Liturgia do Dia – 21/07/2017

Mateus 12, 1-8“Cuidemos de nosso coração, pois é de lá que saem as coisas boas e ruins.  Deixemos que a Palavra encontre nele seu lugar, para que ele seja brando, humilde e misericordioso.”

Primeira leitura:  Êxodo 11, 10-12,14

Salmo Responsorial:  115, 12-18

Evangelho:  Mateus 12, 1-8

Liturgia do Dia 20/07/2017

Mateus 11, 28-30“Moisés assume fielmente sua missão de libertar o povo de Israel, contanto apenas com Deus, pois não tem nem exércitos nem poder humano.  Jesus é o Libertador por excelência que convida-nos a colocar sobre nossos ombros seu ensinamento.”

Primeira leitura: Êxodo 3, 13-20

Salmo Responsorial:  104, 1.5-27

Evangelho: Mateus 11, 28-30

Liturgia do Dia – 19/07/2017

mateus 11, 25-27“Moisés assume a missão que Deus lhe confiou: libertar o povo de Israel das mãos do faraó opressor.  Deus se revela em seu Filho Jesus, aos pobres e aos humildes, pois estes acolhem com alegria o que vem de Deus.”

Primeira leitura:  Êxodo 3, 1-6.9-12

Salmo Responsorial: 102, 1-7

Evangelho:  Mateus 11, 25-27

Liturgia do Dia – 17/07/2017

Mateus 10, 34-11,1“A Palavra de Cristo está sempre diante de nós.  Ela nos inquieta, pois aponta-nos o caminho pelo qual devemos passar e qual decisão tomar.  Mas, no Senhor, até um copo de água oferecido com amor será recompensado.”

Primeira leitura:  Êxodo 1,8-14.22

Salmo Responsorial:  123

Evangelho:  Mateus 10,34-11,1

Liturgia do Dia – 16/07/2017

Mateus 13, 1-9“De olhos e ouvidos bem atentos, peçamos que o Espírito Santo do Senhor quebre nossas resistências, superficialidades e aprofunde em nós as raízes de sua Palavra sempre viva e eficaz, para sermos a terra boa da plantação do Pai.  Acolhamos em nossa vida a Palavra do Senhor.”

Primeira leitura:  Isaías 55, 10-11

Salmo Responsorial:  64

Segunda leitura: Romanos 8, 18-23

Evangelho: Mateus 13, 1-23

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Amados Irmãos no Senhor, neste Domingo começamos a escutar, na proclamação do Evangelho da Missa, o capítulo 13 de São Mateus, que ouviremos ainda pelos próximos dois domingos.

Do que trata? Prestai bem atenção: trata do Reino de Deus, que Mateus gosta de chamar de Reino dos Céus. Eis: nestes três domingos seguidos escutaremos o Sermão das Parábolas do Reino!

 Vede, caríssimos! Jesus, nosso Senhor, veio anunciar e implantar o Reino de Deus – esta foi a Sua missão; e assim Ele nos salvou! Tudo quanto fez, tudo quanto disse, os milagres que realizou, os exorcismos que praticou, Sua própria Morte e Ressurreição – tudo foi para implantar no coração de cada um de nós e do mundo o Reino do Pai do Céu.

Mas, curiosamente, o Senhor nunca definiu esse Reino! Pois bem, neste capítulo 13 do seu Evangelho, São Mateus, reúne sete parábolas de Jesus (sete: número perfeito, completo; sete: revelação perfeita), nas quais Ele, como um Mestre, sentado numa barca, imagem da Igreja, nos desvenda o mistério do Reino!

Atenção, portanto: nestes três domingos, o Senhor no dirá coisas estupendas sobre esse misterioso Reino!

– Fala-nos, pois, Senhor! Abre o Teu Coração e desvela-nos os mistérios do Reinado do Deus a Quem Tu chamas de Pai, Reino que trouxeste, Reino para o qual nos convidas!

