Deus, que conta com a fragilidade e humildade humana.  Em Cristo, está a vida nova que desejamos, mas é preciso seguir o que nos ensinou.”

Primeira leitura:  1Coríntios 4, 6b-15

Salmo Responsorial: 144

Evangelho:  Lucas 6, 1-5

Liturgia do Dia – 02/09/2016

Lucas 5, 33-39“Deus manifestou em seu Filho o que espera e deseja de nós.  Ouvir sua Palavra e tomar decisões conforme seus próprios pensamentos e não conforme os do Evangelho é ‘colocar vinho novo em odres velhos'”.

Primeira leitura:  1Coríntios 4, 1-5

Salmo Responsorial:  36

Evangelho:  Lucas 5, 33-39