Fala Senhor! Fala sentado na barca da Tua Igreja, nossa Mãe católica, e Te escutaremos atentos, com o coração na mão, pois Tu tens palavras de Vida eterna! É a Ti que se refere, é de Ti que fala, querido Jesus, aquele convite das Tuas Escrituras: “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde à Água, vós que não tendes dinheiro, vinde! Comprai e comei; comprai sem dinheiro! Escutai-Me e vinde a Mim; ouvi-Me e vivereis!” (Is 55,1.3). Fala-nos, pois, santíssimo Salvador nosso, do Reino do Pai que vieste nos trazer pela Tua Encarnação, pela Tua pregação, pela Tua Paixão, Morte e Ressurreição! Fala-nos, Senhor: precisamos de Te escutar para compreender o sentido da vida, para saber os sonhos de Deus!

Pois bem, a primeira parábola é-nos contada hoje: um semeador – que é Jesus mesmo e todos aqueles que em Seu Nome semearão enquanto o mundo for mundo –, um semeador saiu a semear a Palavra do Reino…

Atenção, irmãos: a Palavra semeada por Jesus, Senhor nosso, é o anúncio do Reino ou, melhor dizendo, o semeador saiu a semear o Reino de Deus feito Palavra! Assim, acolher a Palavra de Jesus é acolher o Reino, refutar a Palavra, refutar Jesus é refutar o Reino! Gravai bem isto na mente e no coração: a parábola do semeador é uma parábola do Reino dos Céus, é a parábola do semeador do Reino dos Céus!

Esta é a primeira lição sobre o Reinado de Deus: ele é semeado à mancheias, com generosidade e fartura por Jesus e Seus ministros, mas humildemente; e pode ser refutado!

Vede só que coisa: a Palavra de anúncio do Reino pode ser recebida sem compreensão. Que significa isto? Ela pode ser escutada com desprezo, sem que o ouvinte aceite compreender que se trata não de uma simples palavra humana, mas da própria Palavra que, acolhida com fé, faz Deus reinar no nosso coração, na nossa vida! O ouvinte assim, duro, descrente, que não compreende a Palavra como Palavra de Deus, mas a reduz ao nível de simples palavra humana, é presa fácil do Maligno, que vem de mil modos e leva embora essa Palavra santa, como os pássaros devoram as sementes caídas à margem do caminho…

 Há ainda tantos que acolhem com alegria e generosidade o Reinado de Deus anunciado na Palavra, mas infelizmente, são superficiais! Querem o Reino de Deus, mas não querem o Rei! Desejam o Reinado de Deus, mas não aceitam o trabalho de deixar realmente que Deus reine em suas vidas! Eita! que há tantos assim hoje em dia; tantos, tantos! Desejam um reinozinho à medida do homem, um reinozinho de si próprios!

Ora, acolher o Reino de Deus exige deixar que  Senhor reine em minha vida com a Sua santa vontade, exige, pois, que eu me converta! Mas, esses são duros de coração: querem continuar no seu pecado, no seu comodismo, na sua vida pouco generosa e nada disposta à conversão; pensam que se pode acolher o Reino mantendo um coração cheio das pedras do mundo: “não tem raiz em si mesmo; é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, desiste logo!” Não esqueçais, Irmãos, a ilusão desses: querem o Reinado de Deus, mas sem Deus reinando na vida deles! Querem o Reino, mas não o Rei!

 Depois, aqueles cujo coração é um amontoado de espinhos de preocupações, de paixões, de apegos, de amores, de interesses… Num coração assim, o Reinado de Deus é sufocado! Reinam as paixões, reina a minha vontade, reinam os meus interesses, reina a minha imaturidade, reina o meu apego, reina o meu pecado… Deus fica em último lugar! A Palavra que anuncia o bendito Reinado do Senhor é, nesse espinheiro miserável, sufocada, o Reino murcha, mingua até desaparecer desse coração!

Por fim, um coração pobre e humilde, disposto como um campo fecundo e pronto! É aquele que, diante da Palavra que convida a deixar que Deus reine na nossa vida, diz: Podes reinar, Senhor! Sou Teu, para Ti nasci: que queres de mim? – Alguém assim é pobre, alguém assim é humilde, alguém assim dá espaço para que Deus reine na sua vida! De alguém assim é o Reino dos Céus! E nesse o Reino frutifica, dá fruto, se expande como uma semente fecunda e viçosa que dá trinta, sessenta, até cem por um!

Ah, quantas lições, Irmãos meus! Vede só, resumindo tudo, três delas:

(1) O Reino é semeado generosamente, à mancheias pelo Senhor! Tão generoso é Aquele que deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, que nem olha em que tipo de coração joga a semente! É para todos!

(2) O Reino de Deus é humilde, pede passagem, depende da nossa liberdade para acontecer em nós: pode ser acolhido ou refutado, como a semente! Assim, pode acontecer que, em mim, o Reino de Deus morra ou mesmo sequer chegue a nascer! Vede, Irmãos, tremamos, Irmãos: não é garantido que o Reino entrará e crescerá e frutificará em mim! Que poder, o meu: eu posso matar o Reinado de Deus em mim! Mas, atenção, porque se o Reino não entrar em mim, eu não entrarei no Reino!

(3) O Reino, mesmo para aqueles que o acolhem, terá fecundidades diferentes, dependendo do modo, da generosidade, com que ele é acolhido: pode dar muito fruto ou pouco fruto: trinta, sessenta, cem por um… Que fruto está dando na tua vida, Irmão amado em Cristo, o divino Semeador?

Por fim, como é misteriosa a justificativa de Jesus para falar em parábolas: é para que falando de modo poético e figurado, fique sempre o espaço para que os de boa vontade se encantem e acolham e compreendam, e os de má vontade, de vez, virem o rosto, e se fechem e se afastem! Que mistério, que encontro: a graça do Deus que semeia largamente e a liberdade do homem em acolher ou refutar!

Uma coisa é certa, amados: esse Reino, semeado agora humildemente, entre as dores e tribulações de uma humanidade e de uma criação em dores de parto, como diz a segunda leitura, um dia desabrochará na plenitude de sua potência e de sua glória, de modo que toda a criação e nós mesmos no nosso corpo, seremos totalmente transfigurados pelo Espírito Santo de Cristo, que é a Força mesma da semente do Reino, a Energia mesma que faz a semente brotar, crescer e frutificar em fruto de Vida eterna!

Assim, caríssimos, não duvidemos da força do Reino: tão humilde agora, um dia, no Dia de Cristo, ele desabrochará com toda a força da Glória de Deus!

Não nos esqueçamos: a Palavra do nosso Deus é viva e eficaz, como a chuva que, descendo do céu, irriga a terra e faz brotar a semente!

 Que nos resta dizer?

Venha, Senhor Deus, o Teu Reino!

Dá-nos um coração pobre, humilde, disponível para acolher a boa semente da Palavra do Teu Cristo, de modo que, escutando a Sua santa Palavra, Tu possas reinar em nós e demos frutos de Vida eterna, pois Teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém!

Liturgia do Dia – 15/07/2017

Mateus 10, 24-33“O Senhor está sempre ao lado de seus mensageiros: ‘Não tenhas medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma’. O amor do Senhor é força contínua em nossa vida.”

Primeira leitura: Gênesis 49, 29-32; 50, 15-26a

Salmo Responsorial:  104, 1-7

Evangelho:  Mateus 10, 24-33

Liturgia do Dia – 13/07/2017

Mateus 10, 7-15“José diz a seus irmãos: ‘Foi para vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós para o Egito’.  Devolve com amor a maldade de seus irmãos que o venderam. Assim é também Jesus conosco.  Porque temos tanta dificuldade para amar?”

Primeira leitura:  Gênesis 44, 18-21. 23b-29; 45, 1-5

Salmo Responsorial:  104, 16,21

Evangelho:  Mateus 10, 7-15

Liturgia do Dia – 12/07/2017

Mateus 10, 1-7

“José, ultrajado por seus irmãos, torna-se o salvador deles, livrando-os da fome.  Cristo foi ultrajado pelos homens e tornou-se fonte de vida e de salvação.  Por que demoramos tanto para escutar a voz do Senhor que nos chama?”

Primeira leitura:  Gênesis 41,55-57; 42,5-7a. 17-24a

Salmo Responsorial:  32

Evangelho:  Mateus 10, 1-7

Liturgia do Dia – 11/07/2017

mateus 9, 32-38“‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos’. O Senhor conta conosco para que seu Reino chegue em cada coração humano e todos se salvem.  Deus fez sua parte.  Falta a nossa.”

Primeira leitura:  Gênesis 32, 23-33

Salmo Responsorial:  16

Evangelho:  Mateus 9, 32-38

Liturgia do Dia – 09/07/2017

Mateus 11, 25-30“O Messias vem estabelecer a paz mediante uma nova ordem social marcada por relações justas. O povo libertado será o instrumento dessa ação.  Jesus é a realização das promessas messiânicas.  Ele é o enviado do Pai.”

Primeira leitura:  Zacarias  9,9-10

Salmo Responsorial: 144

Segunda leitura:  Romanos 8,9.11-13

Evangelho:  Mateus 11, 25-30

Meditação para Domingo, por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Diocesano de Palmares, PE.

Neste XIV Domingo Comum, a Palavra de Deus apresenta-nos um Rei. Ei-Lo, como a Primeira Leitura no-Lo descreve: Ele é o Rei de Israel, que vem ao encontro do Seu Povo; é um novo Salomão, um novo Davi: vem montado num jumentinho, como o Pacífico Salomão no dia da sua entronização: “O Rei Davi ordenou: ‘Fazei montar na minha mula o meu filho Salomão!” E o povo aclamou: “Como o Senhor esteve com o senhor meu Rei, que Ele esteja com Salomão e que Ele exalte o seu trono mais do que o trono de Davi!” (1Rs 1,33.37) Esse bendito Rei, que vem ao encontro do Seu Povo é justo, isto é, santo, cumpridor da vontade do Senhor Deus, é humilde, eliminará os carros de guerra, porque é pacífico, anunciará a paz às nações e estenderá o Seu domínio até os confins da terra!

Quem é este Rei? Certamente, caros irmãos, o Profeta Zacarias estava falando de um Rei que viria, está referindo-se ao Messias, o Ungido do Senhor, esperado, desejado de Israel!

Então, prestai bem atenção: esse Rei é o nosso Jesus, novo Davi, verdadeiro Salomão, homem do Shalom, Príncipe da Paz! É Ele, Rei pacífico, o que no Evangelho de hoje declara solenemente: “Tudo Me foi entregue por Meu Pai!”

Sim, Ele é o Senhor, igual ao Pai, Deus como o Pai, que com o Pai tem uma relação de reciprocidade, de igualdade: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai e ninguém conhece o Pai, senão o Filho!”

Tão grande, tão santo, tão Deus e, no entanto, Ele nos convida: “Vinde a Mim! Aprendei de Mim! Eu sou manso e humilde de coração! Vós encontrareis descanso, pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve!”

Jesus é sim o Messias-Senhor, Jesus é sim o Deus vivo e verdadeiro que por nós Se fez homem, Jesus é sim o Rei que vem visitar o Seu povo, Seu novo Povo, que é a Igreja! Mas, atenção: Sua vinda é para salvar:

Ele Se fez um de nós, um conosco: vem manso e humilde de coração, pobre, compreensivo de nossas misérias, pronto para nos acolher no aconchego do Seu coração e nos redimir e nos restaurar para que, Nele, sejamos novas criaturas!

Mas, cuidado! Aqui não se trata de umas ideias melosas, sentimentais! Não! Quando o Senhor nos convida a encontrar descanso Nele, está nos chamando à conversão à Sua Pessoa, a confiar Nele e a Ele entregar a nossa vida. Por isso mesmo, afirma: “Escondeste, Pai, estas coisas aos sábios e entendidos”, isto é, aos autossuficientes, ao que pensam que se bastam e podem fazer do seu jeito, vivendo a vida como se Deus não existisse, como se de Deus não precisassem!

Os “pequeninos” que aceitam Jesus e correm para repousar no Seu Coração são aqueles que desejam romper com a situação de pecado, vivendo a vida nova de filhos de Deus no Filho Jesus! Desses, São Paulo afirma na Segunda Leitura: “Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito”, pois tendes o Espírito Santo de Jesus! E vede, Irmãos meus, a sentença clara do Apóstolo: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo – isto é, não vive segundo o Santo Espírito de Cristo, deixando-se por Ele guiar – não pertence a Cristo!”

Portanto, nada de sentimentalismo meloso, nada de uma misericórdia desfibrada, descomprometida com a conversão: “Temos uma dívida não para com a carne – isto é, o pecado, o espírito do mundo, o viver segundo a nossa lógica -, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne morrereis, mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” a Vida nova no regaço do Coração do Rei manso e humilde!

Queridos Irmãos, vamos a Jesus que veio a nós como Rei pacífico! Que seja Ele o nosso Mestre, que seja o Seu Evangelho a nossa luz, que seja o Seu caminho a nossa verdade!

Não podemos tranquilamente os dizer cristãos vivendo segundo uma mentalidade mundana ou mesmo vivendo segundo a nossa lógica! Ser discípulo do Senhor, ir até Ele, que nos convida “Vinda a Mim!”, exige – exigirá sempre! – o trabalhoso e constante processo de conversão!

Seria uma triste engano, seria uma mentira pensar que alguém pode ser cristão desrespeitando os preceitos do Senhor, vivendo de modo contrário a norma recebida Daquele que é manso e humilde de Coração. Duvidais disto? Então ouvi: “Se Me amais, observareis Meus mandamentos! Se alguém Me ama, guardará Minha palavra e Meu Pai o amará e a ele viremos e Nele estabeleceremos morada!” (Jo14,15.23) Que fique claro: não é qualquer amor que é cristão, não é uma conversa mole de uma amor qualquer que nos faz discípulos de Cristo! Amor verdadeiramente cristão, que nos une ao Senhor e aos irmãos, é aquele que brota do amor ao Cristo Jesus e do compromisso com Seus preceitos! Isto é viver segundo o Espírito, isto é estar aberto para o Senhor, isto é correr a corrida da vida para repousar no Seu Coração!

Que Jesus nosso Senhor nos conceda uma vida assim, Ele que é Deus bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

 

Liturgia do Dia 08/07/2017

Mateus 9, 14-17“‘Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?’ Só em Cristo encontramos a vida e a liberdade verdadeiros.  Longe dele é escravidão e morte.”

Primeira leitura:  Gênesis 27, 1-5.15-29

Salmo Responsorial:  134

Evangelho:  Mateus 9, 14-17

Liturgia do Dia – 07/07/2017

Mateus 9, 9-13“A Palavra mostra-nos sem cessar o jeito de Deus agir conosco:  Sua misericórdia.  Jesus é a plenitude da bondade divina: ‘Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

Primeira leitura:  Gênesis 23, 1-4.19; 24,1-8.62-67

Salmo Responsorial  105 1,5

Evangelho: Mateus 9, 9-13

Fica a dica da Semana

O silêncio de MariaDelicada, concentrada, silenciosa – assim o frei Inácio Larrañaga sintetiza a personalidade da jovem escolhida para ser Mãe de Deus e de toda a humanidade.

O autor nos convida a ir ao encontro de Maria “caminhando sobre terra firme”, isto é, a partir de uma investigação histórica de sua intimidade, retratada nos evangelhos. Enquanto avança na interpretação das passagens evangélicas, leva o leitor a uma profunda reflexão sobre o silêncio de Maria, sua missão e, sobretudo, sobre seu infinito amor.

O estilo sincero e transparente que converteu frei Inácio Larrañaga em modelo de literatura testemunhal está, neste livro, envolto na beleza e poesia da Mãe do Silêncio e da Humildade que, segundo o autor, vive perdida e encontrada no mar sem fundo do Mistério do Senhor.

 

paulo de tarsoTrata-se de uma viagem, que nos leva a descobrir a vida, o pensamento e a ação missionária do apóstolo Paulo, sua riqueza espiritual, sua paixão pelo anúncio do Evangelho e a formação das primeiras comunidades cristãs. O filme conta com a assessoria de alguns biblistas das universidades Lateranense e Teresiana de Roma e do Instituto Arqueológico da Universidade de Viena.

Ano de produção: 2006
Duração: 210 min
Áudio: Português, Inglês, Italiano, Espanhol

 

Liturgia do Dia – 06/07/2017

Mateus 9, 1-8“Abraão dispõe-se a sacrificar seu próprio filho Isaac, como prova de sua fidelidade ao Senhor.  E Jesus liberta o aleijado, dizendo-lhe: ‘Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa'”.

Primeira leitura:  Gênesis 22, 1-9

Salmo Responsorial:114

Evangelho:  Mateus 9, 1-8

Liturgia do Dia – 04/07/2017

mateus 8, 23-27“É preciso abrir-se para a ação de Deus no meio de nós.  Fechar-se é recusar a bondade de Deus.  A Palavra nos liberta e nos salva, mas é preciso acolhê-la no mais profundo de nossa existência.”

Primeira leitura:  Gênesis 19, 15-29

Salmo Responsorial:  129

Evangelho: Mateus 8, 23-27

Liturgia do Dia – 03/07/2017

joão 20, 19-31“Família de Deus é a que escuta a Palavra do Senhor e a põe em prática.  Com amor, o Senhor espera que escutemos o que Ele diz, pois deseja somente nosso bem e nossa paz. Que a Palavra nos ilumine.”

Primeira leitura:  Efésios 2, 19-22

Salmo Responsorial:  116

Evangelho:  João 20, 24-29

Liturgia do Dia – 02/07/2017 – Solenidade de São Pedro e São Paulo

Missa da Vigília

joão 21, 15-19“A Palavra é fonte de vida.  É luz que nos guia.  É força invencível e que muito precisamos.  Com o coração aberto e pronto para servir, escutemos o que nos diz agora o Senhor.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 3, 1-10

Salmo Responsorial:  18

Segunda leitura:  Gálatas 1, 11-20

Evangelho:  João 21, 15-19

Missa do Dia

mateus 16, 13-19“A Palavra do Senhor nos convoca e nos provoca a vivermos com profundidade e compromisso nossa fé.  É em Cristo, que vivemos o fundamento de  nossa fé e de nossa salvação, a exemplo dos Apóstolos Pedro e Paulo.”

Primeira leitura:  Atos dos Apóstolos 12, 1-11

Salmo Responsorial:  33

Segunda leitura:  2 Timóteo 4, 6-8. 17-18

Evangelho:  Mateus 16, 13-19

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Meditação para a Solenidade de São Pedro e São Paulo

Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares, PE

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. – Estas palavras que o missal propõe como antífona de entrada desta solenidade, resumem admiravelmente o significado de São Pedro e São Paulo. A Igreja chama a ambos de “corifeus”, isto é líderes, chefes, colunas. E eles o são.

Primeiramente, porque são apóstolos. Isto é, são testemunhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram, de tal modo que uma das características essenciais da Igreja de Cristo é ser “apostólica”.
Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de Sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do Colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a Ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero por volta do ano 64.

Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus o fez Seu apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma, sob o Imperador Nero em torno do ano 67.

O que nos encanta nestes gigantes da fé não é somente o fruto de sua obra, tão fecunda. Encanta-nos igualmente a fidelidade à missão. As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, como pastores solícitos pelo rebanho, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Não largaram o arado, não olharam para trás, não desanimaram no caminho… Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o Seu anjo para me libertar…”

Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando pelo Senhor. Pedro disse com acerto: “Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim”. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da Cruz e da esperança da Ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida.

Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: “Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Eis a maior de todas a honras e de todas as glórias de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos Seus sofrimentos, unindo a Ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de Sua glória. Eis por que eles são modelo para todos os cristãos; eis por que celebramos hoje, com alegria e solenidade o seu glorioso martírio junto ao altar de Deus! Que eles intercedam por nós na Glória de Cristo, para que sejamos fieis como eles foram.

Hoje também, nossos olhos e corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro. Alguns, com má fé e pouco apreço pela verdade, dizem, deturpando totalmente a Escritura, que ela é a Grande Prostituta, a Babilônia. Nós sabemos que ela é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste. Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé naquele que é o “Cristo, Filho do Deus vivo”. Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma.

Rezemos, hoje, pelo Papa Francisco. Que Deus lhe conceda saúde de alma e de corpo, firmeza na fé, constância na caridade e uma esperança invencível. E a nós, o Senhor, por misericórdia, conceda permanecer fiéis até a morte na profissão da fé católica, a fé de Pedro e de Paulo, pala qual, em nome de Jesus, “Cristo Filho do Deus vivo”, os Santos Apóstolos derramaram o próprio sangue.

Ao Senhor, que é admirável nos seus santos e nos dá a força para o martírio, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

COPACABANA: A VOCAÇÃO DO BAIRRO E A ESPERANÇA CRISTÃ

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Desordem pública, violência generalizada, insegurança, corrupção, solidão, abandono, morte.  Infelizmente são realidades do homem contemporâneo, as quais é impossível fugir ou ignorar.

Mesmo os que fecham seus olhos, na tentativa de não enfrentar a dolorosa realidade, devem admitir que de alguma forma eu, você, o nosso vizinho, os mais pobres e mesmo os mais ricos, e ele próprio, estamos, dia após dia, experimentando a agonia de uma sociedade enferma, fruto de uma cultura laicista, materialista que desumaniza e coisifica o homem.

Os noticiários sobre os últimos acontecimentos no bairro retratam que seus moradores, conscientes ou não, cada vez se distanciam de sua vocação principal, na medida em que afastam do centro de sua vida o seu Criador, renunciando a própria essência e origem.

É indubitável que a reorganização humano-social do bairro passa necessariamente por um conjunto de medidas multi-disciplinares e do compromisso dos envolvidos.  Todavia, de nada adiantará qualquer ação se não for resgatada a vocação do bairro.

A dinâmica da vida e a propagação de uma cultura contrária a dignidade da pessoa humana afastou dos moradores do bairro a sua história, o seu alicerce, e com isso, muito daquilo que lhe dava firmeza, segurança e solidez perdeu-se pelo caminho dos seus quase 130 anos.

A Princesinha do Mar e Coração da Zona Sul hoje pede socorro! É preciso acolhê-la, e salvá-la.

De todas as histórias que tornaram o bairro o mais conhecido e amado do mundo, encontramos no antigo império Inca, o início de sua vocação.

Copacabana, que segundo a língua quíchua significa  dentre outras coisas “lugar luminoso”, também é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto inca, cujos relatos apontam para a realização de cultos a uma divindade de mesmo nome, que protegeria o casamento e fertilidade das mulheres e que após a chegada dos colonizadores espanhóis, Nossa Senhora teria aparecido no local a um jovem pescador de nome Francisco, que esculpiu a imagem da Santa, vestindo-a de dourado e sobre uma meia-lua, e que ficou conhecida por Nossa Senhora de Copacabana.

Bastaria parar por aqui a narração dos fatos para compreendermos que não estamos num local qualquer e que o Bairro de Copacabana, tem por vocação a proteção da família, a valorização das mulheres a partir da sua natureza maternal, sob as bênçãos de Nossa Senhora, vestida de Sol, vitoriosa, tal qual nos narra São João no livro do Apocalipse. Mas a generosidade Divina, como é de se esperar, foi além.

No século XVII, comerciantes bolivianos trouxeram uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana, para o Rio de Janeiro, especificamente para uma praia chamada de Sacopenapã, nome Tupi que significa “caminho dos socós” e sobre um rochedo (o atual Forte de Copacabana) construíram uma capela em homenagem à Santa, que passou a designar a praia e o bairro, cuja principal avenida leva o seu nome.

Não foi por mero acaso que Sacopenapã, recebeu a imagem de Nossa Senhora.  Como dito, o nome da praia tem origem na língua Tupi e significa “caminho dos socós”, ou caminho dos pelicanos, sendo este um importante símbolo católico.

O pelicano apresenta relação direta com o sacrifício de Jesus, pois na falta de peixes para alimentar seus filhotes, bica o próprio peito oferecendo sua carne e sangue para os filhos.

Assim, o pelicano é o símbolo do sacrifício e da doação, tal qual, na Eucaristia, é Jesus Cristo, o pão do céu, da paz e da salvação da humanidade.

A relação entre o pelicano e o próprio Cristo foi comentada por São Jerônimo, ao discorrer sobre o salmo 102: “Sou como um pelicano do deserto, que fustiga o peito e alimenta com o próprio sangue os seus filhos”.

São Tomás de Aquino (1225-1274) faz referência ao símbolo do pelicano em seu hino “Adoro te devote”:

“Senhor Jesus, bondoso pelicano,

Láva-me, eu que sou imundo, em teu sangue

Pois que uma única gota faz salvar

Todo o mundo e apagar todo pecado”

Desta forma há de se reconhecer que, muito antes de sua fundação, o bairro de Copacabana foi consagrado à Nossa Senhora, pelo próprio Jesus, que,  não só mais uma vez rasga o seu peito, para nos alimentar através de seu santo sacrifício e nos trazer a paz e a salvação, também reafirma nossa vocação de ser luz no mundo, sob o manto protetor de sua Mãe Santíssima.

Basta-nos acolhê-Lo!

Michelle Neves
Ministra do Acolhimento
Paróquia São Paulo Apóstolo

Liturgia do Dia – 30/06/2017

mateus 8,1-4“O Cristo carregou sobre si nossas dores, nossas angústias, nossas fraquezas.  Tomou sobre si a dor da humanidade inteira.  Se nos deixarmos conduzir por seu amor seremos verdadeiramente curados.”

Primeira leitura: Gênesis 17, 1.9-10.15-22

Salmo Responsorial:  127

Evangelho:  Mateus 8, 1-4

Fica a dica da Semana

desafiando gigantesO filme da semana é Desafiando Gigantes.

Sinopse: Técnico do Shiloh Eagles há seis anos, Grant Taylor (Alex Kendrick) nunca conseguiu levar sua equipe ao título da temporada. Além do mau desempenho no trabalho, Grant deve enfrentar outros problemas graves em casa e seu estado psicológico e moral nunca esteve tão abatido. Quando tudo parece estar prestes a ir por água abaixo, uma intervenção misteriosa muda o seu destino.

Título original: Facing the Giants

Ano de produção: 2006

Gênero: Drama Esporte Religioso

Duração: 111 minutos

Classificação:  Livre para todos os públicos

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livro da vida santa teresa d'avilaO livro da semana é o clássico Livro da Vida de Santa Teresa D’Ávila.

Independente das convicções religiosas, o leitor encontrará neste livro o relato de um dos mais notáveis casos de contemplação mística que o mundo ocidental moderno conheceu.  Escrita há quinhentos anos, a autobiografia de Santa Teresa de Jesus, é o clássico mais lido pelos espanhóis depois de Dom Quixote, de Cervantes. Foi escrito numa época em que quase nenhuma mulher era alfabetizada e põe ao nosso alcance uma experiência rica de totalidade, fruto de seu encontro com Deus, encontro que esta doutora da Igreja alimentou em sua vida de oração.

Ano: 2010 (1a. reimpressão)

Páginas: 424

Encadernação: Brochura

Idioma: Português